Notas iniciais
Mais um capítulo pra vocês, galera! Emma vai enfrentar Peter, mas será que a loira vai se sair bem nessa batalha? Não será tão fácil, afinal, o que já foi fácil pra ela?

Espero que gostem e boa leitura! *_*

Emma estava em pé diante de Peter, que tinha os olhos brilhantes de fúria. A loira ameaçou partir para cima dele, correndo em sua direção, porém o garoto foi mais rápido. O menino de roupa verde disparou magia contra ela, acertando-a em cheio, fazendo com que ela voasse alguns metros pra trás, até bater contra a gaiola de Henry, que estava junto ao chão desde o momento em que Peter o soltou. Ela bateu violentamente, fazendo Regina e o filho soltarem um grito de desespero.

A loira sentia dores em quase todo o corpo, mas levantou-se. Devagar, ela se pôs de pé e encarou os olhos brilhantes de Peter.

– É só o que você tem? – Ela sorriu, limpando o canto da boca onde havia um pequeno corte que sangrava.

– Como pode estar de pé? – O garoto disse num tom sussurrado, ao mesmo tempo surpreso e furioso com o fato. – Você cairá Emma Swan! Sua força será minha! – Ele gritou, ameaçando-a.

Regina sentiu sua prisão afrouxando, Peter estava enfraquecendo à medida que Emma se fortalecia. Com a loira viva, era questão de tempo até que o dia lhe tomasse o resto dos poderes. Ela sentiu sua magia fluindo outra vez, já não mais bloqueada pela do jovem.

– Henry... – O menino olhou para a mãe. – Eu preciso ajudar Emma de alguma maneira. O melhor jeito é você estando em segurança.

– Mas mãe... – Ela o interrompeu.

– Eu te amo. – E então ela o teletransportou dali, fazendo Henry aparecer dentro do Jolly Roger.

Fazer isso não foi totalmente uma boa ideia da parte de Regina, pois Peter deu pela falta do garoto no momento seguinte ao que ele desapareceu. Ele enfureceu-se ainda mais com aquilo e jogou Regina contra a gaiola, fazendo-a cair lá dentro e a trancou.

– Não sairá daí, é encantada. – Ele disse com um sorriso perverso no belo rosto de adolescente. – Quanto a você... – Ele encarou Emma. – Tem algo que eu quero.

Emma se posicionou de punhos erguidos. O garoto deu uma última olhada para o sol, sabia que estava enfraquecendo e precisava acabar logo com isso.

xXx

Enquanto isso, a pequena embarcação improvisada dos outros quatro passageiros do Jolly Roger chegava à ilha de Neverland.

– É, esse é o lugar. – Garantiu Hook. – Olhem, meu navio! – Ele abriu um imenso sorriso.

– Aqui! Aqui em cima!

– Vejam, é o Henry. – Snow apontou o garoto que pulava no convés junto à borda do navio.

Assim que atracaram na ilha, Gold fez Henry reaparecer na praia, ele correu abraçar os avós.

– Onde estão suas mães, Henry? – Mary temia pela vida delas e estava certa.

– Estão com Peter Pan. Ele está enfraquecendo, mas ele pode matá-las antes disso. Vocês precisam ajudar. – Ele falou, choroso.

– Onde elas estão? – David enfatizou a pergunta novamente, porém o menino manteve-se em silêncio.

– Eu as encontro. – Gold ofereceu-se.

Ele conseguiu fazer sua magia funcionar e duas linhas amareladas surgiram no chão em lados opostos.

– Mas o que...? – Eles estavam confusos.

– Elas devem ter se separado quando chegaram. – Hook os alertou, dando de ombros.

– Mas e agora, que caminho vamos seguir? – Snow olhou ambas as linhas sumirem em meio à mata.

– Henry, qual de suas duas mães você viu primeiro? – Gold olhou para o menino, esperando uma resposta.

– Regina. – Ele respondeu ainda choroso.

– Ótimo. – O velho deu um leve sorriso e tornou a mover as mãos em direção ao chão. Apenas um dos caminhos permaneceu iluminado. – Esse foi o caminho que Regina seguiu. Se ela o achou primeiro, deve ser o caminho mais rápido.

– Vamos. – David segurou a mão de Mary e já foram se embrenhando na mata com o neto logo atrás.

– Você fica. – Gold olhou para o pirata e, em seguida, para os dois meninos que ainda se mantinham presos. – Fique de olho neles, se escaparem, perdemos todo o efeito surpresa.

O pirata fez uma careta, mas ficou, a contragosto. Gold se embrenhou na mata atrás do casal e do neto.

xXx

– Por Deus, Emma, ao menos desvie do que ele joga em você. – Regina se desesperava ao ver a loira voando outra vez e batendo contra a gaiola em que estava. Um olhar irritado da loira a fuzilou e ela não se intimidou e o sustentou, com seu melhor olhar cínico de Evil Queen. – Age como se eu estivesse falando para o seu mal. – Ela concluiu e revirou os olhos.

– Não, você só fala como se eu fosse uma molóide. – Emma se levantou, apoiando-se na gaiola e então dando um passo a frente, tentando manter o corpo ereto.

Uma coisa Regina tinha que admitir, Emma era extremamente forte e determinada. E teimosa. Mais do que ela jamais pensou conseguir ser. Se tinha contado direito, aquela era a quinta vez que a loira se levantava após ser atingida em cheio pelas esferas de energia de Peter.

A roupa da xerife estava imunda de sujeira, a calça jeans toda desfiada em rasgos, os cabelos desgrenhados e havia arranhões por toda parte: nos braços, pernas, no rosto e um corte mais feio na testa. Peter ficava ainda mais enfurecido a cada vez que Emma se levantava. O jovem já não conseguia mais atingi-la com tanto impacto, estava fraco. Porém, seu ato final foi uma ideia genial.

Ele olhou Regina dentro da cela e sorriu abertamente. Ele afastou Emma da gaiola com um novo golpe que a mandou para o outro lado da clareira. Era seu último golpe potente e ele sentiu a magia se esvair de seu corpo. Aproximou-se caminhando da gaiola e encarou a morena.

– Eu pensei em pegar a sombra do seu filho. Mas, veja só, a sua me será muito mais útil. – Ele gargalhou e as pontas de seus dedos brilharam como lâmpadas. Ele colocou a mão no chão, sobre a sombra de Regina que se transmitia para fora da sua prisão. Com muito esforço, devido à fraqueza dos poderes, Peter absorveu aquela sombra e Regina ficou estática dentro da gaiola.

– Não! – Emma gritou quando se pôs de pé pela sexta vez e ameaçou correr em direção à gaiola. – Deixe-a!

– Claro. – Ele riu, apoiando-se na porta da gaiola, que havia acabado de abrir, cansado pelo esforço que fizera usando os poderes. Era bem mais fácil para ele absorver sombras durante a noite. – Mas não acredito que seja esse o seu desejo real, já que vai preferi-la presa. – Ele riu de Emma enquanto Regina saía de dentro da gaiola, os olhos vidrados. – Mate-a! – Peter ordenou e a expressão de Regina se contorceu em puro ódio.

A morena caminhou até Emma, formando uma imensa bola de fogo em uma das mãos, sem desviar o olhar de seu alvo.

– O que você fez com ela? – A loira estava espantada, não conseguiria lutar contra Regina. Não mais. Emma a amava.

– Ela me pertence agora. É minha mascote. – Ele riu, usando um termo que a própria rainha utilizava com os servos aos quais arrancava o coração.

– Regina, essa não é você. – A loira ia dando passos pra trás enquanto tentava, com palavras, se aproximar da morena, usando seu tom de voz mais doce. Em vão.

– Ela não é a mesma, Emma. – Ele riu. – Você sabe o que acontece a uma pessoa que tem sua sombra retirada? – Ele encarou a loira e sorriu maldosamente. Como não obteve resposta, ele continuou. – A sombra, Swan, é a projeção áurea da alma de uma pessoa. Retire-a e você ganha um belo boneco. – Ele gargalhou. – Sem sentimentos, sem consciência, sem vontades próprias... totalmente controlável.

– Você retirou a alma dela? – Emma disse horrorizada enquanto tentava se manter longe da morena, que ainda a ameaçava com a bola de fogo cada vez mais bilhante em sua mão.

– Não, Emma. Eu retirei a sombra dela. Uma projeção da alma, assim como um reflexo do espelho é uma projeção do corpo. – Ele sorriu. – Eu a controlo, mas ela vive. Você, se depender de mim, não terá a mesma sorte. – Dirigiu-se a Regina, sem tirar os olhos da loira. – Vamos Evil Queen, faça o seu trabalho.

Ao ouvir as palavras de Peter, Regina soltou a bola de fogo em Emma que, mesmo sem escapatória, tentou se proteger fugindo do ataque. Foi bem sucedida, Regina não a acertou. A morena tentou de novo, dessa vez com mais fúria. A loira conseguiu desviar-se uma segunda vez. Regina grunhiu de ódio.

– Fique parada, Swan! – Ela esbravejou na direção da loira e Emma notou que nunca havia ouvido antes aquele tom de voz em Regina. Ela parecia oca, gelada, completamente vazia por dentro.

A loira não obedeceu a ordem da rainha e manteve-se em movimento, mas não teve como livrar-se dos inúmeros galhos de árvore que a cercaram em seguida. Eles eram espinhentos e cortavam sua pele por onde passavam. Alguns envolveram sua cintura, outros os seus punhos e alguns mais subiram envolvendo suas pernas, imobilizando-a totalmente. Um dos galhos finos e espinhentos enrolou-se em seu pescoço e Emma grunhiu de dor ao sentir o aperto. Regina manteve-se com a mão erguida, encarando com um sorriso frio o que acontecia com a loira, enquanto Peter se aproximava da cena.

– Finalmente! – O menino comemorava. – Verá o fim da sua vida ao anoitecer, Emma Swan. – Ele sorriu e virou-se para Regina. – Cuide dela e não a deixe escapar. – Ele ordenou e se retirou para descansar.