Notas iniciais
Ai, sinto que estou colocando minha vida em risco ao postar esse capítulo. =S Mas, sejamos pacientes galera, as coisas vão melhorar, ok? hahahah

Emma foi arremessada sobre Regina com o impacto da magia em seu corpo. Ambas caíram no chão alguns metros para trás de onde estavam. A morena ergueu-se com dificuldade, ficando de joelhos, e ajeitou a loira em seu colo. Emma se esforçava pra respirar.

– Não! – Regina sussurrou, as lágrimas escorrendo em seu rosto enquanto acariciava a face da xerife. – O que fez com ela? – Ela gritou na direção da by safesaver\">sombra.

– Eu a amaldiçoei. – Ela ouviu a voz da sombra em sua mente. – Assim que o sol atravessar o céu, o coração da by safesaver\">jovem Salvadora irá parar de bater. Sua alma sairá de seu corpo e virá direto para mim. E eu terei meus poderes para sempre! – Os olhos de Peter brilharam com mais intensidade.

– Não! – Ela ouviu o grito de Henry. O menino chorava dentro da gaiola. – Mãe, onde está o Neal? É uma maldição, toda maldição pode ser quebrada com um beijo de amor verdadeiro.

Regina pode ouvir o que lhe pareceu uma tenebrosa gargalhada vinda de Peter. Aquelas palavras do filho doeram profundamente em seu coração. Ele acreditava que o verdadeiro amor de Emma era o seu by safesaver\">pai. Talvez fosse o certo, afinal. Mas Regina não tinha tempo e nem poderia correr o risco de perdê-la. Ela aproximou seu rosto de Emma, mas foi interrompida pela voz da sombra em sua mente.

– Desista, Regina. Em Neverland não existem adultos, não os permito ficar na minha ilha, apenas crianças. Aqui não existe o beijo do amor verdadeiro. – A gargalhada pode ser ouvida outra vez.

– Como sabia que iria acertá-la e não a mim? – Ela encarou a face negra da sombra.

– Simples. A primeira noite de Emma Swan naquele navio foi um tanto tortuosa. Um pesadelo assombrou a loira durante toda a noite. Ela via a sua morte, Regina. – Ele riu outra vez. – Tudo aconteceu exatamente como no sonho dela, por mais que ela tenha tentado evitar isso. E, exatamente como eu esperava, ela te protegeu quando viu que você estava em perigo.

As lágrimas da morena escorreram mais fortes e grossas por seu rosto. Ela encarou a loira caída sobre seu colo outra vez. Emma parecia ter algo negro correndo em suas veias, marcando suas mãos. A prefeita abriu a jaqueta de Emma e viu que o rastro negro se arrastava pelo seu braço, seu pescoço e agora subia por sua face. Regina viu as orbes verdes da amada se tornarem um tom de preto profundo, como se fossem um vazio sem fim.

Ela arrependeu-se amargamente de não ter cedido aos seus desejos quando a loira a tomou em seus braços. Agora nunca mais a teria, nunca mais sentiria suas mãos macias percorrerem seu corpo. Jamais sentiria a pele da loira de encontro com a sua no aconchego de uma cama. Perderia seu cheiro, o gosto de seu beijo. Regina não se importou de estar na presença de Henry e nem do quão confuso o garoto poderia ficar com aquele ato, mas não teve outra escolha. Ela abaixou seu rosto em direção ao de Emma e juntou seus lábios. Ela sentiu, de forma bem fraca, a loira tentar corresponder-lhe com seus últimos esforços. Aquele ato fez com que um leve sorriso brotasse nos lábios de Regina ao se separarem dos de Emma.

– Mãe? – Ela ouviu a voz confusa do menino.

Ao olhar para ele, a prefeita viu seus olhos avermelhados pelo choro arregalados de surpresa. Era totalmente compreensível o espanto do garoto, afinal, até pouco tempo atrás Regina ainda estava tentando matar a xerife. Não, talvez matar fosse uma palavra muito forte. Mas, com certeza, estava tentando se livrar da loira. Lembrou-se da forma como tudo sempre dera errado. E foi nesse exato momento que ela recordou-se de como a maldição foi quebrada. O beijo da loira no filho Henry. O beijo entre mãe e filho era um beijo de amor verdadeiro. Essa era a sua saída. Essa era a salvação de Emma.

Regina vestiu sua máscara de Evil Queen, as lágrimas sumiram de seu rosto e ela ergueu-se, deixando Emma deitada no chão. Ela virou-se para a sombra e falou em tom gélido.

– Conseguiu o que queria. Terá seu poder com o nascer do sol. – Regina encarava os olhos brilhantes de Peter. – Agora cumpra sua parte no acordo. Liberte meu filho e nos deixe ir.

– Se eu não me engano, eu disse que faria isso se você não se opusesse à morte de Emma. – O tom da sombra era indiferente.

– Não me oponho. Não tive e não tenho como salvá-la. – Regina encarou-o. – E nem mesmo tentei, apenas me despedi. Ou não notou? – Ela ergueu uma sobrancelha, tinha um sorriso irônico no canto dos lábios. – Agora me deixe ir com meu filho.

Peter pareceu ponderar aquela opção e então voou até a corrente que prendia a gaiola do menino à árvore. Ele desceu a gaiola com magia e abriu a pesada tranca da porta.

– Pronto. Vocês têm até o amanhecer para entrar naquele barco e sumir da minha ilha. Ou morrerão.

O garoto correu para fora da gaiola. Regina pensou que Henry iria para os seus braços, mas a sequencia de suas atitudes fizeram o garoto olhar para ela com um misto de estranheza e raiva. Ele correu na direção de Emma, ajoelhou-se sobre ela e chorou.

– Hey Kid. – A voz de Emma era um sussurro distante.

– Emma. Não me deixa. – Ele chorava, dando nela um abraço sofrido.

Regina se aproximou dos dois, sentia as lágrimas voltarem aos seus olhos, mas não poderia derramá-las. Não ainda. Ela olhou para cima e viu o céu começar a clarear. Eles estavam sem tempo.

– Henry. Dê um beijo em sua mãe e vamos embora. – Ela ordenou para o menino, que olhou furioso para ela. Porém, ela piscou para ele e deu-lhe um leve sorriso.

Henry era um garoto esperto, na mesma hora entendeu o que sua mãe estava querendo lhe dizer de verdade. Ele abaixou sua cabeça na direção de Emma e lhe beijou a testa com todo o amor que sentia. Não ouve aquela brisa clássica de quando se quebrava uma maldição. Não houve as cores exalando do corpo de Emma com o contato do filho.

Eles esperaram alguns minutos, ansiosos, o que pareceu uma eternidade. A loira fechou os olhos, parecia ter todas as veias de seu corpo tomadas por um líquido negro e expeço. O dia clareava ainda mais e nada de Emma responder ao beijo dado por Henry. Regina se permitiu chorar outra vez. Peter ainda estava ao lado da gaiola, em sua forma de sombra.

– Tempo esgotado. – Regina ouviu a voz dele ecoar em sua mente. – Vocês irão morrer.

Ele começou a voar, indo na direção dos três. Henry encolheu-se num abraço com o corpo de Emma e Regina se jogou sobre os dois, tentando proteger o filho.

A sombra aproximou-se dos dois com uma velocidade surpreendente e puxou Regina pelos ombros, atirando-a contra uma árvore com força e facilidade. A morena bateu com as costas e arqueou o corpo com a dor. Suas pernas fraquejaram e ela deslizou pelo tronco. Porém, Regina logo se pôs de pé na tentativa de proteger o filho Henry, que foi atirado na mesma direção que a dela. O corpo do garoto bateu contra o seu, jogando-a uma vez mais contra o tronco espinhento da árvore e fazendo com que grunhisse de dor.

– Finalmente, sua alma é minha! – Peter deixou sua voz ressoar pelo ambiente, visivelmente satisfeito ao ver o corpo estendido de Emma Swan ao lado de seus pés.

Com a luz do sol brilhando na clareira, Peter tomou novamente a forma do belo menino poucos anos mais velho que Henry. Ele encarou os dois com um sorriso apavorante demais para os lábios de uma criança e seus olhos tinham um brilho perverso. O pé calçado pelo sapato verde chutou com desdém o ombro de Emma e um novo sorriso surgiu no rosto do garoto.

– Deixa ela! – Henry gritou com o rosto banhado de lágrimas.

– Deixar ela? Claro! – Ele abriu os braços em sinal de felicidade e ergueu o rosto, contemplando o sol da manhã. Quando o abaixou outra vez, seus olhos brilhavam como em sua forma de sombra e de suas mãos surgiram duas esferas de magia. Ele ria de modo maldoso. – Claro que a deixarei, ela está morta! – Ele cuspiu as palavras em tom divertido. – E eu... Eu estou poderoso! Mas vocês... – Ele os encarou, fixando seus olhos em Regina. – Vocês não podem deixá-la. – Ele sorriu de uma maneira falsamente doce. – Por isso, os mandarei pra junto dela! – Ele mal terminou de dizer e investiu sua magia contra os dois.

Notas finais
Bem, comentários com elogios, críticas, xingamentos, ameaças de morte, desabafos, sempre serão bem-vindos. Só peguem leve com a minha pessoa, tá? Pq a Emma vai voltar pra gnt .-. hahahah