Notas iniciais
Olá galera mais fofa do Nyah! *_*
Quero tornar a agradecer pelos comentários que deixam na fic, me fazem muito feliz e dão aquele gás pra continuar a história. ^-^

E, falando na história, hoje as coisas começam a ficar tensas pras nossas heroínas. (Se não tivesse partes tensas, não seria uma fic minha, é quase uma marca registrada. hahahah) Espero que vocês gostem, ainda assim.

Beijão e boa leitura!

As duas mulheres caminharam por horas em direção ao interior da ilha. O coração de Emma começou a se apertar quando o sol começou a se por e a floresta ao seu redor foi ficando escura.

Nem ela e nem Regina haviam dito uma hora certa ou um local exato para voltarem a se encontrar, mas Emma sentiu que o melhor lugar seria o barco e, sem dúvida, aquela era a melhor hora. Ela não conseguiria mais andar pela mata no escuro. Tentou memorizar algo naquele lugar para que conseguisse voltar exatamente ali na manhã seguinte, caso fosse necessário continuar as buscas. Assim que fez isso, Emma pensou no barco e então retornou a ele, reaparecendo em seu convés.

– Regina? Você está aí? – Ela chamava enquanto foi andando pelo barco, olhando em todos os lugares possíveis. Estava vazio. A morena ainda não voltara.

Emma se posicionou na proa do barco, apoiando-se na borda que havia ali. Ela lembrou-se da noite em que viu Regina ali, completamente ensopada. Acabou rindo sozinha. O sol já havia se posto totalmente e a lua agora brilhava alta no céu. E nada de Regina. O coração de Emma tornou a se apertar, ela não tinha um bom pressentimento sobre isso.

A loira viu algo se mexer na mata logo à frente do barco. Ela desceu correndo e foi em direção à floresta, tentando seguir aquilo que chamara sua atenção. Por mais rápido que ela corresse, não conseguia alcançar o que estava a sua frente. O que quer que fosse aquilo, parecia voar.

– Regina? – Sua voz era quase um sussurro. – Regina, apareça. – A frase saiu embargada pelo nó em sua garganta.

xXx

Com o cair da noite, David e Hook já tinham conseguido construir a base para o tal veleiro que tinham planejado. Decidiram que dormiriam na ilha outra vez e, na manhã seguinte, usariam o tecido das barracas para fazer as velas da pequena embarcação.

Snow olhava o mar, estava apreensiva, seu coração se apertava com o cair do sol. Ela sentia que a filha corria perigo e a deprimia saber que não poderia estar lá para ajudar. David se aproximou da esposa e passou o braço por seus ombros, puxando-a para si.

– Ela vai ficar bem, meu amor. – Ele consolou a mulher, tentando fazer a si próprio acreditar naquelas palavras.

xXx

Enquanto Emma e Regina realizavam sua busca pela floresta, Peter andava de um lado para o outro, impaciente.

– Vamos! Anoiteça logo! – Ele irritava-se com o sol que iluminava seus cabelos castanhos.

Perto das cinco horas da tarde, ele começou os seus preparativos. Alguns dos meninos perdidos, seus servos, carregaram a gaiola de Henry para fora da grande árvore que servia como sua casa e usaram uma grossa corrente para erguê-la a um galho alto o suficiente para que quem estivesse no chão não o alcançasse, mas que pudesse vê-lo, assim como o menino via a tudo o que acontecia.

Uma fogueira e algumas tochas foram feitas no lugar, iluminando a clareira de forma ameaçadora. O sol se punha e Peter sentia-se mais forte a cada minuto. Todos os meninos perdidos se retiraram para seus abrigos nas árvores, deixando apenas o rapazinho de verde sozinho com Henry.

Assim que escureceu, Peter sorriu e forçou seu corpo a se tornar uma sombra outra vez. Os olhos brilhantes da sombra encararam o garoto preso e então ele sumiu, retirando-se do lugar preparado para a emboscada. Ele sabia exatamente quem era a pessoa que estava a caminho da clareira.

xXx

Regina viu o sol se pondo e a claridade sumir entre as árvores onde estava. Ela fez uma bola de fogo com a mão, iluminando o seu caminho. Sabia que Emma retornaria ao barco, ela sentia isso quase como se pudesse ler a mente da loira. Assim sendo, Emma estaria segura. A prefeita continuou seu caminho floresta adentro, agora com um cuidado redobrado. Mais alguns passos adiante e ela viu uma luz. Parecia uma clareira iluminada.

A rainha apagou a chama da própria mão e continuou, a passos lentos e silenciosos. Assim que adentrou a clareira, ouviu a voz do tão amado filho.

– Mãe! – Ele gritou.

– Henry! – A mulher tinha lágrimas nos olhos ao ver o menino preso.

– Fuja! É uma... – O menino não teve tempo de continuar falando e Regina se viu diante dos olhos brilhantes de Peter Pan a centímetros do seu rosto.

– Evil Queen. É mesmo um prazer encontrá-la. – Foi a primeira vez que Henry ouviu a sombra falar. Era uma voz estrondosa, não havia boca se mexendo em sua face, o som parecia ir direto para suas mentes.

– Peter Pan, eu suponho. – Regina encarou os olhos brilhantes diante dela. A sombra a rodeava, voando em torno de seu corpo como se a analisasse.

– Está certa. – A voz da sombra era assustadora. Ecoava dentro da mente de Regina, como se soubesse de tudo o que havia ali.

– Solte o Henry, imediatamente! – Regina o encarou.

– Eu proponho uma troca.

– E o que quer em troca? – Regina o olhou, desconfiada.

– Quero poder. – Os olhos diante dela pareceram maiores e mais brilhantes com aquela declaração.

– Eu dou o que quiser. Mas liberte o meu filho.

– Dará mesmo? Daria a alma de seu amor verdadeiro em troca de sair daqui viva com o menino? – Peter aproximou-se de Regina e ela quase se perdeu naqueles olhos brilhantes.

– Não compreendo. – Ela desviou o olhar para o chão.

– Eu explico. – Peter saiu voando e girou várias vezes em torno da gaiola de Henry, parando diante do garoto. Regina pode ouvir a voz dele ecoar em sua mente outra vez. – Eu quero a alma de Emma Swan. – Ele disse e virou-se para encarar a morena, aproximando-se dela outra vez.

– Não, deixe-a em paz! – Regina sentia as lágrimas surgirem em seus olhos.

– Deve escolher, Evil Queen. A vida de sua amada poupará a sua vida e poderá levar o garoto. Se resistir... os três morrerão.

– Não. Não vou deixar que os machuque. – Regina tinha um ar de pura fúria nos olhos castanhos e suas mãos criaram duas esferas de energia. – Terá que passar por mim antes. – Ela gritou.

Henry estava assustado, não entendia nada. Não ouvia mais a voz da sombra, mas sua mãe estava, nitidamente, conversando com ele. “Droga, o que está acontecendo?” – Henry pensou, com as mãos grudadas à grade da gaiola, observando uma luta prestes a se iniciar logo abaixo de seus pés.

– Pois bem, se é isso o que deseja. – Peter disse em tom gélido na mente da morena.

Regina não esperou mais, ela lançou as esferas na direção da sombra. Porém Peter movia-se com uma enorme rapidez enquanto voava e a morena não esteve nem perto de acertá-lo.

xXx

Emma corria no meio da mata, estava perdida. Já não via mais nada se mexer diante dela para que pudesse seguir, ao mesmo tempo em que tudo parecia aterrorizante no meio daquele emaranhado de árvores e cipós, arbustos e pedras, em que se encontrava.

Ela viu, mais a frente, o que parecia uma clareira iluminada. Ela olhou em volta, por que aquele lugar lhe parecia tão familiar? Não precisou pensar muito para se recordar, mais uma vez, do sonho que havia tido. O sonho em que perdia Regina para sempre. Lágrimas já ameaçavam escorrer por seu rosto e ela caminhava de forma automática. Quando sentiu, seus pés a conduziam correndo naquela direção.

Assim que entrou na clareira, Emma se deparou com a cena do seu sonho e se apavorou. Viu uma Regina furiosa atacando ferozmente a sombra que desviava de seus golpes mágicos sem esforço. Notou que Henry estava preso na gaiola acima de suas cabeças. Tudo exatamente igual. Ela sabia o que viria a seguir e calou-se. O nó em sua garganta não lhe permitiu gritar o nome da morena. Não sabendo o que aconteceria se o fizesse. Porém, Henry notou a presença da mãe biológica no ambiente.

– Emma!! – Ele gritou.

Foi o que a loira ouviu, antes de ver a cabeça de Regina virando-se em sua direção. “Não!” – Ela pensou e então olhou a sombra atrás da morena preparando o seu ataque.

– Não! – Foi o que ela conseguiu pronunciar e sumiu em meio à nuvem roxa.

Assim que Emma desapareceu, Regina teve tempo apenas de ver a enorme esfera negra de energia que Peter preparava ser atirada em sua direção. Antes que pudesse se defender, viu a nuvem roxa surgir com o corpo de Emma diante dela e a loira ser atingida em cheio pela magia da sombra.