Notas iniciais
E aí gente, tudo certinho? ^-^
Sério, estou super feliz com os coments de vocês e por saber que estão gostando da fic.

Bom, não irei enrolar muito, vamos logo para o próximo capítulo. Boa leitura! =D

As duas mulheres jantaram ao lado dos outros quatro passageiros, todos em um silêncio mortal. Regina não chegou a desgostar da comida de Mary Margaret, mas achava que a refeição seria mais saborosa se ela mesma cozinhasse, talvez conseguisse algum milagre com os escassos alimentos do barco.

Hook era completamente inconveniente, durante o jantar manteve-se calado, mas assim que o mesmo acabou, ele seguiu atrás de Emma escada acima.

– Swan, podemos conversar? – Ele sorriu para ela de um jeito galanteador. – Não precisa se espremer naquela cama, tem um lugar especial, com mais privacidade, aqui nesse barco. Pensei em dividi-lo com você.

– Onde? – Emma fingiu interesse.

Regina subia as escadas do piso inferior exatamente naquele momento da conversa. Ela enfureceu-se de uma forma imediata e desmedida. Soltou um grande suspiro e apareceu entre os dois que conversavam, fazendo-os se calarem. Ela encarou os olhos verdes de Emma e a loira sentiu toda a raiva que os olhos castanhos exalavam. A morena ergueu o queixo e passou por eles, descendo as escadas até o pequeno quartinho.

– No alçapão. – Hook finalmente completou. Ele sorriu convencido de que tinha tido uma excelente ideia.

– Acredita mesmo que eu passaria a noite com você, dentro de um alçapão, Hook? O lugar onde você prendeu Archie, Belle e sabe-se lá mais quantos. – Emma encarou o pirata com um sorriso irônico nos lábios. – Faça-me o favor e vá dormir com os tubarões!

Emma tomou o mesmo rumo de Regina e foi em direção ao quartinho, o rosto com uma expressão fechada. O pirata conseguia torrar toda a sua paciência facilmente. Regina estava sentada na cama que escolhera, tinha nas mãos um pequeno objeto de madeira que havia caído, pela segunda vez, sobre sua cama.

– O que é isto, Regina? – A loira sentava-se na cama ao lado, encarando o objeto que Regina tinha em mãos.

– Um cisne, Miss Swan, embora não lhe interesse. Acabou de me acertar pela segunda vez em menos de um dia. – E foi nessa hora, através dessas palavras, que Emma reconheceu o significado do “Cisnes” que Regina bufou antes de jantarem. Para a prefeita, aquele animal de madeira era tão inconveniente quanto a própria xerife.

Regina ajoelhou-se na cama e depositou o brinquedo delicadamente na prateleira. Emma acompanhava todos os seus movimentos com os olhos. A morena era graciosa e, por Deus, como era linda. Os olhos verdes subiram e desceram por suas curvas algumas vezes, até que um barulho na escada desviou sua atenção.

– Bem, está na hora de dormir. O sol está se pondo e amanhã acordaremos assim que ele nascer. – Mary disse enquanto entrava no quarto.

A rainha simplesmente deitou-se na cama e se virou para o lado da parede, Emma pode ouvir quando a mesma bufou impaciente. Por que ela tinha que ser sempre tão irritada, tão estressada? Mary subiu na cama, desejou boa noite para a filha e disse também em voz alta para Regina, não houve resposta. Snow virou-se para a parede, encostando seu corpo o máximo possível ali, dando algum espaço para Emma. A loira encostou suas costas na da mãe, porém seus joelhos ainda ficavam para fora da cama quando ela dobrava as pernas.

A posição da xerife era muito desconfortável, ela não tinha como se mexer ou cairia da cama. O horário imposto para dormir também não era dos melhores, a loira tinha o costume de dormir tarde da noite. Aproveitou a insônia para observar Regina na escuridão do quarto. A luz da lua era a única luz ali presente. Ela notou que a mulher estava imóvel, provavelmente dormindo, então deixou seus olhos correrem pelo corpo da morena uma vez mais.

“Emma, Emma. O que está acontecendo com você? Por que diabos está tão interessada nessa mulher que só te destrata?” – Ela pensava enquanto encarava a nuca de Regina. Com o tempo, a loira também adormeceu.

Entretanto, Regina mal havia dormido. Passou longas horas encarando a madeira a sua frente. Quando notou que o silêncio imperava no ambiente, ela se permitiu olhar para trás. A luz da lua refletida no rosto adormecido da loira parecia uma visão angelical. Ela balançou a cabeça para espantar o pensamento. Levantou-se com cuidado e saiu do quarto.

Ao chegar no convés, viu Hook dormindo na popa junto ao manche do barco. Ele estava dormindo tão pesado e profundamente, que não acordaria nem se o Jolly Rogers batesse de frente com um iceberg.

“Grande capitão.” – Ela balançou a cabeça, indignada. Dirigiu-se à proa do navio e inclinou-se sobre a madeira da barreira. Regina observava o mar e o céu diante de si. Não haviam muitas estrelas, mas a lua cheia estava magnífica.

Emma dormia de forma bem desconfortável, quando acordou no susto após o navio chacoalhar com força. Mary apenas se contorceu na cama com o balanço e voltou a dormir. A loira deu pela falta de Regina na cama da frente e resolveu levantar-se. Ao subir para o convés, viu a morena na proa, completamente encharcada pela água do mar.

– Regina, o que aconteceu? – Ela disse, enquanto se aproximava da mulher ensopada tentando segurar o riso.

– O barco foi de encontro com uma maldita onda. Não tive como fugir do meu banho. – Ela falava de forma ríspida, visivelmente irritada.

– Precisa se aquecer Regina, você não pode ficar doente, estamos numa missão de resgate. – Emma olhou para ela com os olhos verdes cheios de preocupação.

– Eu não me molhei porque quis, Miss Swan. – Ela irritou-se outra vez. Emma facilmente conseguia tirá-la do sério.

Regina tirou o casaco pesado de água e o deixou de lado. Para sua total falta de sorte, aquela noite estava fria e a água que caiu sobre ela era congelante. Ela abraçou o próprio corpo e se pôs a tremer. Emma aproximou-se por trás dela, tirou a jaqueta vermelha que vestia e jogou sobre os ombros da morena.

– Miss Swan, o que pensa que está fazendo? – Regina fuzilou-a com os olhos. – Tire já essa... essa coisa... de cima de mim! – Ela ordenou.

– Vai ficar com ela, vai te aquecer por enquanto. Eu já volto.

A rainha tentou discutir, mas a loira não lhe deu mais chances. Emma virou-se de costas e sumiu pela escada que levava ao quartinho. Regina observou Hook completamente apagado ao lado do manche e suspirou. Realmente, o barco poderia afundar que ele não acordaria.

Ela voltou a olhar o mar a sua frente, completamente revoltada com a brincadeira sem graça que as ondas haviam aprontado com ela. Seus cabelos ainda pingavam e suas pernas pareciam pedras de gelo. Porém, a morena notou que seus ombros e braços, cobertos pela jaqueta de Emma, estavam mesmo mais aquecidos e ela já não tremia tanto. Regina pode sentir o perfume que a peça exalava, o cheiro da loira. Ela sorriu brevemente.

Emma voltou do quarto com uma toalha, uma calça e uma camisa de Regina. Estendeu as peças para a mulher à sua frente.

– Aqui está. Você precisa se livrar dessas roupas molhadas.

– Quem lhe deu permissão para mexer nas minhas coisas? – Regina retrucou.

– Deixe de teimosia, mas que inferno! – Ela alterou-se, fazendo a morena se espantar. – Tome! – Ela jogou a toalha para Regina. Procurou uma parte seca no barco para depositar as roupas, sem sucesso. Então jogou-as sobre os ombros.

– Não posso me despir aqui fora, Miss Swan. Temos homens no barco, um deles pode me ver. – Ela olhou para Hook e depois em direção ao lugar em que desciam para o depósito.

– Ninguém te verá nua, Madam Mayor. Enquanto eu estiver por perto, os únicos que deixarei terem esse privilégio serão o mar e a lua. Agora ande logo, se seque e vista essa maldita roupa.

A morena não teve escolha. Fez sinal para Emma virar-se de costas e ela assim o fez. Parecia um cão de guarda em alerta total, cobrindo o máximo possível o corpo de Regina atrás do seu. A prefeita não entendeu exatamente o motivo das palavras da loira terem mexido tanto com ela.

“Enquanto eu estiver por perto, os únicos que deixarei terem esse privilégio serão o mar e a lua” – As palavras de Emma se repetiram em sua mente enquanto ela livrava-se das roupas e passava a toalha apressadamente pelo corpo. “Era um privilégio para ela poder me ver nua?” – A morena se perguntava enquanto andava devagar em direção à Emma. Puxou a calça do ombro da loira e uma calcinha preta de renda quase foi ao chão. Regina sorriu quase de um jeito malicioso.

Emma mantinha-se parada de costas para Regina. Seus olhos estavam fixos em Hook e se ele sequer respirasse mais forte, ela daria um jeito de esconder o corpo nu de Regina ou de apagá-lo de novo com um belo soco. Também não se descuidava da saída do deposito. Seu pai ou Gold poderiam acordar e querer tomar um ar, ela não os deixaria sair. Seu corpo estava tenso, os músculos retesados, prontos para qualquer eventualidade.

Sentiu o corpo gelado de Regina aproximar-se do dela, causando-lhe um arrepio intenso pela espinha. A mão gelada tocou seu ombro e ela sentiu a calça sendo puxada com cuidado. A vontade de virar-se de frente e visualizar a silhueta da prefeita era imensa, mas Emma conseguiu se controlar. Logo em seguida, a mão voltou ao seu ombro e puxou a camisa de seda que estava ali. A camisa foi, mas o sutiã ficou preso à regata de Emma e ela o desenroscou e estendeu o braço para trás, entregando-o.

– Obrigada. – Ela ouviu o tom sussurrado e tremido de frio da voz da prefeita.

“Ela foi tão atenciosa.” – Regina pensou, esboçando um sorriso enquanto abotoava os últimos botões da camisa e ajeitava as mangas compridas para que cobrissem o máximo de pele possível.

A loira virou-se de frente para ela e sorriu, embora estivesse arrasada por ter perdido aquela oportunidade de espiar o corpo da rainha, também estava satisfeita por vê-la vestida e com seu corpo sem tremedeiras.

– Muito bem, Madam Mayor. Agora sim, eu gostei de ver. – Era a primeira vez que ela via os belos cabelos pretos molhados e levemente bagunçados e achou incrivelmente sexy aquela visão. Ela sorriu ainda mais, um sorriso irônico para provocar o ego da prefeita. E conseguiu.

– Ora, Miss Swan, eu não o fiz por você. Fiz por que preciso estar forte para encontrar o Henry. – Ela tencionou o maxilar, olhando profundamente nos olhos verdes. Em seguida ergueu a cabeça e quebrou o contato visual. – Mas obrigada pela ajuda. Agora, se me permite, tentarei dormir um pouco.

Regina ainda tinha nas mãos a jaqueta vermelha de Emma. Assim que passou por ela, deixou a mesma nas mãos da loira. A xerife acompanhou o caminhar da morena com os olhos, sorrindo feito boba e, assim que ela desapareceu pela escada, a loira levou a jaqueta ao rosto e inalou o cheiro que havia ali. Sentiu o seu próprio perfume em contraste com o cheiro de água salgada e um leve aroma adocicado de maçã. Vestiu-a e desceu outra vez pelas escadas, também precisava dormir.

Notas finais
Foi só eu ou mais alguém aqui congelou com a situação que a Regina passou? =S Com esse frio, escrever uma cena dessas foi até judiação. kkkk

Mas e aí, o que acharam?