Notas iniciais
Olha eu aqui de novo!! Como estão, galera?

O capítulo de hoje traz uma personagenzinha querida, que deixou um gostinho de mistério no ar quando passou aqui pela primeira vez, e hoje ela dará o ar de sua graça. Espero que gostem.
Alguém lembra como Gold encontrou a loja quando chegou? Arrumada e mais vazia, o escritório meio empoeirado. Regina e Snow encontraram as suas devidas casas como se estivessem abandonadas, embora bem cuidadas. A realidade é que eles não se deram conta da data quando voltaram. Hoje essa data virá a tona e vai explicar um pouco das mudanças que tiveram na cidade. (Como Belle no cargo de prefeita)

Agora chega de falação, vamos à história! Boa leitura.

Snow e David foram até o navio de Hook chamá-lo para a festa no Granny’s. Afinal, sem o barco dele e a pouca ajuda que o pirata disponibilizou, eles talvez não tivessem conseguido salvar Henry. Assim que chegaram ao cais, encontraram Hook solitário, apoiado sobre a borda da proa do navio. Ele parecia disperso em pensamentos.

– Hook! – A mulher o chamou, fazendo o homem virar o rosto na direção do casal.

– Vejam só, tenho visitas. – Ele riu. – Posso saber o que desejam?

– Vai mesmo ficar direto aí nesse barco, sozinho? – Snow o encarou.

– É a vida, princesa. – Ele sorriu com o canto dos lábios. – Estou esperando que me ofereçam alguns desses feijões que ganharam, pretendo zarpar em breve. Vocês tem mudas, podem conseguir outros mais quando plantarem.

– Faremos isso, claro. – Snow sorriu. – Mas por que não fica em StoryBrooke?

– Essas águas são calmas demais para um pirata. – Ele sorriu galanteador.

– E pra onde vai sem tripulação, Hook? – David o encarou.

– Sempre há algum idiota por aí querendo aventura. – Ele riu. – Se encontrar pelo menos dois deles, já posso zarpar. E eu vou montando minha tripulação por aí.

– Certo, mas venha essa noite até o Granny’s, darão uma festa pela nossa volta.

– Não sei, acho que não farei falta nessa festa, mas obrigado pelo convite, mesmo assim. – O pirata sorriu.

xXx

Na Mansão Mills, Emma e Regina estavam deitadas na cama, nuas e abraçadas, recuperando-se das ondas de prazer que desfrutaram momentos antes. Emma apertou a morena um pouco mais em seu abraço e levou a boca até sua orelha, sussurrando.

– Acho que foi ainda melhor do que eu pensava, sabe...quando estávamos no barco. – Emma a encarou, fazendo um carinho no rosto da morena. – Nossa primeira vez juntas não poderia ter sido diferente. – Ela sorriu e, em seguida, afundou a cabeça no travesseiro de forma manhosa. – É sério, Regina, eu quero dormir nessa cama o resto da minha vida. – A loira riu.

Regina apenas soltou uma gargalhada e se deixou aconchegar naquele corpo. Assim que fez isso, notou que a energia havia voltado, o relógio eletrônico ao lado de sua cama se acendeu, mostrando as horas e também a data, a qual fez Regina dar um salto e sentar-se na cama, pegando o objeto em mãos pra ter certeza.

– O que foi? – A loira assustou-se e também se sentou, apoiando o queixo no ombro de Regina. – Ainda temos tempo até às nove da noite. – Ela sorriu, beijando o ombro da morena.

– Vê a data? – Ela mostrou o aparelho para Emma, que não parava de beijar-lhe as costas, causando arrepios em seu corpo. – Swan, preste atenção. – Ela fingiu irritação e a xerife parou o que fazia e olhou o pequeno aparelho. – Vê a data? – Regina perguntou outra vez.

– Vi sim, 17 de Julho, e daí? – Só então a loira se deu conta realmente da data. – Espera aí... Julho? Regina, esse seu aparelho está louco, nós saímos de StoryBrooke dia 29 de Setembro. Deve ter sido a falta de energia. – Ela tentou justificar.

– Miss Swan, esse aparelho é como um pequeno computador, mesmo desligado ele estará sempre com a hora e data certas ao ligá-lo. Eu acho que realmente se passaram dez meses desde que saímos.

Emma arregalou os olhos, soltando Regina e balançando a cabeça negativamente com um sorriso cínico nos lábios. – Não é possível isso, é? – Ela se virou para a morena, que deu de ombros.

– Estávamos em Neverland, se lembra? Ninguém lá envelhece, o tempo também deve passar de forma diferente.

A loira estava confusa e ainda tinha no rosto uma expressão de surpresa. Bem, pelo menos aquilo poderia ser uma explicação para o fato da mansão estar sombria e às escuras. Naquele momento, as duas ouviram barulhos na porta da frente e passos no andar de baixo. A morena fez sinal de silêncio e ambas ficaram atentas aos ruídos.

– Mãe? Emma? Vocês estão aí? – A voz de Henry se fez presente, enquanto os passos do menino iam para a sala. Ele ergueu a sobrancelha ao ver o casaco da mãe e a jaqueta de Emma, jogados um sobre o outro no sofá.

– Ele vai subir aqui. – Disse Emma com os olhos arregalados e tratou logo de pular da cama, procurando suas roupas e se vestindo de forma apressada.

Regina apenas recolheu as suas roupas espalhadas e jogou dentro de um cesto de roupa suja, pegou uma toalha limpa e foi em direção ao banheiro. Antes de fechar a porta, viu Emma sair pela porta do quarto com a regata, que um dia já foi branca, virada do avesso.

– Miss Swan! – Ela tentou avisá-la, porém a loira já tinha ganhado as escadas. – Idiota. – Regina bufou e fechou a porta do banheiro.

Emma surgiu diante do filho, que voltava da cozinha. Ele sorriu ao vê-la e apertou os olhos ao ver as condições da loira, quando a mesma abriu os braços pra lhe abraçar.

– Emma, por que está com a regata virada do avesso? – Ele riu, apontando para a peça.

A loira abaixou a cabeça para dar uma boa olhada em si mesma, corando imediatamente ao ver a etiqueta pendendo da gola da regata, logo abaixo da sua cara de tacho. Não estava só com a regata do avesso, como ela também estava de trás para frente.

– Bem eu... tive que tirá-la. Sua mãe ia me emprestar uma blusa decente, mas aí você chegou e acho que coloquei errado depois. – Ela falou, atrapalhada, passando a mão pela nuca.

– E por que o zíper do seu jeans está aberto? – Ele soltou uma risada.

A loira virou-se de costas para o filho e fechou o zíper, aproveitando que ele não via seu rosto para fazer uma careta angustiada e se amaldiçoar internamente pela burrice. Antes tivesse demorado mais para descer e aparecido apresentável.

– Olha kid, eu ia tomar banho aqui, mas achei melhor não desapontar a Mary, já que eu falei pra ela que vou me arrumar lá.

– Ok, ok. – Ele olhou desconfiado para ela e soltou uma gargalhada. – Onde está minha mãe?

– Acabou de entrar no banho, a energia só voltou agora na mansão. – Ela sorriu. – Eu vou indo, também preciso de um bom banho. Você vai ao Granny’s com sua mãe depois?

– Vou sim, eu faço ela ir. – Ele sorriu.

– Isso mesmo, garoto. Nos vemos então. – Emma pegou a jaqueta de cima do sofá e saiu pela porta da frente da mansão.

Assim que Emma saiu, Henry deu um tour pela casa. A mansão ainda estava completamente coberta pelos lençóis brancos em sua grande maioria dos cômodos. A cozinha, ao qual já tinha ido, o escritório de Regina, a sala de jantar, o quarto de hóspedes, seu próprio quarto.

Em bem menos tempo ele e os avós tinham colocado a casa em ordem. Tudo bem que o loft era minúsculo, comparado à mansão, e três pessoas são mais rápidas do que duas, mas era tempo suficiente para elas também terem terminado. Só a sala estava arrumada. Ele mesmo ajeitou seu quarto e foi até a suíte de Regina. A morena ainda estava no banho, ele bateu na porta e foi entrando.

– Mãe? – Ele gritou para se anunciar.

– Já saio, meu amor. Um minuto. – Veio a voz de dentro do banheiro.

Ele se dirigiu para a cama, na intenção de sentar-se ali. Olhou a cama completamente desarrumada e o lençol rasgado em alguns pontos. Seus olhos se estreitaram ao ver que Regina não tinha nem mesmo retirado o lençol que cobria sua penteadeira. A morena finalmente apareceu, os cabelos ainda molhados, as mesmas roupas habituais.

– Olá meu amor. – Ela sorriu abertamente para o garoto e ele estreitou os olhos para a mãe.

– Por que não arrumaram a casa? – Ele cruzou os braços. – O que ficaram fazendo esse tempo todo?

A rainha ficou sem reação no mesmo minuto, sentindo seu rosto corar de leve e um calafrio lhe subir ao ver o estado de sua cama. Ela tentou agir com a maior naturalidade que conseguiu.

– Eu estava um pouco irritada com a Emma, ela veio atrás de mim pra gente conversar. Ela disse para sua avó que nos entendemos, não foi? Então, é verdade, mas isso acabou tomando todo o nosso tempo.

Ele olhou desconfiado para a morena, os olhos estreitos. – Certo. Está tudo bem entre vocês? – Ele perguntou, esperançoso.

– Sim querido, não poderia estar melhor. – Ela lhe abriu um grande sorriso e ele correu abraçá-la. – Agora vá se arrumar ou iremos nos atrasar. Dou um jeito na casa depois. – Ela sorriu e o garoto saiu correndo para o quarto dele.

xXx

Já era noite, Hook ainda estava sozinho em seu navio, sentado próximo ao timão, olhando para as estrelas que brilhavam no céu sem nuvens. Ele ouviu barulhos de passos pela madeira do cais e não se importou em se virar para olhar quem se aproximava. Os passos leves e delicados foram até o barco e pararam, então ele ouviu batidas na madeira.

– Eu já disse que agradeço o convite, mas não vejo mesmo razão para ir até... – Ele disse enquanto se levantava e caminhava até a borda do navio. Assim que colocou a cabeça para fora do barco, sua voz minguou.

A bela mulher de cabelos ruivos o olhava com uma certa vergonha, sorrindo. Ele desceu o mais rápido possível e se colocou de frente para ela, seu rosto totalmente bobo.

– Você? Como é possível você estar aqui? – Ele disse, se aproximando ainda mais da ruiva.

– Eu te segui. – Ela corou ao dizer aquilo.

– Me seguiu? – Ele abriu um sorriso quando notou do que se tratava. – Passou pelo portal, quando voltamos. – Ela acenou um sim com a cabeça. – Por que fez isso?

– Por que eu gosto de você, Killian. – Ela corou novamente. – Desde nosso primeiro encontro, nunca mais te vi. – Ela encolheu os ombros. – Eu... senti saudades. Quando te vi em Neverland outra vez, eu não resisti em vir atrás de você.

– Isso foi uma loucura. – Ela encolheu-se e ele riu. – Mas foi muito corajosa, como sempre. – O pirata tocou de leve sua mão no ombro da jovem.

– Fiquei com medo de não se lembrar de mim. – Ela admitiu.

O pirata segurou a mão da moça e a puxou para um abraço, ao qual ela correspondeu com intensidade.

– Você salvou minha vida, daquela vez em que fiquei preso naquele maldito lugar. – Ela deu um sorriso fraco. – Desculpe, sei que é sua casa, mas não é o melhor lugar do mundo para os piratas. – Ele riu e a fez sorrir mais largamente. – Era você então, mais cedo, nas cordas...

– Sim. – Ela sorriu. – Creio que tenha me salvado, pirata. Tive sorte por não ser um pescador. – Ela riu e ele também.

– Ah, ruivinha, você é mesmo uma garota impossível. – Ele gargalhou, acariciando o rosto delicado da jovem e olhando em seus olhos verdes.

– Hook... – Ela ficou séria. – Eu sei que não sou a Milah e que você nunca irá esquecê-la, mas... – Ele a calou com o dedo em seus lábios.

– Shiii... – Em seguida deixou seus lábios tomarem o lugar de seu dedo e a beijou. Eles se separaram assim que o pulmão de ambos gritou por ar. Hook encarou os olhos verdes da moça e sorriu. – Quero que me ouça, está bem? – Ela acenou um sim com a cabeça. – Eu sempre terei boas lembranças de Milah, isso não muda o que senti por você naquela noite, porque eu ainda sinto. E agora, com você aqui, está mais forte. Até me fez esquecer um certo cisne loiro que mora nessa cidade. – Ele riu, fazendo a moça franzir o cenho. – Esqueça, nada disso significou algo além de distração e diversão. Eu estava tentando tirar você da minha cabeça. – Ele sorriu e viu que a mulher não gostou nada daquilo.

– Então estava dando em cima de metade das mulheres dos outros reinos pelos quais passava, apenas para esquecer a noite que tivemos? Muito bom saber... – Ela bufou, parecendo furiosa. A ruiva era uma mulher de personalidade forte, apesar da aparência delicada e indefesa.

– Você estava em outro reino, um lugar distante, nós passamos uns 30 anos sem nos ver, o que esperava? Eu sou homem. – Aquela frase só o fez levar um belo tapa no rosto. – Que ótimo! – Ele bufou, Hook parecia ser um cara fadado a apanhar.

– Isso é por não respeitar o que sinto por você. – Ela o encarou e então se afastou, demonstrando que pularia na água.

– Hey, espera! – Ele a segurou pelo braço. – Eu não quero nada disso. Você está aqui agora, você é a única que eu quero. É a única que eu sempre quis. Eu nunca te esqueci. – Ele sussurrou e a moça pode notar nas íris azuis que o pirata estava sendo sincero.

– Te ouvir dizer que iria zarpar. Pra onde vai? – Ela o encarou.

– Pra onde quisermos. Isso se você se juntar à tripulação. – Ele sorriu para ela, galanteador.

– Somente à tripulação? – Ela cruzou os braços e fez um bico que arrancou dele uma risada.

– À tripulação e à cama do capitão, é claro. – Ele se aproximou dela e envolveu sua cintura.

– Hook! – Aquilo não a convenceu e ela virou o rosto quando ele foi beijá-la.

– Você é mesmo um peixe difícil de fisgar, não é Ariel? – Ele riu. – Porém, eu admito, você me fisgou. Quero que seja minha companheira. Aceitaria isso? – Ela abriu um sorriso e se permitiu envolver o pescoço do pirata com os braços e lhe beijar.

Notas finais
E então, o que acharam desse capítulo? ^-^
Eu já estava pretendendo fazer com que a história tivesse esse salto de tempo pois, como puderam perceber, eles não ficaram muitos dias na ilha, mas eu realmente queria que as coisas na cidade estivessem diferente quando eles voltassem. Então aconteceu esse paralelo de tempo e espaço. Espero que tenham gostado e não tenham me achado muito maluca huahua

PS: A data escolhida para o retorno deles foi uma data muito importante para mim. Além de ser dois dias após o niver da Lana, é a data exata do aniversário da minha mana de coração Aleera Nilren! (Espero que tenha gostado da homenagem mana! ^-^)