Notas iniciais
E aí galera, como estão? Ansiosos para a estréia de OUAT? ^-^

No capítulo de hoje teremos a festa no Granny's. Não irei me estender muito, prefiro deixar que vocês leiam.

Tenho um comunicado à fazer: Faltam exatamente três capítulos para o final dessa fic. (Podendo haver algum capítulo extra depois, nunca se sabe. Só depende de vocês. huahua) Ela está prevista para terminar no dia 28/09 (Véspera do grande dia)*_*

E é isso. Quero agradecer muito a todos vocês que estão acompanhando até aqui, às meninas que recomendaram a história, à todos que comentam, ou que apenas leem, os leitores fantasmas também são bem-vindos. ^-^ Beijão e boa leitura!

O Granny’s estava lotado quando a família Charming chegou. Assim que entraram, um grande coro foi ouvido em um grito que lhes davam as boas vindas. Archie abraçou David, Mary e Emma, perguntando para a última onde estava Henry.

– Ele ficou na mansão com a Regina, mas eles virão. – Emma sorriu para o amigo.

– Que ótimo. Esperarei por eles então.

Os próximos a chegar foram Belle e Gold. O casal entrou e todos lhe viraram a cabeça, num cumprimento silencioso de boas vindas ao Dark One. A castanha ao lado do homem era só sorrisos e não desgrudava de seu braço, arrastando-o para onde quer que fosse ali dentro.

Belle o guiou até o grupo onde a família Charming se encontrava. Ele resistiu, mas acabou indo com a moça, que lhe fez uma carinha de cão sem dono. Assim que se aproximaram, puderam ouvir o sininho da porta soando e um Henry empolgado entrando correndo. Todos lhe sorriram e o cercaram, queriam dar um abraço no menino resgatado. Regina apareceu logo em seguida e Emma abriu um imenso sorriso para a morena. Estava maravilhosa, era impossível não babar por ela naquele vestido azul marinho com um decote generoso e um ar totalmente elegante que ela exalava. Emma se aproximou da mulher na porta, pronta para lhe dar um bom beijo, mas a mesma a repreendeu.

– Aqui não, Miss Swan. – Regina lhe sorriu com o canto dos lábios ao ver a cara emburrada da loira.

– Você está linda. – Ela sorriu, por fim, fazendo um sorriso se formar nos lábios com cicatriz.

Henry assistia a conversa das mães de longe, enquanto Archie lhe falava algumas coisas. Ele sorria ao ver o cochichar delas e sabia que logo isso acabaria e elas assumiriam seu romance, como fizeram na ilha. Snow também encarava a mesma direção que o neto, mas o olhar da princesa era aflito, ela disfarçou quando as duas mulheres se aproximaram de onde estava.

O grupo composto por Belle, Rumple, Snow, David, Emma e Regina estava tendo uma conversa animada. Era a primeira vez que a rainha realmente participava de uma confraternização como aquela. A primeira vez em que não era deixada de lado. E tinha como? Emma a puxava para todos os cantos que ia, incluindo ao banheiro, que por três ou quatro vezes elas foram apenas para a loira lhe roubar alguns beijos.

Com mais de meia hora de atraso, o sininho soou novamente, exibindo uma Ruby ofegante e sorridente. Mal entrou e logo correu na direção da amiga. Ela e Mary se abraçaram forte e trocaram um beijo em suas bochechas, sorrindo uma para a outra. A morena de cabelos longos se aproximou do grupo assim que Regina e Emma retornavam do banheiro.

– Ruby! Hey! – Emma lhe chamou a atenção e então abraçou a moça. – Chegou agora?

– Sim, tive que dar plantão na delegacia essa noite. Minha avó disse para eu largar, que não teria problemas, já que todo mundo estaria aqui, mas não foi bem assim. – Ela riu.

– Plantão na delegacia? – A loira a encarou com um olhar confuso. – Assumiu o cargo de xerife, Ruby?

– Xerife temporária. – Ela riu. – Ter tido aquele dia de experiência com você me ajudou bastante, Emma. Mas, como está de volta, vai voltar ao seu cargo. A menos que você queira um descanso, aí posso terminar o ano. – Ela sorriu novamente.

– Eu te digo o mesmo, Regina. – Falou uma Belle sorridente. – O cargo de prefeita ainda é seu e se quiser, pode voltar imediatamente. Leroy queria uma votação, mas não acho necessário, eu realmente não pretendo continuar no cargo por mais tempo. – Ela riu.

– Belle, você assumiu a prefeitura? – Os olhos de Regina estavam arregalados e sua expressão era de pura surpresa, assim como todos os outros viajantes ali.

– Sim, mas apenas por que era necessário e acabaram me escolhendo para essa função. – A jovem ficou acanhada. – Eu também cuidei para que as casas de vocês fossem limpas e preservadas, assim como, vez ou outra, eu pegava seu carro para dar uma volta. Sabe, para não se danificar pelo tempo parado. – Ela corou. – Espero que não se importe.

Regina sorriu e acenou um não com a cabeça, mas não teve muito tempo para responder, já que Gold a interrompeu.

– Mas, Belle... você não sabe dirigir. – Ele afirmou, sem notar a presença do anão que se juntava ao grupo ao lado de Henry.

– É claro que ela sabe. E é uma ótima motorista, não é irmã? – Ele sorriu.

– Precisava mesmo de todas essas mudanças apenas pelos dias que ficamos fora? – David olhou as duas jovens, que trocaram um olhar cúmplice.

– Não foram só alguns dias, David... – Ruby começou, encarando os outros ali. Todos pareciam esconder alguma coisa.

– Vocês ficaram fora dez meses. – Foi Belle quem terminou a frase da amiga.

– Espera. Como assim? Que dia é hoje? – Mary estava chocada.

– Hoje é 17 de julho, Snow. – Foi Regina quem respondeu, pegando a todos de surpresa.

– Não pode ser. Nós saímos daqui no dia 29 de Setembro. Não ficamos fora tanto tempo assim. – Ela encarou Regina e estreitou os olhos. – Isso é coisa sua! – Acusou num tom mais alto que fez as pessoas voltarem sua atenção ao grupo.

– Mary, controle-se. – David sussurrou para a esposa. – Lembre-se da promessa que fizemos ao nosso neto.

– Mãe, Regina não teve nada a ver com isso. – Emma se prontificou a defender a amada. – Ela estava conosco em Neverland, caso não se lembre. Quando a energia voltou, o relógio digital da Regina nos mostrou a data e ficamos tão surpresas quanto vocês.

– Espera, o relógio digital do quarto da minha mãe? – Henry se intrometeu, deixando as duas desconfortáveis.

– É kid, esse mesmo. – Mary revirou os olhos ao imaginar o motivo dos suspiros de Emma ao telefone e fez uma cara chocada para as duas mulheres que fez a loira rir. – Ah, nem vem. Não foi você que entrou em casa com seu filho de dez anos e pegou seus pais “descansando” no meio do dia. – Ela estreitou os olhos para a mãe.

– Ok, ok. Vamos nos acalmar. – David interferiu naquela briga antes que coisas demais fossem ditas. – Isso é verdade? Passaram-se mesmo dez meses desde que partimos?

Belle e Ruby afirmaram com a cabeça e, para onde o príncipe olhava, as pessoas ao redor faziam o mesmo gesto. Só então caiu a ficha dos viajantes: Snow havia perdido a sua tão querida festa do Dia do Minerador. Gold perdeu de acompanhar todas as aulas de direção de Belle. Henry perdeu o natal e o ano novo em família que ele sempre quis ter ao lado de Emma e Regina, tendo as duas em paz. Tantas mudanças, tanto tempo sumidos.

Após passado o choque inicial, eles voltaram a conversar animadamente. Haviam novidades na cidade que Ruby, Archie e Belle contavam. David então também aproveitou para contar a novidade sobre a ilha, as fadas e sobre as mudas de feijão mágico que ganharam e que iriam plantar novamente. Leroy se empolgou e disse que iria contar aos anões sobre isso e que Anton ficaria bem contente.

Quase no final da noite, o sininho tocou outra vez e exibiu a silhueta do pirata na porta. Ele tinha uma bela ruiva ao seu lado. A moça agarrava-se ao seu corpo como se as pessoas ali dentro fossem monstros terríveis.

– Hook. – A voz de Emma não era nada contente e ela estreitou os olhos para o pirata que se aproximava. Ela só se conteve porque sentiu a mão de Regina em seu braço. – O que quer aqui?

– Eu o convidei. – Disse Snow, exibindo um sorriso tímido enquanto se abraçava a David.

– Que ótimo! – A loira ironizou.

– E essa... – Ele dizia para a ruiva ao seu lado, assim que pararam em frente ao grupo, apontando Emma com o gancho. – É o cisne loiro que eu te falei. – Ele riu.

Ariel mediu a loira de cima a baixo com um olhar estreito, incomodando não só a salvadora como a mulher ao seu lado. E foi nela que o olhar da ruiva parou. Ao avistar os traços do rosto de Regina e Rumple logo ao seu lado, os olhos verdes da jovem se arregalaram e ela se escondeu atrás de Hook.

– São eles! – A jovem deu um tapa estridente nas costas de Hook, que riu. – Por que não me avisou que eles estariam aqui?

– Hook, quem é essa garota? – Emma olhou, desconfiada. – E que história é essa de cisne loiro? – Ela bufou.

– Com ciúmes, salvadora? – Ele sorriu, galanteador, levando um novo tapa em suas costas e um olhar fulminante de Regina. – Acalmem-se garotas. Essa aqui... – Ele disse tirando a ruiva de trás de si e a abraçando pela cintura. – É Ariel.

Henry logo arregalou os olhos, brilhantes como dois diamantes, e se aproximou da jovem.

– É a princesa sereia! – O garoto abriu um sorriso imenso. – Mas, peraí, você não deveria ter uma cauda, ou coisa do tipo? – Ele riu, fazendo a ruiva rir também e se soltar um pouco mais.

– E eu tenho. – Ela se inclinou para ficar da altura do menino e sussurrou, em tom de segredo. – Mas só se eu me molhar. – Ela piscou para o menino, segurando um pingente que pendia em seu pescoço, deixando a entender que o objeto era encantado, e ficou ereta novamente.

– Que demais! – Ele ainda a olhava, sorrindo.

O espanto ali era geral, mas Emma tomou a frente, parando ao lado do filho e lhe passando possessivamente o braço sobre os ombros.

– Então, Ariel... – Emma encarou a ruiva. – O que faz em StoryBrooke?

– Eu vim atrás do Hook. – Ela sorriu, tímida. – Eu o vi em Neverland, lá era o meu lar, mas eu entrei no portal para ficar com ele.

– Somos um casal, Swan. – Assim que ele disse tais palavras, tanto Regina quanto Emma soltaram uma sonora gargalhada. Os demais apenas riram em silêncio. – É a mais pura verdade. – Ele fez cara de poucos amigos. – Na verdade, vim aqui apenas falar com David se me arruma um ou dois desses feijões. Pretendemos zarpar pela manhã.

– Certo Hook. Eu disse que daria e vou lhe dar. Venha comigo, os feijões estão em casa. – O pirata se preparou para seguir o príncipe, mas a ruiva se agarrou a ele outra vez.

– Não me deixe a sós aqui com eles. São maus. Eu já os vi com a Úrsula, uma vez. – Sua voz era temerosa e sussurrada, mas ela apontou descaradamente para Regina, fazendo todos olharem para a prefeita.

– Gold e Regina? – Ele disse em alto e bom som, um ar debochado. – Relaxe, querida, são inofensivos. Desde que os dois estejam diante dessas duas e do garoto... – ele apontou Belle e Emma, depois Henry. – Não farão mal algum. – Aquela frase fez com que Rumple o olhasse com a cara fechada e Regina o fuzilasse outra vez.

A moça tornou a se encolher, não estava convencida. Hook lhe deu um selinho ao ouvir David o apressando e a soltou, indo atrás do homem. Ela se encolheu ainda mais, como se estivesse entre tubarões. Não, tubarões Ariel não temia. Pescadores.

– Então, você é mesmo uma sereia? – Henry quebrou o gelo e se aproximou dela, que sorriu e lhe afirmou com a cabeça. O menino a guiou até uma mesa e ambos se sentaram, começando uma conversa animada.

Enquanto isso, a ficha de Ruby caía na mesa dos adultos. Ela olhou Regina e Emma, lado a lado a noite toda, e viu a mão da rainha no braço da salvadora.

– Espera aí, então é verdade? – Ela arregalou os olhos. – Vocês duas... Ai meu Deus. Vocês duas estão juntas! – A voz de Ruby saiu em alto e bom som, fazendo com que todos ao redor parassem suas conversas ou afazeres para prestarem atenção na mesa onde estavam. Mais especificamente, encarando Emma e Regina com olhos arregalados.

Regina começou a se afastar de Emma, um tanto constrangida com a situação, mas a loira não se importou. Segurou a mão da morena e entrelaçou seus dedos, abrindo um grande sorriso convencido.

– Sim. Descobri meu amor verdadeiro naquela ilha. Pode ter sido em bem menos tempo do que se passou aqui, mas a intensidade não poderia ter sido maior. – Ela sorriu e fez Regina sorrir também, envergonhada.

– Certo, certo. Elas estão juntas. Vamos mudar o assunto, por favor? – Mary começou a se intrometer, mas Leroy surgiu, desafiando a loira.

– Você e a rainha? Eu duvido, Emma. – Ele riu. – Desculpe, mas não dá para acreditar que vocês realmente se amem.

– Vai continuar duvidando então, porque a verdade é uma só. – Emma soltou uma risada divertida.

– Posso saber o motivo, anão? – Regina o encarou, a sobrancelha erguida.

– Bom, você sabe... ela é a salvadora. Você é a Rainha Má. – Ele se atrapalhou nas palavras, fazendo Regina abrir um sorriso sarcástico. – Acho que não daria certo. – Ele coçou a nuca.

– Talvez isso lhe prove que está errado. – A rainha pegou Emma de surpresa ao segurar seus cabelos loiros e virar seu rosto para ela, lhe dando um beijo calmo e sensual.

Os olhos ao redor se arregalaram. Mary escondeu o rosto entre as mãos e balançou a cabeça, mas respirou fundo e se recompôs após uma cutucada que recebeu de Henry. Alguns ficaram espantados, outros tiveram apenas o choque inicial, como Archie e Granny. E foi da boca da senhora que saiu a frase que deixou o ambiente bem mais leve, fazendo todos rirem, ao ver que o beijo se estendia tempo demais.

– Por Deus, vocês duas. Querem um quarto? Melhor que seja na pensão do que no meu restaurante. – As duas mulheres se separaram, vermelhas, mas entraram na brincadeira e começaram a rir com os outros.

Notas finais
Então, o que acharam? xD Aguardo os reviews com a opinião dessa reta final em que entramos. Beijos!