For The Greater Good
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Mais um capítulo feito todinho para vocês! Espero que gostem e que dê um certo alívio para seus corações. hahahah
Boa leitura gente!
Boa leitura gente!
– Eu estou ficando de saco cheio disso. – Ela gritou. Era quase impossível enxergá-la ali no meio agora. Para surpresa de todos, até mesmo da própria Regina, Emma surgiu envolta à nuvem roxa bem diante da morena. – Você... – Ela apontou Peter atrás de Regina com a espada afiada. – Você tem algo que eu quero. E eu vou pegar de volta! – Ela trincou os dentes. A lua surgiu no céu límpido de Neverland, iluminando um pouco mais a clareira. Peter sorriu ao notar que a noite estava em seu auge, fazendo-o sentir-se poderoso outra vez. Ele deu uma última gargalhada para Emma e a loira viu o menino de rosto bonito e roupas verdes, transformar-se numa sombra viva. Os olhos de Peter brilhavam como dois faróis em sua face negra e ele levitou do chão. Emma ouviu a voz estrondosa da sombra em sua mente. – Não existem beijos de amor verdadeiro em Neverland. Regina agora é minha, Emma Swan. Para sempre! – O som da gargalhada de Peter parecia trovões na cabeça da loira. – Nunca! – Ela gritou em resposta. Gold, David e Mary chegaram ao seu lado. A mãe lhe segurou a mão, fazendo Emma notar a presença deles. Os três mal tinham visto o garoto escondido atrás de Regina, notando apenas quando ele se transformou na sombra e se pôs a voar. – Eu irei ajudá-la, Emma. – Gold se pronunciou. – Nós cuidamos da Regina. – David sorriu para a filha. – Pai... por favor... – Snow interrompeu a filha, colocando a mão sobre seu ombro. – Não vamos machucá-la. – Ela sorriu e a loira deixou-se aliviar e sorrir também. – Comovente, mas inútil. – A voz da sombra se fez presente outra vez e sua gargalhada ecoou na mente dos presentes. Mary disparou uma flecha na direção de Regina, tentando desviar sua atenção de Emma. A rainha segurou a flecha com a mão e a incendiou, fazendo-a virar cinzas. Deu certo, Regina desviou seu foco e atirou sua magia contra Snow. David entrou na frente da esposa com a espada e o mesmo efeito de explosão brilhante aconteceu. Uma segunda batalha se iniciou quando Emma correu para cima de Peter, que voou e zombou da moça. – Nunca tocará em mim enquanto agir como um ser inferior. – Sua gargalhada estrondou novamente. Aquela voz estava deixando Emma com dor de cabeça. Gold investiu contra ele com magia, só então a sombra notou que o Senhor das Trevas estava presente. Aquilo era mesmo interessante. Por um momento Peter se permitiu perder-se em pensamentos. A única alma que ele realmente precisava era a de Emma, mas ter a Evil Queen e o Dark One como servos não lhe seria de nada mal. Ele despertou quando uma nova esfera de fogo foi atirada por Rumple. Ele passou a revidar, mas não se esforçava em nada para conjurar sua magia. Estava no auge do poder, a noite ainda era uma criança. – Gold! – Emma chamou a atenção do parceiro. – Eu tive uma ideia. – A loira sorriu. Emma olhou com o canto dos olhos para a gaiola atrás de Peter e sorriu outra vez. O homem entendeu exatamente o que ela pretendia. A loira passou a investir contra Peter e correr dele quando a sombra investia contra ela. Aquele jogo de gato e rato o estava cansando e irritando. Felizmente, para a loira, estava dando exatamente o resultado que ela esperava. A sombra havia se esquecido totalmente de Rumple. E assim que Emma passou correndo pela árvore onde a gaiola estava presa, com Peter logo em seu encalço, Gold conseguiu mover a gaiola a tempo do jovem não ter como evitar entrar dentro dela. Assim que entrou, Emma fechou a tranca e Peter Pan se debateu lá dentro, tentando sair de qualquer forma. – Não vai sair daí, é encantada. – Ela abriu um sorriso vitorioso ao repetir as palavras que o monstro havia dito para Regina horas antes. Regina! A loira agora podia concentrar-se em seu amor. Ela ainda investia contra David e Mary, mas provavelmente a sombra havia lhe enviado uma ordem em sua mente e ela investiu contra Gold. Emma entrou a tempo na frente do homem distraído com o prisioneiro e desviou a magia com a espada. Quando ergueu seu olhar uma segunda vez, a morena havia sumido. – Não saia daí, Gold. Regina vai tentar soltá-lo. – Emma advertiu o homem ao lado da tranca da gaiola. – Reginaa!! – Ela gritou, olhando ao redor e se encaminhando mais ao meio da clareira.
Mary mantinha o arco armado com uma flecha e mirava para todos os lados, em busca da presença de Regina, assim como David estava igualmente em alerta. A morena reapareceu atrás de Emma, tinha o punhal de uma das crianças em mãos. Ela o ergueu no ar e David, o primeiro a ver, alertou Emma da presença de Regina com um grito. A loira se virou a tempo de ver Regina baixar o punhal e ver o corpo da morena paralisar completamente. A lâmina afiada havia parado a poucos centímetros do coração de Emma. Seus olhos estavam arregalados e a respiração descompassada. Ela viu Henry aparecer atrás das árvores com um sorriso e erguer o arco em direção a ela num cumprimento. O menino havia acertado as costas da mãe no último segundo, paralisando-a, nem Snow seria tão precisa. Emma passou a mão pelo rosto de Regina e olhou no fundo dos olhos da morena, negros de ódio e vazios por dentro. Ela sentiu as lágrimas brotarem e escorrerem pela própria face. – Eu vou te trazer de volta pra mim, meu amor. – Ela sorriu com o canto dos lábios enquanto acariciava o rosto de Regina e encostava seus lábios sobre os dela. David limpou a garganta ao se aproximar das duas e a xerife se recordou que não estava sozinha naquele lugar, que a cena que seus pais, Gold e Henry haviam presenciado era demasiada estranha, mas agora ela não poderia mais negar. Só esperava que Regina lhe perdoasse a indiscrição. – O que faremos agora? – David olhou para Gold ao lado da cela de Peter. A sombra ainda mantinha-se inquieta e seus grandes olhos brilhavam com ainda mais intensidade. – Agora nós vamos esperar. Só posso libertar Regina e os garotos quando for dia e Peter Pan estiver fraco. – Certo. Então vamos acampar aqui. – Emma fincou a espada no chão, dando mais ênfase a frase. – Não. Você está cansada, ainda está ferida. Vai voltar pro barco e levar Henry com você. Precisam descansar de verdade. – Mary se aproximou da filha, encarando-a com um olhar doce e preocupado. – Não vou deixar Regina sozinha aqui. – A loira tornou a se entregar, mas não se importou. – Ela não estará sozinha, Emma. Estaremos com ela. Não vamos deixar que nada mais aconteça. – Snow garantiu. Apesar de estranhas, a loira sabia que aquelas palavras eram sinceras. – Se não fizer por mim, faça por Henry, ele precisa descansar. Faça pela Regina, ela iria te matar se quisesse passar a noite com o filho dela aqui. – Mary sorriu para Emma e elas olharam a mulher petrificada que ainda lutava pra se mover. – Ok, você venceu. Vamos garoto. – A loira jogou a espada sobre o ombro e começou a caminhar. Antes de entrar na mata, virou-se uma última vez para olhar Regina, seus pais e Gold junto aos meninos petrificados e Peter. – Volto ao amanhecer. – Ela garantiu. Henry abraçou-a pela cintura e ela passou o braço pelos ombros do menino e sumiram pela mata. Eles caminharam um tempo e finalmente avistaram a praia. Havia uma fogueira e Emma empunhou a espada outra vez. – Deve ser só o Hook. – Henry tranquilizou a mãe. Tranquilizou? Com tudo o que aconteceu a loira acabou por esquecer-se totalmente do pirata. Ela revirou os olhos e os dois foram se aproximando. Hook mantinha-se sentado em um toco cozinhando um peixe na fogueira. O cheiro do cozido fez o estomago de Emma e Henry roncar, fazendo com que o pirata notasse a aproximação. – Veja só quem está de volta! – Ele ergueu-se com um sorriso nos lábios. – Onde está o resto da tripulação? – Ele perguntou, divertido. – Peter está prisioneiro, eles ficaram lá guardando sua cela. Ainda não acabou Hook. – Ela revirou os olhos e fincou a espada no chão outra vez. – Mas acaba amanhã. – Não poderiam ser melhores notícias. – O pirata sorriu alegremente. – Toma, vejo que precisam comer. – Ele lhes estendeu outro peixe, já cozido, que Emma aceitou de bom grado, estava faminta. Como gesto de pura boa vontade, o pirata dividiu o seu com o menino, deixando que Emma comesse o dela sozinha. Ela sentiu-se muito agradecida por aquele ato. Após comerem, Emma e Henry subiram a bordo do navio para descansar. Hook disse que dormiria na praia por estar de olho nos dois prisioneiros de Gold. Ele revirou os olhos fazendo uma careta ao dizer aquela frase e fez a loira rir, pela primeira vez, de algo vindo dele. Mãe e filho ajeitaram-se no minúsculo quartinho do barco, cada um em uma das camas. Emma pensou em como voltariam para casa agora. Não conseguia dormir, sua mente a levava diretamente pra Regina e o livro de Cora fazia volume embaixo de seu travesseiro. Entretanto, com o tempo, a loira finalmente foi vencida pelo cansaço e adormeceu.
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