For The First Time In Forever

1 Capítulo 1 - I Knew I Loved You


Notas iniciais
Oi, gente!
Essa é a minha primeira fanfic então, por favor, deixem as opiniões de vocês nos comentários se vocês gostaram do capítulo e querem que eu continue.
:)

PS: Todos os capítulos têm o nome de uma música escolhida de acordo com os acontecimentos daquela parte da história.

A sensação do vento batendo no rosto me confortava. Meu cabelo voava com a velocidade na qual eu deslizava. A tranquilidade era tamanha que mal me preocupava em saber que, quando parasse o skate, ia parecer que tinha um ninho na cabeça com tantos nós que meus fios formavam por serem finos demais.

Eu decidi que não me preocuparia com nada. Pelo menos não hoje. Minha vida estava confusa demais para uma menina de 16 anos. As preocupações com a minha avó só aumentavam, juntamente com a gravidade de sua doença. Tinha que tirar pelo menos um momento para mim. Uma hora, que fosse, para pensar no assunto. Ou não pensar em nada. E a melhor maneira de se fazer isso, pelo menos para mim, Beatrice, é andando de skate.

Então lá estava eu. Nenhum pensamento. Nenhuma preocupação. Só sentia o vento me confortar. Estava tão anestesiada que nem percebi quando minha visão começou a embaçar e uma lágrima escorreu pela minha bochecha. Com a vista marejada e os olhos ardendo, perdi o controle do skate e cai sobre aquelas pedrinhas infernais.

Estava tão cansada para me levantar que ficar deitada no calçadão me pareceu uma boa ideia. Por alguns segundos. Essa vontade acabou quando vi uma silhueta de costas, correndo para o meio da rua e pegando o meu skate, que até agora não tinha percebido onde tinha ido parar. Espera um minuto. Eu conhecia aquelas costas. O cabelo cortado rente ao pescoço. Camiseta branca com mangas compridas e vermelhas, mas levemente dobradas na altura do cotovelo. Espera um minuto eu conhecia aquela camiseta. Quando a pessoa estava prestes a se virar e revelar seu rosto, senti uma fisgada no pé ao tentar me sentar. Acho que não foi uma boa ideia tê-lo apoiado no chão depois da queda.

- Você está bem?

É. Eu estava certa. Todas as dúvidas foram embora com o som de sua voz. Eu conhecia aquela pessoa. Mais até do que eu gostaria de conhecer. Parei de analisar meu tornozelo e levantei a cabeça, só para confirmar o que era praticamente impossível de acreditar. Dei de cara com o par de olhos mais azuis da face da Terra. Par de olhos com o qual eu sonhei durante tanto tempo em encarar pessoalmente, e não através de uma tela de computador ou iPhone. Era difícil de entender a situação, mas era o Nash que estava ali na minha frente. Ok, pera. Processando. Era o Nash que estava ali na minha frente com cara de desentendido esperando uma resposta.

- Desculpa, não sei se você entende minha língua. Você precisa de ajuda? – ele perguntou praticamente soletrando as palavras.

Comecei a rir. É. Não aguentei. Não sei se alguém faria isso no meu lugar, mas meu coração estava batendo tão rápido numa situação como essa. Quantas vezes eu imaginei esse momento; quantas vezes eu chorei por esse menino; quantas vezes eu sorri quando ele sorriu; quantas vezes eu gargalhei até perder o fôlego por causa dele? Muitas. Tudo aquilo parecia tão irônico. Por um segundo passou pela minha cabeça a ideia de que não era o Nash, que aquilo não estava realmente acontecendo. Mas estava. Não dava para olhar para aqueles olhos e não saber que eles estavam te encarando de volta. Não depois de tanto tempo sonhando com isso. Era verdade. O Nash estava de pé na minha frente segurando meu skate (por incrível que pareça, mais confuso do que eu) enquanto estava sentada no chão pensando em tudo isso.

- Não! Eu entendo sua língua, sim! – falei tentando prender o riso – Não precisa falar devagar.

- Você está rindo? – Nash perguntou enquanto agachava perto de mim, abrindo um sorriso de lado meio incrédulo com a minha reação.

- Desculpa. – eu ri mais ainda.

- Não precisa me pedir desculpa. Não fui eu quem caiu de cara no chão. Vem, eu te ajudo a levantar. – ele passou meu braço por cima do seu ombro e botou a mão na minha cintura.

Uma dor imensa me atingiu assim que ele fez isso. Bati na sua mão para que ele me soltasse. Me arrependi depois que vi a cara de assustado do garoto. Foi o reflexo. Desculpa, Nash. Nesse momento percebi que não tinha caído de cara no chão, mas sim de lado. Levantei a blusa onde estava a parte ensanguentada e me deparei com um machucado muito feio. Não tinha sido um ralado. A lateral do meu corpo estava em carne viva.

- Com um machucado desse tamanho... – Nash se inclina para entender melhor aquele bando de sangue que cobria meu corpo. – Você estava rindo?

Então. Desculpa, querido, eu estava rindo porque nunca pensei que fosse conhecer você, logo agora que estou tacada no chão sem metade do meu tecido epitelial e com um possível ninho de passarinho na cabeça.

- Dizem que só começa a doer quando você olha. – eu dei de ombros e ele sorriu.

Notas finais
O link da música pra quem quiser: http://www.youtube.com/watch?v=DZqFK4dcl2Q

Brigada por terem lido!! Não esqueçam de comentar se vocês gostaram!
:)