For Only Zombie!

6 Capítulo 6 - Mais um amigo.


Notas iniciais

Legend bônus:
(Sp) Spoiler.

9:56, praia de Atlântida, á... Muitos km de Osório.

(Ti) – Claro, pra que se importar com a gasolina? Foda-se a gasolina, temos armas ! ¬¬’

(Edu) – A questão é que vamos cansar o triplo se levarmos elas...

(Igu) – E que vamos morrer se não levarmos elas.

(Gui) – Cala a boca gordo.

Eduardo revirava os olhos, Gabriel passava por ele carregando a bolsa pela alça em seus ombro, na outra mão a espingarda, assim sorria para ele, fazendo sinal com a cabeça para continuar a caminhar, não avistariam nem um zumbi na areia da praia. Logo após alguns minutos caminhando, ouviriam o barulho de um carro, que rasparia sobre as dunas em um salto, assim ia acelerando com alguns zumbis sobre ele, com uma freada brusca parando a alguns metros dos garoto, logo abria a porta caindo do carro.

(Lulu) – Mas que porra, eu não acredito que achei vocês !

(Ti) – HAHA ! Porra ! Lulu !

10:33,

(Lulu) – Ai eu pensei, zumbi não sabe nadar, teve ter poucos na praia, e vim pra cá, vocês tão na rainha já, tão indo pra Osório então?

(Ti) – Sim, tem um comboio de sobreviventes no campo de aviação militar.

(Lulu) – Vamos lá então.

(Gg) – É sempre bom ver mais amigos vivos.

Guilherme G dizia isso colocando na mão dele uma pistola, enquanto todos voltavam a caminhar, o sol não se atrevia a sair mais nesses dias de escuridão, as nuvens negras que pareciam que iriam cair a todo momento em água, cobriam o céu todo, o deixando por completo nublado. Já deixavam para trás tudo que tinham, família, casa, paixões, sonhos... Carregavam agora consigo apenas o fardo de proteger uma amizade, e se manterem vivos, aonde tudo teria começado como uma brincadeira e com sorrisos, agora, talvez, termine em choro e desespero. A angustia dentro de cada um era abafada pelo medo de cair em plena ignorância do medo que não satisfeito mastigava a pouca coragem deles, sucumbida por um pequeno teatro de força e fé, a cada disparo, ou a cada palavra de ênfase, cada amigo fazia o outro se tornar mais forte, alimentando o medo em um ciclo infinito, que seria quebrado apenas com uma imensa dor. Essa dor que deveria ter sido cobrida com a perda de seus familiares, mais a ficha talvez ainda não teria caído e dentro da inocência de cada mente, eles imaginavam que no final da tarde, iriam voltar para casa e reencontrar com sua família lá, mais por fora vestiam a mascara de conformados com a verdade e a dor da perda, nada ali se fazia real, nada ali se fazia mentira, tudo era a mesma coisa imaginada por uma mente banhada a uma imaginação dolorosa que entre um labirinto, acharia um jeito de camuflar tudo, e manter a todos vivos.

“ Eu não quero mais acreditar que a mentira, se tornou a verdade mais cobiçada e pavorosa do mundo. “

14:16... 14:17.

(Gui) – Eu não aguento mais caminhar !

(Edu) – Depois eu sou o gordo.

(Gui) – É !

(Ti) – Vamos lá Gui, não da pra parar...

(Ga) – Vamos ter que subir logo, estamos andando a quase quatro horas com paradas de só dez minutos, não devemos estar longe.

Já avistavam a placa estacada na areia da praia, falando que a partir daquele ponto, seria Atlântida Sul, iam subindo as dunas, a olhar por cima dela, vendo a estada, seus olhos se arregalavam, era inumerável a quantia de mortos vivos que caminhavam entre a cidade, já aparentava ter passado meses após o começo apocalíptico ali, era deserta de vida, mais presente a morte.

(Ga) – Eles querem me dizer, que tem sobrevivente aqui...?

(Ti) – É mais para dentro, é no centro de Osório, o campo, e tal...

(Gui) – Vamos voando só se for.

Guilherme G olharia de um lado ao outro, não enxergaria o fim da multidão.

(Gg) – De onde saio tanta pessoa?

(Edu) – O mais provável, é que eles tenham todos vindo pra costa, e os zumbis seguiram, ai acumulou eles aqui, então, no centro, vai ter pouco.

*Ca,Ca,Ca,Ca,tika,tika * (Barulho de comida) Todos olhariam para o lado, vendo Gustavo estar comendo bolacha, olhariam com um olhar sério.

(Gu) – Que foi?

14:52

(Lulu) – Ta, e se tentarmos ir entre eles, sem fazer barulho?

(Igu) – Ta louco?

(Edu) – O mais provável é que alguém vai fazer merda e vamos morrer.

(Gui) – Tu só fala o mais provável?

(Ga) – Tenho uma ideia melhor.

15:23

Gabriel caminharia em silencio para dentro do carro abandonado no meio da rua, voltado de zumbis, assim girava a chave, o ligando, fazendo barulho, chamando a atenção dos zumbis a volta, logo deixaria no ponto morto, e uma pedra sobre o acelerador, pulando sobre o banco e saindo pelo teto solar, em um salto longo caia próximo a calçada, correndo com cuidado em meio aos zumbis que iam em direção ao carro agora barulhento, todos passavam pela estrada, com mais tranquilidade, indo para o meio da cidade, já avistavam alguns carros camuflados do exército, alguns sorriam.

(Ga) – Vivos, agora escolham, ficar em um abrigo com hora para dormir, tomar banho, comer, e ter segurança, mais viver como se estivesse em um presídio, ou achar um rumo.

Todos paravam de caminhar, pensativos, refletir agora seria difícil, afinal, achar os sobreviventes era o objetivo de todos.

(Gui) – Então pra que viemos até aqui?

(Edu) – Renovarmos as nossas esperanças.

(Gui) – Ah... Não entendi.

*Edu facepalm*

(Igu) – Aqui é uma cidade maior, além de ter militares nela, podemos tentar sobreviver do nosso modo, e se algo der errado, temos aonde nos refugiar.

(Gg) – Eu acho que seria melhor irmos para o abrigo.

(Gu) – É...

(Ga) – Então, cada um escolhe.

(Lulu) – Como é? Vamos nos separar?

(Edu) – ... Vamos votar.

(Ga,Ti,Igu,Gui) – Continuar assim.

(Gu,Gg,Edu) – Ir com os sobreviventes.

(Ga) – Lucas?

(Lulu) — ... Matar zumbi !

Notas finais

Legend bônus:
(Lulu) Lucas Eduardo.