For My Demons
1 O contador de histórias - Sr. Finanbuh
Notas iniciais
Olá.
Eu sou o Sr. Finanbuh
Eu assisti a foda entre seus pais que te gerou a vida e eu gritei de horror.
Eu te vi nascer você parecia mais um parasita, sem pelos e engasgos, isso me fez cerrar meus dentes de ódio, cerrando outras vezes e de novo e de novo e de novo e de novo até que eles ficassem alinhados na minha boca.
Eu vou vê-lo se desgastar e envelhecer; verei você sentir suas costas mais pesadas e seu corpo mais fraco e eu acharei isso engraçado e rirei; risos e mais risos. Vou ver o seu cadáver dissecado cheio de produtos químicos superficiais, enterrado na sujeira para alimentar os seres do submundo que vivem embaixo da terra, porque também é pra lá que você esta indo.
É para o inferno que você esta indo, piloto a barca na qual está, sou o condutor da barca do inferno.
Eu sei os segredos desta terra, na verdade, já sabia todos os segredos antes dela existir. Eu vou trazer o fim, e você não pode me parar.
Você lê essas malditas correntes, que são mandadas per redes sociais e acha graça, aguardo você em minha barca, essas correntes que você manda para quinze pessoas não vão te ajudar a escapar do julgamento. Pois que existem outros como eu que verifica esses contos. Eles estão te procurando agora. Quando conto uma história alguns fatos podem ser falsos. Outros deixarão cicatrizes para o resto de seus dias. Outros serão reescritos com o sangue de sua carne.
E sua carne será usada para construir mais, e mais, e mais contos. Aumentando cada dia mais a lista de curiosos que querem saber sobre mim.
E vou sorrir, com meus dentes cerrados firmemente, firmemente, firmemente até ouvir um pequeno estalo em minha boca. Meus olhos não piscam; vendo tudo cair do lugar; olhos grandes e vazios; que se enchem de lagrimas e murcham saborosamente, prolongando minha agonia.
Até que estou animado. Estou muito animado.
Porque mesmo depois do que eu disse, você ainda continua ouvindo este conto. A parte mais doentia de sua mente é que ela adora ouvir esses sussurros, fazendo com que você escute o verdadeiro horror, a dor, o sangue, a morte.
Você também quer sentir,você quer ver o que está escondido no escuro; o que esta além da visão, do olfato, do paladar, audição e tato.
Não, talvez não seja verdade o que escrevi sobre escrever o conto em sua carne e pode ser que os outros como eu não esteja te procurando, mas seria bom se estivessem. Eu sou o único que trabalha nessa maldita instituição... Eu e o meu senhor, é claro. Mas ninguém nunca ouve falar de mim com medo ou até com desprezo, sequer ouvem falar do grande Finanbuh.
Mas não venho contar sobre meu ódio.
Como podem saber agora, sou o barqueiro do inferno, e exercendo esse digníssimo cargo acabo ouvindo histórias, essa envolvia um antigo demônio o que me fez ter mais atenção aos fatos ouvidos. Cheguei a ouvir muito sobre a humana que estava envolvida. Veronica. Sim! Agora tenho certeza, era esse o nome da jovem.
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