For My Demons
7 Capítulo 7 - Liberdade
Maldito! pensava a jovem em quanto se retirava do quarto.
Tenho que dar um jeito, não posso deixar ele ficar por cima da situação, ele pode me matar.
Maldito momento em que tive medo , Veronica lamentava em quanto procurava seu antigo livro.
***
_Estou aqui_ Falou Veronica ao entrar no quarto em que o demônio estava hospedado.
Depois de pensar em vários planos mirabolantes para livrar-se de Belphegor, mas todos demorariam muito. Então resolveu arriscar tudo, pode ser um blefe...
_Estou vendo._ Belphegor disse divertindo-se, ao assustar Veronica com sua repentina aparição.
_Vejo que está meio abatida, não dormiu bem querida?_ O demônio perguntou fingindo preocupar-se.
_Vamos ao que interessa. Trouxe tudo que preciso, podemos começar._ Disse a jovem ignorando a pergunta do demônio.
_Alguém acordou com o pé esquerdo. A expressão é essa mesmo? Acordar com o pé esquerdo?. Soa meio estranho se analisarmos...
_Pare com isso. Não quero conversar, vim apenas para desfazer o feitiço e sair de perto de você!_ Ela dizia impaciente.
_Isso parece meio infantil._ Belphegor falou com um sorrisinho, que deixou ela ainda mais nervosa.
Tentando não dar atenção ao que ele dizia, Veronica organizou tudo que precisaria para o pequeno ritual.
NÃO IREI DESCREVER O RITUAL, NEM LISTAR OS MATERIAIS USADOS. Se querem saber como fazer esse tipo de coisa pesquisem assim como a maldita vadiazinha fez.
Sr. Finanbuh
No inicio tudo parecia igual, incluindo Belphegor no centro do quarto. Mas num piscar de olhos foi possível sentir um vento quente que vinha de lugar nenhum.
_Deu certo._ Veronica falou esboçando um sorriso. Ela estava feliz por ter conseguido fazer mais um feitiço, por ter mais uma experiência, entretanto estava chateada por ter dado o braço a torcer, por ter deixado Belphegor sentir o gostinho de tê-la em suas mãos.
E agora?
A) Ele vai me matar?
B) Abusar de mim e depois me matar?
C) Torturar-me?
D) Fazer-me sua cérva?
E) Ou todas as opções anteriores? ,ela pensava enquanto ele parecia verificar se estava com tudo no lugar.
Bom, foi a única coisa que ele disse ao terminar de verificar se estava tudo no lugar.
Veronica não via Belphegor a três meses, isso era bom e ruim ao mesmo tempo. Bom por ela estar receosa e não querer ver o demônio numa situação em que ele poderia ataca-la e estaria em vantagem. O ruim é que ele poderia estar armando algo para vingar-se, disso ela tinha quase certeza.
Na grande clinica onde trabalha, Veronica tentava concentrar-se, mas só conseguia pensar no que ia fazer. Tinha feito muita coisa pra conseguir manter um demônio, e agora ele tinha escapado, isso torna tudo pior.
Pelo menos não estou dolorida, pensou ela ao lembrar-se do dia seguinte ao que foi jogada na parede, nas dores que sentiu no corpo todo, como se tivesse malhado muito ou se estivesse gripada.
_Veronica, estão te chamando na sala do senhor Ribeiro. _Disse Caroline, uma enfermeira jovem e rechonchuda, olhando Veronica com um pouco de compadecimento por saber que quando o senhor Ribeiro chamava alguma médica recém formada para ir a sua sala, coisa boa não acontecia...
Senhor Ribeiro é um médico e diretor chefe da clinica, um senhor casado já com três filhos adultos, aparentemente tem uma família feliz, daquelas de comercial. Entretanto por trás da imagem de um homem integro, está um profissional sem ética, um marido infiel e um pai ausente.
Estou aguardando atenciosamente o dia em que o guiarei ao outro lado.
_Entre. _Veronica ouviu depois de bater na porta.
_Licença, o senhor mandou me chamarem._ Disse ela meio desconfortável, com o olhar predador do senhor gordo e asqueroso.
_Sim, sente-se, fique a vontade e deixe de formalidades. Não precisa me chamar de senhor, me chame de Orlando_ Falou ele sorrindo, ostentando dentes clareados artificialmente.
_Houve algum problema?_ Veronica perguntou tentando não olhar diretamente para o senhor Ribeiro e tentando sentar- se confortavelmente na cadeira.
_Muito pelo contrário, você trabalha muito bem, tenho observado seu trabalho a alguns meses e chamou minha atenção o jeito que trata os pacientes, é um jeito tão próximo. Nada da frieza dos outros médicos_ Ele ainda sorria.
_Só estou fazendo meu trabalho, mas obrigada. _Ela falou sendo profissional.
_Sabe, não me impressiona que os pacientes sintam-se bem aos seus cuidados..._Dizia ele em quanto levantava e dava a volta até o outro lado da mesa onde estava Veronica._ Parece tão... Doce_ Falou ao umedecer os lábios.
Veronica não acreditava que aquilo estava acontecendo, que estava passando por uma situação tão constrangedora.
_Como já disse, esse é o meu trabalho. Agora se for só isso..._ Ela disse levantando-se para sair da sala.
_Não saia!_ Disse Senhor Ribeiro segurando o braço da jovem_ Não me faça essa desfeita, isso seria muita grosseria e não seria bom para sua carreira ser demitida depois de trabalhar por alguns meses.
_Solte-me seu porco!_ Ela gritou tentando soltar-se.
Veronica tinha uma baixa estatura e não era muito forte, não poderia lutar contra um homem muito maior e bem mais pesado que ela, e que já devia estar acostumado a abusar de enfermeiras e médicas. Que não o denunciavam por cerem chantageadas e ameaçadas. Mas Veronica era diferente de todas as outras, ela teve um demônio no quarto de hospedes...
Senhor Ribeiro a empurrou para coma da mesa puxando a camisa branca dela, e quando estava prestes a rasgar... Doutor Ribeiro caiu no chão contorcendo-se.
No inicio Veronica só achou que o senhor de meia idade estava tendo convulsões e gritou por ajuda. Assim que as coisas estavam mais controladas e outro médico levou Doutor Ribeiro que continuava a se debater, ela percebeu.
_Foi você?_ Ela perguntou, quando estava sozinha na sala.
Alguns segundos se passaram e a sala ainda estava silenciosa, mas Veronica manteve os olhos atentos.
_Okay... Resolveu me ignorar agora que está livre e saltitante. Tudo bem..._ Ela falou em quanto ensaiava uma saída da sala.
_Esse drama não combina muito com você._ Belphegor falou tornando-se visível.
_E me salvar do meu patrão asqueroso não combina com você._ Rebateu.
_Você não sabe o que combina comigo, você não me conhece._ Ele falou encarando-a.
_Sei o bastante sobre você pra saber que não sai por ai protegendo mulheres indefesas.
_Você não é indefesa e não estou te protegendo, estou mantendo você intacta para quando decidir a melhor forma de acabar com sua existência. _ Disse o demônio com um sorriso.
_Certo. Porque sumiu esses meses? _Perguntou Veronica tentando parecer indiferente ao que ele acabara de dizer.
_Não te interessa, entretanto irei tirar sua duvida: Eu estava curtindo minha liberdade._ Respondeu em quanto olhava alguns papéis que estavam na mesa do Doutor Ribeiro.
_Curtindo sua liberdade? _Ela perguntou fazendo uma careta.
_Sim, eu estava curtindo minha liberdade, longe de você. Foi ótimo.
Ela revirou os olhos.
_Tenho que voltar ao trabalho, não cause muito estrago_ Dizia ela em quanto virava-se e ia sair da sala.
_Eu não deixo as coisas pela metade.
_O -o que...
_Sinto dizer-lhe que seu chefinho querido já está morto; ataque cardíaco... Triste um homem tão querido morrer tão repentinamente._ Ele sorria ao dizer aquelas palavras.
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