For My Demons
3 Capitulo 3 - Que comecem os jogos!
_Do que você está falando?
_A Lia tinha ido passar o final de semana num spa lembra?
_Sim, ela me convidou.
_Ela sofreu um acidente lá, pelo que disseram caiu olho de massagem, o olho estava muito quente e queimou algumas partes do corpo dela.
_Como você soube disso?
_Não importa!
A jovem começa a rir, desliga o celular e se vira para o demônio.
_Antes de brincar comigo você precisa ser mais convincente com suas histórias.
_Qual é o seu problema?
_Eu sei jogar e você me surpreende por ser um demônio que não sabe ser convincente, se deseja tanto que te liberte então deveria se esforçar mais.
_Você quer dinheiro? Quer que alguém morra? Quer ter inspiração para algo? Quer ser famosa? Diga, é só dizer e você terá.
_Você parece meio desesperado, não devia ficar assim, esse é um comportamento lamentável para um demônio.
A garota não estava levando Belphegor a serio. Esse é um dos problemas que os demônios que preferem ser bonitos têm, eles não são respeitados por algumas pessoas, que se levam pelas aparências. Eu prefiro continuar como estou.
Belphegor tentou sair do circulo, mas foi contido por uma parede de ar.
Veronica podia ver a raiva em seus olhos, era palpável, deixando o ar pesado, mas eram melhor que o desdém.
_Assim você só está deixando sua liberdade mais distante. Quando mais nervoso você ficar, mais medo EU uma jovem indefesa terei ficando com menos coragem de te libertar.
Ele fechou os olhos e suspirou, a garota tinha sorte dele estar dentro de um maldito circulo sagrado, se não estivesse já teria arrancado sua cabeça. E eu teria o prazer de levar a bela garotinha para o outro lado.
Esqueci-me de descrever a moça: Bem, ela tem grandes olhos castanhos, cabelos negros... Ela parece ser uma criatura delicada. Já Belphegor, tinha feições fortes como as do guerreiro que é e alguns traços angelicais que conservou ao longo dos milênios, essa mistura deixava as mulheres (humanas ou demônios) cativadas.
_Certo, mas o que VOCÊ, uma jovem indefesa, quer tanto, que teve que me invocar para conseguir?_ Perguntou o demônio em quanto tentava se controlar.
_Não posso te contar ainda.
O controle se foi.
_Então vai manter-me preso e não pedirá nada? Você é mais uma feiticeira insana. Mas não estará segura só por me manter preso sua maldita...
_É bom você controlar sua língua se ainda quiser voltar algum dia para seu pedaço de inferno onde vive!
_E o que pretende fazer? Matar-me? _Ele riu em quanto andava pelo pequeno espaço no interior do círculo.
_ Posso te manter aqui pelo tempo que eu quiser.
_Você está blefando, é jovem de mais pra saber sobre os antigos rituais. _ Belphegor a fitava atentamente tentando encontrar algo na garota que mostrasse algum parentesco com uma feiticeira forte, ou algum pacto. Nada foi encontrado: ela nunca havia feito um pacto, um feitiço contra alguém e não foi encontrado nenhum parentesco com uma feiticeira forte o bastante para passar seu legado sanguíneo.
_Eu não blefo, e tenho minhas fontes, sei muito sobre rituais._ Disse Veronica, e ela não estava sendo esnobe ao fazer essa afirmação.
_Então... Irá manter-me preso? _Perguntou Belhegor, sem acreditar na situação.
_Não por muito tempo. Mas antes de te tirar do circulo preciso deixar algumas coisas claras._ Disse a jovem em quanto se aproximava.
Belphegor deu dois passos e foi contido por uma parede de ar que o impediu de dar o terceiro paço que seria para fora do circulo.
Eles estavam bem próximos, com a pouca distancia os separando foi fácil ela perceber o quanto Belphegor era grande e forte, era como se ela estivesse de frente para uma muralha tendo que olhar para cima pra poder ver sua expressão.
_Você fica invisível? _Perguntou com naturalidade.
_Você me invocou então é a única que me vê, para os outros me verem tenho que querer. Pensei que tivesse pesquisado sobre mim. _Disse o demônio franzindo as sobrancelhas.
_Só queria confirmar minha pesquisa. _Disse a jovem sorrindo. _Vamos direto ao assunto, terei que levar-te, sendo assim terá que acatar minhas ordens.
Belphegor sentia que o correto era por um fim nisso tudo, não deixar que aquela feiticeira o tratasse como um criado. Mas havia muito tempo que ele não jogava com um humano, era muito tentador jogar com uma mulher que estava sendo tão surpreendente e tinha aqueles grandes olhos perspicazes. Não podia esperar ela o tirar do circulo e depois mata-la para voltar a sua rotina; isso poderia ser perder um grande jogo.
_Imagino que saiba que não será tão fácil quanto pensa. _Disse o demônio erguendo uma sobrancelha.
_Tenho plena noção, mas acredito que conseguirei te manter na linha pelo tempo que preciso. _Falou a jovem olhando no fundo de seus olhos negros.
_Você acredita muito em seu potencial, isso é bom. A maioria dos que estão mortos também tinham essa característica.
Veronica gargalhou.
_Então ai está seu lendário humor, estava esperando por isso.
Ele estava impressionado com a naturalidade da humana perante um demônio, não só um demônio, um que estava poucos cargos abaixo de Lilith. Nem mesmo os de sua espécie tinham coragem de enfrenta-lo.
Vendo que Belphegor não diria mais nada a jovem prosseguiu dizendo:
_Você terá que vir comigo em quanto preparo tudo para o momento em que precisarei de sua ajuda. _Ela disse pegando a bolsa que estava no chão e dando alguns passos em direção à porta esperando que ele se recusasse a ir, mas ele continuou no circulo olhando-a, talvez esperando que ela dissesse as palavras da língua antigas para que pudesse sair do circulo e a seguir.
Veronica resolveu não surpreender o demônio, deixa-lo um pouco em paz como se isso fosse possível.
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