For All Time
8 O Momento é nosso!
Notas iniciais
O que ele queria dizer com “um lugar sem nome”?
Joelce se perguntava ansiosa, enquanto o Citroen percorria virtiginosamente as estradas de Los Angeles e se distanciava dos bares, casinos e boates da cidade, enquanto o ar do carro se alimentava da suave musica que tocava, “Somewhere only we know” do Keane.
— Para onde estamos indo? — ela perguntou para Michael, que a olhou de relance.
— Um monte no topo da cidade de onde podemos ver o letreiro de Hollywood, um local natural e sossegado, gostará de lá.
— Hum, ok.
Sua resposta fez com que Michael sorrisse. Ele não podia acreditar que tinha encontrado uma pessoa ainda mais tímida do que ele.
— Eu penso em levá-la para comer alguma coisa depois disso, mas se prefere ir para outro lugar agora mesmo, apenas diga.
Joelce olhou-o e sorriu.
— Não... tudo bem, um lugar isolado será ótimo, e eu adoro a vista do Letreiro.
— Você parece muito tímida.
— Timida? — ela riu — Nornalmente sou chamada de cínica, mas só pelas pessoas que não me conhecem bem. Eu posso ser tagarela, contar piadas sem graças, e tudo mais.
— Por que você não é assim comigo? Eu não mereço? — Michael olhou-a por um instante, fazendo-a sorrir, antes de voltar a atenção na estrada.
— Não sei, será que merece? — brincou ela, mordendo o labio inferior quando o viu sorrir. Michael tinha o sorriso mais belo da face da terra, céus, era encantador.
****
Quando o carro estacionou, cada um desceu do seu lado, então Joelce inspirou fundo enquanto passos para a frente do solo montanhoso. A enorme montanha dava a vista direita para o Letreiro colossal de “HOLLYWOOD”, e acima um céu em tom roxo com um pôr do sol encantador.
Seguiu atrás de Michael, até que os dois relativamente chegaram no topo.
— Parece que chegamos bem na hora. Isso é lindo… — exclamou Michael, olhando para o sol que parecia uma bola de fogo vermelha, lentamente desaparecendo no horizonte.
Joelce olhou para ele e inspirou fundo. A vista mais linda com certeza era dele de perfil, com um olhar fascinado enquanto o crepúsculo refletia a luz alaranjada em seu rosto.
— Pois é…
— Há tempos que não venho cá, na verdade. Em toda LA, foi o lugar que me encantou mais. Raramente as pessoas vêm para cá curtir a simplicidade, mas eu gosto da natureza...
— Eu também gosto.
Michael olhou-a, enquanto o vento fazia seu cabelo curto bater no rosto.
— Lugares assim me fazem pensar.
— Em quê?
— Muitas coisas.
— Que tipo de coisas?
Ele sorriu.
— A garota é curiosa. — mordeu seu labio inferior e prosseguiu — Me fazem pensar na minha vida. Na minha infância.
— O quê sobre a sua infância? Ela não foi boa?
— Não, realmente. — o homem deu de ombros — Talvez eu fale dela algum dia para você, mas não agora... esse não é um momento para isso. Esse momento é nosso.
Nosso? Ela testou a palavra mentalmente, sentindo seu coração disparar. Por que Michael estava sendo sedutor? Ele com certeza a meteria no seu lugar e diria que não poderia poderia retribuir seus sentimentos, ou estava enganada? Será que ela tinha alguma chance? Bem, era hora de descobrir.
— Okay... então vamos falar. — disse, tomando outra porção de ar.
Então Michael se aproximou mais dela, e suavemente falou:
— Eu trouxe você aqui porque desde que eu descobri que foi você que escreveu aquelas cartas ainda não propriamente conversamos sobre isso, e eu preciso que você saiba como eu me sinto. Você me faz sentir diferente, de um modo que eu não sei explicar, mas você certamente mexe comigo.
No primeiro instante, Joelce não conseguiu responder. A aproximidade daquele homem que governava seu coração a estava baralhando e aquelas palavras demoraram a processar na sua cabeça.
— Isso... é sério? — depois que gaguejou, ela se sentiu muito idiota, mas não conseguia falar de outra forma devido a emoção.
E em resposta Michael sorriu, a mão ainda segurando a dela.
— Claro que é sério. Eu sei que você se subestima muito com relação a mim, mas eu não sou impossível, eu estou diante de você.
A garota ofegou em resposta, então sentiu a mão de Michael em um de seus ombros, e o viu se inclinar sobre ela, seu coração disparado, seus olhos fracos, mas seus lábios chorando pelos dele.
— Eu li seus sentimentos, mas eu quero ouvi-los… o que você sente por mim?
Joelce quis desviar o olhar, mas ele segurou seu queixo.
— Olha-me nos olhos.
Um arrepio passou pela sua espinha e ela mordeu o lábio inferior.
— Eu… eu estou apaixonada por você. — confessou numa voz fraca — Sei que isso é errado, ou irracional ou…
Os lábios de Michael a impediram de continuar. As mãos masculinas a puxaram pela cintura e ela ficou paralizada, até entender o que estava a acontecer. O professor a beijava, seus lábios mornos e suaves tomavam os dela.
Involuntariamente, suas mãos subiram para o rosto dele quando ela começou a retribuir, sentindo que tudo dentro de si derretia feito cera ao fogo. O beijou com todo e qualquer sentimento que sentia por ele, enquanto descia as mãos, sentindo seu peito magro por baixo das rostas, sentindo-o real.
Foi um beijo demorado, até que ambos se soltaram lentamente, seus olhos se encontrando.
— Eu me pergunto como colocou os postais em minhas coisas.
Aquilo não era propriamente o que Joelce esperava ouvir depois do beijo deles, um beijo que a tinha deixado estonteada de desejo, mas apenas deu de ombros.
— Eu tive o meu jeito.
— Pois tiveste. — Michael sorriu e acariciou sua bochecha — Contando o quanto você é pequena... deve ter se infiltrado com facilidade.
— Ei, eu tenho dezoito.
— Eu sei, esqueceu que sou seu professor? Estou me referindo ao seu tamanho.
Joelce estava prestes a se lamentar pelo assunto, quando ele a bloqueou:
— Minha pequena!...
Seu coração disparou e ela franziu o cenho.
— Tua...? O que isso quer dizer?
— Que você é minha a partir de hoje, se você concordar. — Michael suspirou — Eu sempre vivi minha vida fazendo a coisa certa, e eu sei que na minha posição talvez isso não seja sensato, mas eu… eu gosto de você, eu quero estar com você.
— Então você está. — Joelce sorriu — Não existe coisa certa, e eu sou totalmente defensora da ideia de que a pessoa deve seguir a sua felicidade, e eu tambem quero estar com você…
Michael sorriu e puxou-a para um abraço. Ela tinha toda a razão, até por que não pretendia namorá-la no colégio, ali eles não eram professor e aluna. Eram só um homem e uma garota que se queriam e tinham todo o direito do mundo de ficarem juntos.
— Está com fome? — perguntou quando a soltou.
Joelce arregalou os olhos e desatou a rir, para a sua surpresa.
— O que é? Qual é a graça?
— Nada! — forçou-se a parar.
— Me diga, garota.
— Nada, eu só pensei uma bobagem.
— Partilhe.
Ela pareceu pensativa por um instante, então cedeu:
— Eu pensei em responder “que tipo de fome”?
Michael riu inclinando a cabeça para trás, uma risada gostosa, enquanto ela abanava a cabeça para si mesma. Sua mente poluida!
— Hum… Isso é muito sugestivo. — Michael a puxou de volta para perto.
— Ei, eu não cheguei de perguntar.
— Vale como isso. Mas agora eu quero saber que tipo de fome você tem.
— De beijar você até não ter mais fôlego. — disse tocando suas bochechas magras e esticou-se beijando-o, o que o fez rir, antes de envolvê-la pela cintura.
****
Joelce levou involuntariamente o lápis aos lábios pintados de vermelho e mordeu a ponta, uma visão que quase fez Michael se desconcentrar. Ele estava explicando a matéria para a turma lotada de alunos, tentando evitar uma atenção extra em sua namorada que estava como sempre sentada na carteira da frente, mas por algum motivo naquele dia estava mais difícil.
Pigarreando, prosseguiu com a explicação, circulando pela turma
Joelce soltou o lápis girando a cabeça, acompanhando cada gesto que eles fazia. O professor estava repetindo sobre os trabalhos finais, algumas considerações que ela já havia sido informada, então seus pensamentos voavam.
Michael era seu namorado há uma semana agora, mas ainda não conseguia acreditar. Ele deixava um rastro de mulheres suspirando por onde passava, todas o queriam, mas ele era seu. Seria possível?
Ela admirava sua beleza andrógina, enquanto ele falava com a turma e lhe dava um ou dois olhares. Ele parecia evitar o contacto visual na maior parte do tempo, e era sensato, eles não ficavam juntos na escola, mas seria melhor se ninguém soubesse de nada.
— Bom, turma, vamos ficar por aqui. Preparem-se para as defesas, estão dispensados! — concluiu ele, recuando até a sua mesa, e logo o barulho dos alunos arrumando seus materias se fez sentir.
Assim que terminou de arrumar seus livros, Joelce levantou e se dirigiu à porta, num esforço para não se aproximar da mesa do professor onde ele também estava encerrando seu PC.
— Duarte, por favor.
O chamado a parou, então virou-se. Michael a encarava. Com o coração disparado, olhou em volta. Os colegas estavam saindo da sala, conversando, então abraçou os livros e foi em sua direção, com um olhar nervoso.
— Sim, professor?
Michael ergueu as sobrancelhas.
— Preciso falar com você.
Ela assentiu e olhou em volta, enquanto a turma se esvaziava.
— Sim? — disse voltando a olhá-lo. Haviam ainda alguns colegas em volta, mas ninguém realmente prestando atenção neles. E não havia nada de estranho em um professor chamar uma aluna, então tentou sossegar.
— Você está linda hoje! — disse Michael fechando o PC, e ela sentiu as bochechas aquecerem, enquanto seu cenho franzia e ela queria sorrir ao mesmo tempo.
— Obrigada, professor.
— Eu tive a leve impressão de que você estava se insinuando para mim durante a aula. — prosseguiu ele, num tom que só ela podia ouvir, como se estivesse debatendo um assunto acadêmico — Mas conhecendo você como conheço, eu sei que você é naturalmente sensual. E eu gosto de vê-la com esse batom.
Joelce ofegou inacreditada. Michael a achava sensual. Michael gostava de vê-la de batom vermelho. Ela nunca mais iria tirar aquele batom, iria dormir e acordar com ele. Seu coração batia acelerado.
Olhou para dois colegas que saíam rindo e voltou a olhá-lo. O que ela deveria responder? Como é que se jogava aquele jogo?
— Bem, professor, eu sou totalmente inocente da acusação. Mas o senhor está muito comível hoje, isso com certeza é uma provocação. — disse olhando-o por completo.
Era verdade, Michael estava simplesmente divino numa camisa verde escura e calça preta, como os sapatos. Seu cabelo curto e escuro fazia sua pele parecer mais pálida, e seus olhos intensos.
Michael estreitou os olhos, antes de perceber o olhar intrigado do ultimo aluno que se retirava, então afastou-se com suas coisas, não antes de pedi-la:
— Não me faças perder a cabeça!
****
No dia seguinte daquele, Joelce recebeu uma mensagem de Michael quando saía da última aula. O texto fez seu coração disparar: “Venha ate à minha sala, por favor”.
Aquilo terminou com seu corpo contraído à porta, enquanto Michael a beijava intensamente, mais intensamente do que nunca. Ela retribuía do mesmo jeito, sentindo que seu corpo inteiro pedia por ele. Eles estavam a namorar há uma semana e quando saíam não passavam de beijos.
Michael não avançava, e embora ela quisesse tomar a iniciativa acabava perdendo a coragem. Ela não questionava seu desejo, sabia que ele a queria muito, mas parecia que ele se continha. Ela esperava que ele não pensasse que ela era virgem, por que não era.
Quando a soltou, ele sorriu conscientemente.
— Há dias que quero fazer isso.
— E por quê não fez?
— É uma irregularidade! — ofegou, a testa contra a dela — Além de estarmos em ambiente escolar, as nossas posições aqui tornam isso mais ilegal ainda.
Ela assentiu e saiu da porta, pronta a abri-la.
— Melhor eu ir então.
— Ainda não. — Michael a puxou de volta, colando seus lábios.
Quando sua língua macia entrou na boca dela, Joelce perdeu a consciência e começou a retribuir, lançando os braços em seu pecoço. O fato de que era perigoso tornava a situação mais excitante, era maravilhoso beijar Michael às costas de todo o colégio, a fazia sentir como uma menina travessa.
De repente, o bolso dele vibrou e ambos se soltaram. Michael puxou o telefone e olhou para o ecrã, franzindo o semblante.
— É a Inês.
A professora de Filosofia que o comia com os olhos e com quem ele tinha jantado uma vez?
— Ham... atende. — Joelce sugeriu, indecisa.
— Ela deve estar à minha procura, disse que precisava falar comigo… eu a tenho evitado.
Joelce o olhou contraindo a testa. Ela queria perguntar o que tinha havido entre eles, mas não queria ser inconviniente.
— Nunca houve nada entre nós! — Michael adiantou, para a sua admiração — Você deve estar se questionando algo do gênero, mas saiba que nossa relação nunca passou de amizade. Nem naquela noite em que, como você escreveu naquela carta, tivemos um “encontro”.
Joelce olhou-o guardar o telefone que parara de vibrar, então observou seu rosto ao concluir:
— Mas ela tem sentimentos por você, por isso você tem evitado ela.
Michael abriu a boca para responder, quando o telefone voltou a vibrar. Então exalou ar e se decidiu em levá-lo ao ouvido.
— Oi, Inês.
— Oi, onde você se meteu, Jackson? Estou procurando por você e ninguém te viu, sua sala está fechada.
— É, não estou no colégio, fiz uma saída, mas daqui a pouco regresso.
— Ah, okay... você me deve uma conversa, então me avise quando chegar.
— Certo. — Michael guardou o telefone e olhou para Joelce que também mexia no seu, mas parou o olhando.
— Um momento você terá que falar com ela. — disse — Melhor parar de evitá-la.
— Eu sei, mas fica para depois, agora venha aqui!
Joelce sorriu enquanto era atraída de volta aos seus braços, então beijaram-se.
****
— Ah, chegou o “desaparecido”!
A exclamação encheu a sala, enquanto Michael encostava a porta, então se aproximou da mulher sorridente que terminava de arrumar seus pertences.
— Olá, Inês.
— Olá. Você demorou demais nessa sua “saída repentina”, como pensa em me compensar? Um jantar essa noite, eu aceito.
Michael sorriu, enquanto ela vinha se aproximando com seu sorriso interessado.
— Que tal?
— Inês... olha, eu vou ser direito com você. Acho que você merece isso, merece que eu seja sincero... — suspirou — Eu estou comprometido, tenho... uma relação agora.
— O quê? — Inês franziu o semblante, mas depois sorriu levando na brincadeira — Que história é essa Jackson?
— Não é história, é verdade. Eu tenho uma namorada agora, portanto não posso sair com você.
Inês ficou séria, seu semblante mais franzido agora.
— Quem é ela? Eu conheço?
— Não. — Michael meneou a cabeça ao mentir — De qualquer forma, nós podemos sempre ser amigos...
Inês o encarou amarga por um tempo, até que expressou-se com desgosto:
— Amigos?
— Sim... nós somos colegas de trabalho e... não quero que estejamos em maus climas... — Michael observou, fazendo uma pausa quando Inês voltou a pegar seus pertences.
— Tudo bem... se você assim quiser. Até amanhã. — ela o passou, e antes mesmo que ele pudesse responder a porta se fechou.
****
Tirando o olhar da TV onde apresentava o filme “O Hobbit”, Joelce olhou para o homem com quem estava sentada no sofá da sala.
— Há quanto tempo não ficamos assim? Curtindo um filminho em casa...
O tutor olhou para ela e sorriu.
— Ham... desde que você começou a namorar com o Jackson?
— O quê?! — Joelce riu comendo uma pipoca da tijela enorme — Eu e o Jackson estamos namorando há uma semana... Experimente; desde que a Mary chegou de viagem?
Quentin olhou para o alto, pensativo, depois voltou a olhá-la.
— Talvez tenhas razão. Mas sabe, acho que nossas relações não deveriam interferir na nossa convivência... somos como famíliares... eu até já acho que você é minha filha.
— Ah, claro! — Joelce disse ironicamente e revirou os olhos — Com quantos anos você me fez então? Catorze? Você tem trinta e três...
— Com quinze. — Quentin riu.
— Deve ser. — Joelce fez o mesmo, até que ouviu seu telefone tocar, e quando pegou-o da mesa sorriu. Pulou do cadeirão e foi para a varanda atender.
— Oi, amor.
— Oi, pequena.
— Conseguiu se livrar da sua perseguidora?
A risada de Michael fê-la rir também.
— Sim, penso que dessa vez as coisas ficaram claras. Eu disse a ela que tenho uma relação.
— Hum… O que ela disse?
— Bom, eu acho que ela entendeu. Ela perguntou com quem, mas eu não achei conviniente dizer.
— Claro, e realmente é, ninguém precisa saber.
— É, mas... eu contei às minhas irmãs, e a um amigo meu... eles querem te conhecer.
— O quê? — Joelce praticamente gritou.
Não que ela achasse horrível, mas nunca gostara da ideia de ser apresentada a pessoas, ficava muito nervosa. E não era muito cedo para conhecer as cunhadas? E se não gostassem dela?
Acordou do pensamento com a voz de Michael a chamando:
— Pequena, está aí?
— Hum... sim, estou.
— Você não respondeu.
— A... é que eu não sei o que dizer... eu gostaria de conhecê-los, mas e se eles não gostarem de mim?
— O que é isso? Isso não vai acontecer. Aliás, eles já gostam de você pelas coisas que eu digo de você. Inclusive, La Toya foi quem me deu a ideia de te fazer um convite.
— Que convite? — perguntou, cada vez mais assustada.
— Haverá uma festa nesse sabado, que ela e Janet estão dando, e elas querem que eu vá com você. O que acha?
Ela se sentiu excitada e assustada ao mesmo tempo. Aquilo fazia sentido?
— Não sei... não sei se será uma boa ideia, Michael.
— E por quê não seria?
— Eu… não sei, acho que eu tenho medo de conhecê-las. Elas não vão gostar de mim.
— Não precisa ter medo, eles não mordem. Minhas irmãs são uns amores, e Ne-yo... bem, ele gosta de todo o mundo.
— Ok.
— Isso é um sim?
— Sim. — Joelce sorriu, apesar da insegurança — Eu vou.
— Que bom! Acredite, você não vai se arrepender. Eu não vou deixar você se arrepender.
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