For All Time

2 Ela está apaixonada?


Notas iniciais
Peço imensa desculpa pela demora em atualizar a fic, muita coisa aconteceu na minha vida. Muuuuita mesmo, mas de agora em diante estou pretendendo postar com frequência, espero ter leitores. Rsrs... Bem, aqui vai! Boa leitura! :)

Dando uma ajeitada na justa camisola verde sobre a calça preta, Joelce seguiu até a sala com os livros em mão. Seu coração estava agitado, como era obvio, mas ela sempre fora boa a fingir não sentir coisas que sentia, então foi com normalidade que encarou o homem absurdamente elegante que se encontrava encostado na mesa dele.
– Bom dia, Stor Jackson.
– Bom dia.
Dizendo para si mesma que o sorriso que ele deu, a beleza absurda, a elegância de seu corpo numa camisa escura de padrão listrado e uma calça social cremosa, e todo o resto não a afetavam, Joelce seguiu até a carteira onde sentou.

A aula já havia começado, pois a sua volta a sala estava lotada, então ficou a prestar atenção às explicações, ou pelo menos no “explicador”.

Michael explicava sobre o fascículo, e estavam a fazer a interpretação dos textos. E aos olhos de Joelce, foi a aula mais curta da sua vida, pois pareceu breve até que ele disse:

— Ficamos por aqui, meus queridos, estão dispensados.

Todos os colegas à sua volta começaram a criar alvoroço, enquanto o professor retirava–se da turma, assim Joelce não perdeu a oportunidade e saiu a seguir, alcançando–o no corredor.

Teacher.

Michael voltou–se, mostrando seu rosto de feições tão perfeitas que faziam os deuses chorarem, então ela tomou fôlego antes de armar uma justificação para o ter chamado.

— Sim? – perguntou ele, encarando seus olhos carregados de preto, uma característica que ele prestou atenção, como “os olhos que mais o concentravam durante toda aula”, uma fonte de atenção.

— Ham... Tenho uma duvida, Teacher.

— Sim?

— Acerca do Home Work... “questions tag” é aquele negócio de perguntar e afirmar ao mesmo tempo, certo?

— Sim. Já aprenderam nas classes anteriores, creio.

— Ham... okay. Era... só isso.

Michael sorriu passivamente, então virou–se e continuou o caminho, enquanto Joelce não conseguia tirar os olhos dele.

~*~

— Bom dia, turma.

Todos responderam ao cumprimento da professora diante deles, uma mulher aparentemente simpática, na faixa dos trinta anos, cabelos e olhos castanhos, corpo ligeiramente cheio.

— Eu sou a Inês McDaniel, podem me tratar por professora McDaniel, como é óbvio serei a vossa professora de Filosofia. Espero que nos demos bem, saibam que eu não estou aqui para prejudicar ninguém, mas sim para ensinar, por isso se vocês colaborarem com isso não teremos problemas.

Os colegas a sua volta começaram a manifestar concordância, e logo a fazer perguntas para a professora, mas Joelce apenas olhava, pois detestava apresentações e o resto.

Enfim, achou muito mais interessante quando a professora começou a fazer introdução à matéria, o diagnóstico e o prognóstico das aulas que teriam com ela.

Ela não parecia ríspida como Samanta, a professora de Francês, então Joelce concluiu que não seria nada mal ter aulas com ela.

~*~

— Quero dar–lhe as boas vindas.

Michael esboçou um sorriso calmo, depois respondeu:

— Obrigado, McDaniel.

— Por favor, trate–me por Inês, somos colegas. – os olhos castanhos da filósofa brilhavam para ele, enquanto ela alargava a extensão de seu sorriso.

Michael assentiu:

— Está bem, Inês. Leciona que disciplina mesmo?

— Filosofia, a ciência das ciências.

— Ah, claro! – Michael sorriu, aquiescente.

Uma imagem que Joelce viu, ao aparecer no corredor. Era o momento em que todos seus colegas estavam no refeitório, mas ela dispensava, pois dirigia–se ao consultório de Quentin, mas recuou um passo e encostou–se na parede de modo que eles não a podessem ver.

Infelizmente não conseguia ouvi–los, mas ficou a espiar como estavam a dar–se bem, sorrindo amigávelmente, e aquilo a fez sentir uma ponta de ciúmes.

Inês tinha sorte, pois podia amigar–se à Michael, eram colegas, e do jeito que ela evidentemente babava por ele a incomodou mais ainda, mas por fim ganhou coragem e saiu da parede, deixando que a vissem.

Os dois olharam–na num instante, vindo em sua direção aparentemente, mas logo ela seguiu direito e passou, então voltaram a conversar.

~*~

Michael desceu as escadas abotoando no corpo uma camisa verde, e chegando na sala se aproximou do amigo recém–chegado.

— Hey, Ne–yo.

— Hey, meu caro. Você demorou para descer. Estava batendo uma punheta, certo?

Michael ficou boquiaberto com a estupidez do amigo, mas desistiu de responder e sentou–se.

— À que se deve o incómodo?

— Incómodo a minha presença? Cara, eu sou Ne–yo, o necessário, a minha presença é sempre aprazível.

— Claro, é o topo da qualidade “aprazível” quando você mal chega e fica recitando expressões indecorosas na minha casa, contra mim.

— Michael, sem esse português confuso, okay? Por quê não repete a “expressão”, eu disse punheta!

— Ne–yo...

— Repito; punheta! – Ne–yo divertiu–se em repetir mais alto, e logo os dois viraram a cabeça ao ouvir passos travarem bruscamente.

No vão da porta da cozinha, estava a empregada, que agora os olhava indecisa sobre continuar.

Michael logo sentiu que corava de vergonha, mas o amigo ao lado deu é uma gargalhada, até que a moça se recompôs e decidiu se aproximar.

— Senhores, o jantar está posto à mesa.

— Obrigada, Margie, já vamos.

Ne–yo a seguiu com os olhos, e quando desapareceu para a cozinha voltou a rir.

— Isso não tem piada, Ne–yo. Ela ouviu, o que não é apropriado, não é legal. – Michael o repreendeu.

— E depois? – Ne–yo deu de ombros fazendo uma careta de descaso e esfregou as mãos – Vamos lá jantar que eu estou faminto. Melhor se tiver uma sobremesa; de preferência carnuda, loira e uniformizada.

Michael abanou a cabeça ao perceber que Ne–yo descrevia sua empregada, mas apenas foi com ele até a sala de jantar.

~*~

Miley Cyrus cantando Robot saía do aparelho da sala e ressoava por todo o cômodo, chegando na sala de jantar onde Joelce e Quentin se encontravam a à mesa.

— Quentin...

Ele a olhou e, lentamente, Joelce continuou:

— Se... se uma garota estiver interessada num cara muito mais velho do que ela... o que ela deve fazer na tua opinião?

— E por quê você estaria me perguntando isso?

— É... é a situação de uma minha amiga lá do colégio.

Quentin dobrou a têmpora.

— Você tem uma amiga e eu não conheço?

— Pronto, okay... ham... na verdade, uma garota perguntou no Yahoo e eu queria muito ajudar ela com a melhor resposta.

Quentin sentiu vontade de rir com a mentira desajeitada, e ao perceber Joelce retificou:

— Ah, já sei, vou dizer para ela esquecer, não precisa mais responder. – ela enfiou um pedaço macio de carne mal passada na boca e mastigou virando o rosto.

— Quem é ele?

Voltou a olhar para Quentin, acendendo os olhos.

— Ele quem?

— Duarte, você sabe do que estou falando.

— Não, não sei e... – Joelce bebeu um gole do sumo e bocejou – Estou muito cansada, pra falar a verdade, e morrendo de sono... Vou aterrar, até amanhã.

— Duar... – Quentin calou–se, admirado com a velocidade com que a garota saiu de lá, fugitivamente.

Assim olhou para o vazio. Era isso que estava a escapar–lhe? Ela está apaixonada?

Perguntou–se.

Notas finais
Bem, é isso? Mereço algum comentário motivador? Uma crítica? Um puxão de orelha? Aceito o que vier! Rsrs... Posto o próximo capítulo assim que ver comentários, hein! Hugs!