For All Time

4 Carona Até a Casa


Notas iniciais
Aqui está o cap, Boa leitura, mas só para as leitoras que não são fantasmas e compreendem a importância de um comentário! XD

O Range Rover Sport vinho estacionou, e logo Joelce desceu num passe ágil. Com um cardigan cinza, legging preta e bota de salto alto.

Ela ajeitou a pasta no ombro e estreitou os olhos de pintura escura, devido a ventania que fazia, olhando para o tutor que descia à seguir.

— Falei para você que depois das aulas vou à biblioteca com alguns colegas?

— Não. E as que horas você volta?

— Bem... não sei. Você vai poder me pegar depois?

— Claro, assim que você estiver saindo liga–me.

— Okay.

Quentin passou o braço à volta do ombro de Joelce e os dois aceleraram o passo ao entrarem no colégio.

~*~

— Deixa eu ver se entendi, você tem uma admiradora secreta? Cara, você está com 35 anos, está ficando velho, e nunca teve uma admiradora secreta.

Michael revirou os olhos e continuou a mexer em suas gavetas, ignorando as gargalhadas do amigo.

— Tudo bem, pode troçar, eu não me importo mesmo.

— Está querendo me enganar e mentir que não está curioso? Meu caro, eu fiz faculdade de te conhecer, cara, eu sei até quando você está travando um “pum”.

— Dane–se, Ne–yo! — Michael virou–se para jogar uma escova no amigo e esse riu quando não acertou.

— Pronto, vamos falar sério. Está curioso ou não?

— Claro que estou.

— E tem outra suspeita para alêm da professora “precipitada–em–compromissos”?

Michael desatou a rir.

— Você está falando da Inês?

— Claro. Você não disse que ela já foi casada duas vezes e só tem 30 anos?

Michael fechou uma gaveta e caminhou até o amigo, sentando–se ao lado.

— Ela é séria, tem seus princípios, é muito normal.

— Sim, ela tem o princípio de adorar assinar a propria sentença de morte, entendi. Então pulando o assunto “precipitada–em–compromissos”, eu perguntei se você tem outra suspeita.

— Eu... não sei. Não me ocorre ninguém. Mas, enfim, eu não me vou martelar com isso, seja quem for vai acabar por se identificar. — Michael observou, dando de ombros.

~*~

Sorrateiramente, Joelce adentrou a sala dos professores que se encontrava vazia, então achou o cacifo específico que estava encostado.

Abriu–o e entre os planos de aula que percebeu ser de Inglês colocou a carta. Deu um pulo de pânico quando ouviu o barulho na

porta e se atrapalhou toda, antes de correr para trás da mesa e baixar-se

Assim avistou a porta se abrir e viu os pés que entraram, sapatos e calça preta social masculina.

Droga. Ela conhecia bem aquele andar, era logo ELE!

Levou a mão ao peito como se tentando controlar os pulos do coração e cerrou os labios vendo–o caminhar até os cacifos.

Michael, folgadamente, abriu seu cacifo e pegou em suas coisas, entre elas os planos de aula. E dirigia–se a porta quando um papel caiu escorregando pelo piso.

Ele baixou–se reconhecendo um novo envelope anônimo, e no mesmo instante abriu para ler o que estava escrito:

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“Eu acordei pensando em você! Sonhei com você, talvez pelo facto de ter ficado a saber que você teve um “encontro” ontem.

Não que eu seje uma psicopata seguindo seus passos, simplesmente calhou de eu ficar sabendo e isso me corroeu até que fechei meus olhos.

Eu me pergunto como foi, mas ao mesmo tempo eu repreendo isso porque é horrivel sentir ciúmes de alguém que não é, não foi e que possivelmente nunca será meu.

Mas lá estava eu ontem à noite, desejando que o jantar não passasse de um “encontro amigável”, e agora eu estou aqui, em algum canto, observando você, enquanto você possivelmente se pergunta quem sou eu.

Eu tenho andado como uma sombra, bem atrás de você. Você só precisa se virar para me achar, Michael.”

......................................................................................................................

As palavras penetraram na sua mente, e num impulso, Jackson olhou em volta, seu sobrolho franzido. Mas não tinha ninguém, obviamente quem colocara o postal já estava distante, ou será que estava mesmo por ali?

Ele se aproximou da mesa, e Joelce sentiu os batimentos do coração subindo até a garganta, preparando já como o encarar quando esse vinha para vê–la, mas houve uma melodia.

Logo ele estava... se afastando?

Joelce suspirou, aliviada, enquanto ele saía a atender o telefone:

— Jan, já estou à caminho.

Joelce voltou a suspirar, enquanto seu coração acalmava, mas parte de si sentiu uma decepção. Essa parte parecia querer que aquela tensão acabasse com a verdade caindo por terra, mas ela tinha mais medo disso do que ansiedade, então espiou os lados, e quando não apareceu ninguém saiu de fininho como um camundongo.

Sou louca. Pensou consigo, abanando a cabeça.

~*~

Já eram 18h quando a garota saía da biblioteca. Andava sozinha, pois na ultima da hora os colegas a tinham deixado na mão e ela tinha ficado a trabalhar sozinha. Não era a primeira vez, o que mais a deixava brava.

Na verdade, sempre acontecia. Por ser boa em informática, os colegas sempre se aproveitavam dela durante os trabalhos.

Soltou um suspiro. Não achava mal de todo, já que durante a defesa o seu desempenho também costumava a ser melhor, pois acabava por conhecer o trabalho tão bem quanto a palma de sua mão.

Mexia no telefone andando pelo passeio, tentando ligar para Quentin, mas este não atendia.

“Deve estar com a Mary” percebeu, então pôs–se ao destino da estrada para pegar um taxi.

Reparando agora ao redor, ela percebeu o quão gelado estava o clima, e no céu não havia uma só estrela.

Vento frio sacudiu contra ela, e ao reabrir os olhos gotas de sereno começaram a cair.

— Perfeito, era só o que estava faltando! — ela reclamou olhando para o céu, e como se em resposta começaram a cair gotas mais grossas e frequentes.

Isso fê-la acelerar seu passo, pois aquele o chovisco começava a molhá–la, mas os saltos dificultaram consideravelmente.

Quando um carro parou ao seu lado e buzinou, ela olhou em volta se era para chamar a atenção de outra pessoa, mas não havia ninguém tão perto de si, então se aproximou.

Mal chegou na porta, esta foi aberta e ela entrou sem pensar duas vezes. Afastando fios do cabelo húmido dos olhos virou–os para o condutor, e quem viu a fez paralizar.

Não podia ser, podia???

— Stor.... Jackson?

Michael também arqueou seu sobrolho escuro ao reconhecê–la, pois simplesmente pensara que não podia deixar uma garota apanhando aquele forte chovisco, não notara que era sua aluna.

— Olá. — disse por fim.

Joelce tentou responder, mas as palavras ficaram engasgadas em sua garganta e ela tossiu.

— Você está bem? — preocupou-se ele, franzindo o cenho.

— Sim, eu… — respirou fundo, numa tentativa de controlar os efeitos que o homem de beleza estonteante lhe causava.

Michael estava e era lindo. Desde seu cabelo escuro e curto, os olhos misteriosos e envolventes, o rosto andrógeno, até o queixo encovado que estava destacado pela camisola preta de gola alta que ele usava.

— Err... olá, professor. — juntou forças de dizer, e olhou para o baco — Eu... estou molhando o seu carro.

Jackson desceu os olhos por ela, a roupa húmida ligeiramente colada em seu corpo, seu cabelo pingando, seus labios entreabertos por busca de afirmar ar nos pulmões, a maquilhagem preta dos olhos levemente borrada.

— Não faz mal. — disse com descaso — Aliás, você não está tão encharcada.

Houve uma trovoada e os dois olharam para os vidros vendo a chuva completa que agora caía.

— Mas pelos vistos vou acabar ficando. — exclamou ela.

— Não se depender de mim. De onde está saindo?

Joelce voltou o olhar quando ouviu a voz, seus olhos tremendo com os de Michael os segurando.

— Biblioteca. Era suposto virem me buscar, mas... ele não está atendendo o telefone.

— Bem, eu posso levar você.

— Eu... agradeceria. — sorriu e baixou o rosto sem jeito quando o professor deu partida no carro.

Durante o caminho, rolou um silêncio pleno. Exceto pelo barulho gostoso da chuva batendo nos vidros, sendo expulsa pelos para-brisas ligados, ou Joelce indicando o caminho.

Intimidada com a situação, ela evitava olhar para o homem que conduzia ao seu lado, mas ainda assim sentia o coração acelerado. Se era desconcertante vê–lo no colégio onde haviam varias pessoas... estar no carro dele, sendo levada para casa por ele não tinha definição.

Muitas emoções passavam através dela, principalmente quando ele a olhava de relance com a pergunta:

— Para onde agora?

— Esquerda.

Michael virou pela avenida iluminada e seguiu calmo pela nova estrada. A chuva estava a acalmar notavelmente, então ele exalou ar.

“Idiota, fala com ele pelo menos alguma coisa, isso não vai se repetir todos os dias.”

Uma vozinha perturbou a consciência de Joelce, e ela abriu a boca para criar conversa, surpreendendo–se quando Michael interrompeu:

— Seu nome é Natercia, não é? Natercia... Eduarte...

— Joelce Natercia Duarte.

— Joelce! É um nome bonito.

— Obrigada.

Não demorou para Michael estacionar o carro, onde ela indicou, então Joelce tirou o cinto.

— Obrigada pela carona, Stor. Jackson... de verdade.

— Não tem de quê.

— Certo. — Ela sorriu abrindo a porta — Até... han... amanhã, Stor.

— Até!

Quando a porta foi fechada, Michael olhou através do vidro a garota ir de passos rapidos até aos degraus de entrada da casa verde, então deu nova partida em seu Citroen C4 Picasso e foi, rumo à sua casa.

~*~

Joelce se encostou na porta de entrada e apertou os olhos.

“Ele me deu carona!”

Um sorriso bobo caiu nos seus labios, mas logo ela o fechou quando seu corpo de roupas húmidas reagiu ao ar condicionado ligado no máximo em volta da sala.

Espirrou e dirigiu–se à escada, quando ouviu:

— Duarte!

Virou–se apenas quando alcançou o corrimão e avistou o homem grande de roupão preto posto e chinelos. Mas ele estava seco, o que denunciava que não estivera no banho, apenas vestira para sair do quarto onde obviamente deixou a namorada.

— Você está bem?

— Estou, eu só apanhei chuva e tentei ligar umas mil vezes para quem prometeu ir me buscar, mas ele não atendia.

Se Quentin a conhecia bem, ela estava aborrecida. Então suspirou quando ela calmamente começou a subir a escada, até que repetiu o gesto e a alcançou o braço voltando–a.

— Duarte... desculpa... não tirei o telefone do vibrador desde a manhã e não ouvi suas chamadas...

— Não faz mal, eu tive a sorte de ter aparecido o meu professor de Inglês, ele me trouxe.

— O Jackson?

— É! Se não fosse ele eu seria levada pelo vento e a chuva forte, aí você nunca mais me veria na vida, e depois teria que acertar contas com a minha família.

— Não seja dramática, Duarte. — Quentin sorriu, mas apesar da ironia Joelce continuava séria, então ele também o ficou ao senti-la tentar se soltar da sua mão.

— Duarte, desculpa ter falhado com você.

— Não, tudo bem... eu entendo, você estava com a sua namorada e é muito normal isso. Eu... vou me trocar antes que eu apanhe um resfriado. — Joelce tirou o pulso da mão de Quentin e foi subindo a escada.

Por que tanto drama? Ralhou-lhe a consciência. Afinal, se Quantin não tivesse esquecido de ir buscá-la não teria o previlégio de andar no carro do professor.

Com um sorriso bobo, ela deu de ombros. Haviam males que viam por bem, e ela sabia que até o dia seguinte já não estaria mais aborrecida.

Notas finais
Então, o que acharam do cap? Acho que eu já mencionei que a história já está concluída, então, muita coisa boa está prestes a acontecer. Comentem para eu saber o que acharam e ter inspiração de postar a continuação mais depressa, sim? Obrigada a quem leu e vai comentar, bjinhos e até o próximo cap...