Forças Atrativas

2 Um dia qualquer - Capítulo 1


Notas iniciais
Aos poucos irei me fortalecer ao máximo para escrever essa fic para entreter a todos gradativamente! Estou humildemente aberta à críticas e sugestões para assim melhora-la. Sejam bem vindos.

O dia começou nublado e isso, por mais incrível e irônico que pareça me tornou "radiante como o sol". A natureza arquitetou o clima que eu julgo ser perfeito; nublado e chuvoso. Nesses dias eu me permito relaxar ao máximo possível, libertando a minha mente para vaguear em meu bem pensado universo paralelo ou quem sabe, para vaguear em meus universos infinitos e paralelos além da capacidade que a realidade talvez possa comportar. Minha mentalidade sempre me pareceu fértil e interessante o bastante para escapar da realidade que na maioria das vezes é irritante — ou talvez eu apenas esteja lhe superestimando, mesmo que eu considere tais auto declarações desnecessárias.

Minha mãe e meu irmão saíram em busca de comida e meu pai foi visitar meus avós, pois completou três semanas que ele não os visitava. E o que me restou foi um apartamento vazio e carente de comida saudável a não serem os chocolates e batatinhas que eu escondi no meu quarto; meu kit de sobrevivência. Enquanto eles não voltavam, penteei o cabelo e alinhei a roupa desgrenhada em meu corpo e segui rumo à loja de conveniência mais próxima para comprar refrigerante para acompanhar as batatinhas e o chocolate com a esperança de enganar a fome. Isso me parecia uma boa refeição mesmo não sendo considerada para muitos. Comprei uma Coca Cola e voltei o mais rápido possível para o apartamento com a esperança de não ter chegado alguém em casa. E, por sorte, não chegou.

Entrei em casa, coloquei o refrigerante no congelador e dei uns retoques na sala e na cozinha; apanhando as louças sujas e por fim as lavando e deixando-as em ordem e higienizadas no armário. Peguei o refrigerante e um copo e em seguida apaguei a luz da cozinha com a sensação de ter feito algo útil e finalmente fui para o quarto despreocupada e, no decorrer disso, nada da mamãe e do meu irmão chegarem em casa; logo conclui que eles resolveram almoçar em algum restaurante e descartaram de minha companhia. Mas tudo bem. Eu estava muito bem na forma na qual eu me encontrava.

Fechei as janelas do quarto; abri as cortinas; liguei o ar-condicionado; acendi o abajur; coloquei em meu copo o refrigerante e por fim coloquei para tocar no meu pequeno rádio Pearl Jam e desfrutei do meu momento solitário; só eu, meu refri e os meus chocolates. Eu não precisava de mais nada. Assim a tarde seguiu.