Foi Só Um Sonho.

13 O Sorriso Assasino.


Notas iniciais
Olá a todos! Acho que vocês querem me matar né? Mas gente, eu ando tão corrida, minha criatividade anda tanto no ócio que esse capitulo saiu sofrido. O curta anda me tirando tempo, junto a faculdade, mas me deu uma felicidade sem limites. Eu soltei um teaser dele, alias, quem quiser ver: https://vimeo.com/103562389 e querer curtir a fanpage no facebook também: https://www.facebook.com/ogostoamargodoteunome me ajudaria bastante. Esse capitulo está meio intenso, confesso. Não sei nem porque, minha vida não está melancólica - E acreditem, eu sou grande adepta da melancolia. Mas sei lá, hoje ela me pegou. Eu gostaria de agradecer também as indicações. Nossa, nem acredito. E também as estrangeiras que também leem o meu ponto de vista dessa história. Obrigada! De verdade! Indico para ouvir: Keaton Henson - Lying To You

Marina caminhou até a ponta da escada. Encarou sua descida como um desfio matinal, não sabia o que iria encontrar ao chegar no subsolo. Vanessa se pôs ao seu lado, olhou seus olhos preocupados e deu um sorriso confortante como se indicasse que não importa o que acontecesse ao descer, tudo ficaria bem no final. Mas nem tudo eram rosas. Flávia e Gisele, tudo bem, lembrava-se delas sem esforço algum, era como se elas realmente tivessem se inventado em sua mente toda manhã, então não seria um problema. Mas existia Clara. A Clara que tocava Marina ontem, a Clara que tocava a Marina hoje e a Clara que irá tocar Marina amanhã. Olhou novamente a Vanessa que já havia descido alguns degraus em sua frente.

– Não precisa se preocupar, você irá se sair bem. – consolou Vanessa.

– Tenho medo de iniciar algum dialogo e esquecer de algo. – confessa.

– Não precisa se preocupar com isso aqui. – Vanessa volta a subir os degraus que desceu e se colocou na frente de Marina. – As pessoas que estão aqui, irão entender se você esquecer algo ou se sentir incomoda com alguma coisa. Não há dúvidas aqui, que você não possa tirar perguntando, Marina.

– A Clara não. – Marina olhou cabisbaixo para o piso de madeira no chão. – Ela não sabe.

– Marina, de novo essa mulher? – Vanessa fala indignada. – Não existe um dia desde que você conheceu essa mulher que você não tenta impressiona-la ou pior, reconhece-la. Pra que tanta questão?

– Eu sempre falo sobre ela nas minhas gravações Vanessa. – diz Marina. – Eu não sei porque isso acontece, mas deve existir um motivo para isso, um motivo que eu encontro toda vez que eu vejo ela. – se encosta na parede ali próxima ainda no corredor. – Um motivo forte demais para ignorar.

– Eu não sei porque raios você contratou ela se não queria que ela soubesse, Marina. – Vanessa se aproxima de Marina, mantendo uma proximidade em seus rostos. – No fundo você quer sim, que ela saiba. Seu sonho é que você consiga conquistar alguém que não se importe com suas condições, que não seja eu, não é? Ela faz isso com o marido, certo? Cuida do Marido, do filho, porque não cuidar da Marina que esquece as coisas, não é mesmo? – ironizou.

– Agora eu descobri porque faço questão de te chamar de desagradável todos os dias. – Marina empurra Vanessa que a olha rancorosa mas logo volta os sentidos.

– Eu preciso da Flavinha e da Gisele para fechar um contrato bom hoje. – Vanessa se arrumou como se estivesse colocando uma armadura invisível para que as coisas não a afete. – Você irá ficar hoje sozinha com a sua Clarinha, então, divirtam-se.

– Não. – Marina agarrou o braço de Vanessa. Seus olhos miravam o chão como se estivessem com vergonha de admitir uma derrota. – Eu não posso ficar com ela sozinha, eu nunca vou saber o que dizer há ela.

– Faz o que você fez o último mês inteiro Marina. – Vanessa desprende a mão de Marina de seu braço de maneira indiferente. – A ignore.

Marina observou a ruiva descendo as escadas até seus cabelos avermelhados saírem de seu campo de visão. Respirou fundo mais uma vez, retirou a caneta dourada do bolso e a colocou agarrada na gola da blusa como de costume. Qualquer conversa importante era apenas apertar o pequeno botão discreto que ela possuía. Colocou o pé direito no primeiro degrau o que lhe rendeu outros passos até finalmente chegar onde queria. Se deparou com Gisele que a olhou com um sorriso encantado. Suspirou porque não sabia se aquele sorriso delicado era algo que ela via todo dia ou foi apenas um parabéns indireto por ainda continuar vivendo dessa forma sem ter ao menos tentado fazer algo ruim para si mesma. Ou já fez? Refletiu Marina enquanto recebia um abraço de Gisele de bom dia.

– Como acordou está manhã? – falou Gisele animada.

– Sem memória, como sempre. – rebateu Marina com um sorriso desanimado.

– Ah... – disse Gisele desanimando a voz. – Você acordou naqueles dias que acha um saco viver da maneira que vive.

– Eu fico surpresa de não acordar todos os dias assim. – Marina buscou a câmera fotográfica ali perto e uma lente 50mm.

– Porque você é incrível Marina. E isso não pode te derrubar, porque apesar de tudo, você precisa viver. – animou Gisele.

– Acho que é isso que me mantém viva. – Marina solta um sorriso meigo. – Eu lembro do que eu era e isso tem que continuar a existir.

– Sim! – dessa vez, Gisele estava animada e recolocou os braços em torno de Marina em um abraço apertado em sua prima. – Aliás, preciso te dizer algo importante.

– Importante? – questionou.

– Sim. – afirmou Gisele.

– O que? – Marina pegava a caneta disfarçadamente para que Gisele não reparasse que a conversa estaria sendo gravada. Mas antes que apertasse o botão, Gisele mirou em Marina um sorriso reconfortante, principalmente ao ver a dificuldade em que ela retirava caneta da gola da blusa.

– Você pode gravar Marina, eu sei que você tem suas particularidades. Eu também gravaria coisas importantes na sua situação. – colocou a mão sobre os ombros da fotografa.

– Desculpe. – Marina passa a mão sobre os cabelos sem graça e aperta o botão do gravador.

– Você precisa mostrar para Clara as fotos da sua série “Humans” que está na gaveta da mesa, como ela raramente mexe nas coisas, não esquece de avisa-la, ok? – pediu Gisele enquanto ouviu a voz de Vanessa chamando por ela para que partissem logo.

– Que horas ela chega? – perguntou Marina nervosa.

– Daqui alguns minutos! Se você estiver muito nervosa para falar com ela hoje, tudo bem, você ignorou ela por um mês inteiro. Ela já se acostumou com tua ausência. – Gisele passou a mão no rosto de Marina. – Você viu a imagem dela hoje ou deixou para se apaixonar de novo? – Gisele sorriu.

– Gih... – Marina fica tímida. – Não sou apaixonada por ela.

– Você sempre acredita nisso até colocar seus olhos nela. – Gisele beija o rosto de Marina e se despede. – Se cuida e qualquer coisa meu número é 1 na discagem rápida do teu celular.

– Ok. – sorri.

– Boa sorte.

– Vou precisar. – declara Marina.

Gisele se despediu como se tivesse se retirando do ambiente em câmera lenta. Abriu a porta e atravessou seguida por Vanessa, que antes de sair, soltou um breve olhar feroz como se hoje fosse um daqueles dias que não se dava bem com Marina. Para finalizar a saída, Flavia mandou um beijo com a palma da mão e se retirou rapidamente, era óbvio que estavam atrasadas para alguma coisa.

Marina caminhou até um dos sofás e sentou buscando o computador em sua frente na mesa de centro e abriu, visualizando alguns dos seus trabalhos. Não demorou muito para que se visse apegada em outros pensamentos que ecoavam em sua mente. Pegou a caneta na gola da blusa e apertou o botão para iniciar um pensamento que não gostaria de esquecer amanhã.

“Desde que acordei minha vida não anda fazendo muito sentido para mim, Marina de amanhã espero que não aconteça o mesmo com você. Duvido muito que não tenha se sentido assim antes, mas hoje, é essa péssima sensação que me consome. Essa bolha orbitando ao meu redor ofusca todos os corpos celestes além de mim. Com alivio mútuo e pesar escasso, percebi os portões fechados. Acho que a casa desabou e as janelas foram obstruídas com concreto e telhado. Só paira essa poeira de revés em todos os cômodos. Estar só, torna habitat natural tão facilmente. Quando vi, era quase cárcere. Tem uma memória na sala, um senhor no porão e uma tarde inteira de silêncio. A solidão é meu berço”.

Apertou o botão de pausa e seguiu até a cozinha do estúdio. Estava morta de sede. Foi andando em passos curtos observava todos os detalhes que possuía o local, os livros que gostava e havia esquecido. A tristeza de saber que histórias marcantes a tocaria por apenas um dia. A felicidade de saber que qualquer sofrimento, também, seria apenas por um dia. A vida de Marina se baseava apenas em 24 horas. Se morresse, nem se lembraria do que viveu, nos famosos dejavus de 1 segundo, que insistem em dizer que ocorre no final da vida.

Buscou um copo na prateleira, sentiu o calor Brasileiro na pele. O momento exato em que sentiu o arrependimento enquanto uma gota de suor descia em seu pescoço devido a roupa preta que usava. Para Marina, preto era um cor inaceitável no calor do Rio de Janeiro. Abriu a geladeira e se serviu com um pouco de água gelada. Enquanto se refrescava com imensos goles, observava a xícara fora do lugar. Não conseguia ignora-la. Olhou a altura em que as xícaras eram postas o que fez manter uma breve desistência de coloca-la no lugar. Mas não desistiu. Terminou de tomar água, mirou em banco ali perto, buscou-o e subiu com a xícara na mão, tentando alcançar o lugar aonde ela pertence.

Um barulho de porta ocorre, Marina se assusta e luta contra o desequilíbrio, porém uma batalha perdida que a faz cair com tudo no chão, quebrando a xícara perto de sua mão e um corpo dolorido devido ao tombo. Antes que pudesse sentir a dor e se preocupar com seu sangue escorrendo em seu lado, passos rápidos que ouvia desde o momento que caiu haviam finalmente chegado até ela.

Os olhos de que Marina tanto falava. De que todas as Marinas sempre falaram, estava ali, de joelhos segurando sua mão com um olhar preocupado e delinear de alguém que queria retroceder o relógio para evitar que aquilo tivesse ocorrido.

Não tinha dúvidas de que era Clara. Observou atentamente todos os detalhes de que tanto falava. O jeito que ela olhava para as coisas e as mãos dóceis de alguém que só queria fazer o bem. Marina afastou a mão de sangue e se colocou de pé se afastando de Clara. Não sabia o que dizer. Se perguntara se Clara roubava suas palavras todos os dias, por isso não conseguia falar com ela.

Clara se levantou ainda com o sangue de Marina nas mãos. Observava fotografa retraída novamente e sempre pelo mesmo motivo: O toque.

Foi até a pia e lavou sua mão, sua feição era triste. Odiava ver o sangue de Marina escorrer junto há água. No fundo pensava que era algo tão precioso para se passar em um esgoto qualquer que lamentava as mil personalidades de Marina e como isso ficava preso em sua garganta. Reprimia todos os bons gestos por não saber como Marina os receberia.

O silêncio gritou. Era possível fazer uma música com as palavras não ditas de ambas. Clara observou Marina e que ainda encarava sua própria mão e caminhou até a saída da cozinha porém não conseguiu seguir para fora dela. Voltou andando com rapidez até Marina, no caminhou puxou um pano branco em cima da pia e o colocou nos ombros e segurou o rosto da fotografa com as duas mãos fazendo a mesma praticamente sendo obrigada a olhar nos olhos de Clara. Com uma rapidez discreta, Marina apertou o botão da caneta que dava inicio a gravação. Poderia ser qualquer coisa. Qualquer palavra, mas eram da Clara. E algo dentro dela sempre dizia que eram palavras que Marina não deveria esquecer.

– Eu tenho fome da sua presença como aquele cachorro na esquina da rua 3 sendo devorado por larvas e moscas tem fome de paz. – Clara dizia séria enquanto ainda encarava os olhos de Marina e sua mão vermelha. – Eu estou cansada de sentar todos os dias naquela cadeira, não abrir as gavetas e observar sua arte pura em meio as fotografias enquanto desejo fixamente quando você um dia irá parar com a sua loucura de não se dirigir até mim. Você passou um mês inteiro me ignorando, evitando minha presença, tomando conta da minha concentração disfarçada. E eu estou cansada disso Marina. Eu sei, algumas barreiras para quebrar alguns limites para respeitar. Há uma ponte na parte remota e envergonhada do meu peito que me arrependo de ter cruzado. – Clara suspira. – Há sempre uma luta na mesa em que nós duas se encontramos. Ora por disputa de terras, outrora por saudade. Toda vez que a vejo chegar, espero a aparição da batalha perdida. Perdida e ganha também. Porém, o olhar continua reto, a voz alta e as mãos remotas. O Ser humano é um degradê de feridas e esperanças, vê? Me submeti a inconstância dos seus cinzas e foi a pior viagem com a melhor companhia que eu jamais tive. É improvável que a gente se esbarre, pois foi você que buscou essa inconstância, Marina. – Clara puxara a mão de Marina enquanto limpava o sangue com pano em sua mão. Marina continuava quieta e imóvel, enquanto as palavras que ouvia, ainda era absorvidas. – Eu sei que você não vai dizer nada, você é boa com telepatia. – disse Clara. – Algum recado da Gisele para mim?

– Ela pediu para avisar que tem um catalogo na gaveta. – Marina olhou para Clara com a mão já limpa e sendo enfaixada com o pano. – Ela pediu para avisar porque você nunca abre a gaveta.

– Obrigada! – Clara terminou de enfaixar a mão de Marina e se retirou da cozinha em silêncio.

Marina passou por Clara quieta no corredor e subiu até seu quarto. Clara acompanhou com os olhos os passos de Marina calada. Sua cabeça estava em um misto de arrependimento com alivio pelas palavras soltas. Abriu a gaveta e viu uma pasta com o nome “Humans”. Era um projeto de Marina, um dos mais importantes e que a fez ganhar nome fora do pais. Já ouviu falar dele antes, mas nunca tinha o visto. Abriu o catalogo e observou encantada as imagens (imagem 1, imagem 2, imagem 3, imagem 4) em sua frente. Marina propicia um deleite para os olhos através de sua obra, que carrega uma atmosfera lúdica e conceitual na medida certa, provocando fascínio pelas suas imagens audaciosas. Ela busca manifestar através de auto-retratos manipulados digitalmente, um paralelo entre a diversidade das civilizações em todo o mundo e a pluralidade da personalidade humana, focado na narrativa de guerras, crueldades, mas também em momentos em que a esperança é restaurada. Típica obra encantadora, registrada pelos olhos diferenciados de Marina.

Gisele abre a porta do estúdio acompanhada de Vanessa e Flavinha que pareciam cada vez mais próximas. Gisele cumprimenta Clara que tenta disfarçar a feição graças ao último acontecimento. Flavinha também a cumprimenta e Vanessa da um frio oi e logo pergunta por Marina. Clara diz que esteve no quarto o dia todo, como o de costume. Gisele estranhou e pediu para que Vanessa deixasse a descansar. Alguma coisa no inconsciente de Clara sabia que Gisele desconfiara de nossa conversa trágica. Mas até ter certeza, fazia-se de desentendida.

Marina ficou ali, imóvel na cama, já era noite, Vanessa já estava em seu quarto, Gisele, Flavinha e Clara já haviam partido. E Marina continuava ali, imóvel. Poderia esquecer esse dia se quisesse, mas mentiria para si mesmo. Constatou pequenas coisas no dia, que foram gravadas. Como gosta de olhar a vista da janela, como é descuidada com altura, como gosta da árvore perto da piscina, pequenas coisas, que provavelmente não seriam reparadas se tivesse a memória fixa, todos os dias. Mas Clara. Clara era estrela do dia de uma tarde intensificada de sol. Ligou o gravador antes que pegasse no sono e disse as palavras que não disse para Clara.

“Marina de amanhã, já pensou se o seu poeta favorito houvesse procurado por um doutor para se queixar da sua loucura e a limpado num lenço de papel ao invés de escreve-la? Todo mundo se pergunta se não seria mais fácil não saber de algumas coisas. Sim, mas a natureza humana é uma coragem estúpida. Você vê? Os primatas eram enésimas vezes mais felizes do que nós. Hoje você e a Clara conversaram da pior maneira do mundo. Porque você não soltou uma palavra se quer desse mutirão de palavras que você engasga todos os dias mesmo antes de conhece-la de novo. Hoje ninguém pretende muito comemorar qualquer coisa porque a ressaca moral que você nutriu a tarde toda está gravada bem na tua caneta de ouro. Não consegui nem lamentar. Todas as decisões que tomei e desculpas que planejei me parecem terem sido erradas. Alguém faria melhor. Alguém certamente faz. Há um abismo entre se orgulhar de nada e se arrepender de tudo e quando você não sabe do que lado está, você pula. Dizem que o passado é matéria morta, imutável, mas meu passado se mantém em constante mudança conforme a minha maneira de pensar sobre ele também. O almejo de estar em algumas lembranças, de não telas, afeta todos nós. Em meio nossa conversa, Marina de amanhã, fiz uma história, Vou ao café as quintas, você sabe. Desde que parei de fumar, observo tudo. O movimento dos passos, as risadas, os sapatos e as pessoas. Me agrada. Ao ir embora, cada uma delas continua em mim. Há semanas mantenho atenção em um casal. Eles são durões. O olhar é duro, os gestos são duros, a conversa é dura. Suas vozes permanecem firmes, longes de serem moldadas. Facilmente confundidos com negociantes. O amor é negocio, não é? Porque eles se amam. Por mais que pareçam inteiros e íntegros, são metade. E, com permissão do lirismo, digo que são metades um do outro. Penso bastante sobre isso, sem nem ao menos conhece-los, sem saber seus nomes. Uma das lutas é a mesma que a Clara me disse. Há sempre uma luta na mesa em que os dois se encontram. Ora por disputa de terras, outrora por saudade. A história acaba ai, mas tenho um palpite. Na verdade, nós temos um palpite. Sabemos, um dia cessa. A guerra é finita. Um dia a voz sussurra, o olhar descansa e os lobos se abraçam. Um dia todo mundo é vencido pelo amor. Eles serão. Nós também. Ah, outra coisa sobre a Clara, uma vez que você é tão imprevisível quanto uma criança em cólera, eu poderia prever o sorriso de um assassino mas jamais o que Clara vai dizer”.

Marina aperta o botão de pausa. Amanhã ela se esqueceria de cada palavra.

Notas finais
Será que eu consegui fazer alguém chorar? Eu sempre quis fazer alguém chorar por algo bonito. Vocês são ótimas!