Notas iniciais
AVISOS: 1 Esse capítulo é totalmente Percy X Annabeth.
2 A festa que acontece no capítulo é ao estilo Skins ( com sexo, drogas e bebidas), então fica a seu critério, Leitor, continuar ou não;
3 Mais importante: Aqui, nesta fanfic, Annabeth e Percy são humanos, são imperfeitos e fazem muitas coisas erradas e idiotas. São adolescentes!

Annabeth –

Minha primeira semana em St. Carter estava sendo... chata. Eu pensei que as coisas iam melhorar e eu ia me adaptar, mas com o passar dos dias, cada vez eu sentia mais falta de Nova York.

Então Percy apareceu. Eu tinha me afastado dele um pouco, eu tinha tentado fazer o que minha mãe pediu, mas eu não consegui. Quando ele me cercou na biblioteca, eu não tinha como fugir. E nem queria.

Eu estava em duvida se devia ir ou não na festa com Percy, mas quando ele começou a ir embora acreditando que eu ia dizer não, eu impulsivamente disse sim.

Agora estou sentada no balcão do Dickson’s esperando por Percy. Eu cheguei adiantada porque queria comer alguma; aprendi da pior maneira o que acontece quando você decide beber de barriga vazia, olá ressaca!

— Oi, estou atrasado? – Percy pergunta entrando no Dickson’s e sentando do meu lado.

Ele usa tênis com bermuda caqui, uma camisa branca com uma camisa xadrez e óculos, ele parece um modelo da Calvin Klein.

— Não, você chegou na hora – eu digo me virando para ele. – Sem skate hoje?

— Não, hoje eu resolvi usar um meio de transporte alternativo – ele abre a mão e lá estão as chaves de um carro. – Podemos dar inicio ao tour?

— Sim, podemos – eu digo levantando.

Saímos do Dickson’s e fomos para o estacionamento, e não me surpreendi ao ver o carro do pai de Percy. Percy estava tão nervoso quanto eu, tenho certeza disso quando ele encontra dificuldades para ligar o carro.

— Como são as festas em St. Carter? – eu pergunto quando saímos do estacionamento.

— Meio fora do controle – ele responde sem tirar os olhos da rua.

— Meu tipo preferido.

— Você ia a festas assim em Nova York?

— Sim. Mas então eu parei. Essa vai ser a primeira festa que eu vou a meses – eu respondo.

— Garanto que as festas de St. Carter são melhores.

— Vamos ver.

Percy agora divide sua atenção entre mim e a rua. Isso me deixa com um pouco de vergonha, por que ele olha tanto para mim?

— Rachel me disse que viu você saindo do estúdio de dança. O que você dança? – ele perguntou.

— Sou uma bailarina – eu respondo.

— Bailarina? Número quatro: dança balé.

— O que?

— Essa é a quarta coisa que sei sobre você.

— Quais são as três primeiras?

— Você é de Nova York, sabe fazer cupcakes e lê livros sobre arquitetura. – ele responde.

— É só isso que você sabe sobre mim?

— Por enquanto sim – ele responde.

— É pouco.

— Também acho. Vamos aumentar isso. Qual é a sua cor favorita?

— Verde.

— Banda?

— Não tenho só uma.

— Fala pelo menos três.

Então começamos a conversar sobre mim, mas esse nunca foi meu assunto favorito, já que eu sempre fui uma pessoa muito mais consciente dos meus defeitos do que minhas qualidades. Mas a conversa dura pouco porque logo chegamos a praia.

— Tem certeza que a festa é aqui? – eu pergunto. A praia está calma, com o por do sol deixando tudo laranja.

— Calma Annabeth, calma – ele responde estacionando o carro.

Percy –

Saímos do carro e andamos em direção a praia. Annabeth está linda, ela usa um shorts azul-escuro com uma camisa preta aberta nas costas, seu cabelo está preso em uma trança que cai em um dos seus ombros.

— Por aqui – eu a levo para a parte mais distante da praia. Eu sabia que uma festa como aquela não aconteceria em um lugar facilmente acessível, onde qualquer adulto pudesse ver o que está acontecendo e ligar para a policia.

A primeira coisa que vemos é a fogueira, grande e luminosa, e ao seu redor, um grande bando de loucos dançando como se não houvesse amanhã.

— Bem vinda a St. Carter Annabeth – eu digo, puxando para o meio da dança.

A musica alta nos faz pular e esbarrar com as pessoas.

— Percy, meu garoto! – diz Nico vindo na minha direção, ele está só de bermuda com um chapéu de cowboy e eu percebo que ele já está começando a ficar fora de si. – Experimenta, é de ótima qualidade – ele fala me dando um comprimido.

— Quer um? – eu pergunto para Annabeth depois de engolir o meu.

Ela hesita antes de responder: — Não, estou bem.

- Annabeth, tudo bem, pode pegar uma. Não há julgamentos aqui – diz Nico lhe entregando o comprimido e antes que Annabeth possa dizer alguma coisa, Nico já sumiu no meio das pessoas.

Sinto o efeito do comprimido no meu corpo, me deixa leve e mata todo o nervosismo que eu estava sentido, todas as cores e sons se intensificam ao meu redor e eu consigo sentir a musica na minha pele.

— Quer beber alguma coisa? – eu pergunto para Annabeth, ela ainda parece um pouco tímida, precisa de algo para se soltar e aproveitar a festa comigo. Vamos até as bebidas e ela escolhe um vinho barato.

E então voltamos a dançar. A luz da fogueira dança em volta de Annabeth fazendo-a a brilhar. Tira a garrafa de vinha da sua mão e tomo um gole.

— Melhor do que Nova York? – eu pergunto.

— Muito cedo para decidir – ela responde.

Annabeth –

O vinho está tomando conta de mim aos poucos e vou me deixando levar. Quando Percy e eu estamos cansados de dançar nos juntamos aos seus amigos. Ao nos aproximarmos reconheço imediatamente o cheiro da fumaça do cigarro que um dos meninos está fumando: maconha.

Fazia um bom tempo que eu tinha parado com tudo: festas, drogas e bebidas, mas em menos de 30 minutos nessa festa com Percy eu já estava voltando aos velhos hábitos. O comprido que Nico me deu está no meu bolso, me chamando, pedindo para ser consumido, mas eu o ignoro.

— Eu passo – responde Percy quando lhe oferecem o cigarro de maconha.

— Desde quando você virou um bom moço Percy? – pergunta Beckendorf.

— Estou me guardando para mais tarde – Percy responde.

— Então Annabeth, o que vai acontecer mais tarde? – me pergunta Nico com um olhar safado.

— Só a noite dirá – eu respondo, pegando o cigarro de maconha de sua mão.

— Garota ousada, gostei – diz Nico me vendo fumar.

Eu tentei me lembrar do porque eu parei de fumar esse tipo de coisa, mas não me lembrei, sentei para descansar um pouco.

— Vem dançar Percy – diz uma garota, acho que Rachel é o seu nome. Percy não parece afim de dançar, mas ele não escolha porque ela o puxa e eles se perdem no meio das pessoas.

— Então, o que está acontecendo entre você e Percy? – pergunta Nico, sentando do meu lado.

— Você está preparado para a verdade? – eu pergunto;

— Manda ver.

— Nada.

— Como assim nada?

— Somos, sei lá, colegas...

— Percy nunca trás uma “colega” para uma festa dessas.

— Amigos então? Olha, nós combinamos que isso não seria um encontro – eu respondo bebendo mais um gole de vinho. Não é dos melhores, mas dá para beber.

No meio daquelas pessoas todas, identifico Thalia, ela está dançando com um copo na mão. Não muito longe dela, está Luke. Eu fico observando os dois, esperando algo acontecer. Dois dias atrás eu estava na loja e Hera me pediu para chamar Luke para uma entrega. Eu o procurei pela loja inteira e nem vi a sombra dele, então quanto eu estou saindo de um das estufas eu ouço um barulho vindo de um dos armários onde as ferramentas de jardinagem são guardadas. Com cuidado vou até lá, e o que eu vejo? Thalia e Luke se agarrando em grande estilo.

Mas aqui na festa, eles nem se olham, isso é estranho.

Percy –

Eu realmente quero ficar o resto da festa com Annabeth, mas Rachel é minha amiga e ela vai ficar triste se eu simplesmente a deixar de lado então danço com ela mais um pouco e então volto para onde Annabeth estava. Mas ela não está mais lá.

— Onde está Annabeth? – pergunto para Nico, mas ele está ocupado se agarrando com uma garota.

— Percy! – ouço Annabeth me chamar e me viro para procura-la. Mas ela estava atrás de mim, então quando eu me viro esbarro nela, fazendo-a virar a garrafa de vinho, sujando nós dois.

- Droga – ela fala olhando para a roupa manchada.

— Vamos limpar isso – eu digo pegando sua mão e a levando para longe da festa.

— Onde? – ela pergunta.

— A casa do meu pai é aqui perto – eu respondo.

Caminhamos para fora da praia em direção a casa do meu pai. Eu deveria começar a chama-la de minha casa, já que estou morando nela há quatro meses. Demoro um pouco para achar a chave da porta, acho que meus dedos estão um pouco dormentes.

— Seu pai não está em casa? – Annabeth pergunta.

— Não. Ele saiu com os amigos para beber – eu respondo abrindo a porta. Acendo a luz da sala, mas levo Annabeth para mais dentro da casa.

— Seu quarto? – ela pergunta quando entra em um grande quarto azul.

— Sim – eu respondo. – O banheiro é ali – eu digo.

— Percy?

— O que?

— Você ainda está segurando minha mão – ela fala.

— Ah ta, desculpa – eu digo soltando sua mão.

Quando Annabeth fecha a porta do banheiro eu tiro as duas camisas sujas de vinho e procuro uma limpa na minha gaveta. Até agora tudo estava indo bem. Eu estava me divertindo como nunca na festa e Annabeth também estava, mas agora ela está aqui no meu quarto. Uma mudança repentina de cenário.

— Percy – ela me chama, saindo do banheiro. Ela está sem camisa, apenas com um top. – Você não pode me emprestar uma camisa, a minha está sem salvação.

— Sim, claro – eu respondo pegando uma camisa para ela.

— Obrigada – ela diz, vestindo-a. Ela então se aproxima de mim, e ficamos frente a frente mais uma vez. – Obrigada por tudo Percy – ela fala, então, beija meu rosto.

E o que e faço? Beijo sua boca. Não sei se foi culpa da bebida ou dos comprimidos, mas eu simplesmente beijo Annabeth, e quando o faço, percebo a quanto tempo queria isso. Por um segundo, penso que Annabeth vai me empurrar, mas ela me puxa para mais perto, querendo mais. Não sei exatamente quando deitamos na cama, ou quando a camisa dela foi parar do outro lado do quarto, mas lembro de ela parar por um momento, e olhar no fundo dos meus olhos, antes de colocar na boca o comprimido que Nico lhe deu e nós...

Annabeth –

Percy está deitado na cama, olhando para o teto com um sorriso bobo no rosto. Eu? Eu estou sentada, abraçando os joelhos.

Não acredito que fiz isso, não acredito. O que diabos deu em mim? Por que fiz isso? Não foi ruim, eu gostei. Mas porque esse sentimento ruim está me consumindo por dentro? Por que eu me sinto culpado por ter feito sexo oral com Percy?

Eu só o conheço a uma semana. E não sei nada sobre ele. E ainda assim quando ele me beijou, eu perdi a cabeça, eu fiz porque eu queria. Posso culpar o vinho ou das drogas, no fundo, foi eu.

— O que foi? – pergunta Percy se virando para mim. Seu cabelo está uma zona total e fui eu quem fez aquilo.

— Nada. Hm.. eu acho que quero ir para casa – eu respondo levantando da cama.

— Certeza? Podemos voltar para a festa ou...

— Casa. Eu quero ir para casa – eu repito vestindo meu shorts. Percy também se levanta e começa a se vestir.

— Você viu minha... – antes que eu termine de falar Percy joga uma camisa na minha direção.

— Sua camisa está suja de vinho, lembra? – ele fala, vestindo uma camisa verde.

— Ah é... verdade. – eu digo vestindo sua camisa.

— Você viu onde eu joguei meu tênis? – ele pergunta.

— Acho que foi algum lugar perto da porta. Viu os meus?

— Debaixo da cama – ele responde andando em volta do quarto para pegar enquanto eu mergulho debaixo da sua cama para pegar meus sapatos.

— Pegou tudo? – ele pergunta, ele já não está mais sorrindo, está confuso e eu imagino como eu estou.

— Peguei sim.

Ele abriu a porta do quarto e passou direto para a porta da frente. Não falou comigo e nem olhou para mim até entrarmos no carro.

— Annabeth... o que foi? – ele perguntou quando os dois estavam dentro do carro.

— Nada – eu respondo.

— Eu... que fiz algo errado? Você não gostou? – ele perguntou.

— Não é isso Percy. É por isso que você está assim? – eu falo rindo.

— Sei lá. Você pulou da cama dizendo que queria ir embora eu só pensei que...

Antes que ele terminasse de falar, eu o beijo, fazendo-o calar a boca e disse: — Você foi incrível, ok?

— Qual é o problema então?

Como explicar aquilo que nem eu entendo?

— Eu... a gente... é que... – as palavras não saiam. Parei de falar e respire fundo. – É o seguinte: faz só uma semana que eu estou na cidade, e eu praticamente não conheço ninguém, e eu nunca tive uma relação sexual com um estranho, e além disso, eu não quero um namorado.

Percy olha para mim surpreso e confuso, pensando no que dizer.

Percy –

Esse era o problema dela?

— Eu também nunca tive uma relação sexual com uma estranha, e também não estou procurando por uma namorada, então estamos quites – eu respondo para ela, e Annabeth parece aliviada.

— Eu só...

— Olha, se você não quer um namorado, nem eu uma namorada, qual é o problema da gente se divertir de vez em quando? Eu gostei de você desde a primeira vez que te vi e eu quero continuar sendo seu amigo, mas não tem nada de errado a gente ficar as vezes.

— Uma amizade colorida? Sério? – ela diz, um pouco incrédula.

Quando ela falou em voz alta, isso pareceu bem tosco, mas sim, a ideia era basicamente essa.

— Tipo isso. Má ideia? – eu pergunto. A verdade é que eu realmente gostei de ficar com Annabeth, e sem duvidas quero fazer isso de novo.

Mais uma vez, ela cruzou os braços, mordeu o lábio e olhou para os pés, isso parecia ser uma mania.

— Grande ideia – ela responde por fim. – Mas tem que ser segredo.

— Tudo bem.

— Isso não quer dizer, em hipótese alguma, que temos um relacionamento serio?

— Só diversão.

— E mais uma coisa.

— O que?

— Não podemos nos apaixonar – ela diz.

— É melhor você ter cuidado então – eu digo ligando o carro.

Ela apenas ri e não diz nada.

— Só uma curiosidade: com quantos caras você já dormiu?

— Percy Jackson, você não vai adicionar essa informação a sua lista de coisas sobre mim.