Num tempo distante uma princesa cruel e triste reinava um reino invencível. Nunca haviam encontrado tal poder alem do da princesa. Nem cavaleiros, reis ou assassinos conseguiram derrota-lá.

Ela possuía muitos bens, além de uma beleza encantadora. Possuía tudo que o poder podia comprar, e um servo fiel no qual confiava. Um homem estrangeiro que ninguém sabia de onde vinha, com cabelos e olhos azuis que ninguém sabia como os tinha. Lendas falavam que ele era um cavaleiro-monstro, na realidade uma criatura das trevas transformada.

Esse servo era seu assassino fiel. Ela ordenava e ele obedecia, com prazer evidente em seguir as ordens da jovem e loira tirana. Um dia cavalgando uma mulher se jogo em frente ao corcel da princesa.

_Por favor! Não temos o que comer! Ajude-nos minha princesa!

O cavaleiro monstro trotou em direção a princesa que olhava altiva para a menina que se humilhava.

_Tire-a do meu caminho Grimmjow. – ordenou sem culpa e sem piedade nos olhos azuis. Sua voz suave mal se alterou. E assim como sua princesa o servo não se alterou, sem qualquer expressão no rosto grave. Ele desmontou do cavalo e segurou a mulher pelos cabelos a arrastando pra longe do caminho.

A princesa continuou o trote elegante, deixando a mulher em cuidados de Grimmjow.

_Mulher!- exclamou o cavaleiro. Ele a olhou chorando e tremendo no chão, chorando e soluçando sem parar.

Ao ouvir a exclamação do homem ela o olhou assustada, tremendo mais pelo o que lhe esperava. A voz do cavaleiro-demonio era firme e terrível, com um tom rouco. Ele jamais falará na frente do povo.

Ele se agachou na frente da mulher jogada no chão, sua cota e sua armadura bem cuidada titilando. A mulher paralisou no mesmo lugar olhando para os olhos selvagens do cavaleiro. Ele se levantou e pegou um punhado de grossas moedas de ouro em seu saco de moedas, estendeu o braço com um olhar de repulsa e deixou as moedas caírem sobre a desesperada mulher.

_não nos incomode mais – ele disse dando um meio sorriso e se dirigindo para seu cavalo – e quando quiser mais roube dos nossos inimigos, é mais fácil, além de ser mais seguro.

Ele empinou o cavalo dando mais uma risada cruel e saiu trotando, voltando para sua princesa

A princesa se banhava no quarto, quando uma batida incomoda soou.

_ Princesa... — chamou seu servo mais fiel.

_Entre. -Uma resposta rápida e apropriada.

Ele entrou no quarto e olhou diretamente pra sua soberana, que estava enrolada em uma toalha e ainda tinha os cabelos molhados do banho recente.

_O que deseja Grimmjow? – ela falou despreocupadamente enquanto se dirigia para o armário.

_O senhorita ira sair às escondidas novamente? – Perguntou o cavaleiro sem delongas entrando no quarto e fechando a porta- Por que insiste em correr atrás daquele rapaz, minha princesa?

_Isso... Não lhe diz respeito- ela sorriu levemente, enquanto o cavaleiro abaixava sua cabeça resignado.

_Porem eu desejo diversão tanto quanto seus homens.

Ela deixou a toalha cair, procurando roupas no armário. Um pesado silencio se fez no cavaleiro monstro, então ela deu uma risada deliciada

_Não me diga que te choquei?

_Não senhorita Elyzabeth. — respondeu de pronto, tentando se manter impassível.

_Buscar diversão não é pecado... Bem, na verdade é sim. – Ela riu novamente vestindo as roupas que lhe agradaram. — Mas ainda sou pura. – Ela disse com certa ironia. Ela sentou na cama segurando sapatos e meias.

_Calçe-me. -Ordenou sem se preocupar.

Grimmjow se aproximou e ajoelhou-se em frente a sua senhoria, ela entregou as meias e olhou o horizonte, estendendo a perna, imersa em pensamentos.

O servo colocou as meias com extremo cuidado, evitando tocar a pele alva das coxas, de sua mestra. Então ele colocou os sapatos com o mesmo cuidado.

_Beije Grimmjow. — ela disse sem nem olhar na direção do seu querido servo.

Ele a olhou novamente resignado, mas fechou os olhos e beijou a ponta do sapato da princesa.

Após isso abaixou o rosto, e descansou os pés de suas mestra no chão. Ela deu um sorriso de satisfação. Ela colocou as mãos no rosto de Grimmjow, o levantou, fazendo-o olhar diretamente para ela.

Ela beijou os lábios dele, com leveza e altivez.

_Muito bem. – Ela falou se afastando dele.

Ela logo se levantou e começou a se dirigir para porta, mas antes de sair deu dois leves tapas no rosto dele e falou com um ar divertido.

- Viu, você tem muito a aprender.