Flores Para Alemanha
17 Flor de Rosa Vermelha
Notas iniciais
Sim, esse é o fim dessa fic maravilhosa que eu demorei tanto a escrever.
Bom, não é o fim oficial, mas estamos quase lá.
Quer saber? Lê-am e vão entender
As rosas vermelhas no chão são símbolo de amor, um simples amigo as pode enviar lisonjeando a beleza e o respeito que os une. Trata-se duma das cores mais excitantes e apaixonadas da rosa. Os jovens apaixonados costumam escolher a rosa vermelha para oferecer à sua parceira, mas também podem oferecer a um amigo como prova de respeito
O belo inverno alemão era algo mágico, principalmente com seus jardins prontos. Aquilo era com certeza um grande espetáculo que atraía pessoas de longe, Feliciano admitia que era muito bonito e trabalhador, também, ficou dias apenas tentando aprender como ajeitar tudo.
Enquanto andava pela rua atraía olhares, não por sua beleza ou pelo seu grande sorriso, e sim porquê era um estrangeiro em terras alemãs, sendo que havia acabado de terminar a segunda grande guerra. Mesmo com aquele grande sorriso algo ainda preocupava Feliciano, era a felicidade do alemão. Ludwig estava agindo de forma estranha com ele desde que resolveram morar juntos, ambos dormiam juntos, mas não como um casal e sim dormiam juntos de apenas dormir mesmo.
Ele não estava reclamando nem nada, mas não achou que um casal ia agir daquela forma. Parou de andar, sabia que o significado da palavra "casal" era "um relacionamento entre homem ou mulher, ou apenas uma forma de denominação para a junção de homem e mulher; também pode ser irmão e irmã etc". Isso fez perceber que eles não eram um casal, afinal eram homens e isso o deixava triste. "Eu não sou bom para ele", pensou de forma melancólica enquanto ficava parado no meio da rua sentindo a fria e fina neve cair sobre sua cabeça.
Aos poucos recomeçou a andar, não levantando a cabeça. Seus passos eram lentos e traziam consigo um pouco de dor, não gostava de pensar daquele jeito, então apenas continuava a andar até sua casa. Ao chegar, colocou a mão no bolso e enfiou a chave na fechadura, girando-a, seus movimentos eram lentos porque estava com medo, medo de não ser mais amado pelo outro e medo de não merecer o amor do outro. "Eu preciso fazê-lo feliz, mesmo que me doa".
Adentrou a casa lentamente, encontrou os dois gatos dormindo no sofá e sorriu, andou com cuidado para não acordá-los e chegou a seu quarto. Tirou as roupas de frio e olhou para cima, o teto daquela casa era feito de madeira muito bem trabalhada, Feliciano achava que a família Beischmidt devia ter gasto uma boa grana com tudo aquilo. Deitou na cama ainda encarando o teto, aquele quarto tinha o cheiro de Ludwig, um bom e gostoso perfume marcante que deixava o italiano louco. Enquanto estava envolvido naquele perfume, acabou adormecendo sem perceber.
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– Isso é realmente complicado — Disse o francês com um sorriso malicioso no rosto.
Francis e Ludwig estavam em um restaurande, sentados numa mesa na "varanda" do local, o dia estava belo e mesmo com o rigoroso inverno ainda podia se ver o azul claro no céu. Eles conversavam sobre, acredite se quiser, relacionamentos. O alemão havia pedido para o outro ir ali quando percebeu que não estava conseguindo lidar com Feliciano, o grande problema do loiro era que não sabia o que fazer já que ambos eram homens e Ludwig não queria assusta-lo.
O francês, por sua vez, ria daquela situação e achava tão fofo e amável a forma que o alemão tratava o italiano que as vezes queria dormir com os dois, mas isso ia ser impossível já que namorava um certo inglês explosivo. Havia uma taça de vinho em suas mãos, ele estava muito bem vestido e elegante, o que causava um certo interesse nas mulheres que o olhavam.
– O que você está passando é algo simples de resolver — O francês bebericou mais um pouco de seu vinho tinto.
– É? — Ludwig ficou impressionado, talvez os franceses sejam de verdade uma nação boa com o amor.
– Claro, o que você precisa fazer é bem simples, agarrar aquele italiano e beijá-lo de forma ardente e dormir com ele — Francis sorriu para o alemão que estava quase caindo da cadeira com àquelas palavras.
Ludwig ficou pálido, não gostava daquela ideia de "tomar" o outro assim, parecia ser a primeira vez do menor, então ele queria fazer algo especial para Feliciano. Ajeitando seu terno negro no corpo, encarou o francês de forma firme e severa.
– Não me olhe assim, você que me convidou para cá, já devia saber o que poderia acontecer — O que o outro falava era verdade, Ludwig sabia muito bem as possíveis consequências de convidar o francês para um almoço.
Ludwig ficou parado por um tempo, pensando em que devia dizer enquanto via Francis bebericar mais um gole de seu adorado vinho. Admitia que o loiro tinha um pouco de razão sobre certas coisas, ele gostaria de poder beijar Feliciano mais uma vez, de ter coragem para fazer mais coisas com aquele italiano além do beijo. Mas, Ludwig, tinha medo de machucar Feliciano no processo.
O alemão não era tolo, isso com toda a certeza ele não era, sabia muito bem que ia doer na primeira vez para quem estava por baixo, seja a pessoa homem ou mulher poderia. Esse tipo de coisa não fazia diferença, era algo natural do ser humano e ia doer querendo ou não.
O grande confliuto do alemão era: e se depois ambos percebessem que era apenas desejo? Ele ia deixar Feliciano marcado pelo resto da vida e isso era algo ruim. Conhecendo aquela face de pessoa problemática, o francês resolveu tomar uma posição, afinal era amigo do irmão daquele que estava a sua frente.
– Olha, a arte da sedução é fácil, você apenas deve parecer confiante ao puxá-lo para perto e dizer coisas românticas e sedutoras no ouvido dele — Enquanto o outro falava Ludwig tentava lembrar o motivo de ter escolhido Francis para ser seu conselheiro. — Lembre-se de segurar firme a cintura dele, mas com cuidado para não machucar; deve ter também um ambiente apropriado, em minha opinião, umas velas e uma música baixa, suave e romântica no fundo.
– Isso é meio estranho — Resmungou baixo o alemão que estava prestes a ficar mais vermelho do que a bandeira da China ao escutar tudo aquilo.
– Non, non e non — O francês logo o repreendeu por aquelas palavras. — O amor não é estranho, se você o ama irá conseguir dormir com ele.
– Você não tem que ir para a casa? — Ludwig se perguntava porquê o outro ainda estava ali.
– Mon amour, Arthur, saiu para comprar umas coisas, ele não vai chegar cedo já que foi escolher um novo aparelho para chá — O francês fazia drama, dizendo o quanto estava solitário e sozinho naquela casa que mais parecia um mausoléu sem seu amado Iggy.
Ludwig se perguntava de onde o outro loiro havia arrumado o apelido de Iggy, mas por educação e por não querer mais assunto ao outro, preferiu-se manter em silêncio.
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Quando chegou em casa já era tarde e o céu já estava escuro, culpava-se por não ter nem ao menos avisado ao outro que ia demorar. Ludwig ainda ficou parado um tempo na porta antes de abri-la, em sua mão esquerda estava um pequeno saco de sementes, ia oferecer a Feliciano para plantassem juntos quando a primavera começasse. Tinha a leve impressão que estava errado sobre jardinagem, mas ele nunca foi muito bem dessas coisas de mexer em terra, preferia ver tudo limpo e organizado do que ficar mexendo com lama e barro.
Quando finalmente levantou a mão para pôr na maçaneta da porta, ela rodou sozinha e abriu, primeiro viu três cachorros peludos e dourados colocarem a cabeça para fora e depois viu Gilbert o encarar com aquele grande e iluminado sorriso.
O mais novo vestia roupas azuis escuras e havia um lenço xadrez em seu pescoço, Ludwig tinha que admitir, de todos os Beillschimdt, Gilbert era o mais bem vestido. Olhou para os cachorros como se estivesse em dúvida, não gostava de cães em sua casa porque iam bagunçar tudo.
– Só agora que você chega? Meu incrível eu já estava indo embora — A voz do albino fez Ludwig olhar para aqueles olhos vermelhos sangue.
– Ve~ por onde você andou, alemã? — Feliciano estava vindo atrás do albino, naturalmente era para se despedir do outro. Sua voz saía preocupada e seu olhar era nervoso, como se Ludwig fosse deixá-lo a qualquer momento.
– Desculpe-me, eu tive problemas para resolver e acabei tomando meu dia todo — Ludwig entrou na casa e tirou seu grosso casaco preto o pendurando em algum canto.
– Tudo bem — A voz do menor saiu um pouco triste, era como se o outro não fosse capaz de entender o motivo de ser evitado, o que era totalmente verdade.
Gil viu seu irmão ficar sentado em uma parte da sala enquanto Feliciano ficava em outra; pelo jeito que o italiano agia, o albino percebeu logo que Feliciano queria carinho e atenção do loiro. Claro que ele ia perceber, Roderich também agia assim quando ficava carente, Gilbert teve que se segurar para não acabar chamando o próprio irmão de idiota.
Feliciano parecia está fazendo tudo para se aproximar do maior, pelo cheiro que vinha da cozinha dava para perceber que no jantar teria batatas e salsichas, as duas coisas que Ludwig mais gostava de comer. E não era apenas isso, podia perceber que aquela casa estava internamente impecável, era lógico que Feliciano mantinha um esforço enorme para deixar aquela casa o dia inteiro assim.
– Bom, eu vou indo — O albino ficou com um pouco de pena dos dois, era lógico que ambos teriam um grande trabalho pela frente.
Ludwig apenas murmurou alguma coisa enquanto o irmão ia saindo, naturalmente as coisas estavam mais complicadas do que parecia. Quando se viram a sós, houve silêncio, Feliciano notou que o jantar estava pronto, então ambos foram para a sala de jantar.
A mesa era larga e longa, Feliciano estava sentado de frente para o alemão, seu prato branco estava com a comida e havia um pouco de suco no copo, o italiano havia feito o suco para animar o alemão.
O barulho dos talheres com a louça branca era a única coisa a ser ouvida por eles, Ludwig tentava não pensar em que havia ouvido do francês enquanto olhava para Feliciano, que por sua vez, parecia estar desconfortável com o silêncio presente na sala.
– O fratello me ligou hoje — A voz do menor era suave, como se a qualquer momento alguém ia mandá-lo calar a boca.
– Ele disse algo?
– Ele vai vim para cá amanhã, ele e o Antônio — Feliciano respondeu sem desviar o olhar de seu prato.
Ludwig se sentia um idiota com àquelas conversas monótonos e chatas do dia, desde que havia ido morar com Feliciano tinha dias agradáveis, mas era como se faltasse algo. Um "eu te amo", um abraço, um beijo, era como se seu corpo quisesse mais daquele italiano, queria tê-lo por completo.
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Mesmo com a nevasca recente e o frio fervoroso do inverno alemão, Antônio e Lovino chegaram a tempo para o almoço, o espanhol mantinha seu grande sorriso enquanto o outro parecia corado e seus lábios estavam vermelhos, era como se tivesse recebido um grande e fervoroso beijo, o que no fundo era uma verdade.
Quando Feliciano abriu a porta encarou os dois, ambos estavam bem vestidos para o frio e, pela face deles, queriam entrar rápido. O gêmeo mais velho tentava tirar a neve de seus sapatos e brigava com a falta de educação do namorado por ele não fazer o mesmo. A casa do alemão era ampla e muito aconchegante, Lovino sabia sobre tudo naquela casa, já que havia trabalhado lá durante algum tempo. A grande laleira acesa na sala esquentava todo o lugar, havia um sofá bege perto da laleira com duas poltronas em volta, em uma pequena mesa de centro estava duas canecas de chocolate quente que soltavam fumaça no ar.
Ludwig estava sentado em uma dessas poltronas com um livro na mão, seu óculos estava em seu rosto e seu cabelo bem penteado, do jeito que ele era no inverno. Feliciano fez sinal para os visitantes sentarem e foi preparar mais uma caneca de chocolate quente para os recém chegados.
Ficaram, por um breve tempo, ouvindo apenas o trepidar da madeira que queimava na laleira, havia mantas no sofa, o que deu para agasalhá-los — já que estavam sem seus casacos. Assim que Feliciano voltou da cozinha os serviu com canecas de chocolate quente, ainda estava fervendo, por este motivo colocaram a caneca em cima da mesinha.
– Vocês estão muito cansados? — Feliciano ia se ajeitando na outra poltrona ao lado do alemão.
– Estamos bem, Feliciano, não se preocupe — Antônio sorria para o italiano mais novo enquanto segurava a caneca e bebia um pouco de chocolate quente.
O italiano mais novo sorriu como resposta, gostava de saber que seus amados amigos estavam bem. Ele acreditava que assim todos podiam estar felizes e que não haveria problemas para ninguém. Lovino, por outro lado, se sentia desconfortável em conversar com seu irmão na frente de seu ex-chefe, era um pouco constrangedor. Conhecendo aquela face, Feliciano resolveu chamá-lo para conversar no quarto, não se expressou com palavras, apenas puxou o irmão pela mão e deixou que levasse a caneca de chocolate consigo.
O italiano mais velho levou um susto ao adentrar o recinto, aquele quarto estava pintado com cores mais claras e havia detalhes mais delicados, predominava as cores branca e amarela. Estava tudo limpo e muito bem arrumado, com certeza não era Feliciano que estava cuidando da organização da casa.
Sentaram-se na cama, era grande e macia, forrada com um lençol limpo e branco, Lovino tinha quase certeza que Ludwig estava querendo alguma coisa além de namorar Feliciano. Lembrou de algo importante que queria perguntar.
– Fratello, ele não está sendo bruto com você quando vocês fazem, ou está? — Podia parecer cômico, mas ele estava querendo saber como era o sexo entre eles.
Feliciano ficou surpreso com aquelas palavras, era um pouco estranho ter seu irmão perguntando sobre sexo para você. Após o breve choque, Feliciano abriu e fechou a boca três vezes antes de responder ao gêmeo mais velho, que já estava ficando doente de curiosidade.
– Nós ainda não fizemos nada — A face vermelha do italiano combinava perfeitamente com o tom de voz que ele fazia no momento.
Quem ficou em choque com as palavras do italiano foi o mais velho, achava que assim que o alemão se vise a sós com seu irmão, ia pula rem cima do mesmo e violá-lo de forma selvagem e não aquilo.
Quando finalmente se recuperou do choque notou que havia colocado ele e o irmão em uma situação muito delicada, era como se esfregasse na cara do gêmeo mais novo que Ludwig não sentia desejo por ele e que ele era um péssimo namorado. Na verdade nem mesmo Feliciano se sentia um namorado para o alemão, o único beijo que recebia do outro era os beijos de boa noite que sempre eram dados em sua cabeça, Feliciano já estava começando a achar que o outro apenas queria amizade com ele e isso partia seu coração em tantos pedaços que ele queria apenas chorar.
Reconhecendo aquele olhar triste no rosto do mais novo, Lovino percebeu tudo que estava acontecendo e se sentiu culpado pelo irmão lembrar daquilo, fez um carinho na mão do outro e tentou sorrir, consolá-lo de alguma forma era o melhor que podia fazer naquele momento.
– Talvez ele seja tímido — Àquelas não eram as melhores palavras do mundo, mas era a única coisa que Lovino conseguia pensar naquele momento estranho.
Feliciano o encarou por um momento, não entendia o porquê do mais velho está agindo daquela forma, contudo, gostou de saber que o outro sempre estaria lá para ajudar. Aquilo era reconfortante.
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Enquanto isso, na sala, Ludwig ainda tentava apreciar a rígida leitura de seu livro na presença do espanhol, o que era muito difícil uma vez que aquele espanhol parecia está disposto a falar por anos. Antônio parecia querer saber sobre como as coisas estavam indo com o recente casal, as respostas eram curtas e as vezes nenhumas, mas o espanhol a sua frente não parecia querer saber das patadas da conversa.
Ajeitando-se ainda mais no sofá e dando uma espiada nos gatos que dormiam no tapete olhou novamente para o alemão, percebia a face séria de Ludwig, porém aquilo não o amendrontava.
– Ludwig, você está sendo cuidadoso, né? — Antônio, não aguentando mais se conter, resolveu perguntar logo o que queria saber.
– Do que está falando? — Ludwig se rendeu, havia finalmente fechado o livro em suas mãos e colocado no móvel onde estava o abaju.
– Eu quero saber se você está sendo gentil com ele na hora do sexo — Sem se importar com o outro engasgando com o chocolate quente continuous. — Eu me lembro bem como foi com o mi Lovi, ele ficou resmungando o dia todo por causa da suave dor na cintura, admito que não da para fazer de primeira sem doer um pouco, mas agora ele nem reclama tanto.
Ludwig estava quase tendo um ataque, sabia que o espanhol depois de se misturar com Francis estava se tornando um pervertido, entretanto, ele não esperava por aquelas palavras. Suspirou cansado, até que aquela conversa era um pouco interessante, só esperava que Antônio não desse muito detalhes sobre sua vida pessoal.
– Você deve tomar um pouco de cuidado ao prepará-lo já que, caso não fazer direito vai doer muito e pode até sangrar se vocês não forem cuidadoso — Antônio sabia disso por experiência própria, lembrava-se bem do dia que fez o outro sangrar sem querer, nunca se sentiu tão malvado quanto naquele dia.
Ludwig ficou um pouco nervoso, não gostou da ideia de fazer Feliciano sangrar, sabia sobre sexo entre homens, afinal Gilbert havia lhe contado que não era muito diferente do sexo entre mulheres, a única diferença era que não havia seios e tinha que tocar no membro um do outro. O loiro queria que o outro ficasse a vontade com ele enquanto faziam sexo, não queria apenas usá-lo, queria que ambos pudessem aproveitar aquele momento e queria fazer isso com calma, para ter certeza que era o momento certo.
– Olha, acho que você devia aproveitar este inverno e chamá-lo para sua cama, sabe o inverno é o momento certo para ficar agarradinho com quem gosta — Antônio conhecia aquela face, sabia o que aquilo significava e Francis havia contado a ele sobre a recente conversa que havia tido com o alemão.
Ludwig estava desconfortável com aquela conversa, porém, sabia que o espanhol e o francês estavam certos em uma coisa, ele precisa fazer algo antes que Feliciano se achasse um inútil para namorar alguém. Rendendo-se àquele assunto por completo, pensou em um plano para ver se conseguia algo com o menor, uma noite não ia matá-los, né?
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No dia seguinte, depois que Lovino e Antônio haviam ido embora, a casa ficou silenciosa, nem os gatos que viviam correndo de um lado para o outro estavam a fazer bagunça, tudo parecia tranquilo se não fosse pelo estranho clima na mesa de jantar.
O casal estava almoçando, algo normal diriam, mas quando Feliciano voltou da cidade após levar seu irmão e o namorado dele para a estação de trem o mandando para casa, havia trazido flores para ele quando voltou. Não eram flores qualquer, eram rosas, belas rosas vermelhas que encantavam a todos que vinham, era um buquê tão lindo e perfeito que fez Ludwig ficar muito vermelho quando viu.
Porém, naquele momento Feliciano estava constrangido por ter dado rosas ao outro, parecia que não havia feito Ludwig ficar feliz e isso entristecia o italiano ainda mais. Por sua vez, Ludwig se perguntava como poderia animar o ânimo perdido do outro já que ele mesmo estava muito envergonhado para falar alguma coisa.
Foi então que lembrou de seu plano, juntando toda a coragem que tinha limpou a garganta chamando a atenção e falou.
– Eu queria saber se você desejaria me acompanhar hoje a noite, queria te levar para ver uma ópera — As palavras do alemão saiam um pouco tímidas, e causavam um certo espanto no menor. — Mas se você não quiser isso a gente pode fazer outra coisa e...
– Tudo bem, eu vou — O outro não havia conseguido terminar já que Feliciano havia o interrompido para dizer que aceitava, gostava da ideia de poder ter um encontro com o outro.
Ludwig suspirou um pouco mais seguro, ficou tranquilo ao perceber que o outro havia aceitado, teria que pensar em mais algumas coisas para fazer naquela noite além da ópera.
O resto do dia se passou calmamente, na verdade podia se dizer que aquele foi um dos dias mais tranquilos do casal, e quando a noite finalmente chegou o casal já estava pronto e andando para dentro do teatro. Uma das coisas que Feliciano havia aprendido com seu avó era para nunca chegarem atrasados em locais daquela importância, era uma falta de educação tremenda.
A ópera era italiana, mas mesmo assim Feliciano não entendeu nada do que se passava, ficaram lá por um tempo até Ludwig se tocar que nem ele entendia aquilo e foram embora. Resolveram aproveitar que estavam na cidade para darem uma volta, Feliciano já estava escolhendo o que ia dar para Mathias, o filho de sua irmã, quando viu um grande e fofo urso de pelúcia e ficou perdido. Ludwig ficou sorrindo da forma fofa e inocente do menor, ficou feliz ao perceber que ele não havia mudado nada desde a guerra. E isso era muito bom.
Após a compra do urso e mais uma cama para gatos eles voltaram para a casa, Feliciano notou que havia um tipo de embrulho com Ludwig, no entanto, preferiu não comentar nada. A viagem foi tranquila, como era início da noite e estava perto das festas de final de ano havia ainda muita gente andando pelas ruas.
Assim que chegaram em casa Feliciano foi correndo deixar o urso bem arrumado para entregar ao menino no natal, estava tão feliz que tomou um pouco de susto ao perceber que Ludwig o chamava em seu quarto. Chegando lá, viu algo incrível, o local estava sendo iluminado por velas e havia duas taças de vinho perto de Ludwig, o alemão estava um pouco constrangido com aquilo, mas sua face era de quem estava muito decidido.
– Sente-se, por favor — O maior deu leves tapinhas no tapete, fazendo sinal para o outro sentar ao seu lado.
Feliciano obedeceu, com passos devagar, foi até o outro e pegou a taça que lhe era oferecida. Por nunca ter experimentado vinho antes, Feliciano ficou um pouco surpreso com aquele gosto em sua boca, ficaram em silêncio por algum tempo e Ludwig foi se aproximando seu rosto ao do menor, seus lábios se tocaram levemente e seus desejos afloraram.
Logo aquele beijo simples havia se tornado algo forte, os lábios de Feliciano tinha um gosto estranho, Ludwig não sabia descrever o gosto daqueles lábios e talvez nunca saberia. Devagar eles foram se aproximando ainda mais, apalpando o corpo um do outro com curiosidade e carinho.
Quando finalmente pararam para pensar, Ludwig viu Feliciano deitado ao chão, vermelho e ofegante, completamente entrege a ele como sempre desejou. Mas não ia fazer com o outro ali, pegou-o com gentileza e o colocou deitado na cama, ficando por cima. Voltou a beijá-lo enquanto tirava suas roupas.
– Ludwig — O menor gemeu quando notou que o alemão chupava um de seus mamilos enquanto brincava com o outro.
Aquela palavra, simples palavra, havia feito ele parar, o outro nunca o chamava pelo nome e agora lá estava ele, o chamando pelo nome de forma tão provocativa, teve medo de perder o controle. Contudo, beijou-o novamente e descendo seus lábios pelo o pescoço do menor, começou a marcá-lo de forma sedenta.
Logo desceu até as calças do italiano e o despiu por completo, fazendo aquele corpo ficar totalmente exposto para si. Beijou mais algumas vezes aquele corpo e começou a prepará-lo, um dedo depois do outro até ter três se movendo dentro dele, Feliciano estava obviamente um pouco dolorido, mas Ludwig não conseguia mais aguentar.
– Feliciano, eu vou entrar, está bem? — Os olhos azuis do outro eram hipnotizantes para o italiano, que a única coisa que fez foi concordar com a cabeça.
Ao receber o aceno positivo de Feliciano, Ludwig suspirou e tirou sua roupa íntima, estava ficando muito doloroso para ele aguentar aquela peça de roupa, mas não queria assustar o menor.
Abriu as pernas do outro e se posicionou entre suas pernas, entrando devagar, esperando mais um pouco antes de começar a se mover lentamente, Ludwig olhava mais uma vez o corpo do menor.
Os movimentos de seus corpos iam aumentando através do tempo, Feliciano ora rebolava, ora pedia por mais enquanto era tocado pelo outro de forma tão íntima. O alemão gostava daquela seção, já havia dormido com várias mulheres, mas com Feliciano era um pouco diferente e, por isso, tomava cuidado, não queria acabar machucando ele durante o sexo.
– Lud...Eu vou...- Não conseguia terminar a frase, sua mente estava uma bagunça por causa de suas recentes e estranhas ações.
– Tudo bem — Ludwig apressou ainda mais seus atos, e beijando o italiano deixou que este derramasse seu sêmen em seu corpo.
Apó o outro gozar, Ludwig o preencheu com o seu sêmen e deslizou devagar para fora de Feliciano. Quando se deitou ao lado do italiano, o abraçou. Sabia das futuras consequências para tudo aquilo, mas não queria ficar pensando naquele assunto, estava cansado e Feliciano também, queriam dormir, apenas isso.
Quando fechou os olhos pôde ouvir seu nome sendo chamado pelo menor de forma doce.
– O que foi, Feliciano? — O loiro abriu os olhos e observou o rapaz.
– Meu beijo de boa noite — O menor sorriu de forma encantadora, estava feliz.
Ludwig deu um sorriso, um raro sorriso bobo e fazendo carinho na cabeça do outro, beijou sua testa. Pelo visto teria um longo caminho pela frente.
Notas finais
Semana que vem uma pequena surpresa rs
Beijos~
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