Flores Para Alemanha
7 Flor de Carmélia Japonesa - Parte III
Notas iniciais
A Misuki não pôde postar hoje, mas ela tá bem e eu (uma amiga dela) vim trazer o capítulo para vocês.
Espero que gostem! Boa leitura.
Alemanha, inverno de 1937, qualquer pessoa que andasse pelas ruas perceberia o quão triste o ar estava, e o pior que não era apenas ali, por toda a Europa podia se perceber o clima tenso no ar.
Queimavam livros em praças públicas, os judeus, negros e qualquer outra pessoa que não tivesse olhos azuis e cabelo amarelo e fosse gay, corriam o risco de ter seus bens tomados pelo governo. Realmente, não era um bom tempo para estrangeiros naquele local.
No entanto, naquele momento, o pior lugar para se ficar era no quarto em que os irmãos Vargas estavam. Lovino Romano Vargas, o mais velho dos gêmeos, tentava entender o motivo de os três estarem ali e, principalmente, o porquê da face de sua irmã; Feliciano por outro lado parecia mais preocupado com a panela de comida que havia deixado no fogão, ele rezava* para que não queimasse a sua comida.
O quarto em que se encontravam era bastante espaçoso, os dois meninos estavam sentados num tipo de sofá — no qual ouvira a Lara chamar de "Divan" — enquanto sua irmã estava sentada na cama. E pelo estado que estava seu rosto, logo percebia que a conversa não seria boa.
– Por favor, irmã, diga a nós o que ocorre! — Lovino já estava ficando irritado, não aguentava mais esperar para saber sobre o motivo daquela conversa.
Ela permaneceu em silêncio por mais alguns minutos antes de olhar para os irmãos, sua boca abriu e fechou três vezes antes de conseguir formular uma frase.
– Lovino, você vai ter que fazer suas malas, pois você irá para a America do Sul com o Antônio. – Aquilo era com toda a certeza uma ordem.
Tais palavras causaram um grande susto nos dois irmãos gêmeos, Lovino não queria se separar de seus irmãos e como assim ir para a América do Sul? O que ele faria lá? E por que ela estava dizendo aquilo em italiano?
– O que está acontecendo, em sorella? — Disse o Vargas mais novo, ele estava tão confuso quanto o Lovino.
– O novo governador da Alemanha quer começar uma guerra para vingar a guerra perdida há anos. — Ela sorriu triste, não gostava de contar aquilo aos irmãos. — Meus amados, vamos ter que nos separar por um tempo, mas quando isso acabar, eu juro que vou procurá-los.
Ela tentava deixar eles confortáveis, se ajoelhou no chão perto deles e lhes fez carinho em seus rostos, mesmo ela sendo a gêmea do meio ela tomava conta deles como se fossem a mãe daqueles dois.
Enquanto fazia carinho, ela tentava sorrir, para confortar o coração apertado dela e de seus irmãos.
– Feliciano, você vai para a casa do senhor Roderich, na Áustria, — Ela fitou o mais novo com um olhar triste, mais uma vez ia se separar de seu irmão querido. — Ele vai cuidar muito bem de você, disse eu tenho certeza.
Foi então que Lovino e Feliciano perceberam algo, foi como se suas mentes tivessem estalado com uma ideia que os preocupou.
– Mas e você, sorella? — Ambos falaram ao mesmo tempo, misturando italiano e alemão numa única frase, dando a tudo um ar melancólico com suas palavras.
Ela não respondeu, a porta foi aberta e o belo loiro de cabelos grandes com a cicatriz no olho entrou. Darem era um homem muito bonito, Lovino achava que era ainda mais bonito do que o seu gostoso espanhol.
– Eu vou me casar com o Darem. — Ela sorriu, havia voltado a usar o alemão e parecia está um pouco mais feliz.
Aquela notícia deixou gêmeo mais velho um pouco nervoso, ele sabia que o outro amava sua irmã, mas tinha medo do que podia acontecer com ela e com o seu bebê; Feliciano se encontrava numa situação parecida com a de seu irmão, porém ele não sabia o suficiente sobre Darem para ficar tranquilo.
O jovem Vargas não se sentia seguro para deixar aquilo acontecer, mas confiava em sua querida irmã, ele tinha certeza que ela sabia o que estava fazendo e que não deixaria que Darem chegasse perto caso não gostasse dele; a lembrança do ocorrido voltou em sua mente e ele ficou a imaginar o que poderia ter ocorrido naquela noite, algo que fez seu corpo estremecer.
Percebendo as ações de seu irmão caçula, Fernanda se aproximou dele e tocou seu ombro.
– Tudo bem, Feliciano? — Ela olhou para ele de forma amável, de todos os irmãos, Feliciano era o mais "transparente".
– Tudo. — Ele sorriu, ele devia confiar na decisão dela, ele devia confiar nela.
Darem se sentou ao lado dela e começou a explicar a urgência da viagem deles, não podia correr o risco de demorarem em uma guerra, foi uma breve e rápida explicação sobre a história da Europa por algumas horas; lógico que ele tinha omitido algumas coisas como o processo nazista e alguns outros detalhes como o que acontecia com judeus, gays e negros nos campos de concentração.
Ele explicou também como acontecia a “coisa” que chamava de imigração e o que ia acontecer com eles a partir dali. Não foi muito difícil para os irmãos compreender a situação, realmente eles não podiam mais permanecer naquele local.
xxx
Antônio brincava com uma batata na cozinha. Era um local espaçoso e um pouco escuro, a luz do sol que era costumeira entrar pela janela não conseguia iluminar todo o cômodo, até mesmo o céu parecia estar triste com toda a maldade que estava havendo naquele país.
"É como se as palavras dele fosse a névoa que impede de ver o Sol", pensou após deixar a batata em cima da mesa; tentava imaginar como o seu amado Lovino devia está, já que sua irmã lhe explicava a situação. Novamente, achava que era culpa sua o recente problema do menor, dentro de casa estava tudo bem, mas nunca poderia deixar o outro contar que era o seu namorado e isso o deixava triste; afinal ele queria poder dizer "Eu te amo" e beijá-lo quando tivesse vontade, porque se ele visse isso poderia está condenando o seu belo Lovino a morte.
O espanhol fechou os olhos e apoiou a cabeça na mesa, não havia dormido direito naquela noite, pois ficara acordado toda a madrugada acalmando o namorado e zelando por seu sonho. Quando ele escutou passos se aproximando, não abriu os olhos, não precisava ver para saber quem se aproximava, o cheiro do perfume florido era algo inconfundível.
A bela loira se sentou ao seu lado; Lara parecia está zangada.
– Que palhaçada. — Ela comentou para si mesma, sua voz parecia ser de puro descontentamento.
Ela olhou para seu lado e viu o belo espanhol com os olhos fechados, ela tinha que concordar Antônio era muito mais bonito do que o último namorado alemão que teve.
– Que desperdício de homem. — Aquilo não saiu de forma gentil, e suas palavras deixaram o espanhol um pouco chateado.
Ficou um tempo em silêncio antes de perceber que Roderich estava entrando na cozinha. O jovem austríaco era por si só muito calmo, o que fazia de sua presença algo bastante agradável e harmonioso. Quando eles se olharam, o castanho sorriu de forma gentil.
Não teve resposta por sua ação, mas Roderich preferiu não debater, achava que a jovem moça devia está muito nervosa com os recentes ocorridos para se preocupar com a sua educação. Ele não a culparia, também não se sentia bem para realizar tudo conforme as regras sociais. Indo até o fogão, ele começou a preparar o seu café, afinal de contas, diferente de Gilbert e Ludwig, ele não tinha costumes de ter empregados, apenas um mordomo de sua família insistia de ficar em sua casa.
– A senhorita bebe café também, ou prefere chá? — Ele quis ser gentil, por isso, se aproximou da jovem alemã para lhe oferecer uma bebida.
– Não quero que me toque! — A voz da moça saía de forma irada, e pela primeira vez Roderich percebeu que ela o olhava com raiva.
– Desculpe, senhorita Lara, mas você está bem? — O austríaco ainda estava bastante confuso com as ações da menina.
– Estou! — Ela ficou em pé e foi para perto da porta, mas antes de sair disse: — E não ouse tocar em mim novamente, você pode ter conseguido arrastar meu irmão para essas coisas, mas não irei deixar algo nojento como você chegar perto de mim novamente, caso isso acontecer eu te entrego aos nazistas!
A mulher saiu deixando o jovem austríaco assustado, nunca pensou que teria que sofrer isso naquela casa. Algo doeu no peito do músico, sempre soube que aquilo podia acontecer, mas nunca pensou que seria na casa do irmão de seu namorado.
Não tinha palavras para descrever o que sentia naquele momento, era um misto de dor e raiva, junto de uma impotência enorme, teve medo do que aquele poderia ser o último momento com seu amado e teve mais medo ainda de ser entregue aos nazistas.
Aquela mulher havia conseguido lhe impor terror, e teve a certeza que nunca deveria agir de forma imprudente com ela.
– Não ligue para ela. — Antônio, que estava fingindo dormir, se pronunciou.
– Você ouviu? — A voz do menor saía triste, não queria que ninguém presenciasse a sua fraqueza.
Antônio tentou sorrir, mas ao ver a face do menor teve consciência de que devia sair dali antes que seu amado Lovino se machucasse, aliás, ele era responsável pela segurança daquele belo e fofo italiano.
Como outro parecia estar mais branco do que folha de papel, Antônio puxou uma cadeira para Rod se sentar e foi terminar o café, talvez aquilo deixasse o rapaz com um ar mais saudável. Podia parecer uma ideia boba, contudo, aquelas palavras serviram para traumatizar o jovem músico, que naquele momento só pensava em fugir dali o mais rápido possível.
– Toma, eu não coloquei açúcar porque não sei a quantidade que gosta .– Disse ao entregar ao menor a xícara de café e o pote de açúcar.
– Obrigado.
Roderich ainda demorou a beber líquido escuro, ficou olhando para o copo em suas mãos com uma expressão vazia, ainda estava triste pelas palavras da mulher e isso significava manter uma boa distância de Gilbert enquanto estivesse ali. “Como poderei dizer isso a ele?”, pensava atordoado, não havia formas de contar ao amado o que a sua irmã tinha lhe dito, e o jovem médico – que fazia música por hobby – estava até pensando em se afastar de Gilbert, afinal se continuassem juntos o albino também poderia sofrer nas mãos dos nazistas e isso era algo muito ruim.
Antônio, por sua vez, não tentava mais animá-lo, compartilhava de sua dor, tinha tanto medo de ter Lovino tirado de si quanto Rod tinha de perder seu amado, então resolveu respeitar o silêncio do outro; não ia gostar se alguém ficasse enchendo sua cabeça de palavras idiotas num momento como aquele.
Ambos estavam tão concentrados dentro de seus próprios pensamentos que não perceberam a aproximação do jovem alemão que pulou em cima do castanho, logo os berros de protesto de Rod puderam ser ouvidos, seguidos, é claro, pelas risadas do albino.
– Deixa eu te abraçar Rod. — O albino ria de forma encantadora enquanto dava leves beijinhos em sua face.
– Hey! Vamos pegar leve aí gente, não vai ser agora que ele vai partir, Gilbert. – Antônio falou de forma simples, mesmo sabendo que aquele momento ia chegar de forma brutal.
– Vá perturbar o Lovino, seu tarado! – Mesmo as palavras sendo brusca, a voz brincalhona do albino dava aquela frase um ar divertido.
Aquilo fez todos riem, todos ali sabiam que Antônio era nove ou dez anos mais velho do que Lovino, por isso, o chamavam, constantemente, de tarado por crianças, o que deixava o italiano irritado e o espanhol rindo.
Percebendo a palidez de seu namorado, Gilbert ficou bastante preocupado e teve a maravilhosa ideia de acalmá-lo com beijinhos no rosto; era lógico que aquilo ia deixar o outro irritado por morrer de vergonha, mas poderia tirar a face de terror de seu belo rosto.
xxx
O almoço, por mais incrível que pareça, ocorreu de forma maravilhosa, todos pareciam animados com a ideia do casamento de Darem e Fernanda; aquela notícia serviu para alegrar a casa, o que foi muito bom porque ninguém mais aguentava aquele clima pesado e triste que tinha se estalado lá.
Lovino estava um pouco nervoso por estar sentado ao lado de seu amante na mesa de jantar, não era do costume dos empregados se sentarem à mesa para comer com os patrões, principalmente quando seu amante ria e falava coisas absurdas como um bêbado.
Alguns riam e outros, como Lara, permanecia séria e superior a toda aquela bagunça, não demostrava está feliz, como Roderich e Gilbert. Ambos haviam tido uma pequena discussão sobre o horário que deviam realizar a fuga e, por alguma razão desconhecida, queria sair dali ao anoitecer; por fim, todos deram razão ao austríaco, a noite ia ter menos segurança nas ruas já que naquele dia todos iam se reunir para a grande queima de livros nas praças.
– Vamos lá Gilbert, beba um pouco! — Ludwig estava completamente bêbado com sua grande caneca de cerveja.
A única pessoa que não tinha bebido no almoço era Fernanda, a qual Darem tratava com todo o cuidado do mundo, mas fora isso até Feliciano já estava um pouco e enquanto o jovem italiano reclamava de uma dor de cabeça, Antônio contava mais uma de suas piadas sujas.
Era impressionante o fato que aqueles honráveis homens, completamente educados e gentis haviam se tornado verdadeiros bêbados naquele dia, e Fernanda podia jurar que aquela caneca de bebida era na verdade uma jarra de suco.
Naquele momento, Ludwig fazia um discurso sobre como seu tio era um idiota por não ter se casado antes com Fernanda, porque estava na cara que ele a amava – algo que envergonhou a jovem italiana e fez Gilbert bater na cabeça do tio que vinha da Bavária. A conversa ficava cada vez mais estranha, era uma mistura de piadas sujas com confusões de crianças e até mesmo Lovino, quando ficou realmente muito bêbado, beijou Antônio fazendo Gilbert gritar e chamar o espanhol de safado, isso logo depois de chamá-lo de pedófilo.
– Muito bem, já chega, vocês não podem ficar bebendo como descontrolados. – Lara se pôs de pé e começou a tentar fazer seus irmãos largarem a bebida.
Aquelas palavras não animaram muito os rapazes, podia se ouvir protestos de todos os lados, até mesmo Fernanda estava gostando daquela confusão, não era todos os dias que via seu lindo e tímido irmãzinho beijar o namorado por incentivo próprio, com toda a certeza não deixaria que o outro esquecesse daquilo nunca.
Mas ela havia conseguido o que queria, aos poucos eles iam parando de beber e as conversas iam ficando cada vez mais leves e gentis, e logo Feliciano teve que ajudar Ludwig a ir para seu quarto.
– Ve~ Alemã, você é pesado. – Reclamou o menor ao andar pelos corredores apoiando o peso do outro.
– Desculpas, desculpas por isso, Feliciano. – O outro riu, ainda bêbado.
O jovem italiano gostou de ver seu chefe daquela forma, Luddy parecia tão feliz, tão amável, tão... belo. O menor ficou impressionado e assustado consigo mesmo, quando percebeu o que havia pensando, não poderia ficar pensando esse tipo de coisa impura com seu chefe, afinal de contas isso poderia complicar a bela carreira de general que Luddy tinha. E deixar o alemão em problemas era a última coisa que o italiano queria em sua vida.
Deixou o outro deitado na cama e foi até o banheiro. Enquanto enchia a grande banheira do general, Feliciano se perguntava o que podia levar um homem a gostar de outro homem, talvez se soubesse a resposta poderia entender o que sentia pelo alemão, e com isso, evitaria confusões desnecessárias.
Quando terminou de encher, voltou para junto do alemão que permanecia deitado; ao se aproximar dele, foi abraçado de forma surpreendente. Estava tão perto do corpo do outro que em seu próprio peito batia fortemente seu coração, nunca havia ficado vermelho com tamanha facilidade na vida. Na verdade, ele nunca tinha ficado vermelho em sua vida, nem quando dividiu a cama com o mesmo alemão que naquele momento o abraçava.
– Alemã, você está me deixando sem ar. – Feliciano estava muito envergonhado, nunca tinha passado por algo assim, apenas a sua irmã lhe abraçava daquela forma tão íntima.
– Desculpas, Feliciano, é que seu cheiro é bom e sua pele é macia. – Luddy apertou ainda mais o menor em seus braços, tinha uma louca vontade de beijá-lo.
– Alemã... — O menor encarou o outro, aquele era um momento tão bom entre eles e fechando os olhos, seus rostos se aproximaram e antes de perceber o que acontecia, um beijo começou.
O ato começou de forma lenta e logo foi se intensificando, aquele beijo tinha se tornado uma pequena e prazerosa diversão entre eles; as mãos de Luddy passeavam pelas costas do menor enquanto Feliciano apenas se ajeitava mais em seu corpo, aproveitando ainda mais aquele momento. Apenas quando o ar faltou, eles pararam e se entreolharam, primeiramente estavam ambos corados, quando finalmente a respiração foi normalizando, é que eles perceberam o que tinham feito.
Assim que tomou consciência do que tinha feito soltou o outro, Ludwig não queria forçar o menor a nada, mas tinha que admitir, os lábios de Feliciano eram tão doces quanto já tinha imaginado. Já o jovem italiano tinha certeza que aquilo não havia sido acidental e que, pelo que percebera, ambos estavam desejando aquele beijo, o que deixou seu coração mais confortável.
Olharam-se um pouco mais e o alemão fez um leve carinho no outro sorrindo, podia parecer idiotice, mas ele tinha gostado mesmo do italiano que havia se mudado para a sua casa.
– Alemã, a sua água vai esfriar. – O menor estava vermelho, ele gostava da nova aproximação, contudo, tinha que avisar sobre o banho do outro, afinal, ainda era seu empregado.
– Tudo bem, Feliciano. – Luddy se sentia culpado pelo o que havia acontecido, não sabia ao certo se o outro tinha ou não gostado de seu beijo, na verdade tinha medo de que o outro não tivesse gostado.
Enquanto andava para o banheiro, pensava em várias formas de se desculpar ou até mesmo de dizer que amava o menor sem assustá-lo. Mas Luddy não tinha tanta experiência assim, nunca teve tempo para o amor e agora não era um bom momento para se assumir gay, ele era o general do exército alemão e ainda mais no meio da Alemanha nazista! Aquilo era suicídio, tanto para ele quanto para Feliciano, não podia escolher algo que fosse prejudicá-lo, por mais forte seja o sentimento que nutria pelo menor, não podia deixá-lo à mostra.
Enfim, sabia do que a sua irmã era capaz, então não queria prejudicar aquele belo ser chamado Feliciano.
Quando saiu do banheiro encontrou o outro adormecido em sua cama, era tão reconfortante vê-lo ali e, mesmo sabendo que o menor partiria naquela noite, não o acordou o para que ele fizesse sua mala, apenas terminou de se vestir e beijou a testa do outro o cobrindo em seguida, antes de sair do quarto.
Notas finais
Algum erro, por favor, avisem.
Beijos e até a próxima!
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