Flores Para Alemanha
13 Flor de Alyssum
Notas iniciais
Espero que gostem ^^
Alyssum flor é uma flor pequena e fácil de crescer anual, que vem em uma variedade de cores. As máscaras comuns em que a flor é encontrada são lavanda, rosa, tons mais escuros de violeta e brancas com folhagem verde. A flor alyssum branco é a escolha mais comum entre os jardineiros e álamo. Sendo anual por natureza, esta flor floresce uma vez por ano, entra em um estágio dormente e depois cresce de novo. Embora, a flor faz uma adição adequada a qualquer tipo de jardins, parece mais glorificado quando crescido nos cantos e recantos de um jardim de pedras. Jardins de contêineres também, fazer casas ideais para a planta. Não apenas esta unidade tem belas flores de branco, rosa, lavanda e roxo, que é complementado por seu perfume delicado e fresco, também. A flor é mais usado para preencher eventuais lacunas em canteiros de flores, além de ser uma planta sotaque excelente.
Luciano nunca tinha andado em solo alemão, todas as vezes que havia ido à Europa ele ficava no barco ou ia beber em algum bar de outra região, mas nunca tinha passado tanto tempo na aquela região.
Desde que foi obrigado a servir o exército na guerra não havia visto nada que valesse a pena lutar, os soldados americanos eram verdadeiros monstros! Torturavam da pior forma possível os inimigos e não faziam questão de serem judeus oo alemães, Luciano podia jurar que eles estupravam seus prisioneiros, mas preferiu não se meter. Não queria está ali, muito menos no meio daqueles animais que se auto-denominavam heróis, o brasileiro tinha nojo deles, nojo de sua forma de matar; nojo de tudo que faziam com suas vítimas.
Mas no fundo de seu coração sabia que eles eram boas pessoas, só eram crianças que gostavam de maltratar as formigas com suas lentes de aumento. Luciano tentava entender aquele estranho povo infantil, nenhum lugar de seu Brasil havia visto soldados com tanto ódio no coração, nem na guerra de Canudos!
Naquela tarde os americanos estavam em festa, havia conseguido dizimar um grupo de soldados jovens alemães e feito de prisioneiro seu general. Sempre que olhava para ele Luciano sentia pena, o loiro parecia ter uma tristeza inexplicada em seu coração. Com passos lentos se aproximou do loiro e colocou uma vasilha de água perto de sua boca.
– Você devia beber, ficar com sede é ruim — Ele encarava o loiro com seus belos olhos verdes.
Ludwig olhou para o menor e aceitou a água, bebendo aos poucos para matar a sua sede. Via nos olhos do moreno um brilho familiar, algo nele fazia-o lembrar de Feliciano. O brasileiro ficou com um pouco de pena, não gostava da ideia de matar alguém, pensou em uma forma de se comunicar com o alemão e lembrou que a Alemanha tinha uma aliança com a Itália, talvez ele soubesse italiano.
– Você está muito ferido? — O mais jovem falava baixo, se alguém suspeitasse de algo ele poderia morrer.
O alemão ficou surpreso, não imaginava que alguém soubesse falar italiano ali, principalmente quando se estava nas mãos dos inimigos.
– Eu estou bem — Ludwig Beillschmidt respondeu no mesmo tom que o menor.
– Eu volto depois com um pouco de comida – O brasileiro sorriu e se afastou do loiro.
Assim que tomou uma distância segura do alemão, Luciano respirou tranquilo, tinha ficado feliz em saber que o outro havia aceitado beber um pouco de água.
Porém, antes que pudesse ficar completamente calmo foi jogado na parede, olhou assustado para o que havia agredido e mirou os olhos azuis.
– Alfred? O que quer? — O mais jovem se soltou das mãos do outro e o encarou bravo.
– Por que está falando com ele? Ele é inimigo! Um monstro que nós devemos parar! — O americano estava zangado, não gostava da ideia de cooperar com o inimigo.
– Ele é humano, e os únicos monstros que vejo aqui é você e seus amigos! — Luciano estava muito bravo, não culpava Alfred pelas ações de seu povo, apenas não aguentava mais aquilo.
O loiro parou, tentava pensar em tudo que já havia rolado para entender o que o brasileiro falava, e enquanto ia pensando ele ia percebendo que o outro tinha razão, ficou com vergonha do que estava acontecendo. Era lógico que Alfred não tinha culpa do que os outros soldados faziam, mas parte dele fazia, seus irmãos e seus amigos.
Luciano ficou um pouco receoso por ter dito aquelas palavras, não era culpa de Alfred toda aquela bagunça. Colocou a mão no ombro do loiro e tentou sorrir.
– Hey, não fique assim pequeno, você vai vê, você ainda será um grande herói — Após essas palavras o brasileiro saiu de perto e foi para o local que estava acampado.
Alfred ficou parado por mais um tempo, olhou para a onde Ludwig estava preso e ficou a pensar sobre o que podia fazer para mudar aquela situação. Não sabia como devia mudar, porém, sabia que tinha que fazer algo. O loiro resolver pensar depois, estava ficando com fome, andando com passos rápidos para o local da comida, evitando olhar para Luciano quando passou por este, ignorou o fato do brasileiro está rindo com os amigos como se nada tivesse acontecido, mas preferiu não dizer nada para a sua própria segurança.
Não era como se achasse o outro forte, Alfred também era muito forte, mas não queria brigar com o que devia ser o “ajudante do herói” e também tinha o fato que Luciano sabia dar golpes extremamente fortes e bons.
Xxx
Gerson estava tendo um ataque de nervos, ficara preocupado com a partida de Gilbert – afinal de contas ele não teria mais contato com sua família -, mas não era apenas o albino que o preocupava e sim pelo fato que os Aliados estavam finalmente agindo; no entanto, eles eram mais cruéis do que os soldados do campo de concentração, principalmente quando se tratava dos americanos que viviam se vangloriando por aquelas atrocidades. Não os culpava, simplesmente, não gostava deles. Não tinha nada pessoal contra eles, mas Gerson odiava soldados brutais, matar por matar era algo tão imbecil e desumano que o fazia odiar quem devia amar.
Era verdade, o loiro devia está feliz, porque logo Hitler seria detido pelo mundo, contudo, achava aquilo tão triste, era como tacar um animal feroz contra outro mais burro e mais perigoso, ainda deixando no meio daquela bagunça um povo ferido e inocente com seus filhos e suas esposas.
O loiro não temia apenas por sua vida, mas também pelas vidas alheias e em meio a esses pensamentos percebeu algo muito importante: “Não há glória na guerra, apenas sujeira e a verdadeira face da humanidade” pensou triste ao andar pelas ruas de uma cidade completamente destruída, os soldados já deviam ter pego todos os sobreviventes e levado embora, então ele e seu bando andavam sem desviar do caminho para achar alguém, tinha quase certeza que não havia ninguém ali a não ser eles, afinal aquele local só havia destruição.
Os passos que davam mostrava o quão cansados estavam, durante toda a guerra tinham andando por toda Alemanha para fazer o que deviam, matar nazistas, mas isso não matava apenas nazistas, matava também eles, matavam a seu povo, podiam até terem um objetivo heróico, mas nada ia mudar o que eles verdadeiramente eram, eram traidores, assassinos de seu próprio povo e covardes. Não era o que gostavam de lembrar, mas era a verdade sobre eles e isso já os cansava e o loiro sabia disso, via em suas faces dor e tristeza e sentia culpa por todo aquele tormento.
Como já estava escurecendo resolveram se sentar em meio aos escombros daquela cidade em ruínas, quando deu por si estava agasalhado vendo os outros comerem em silêncio, fazia muito frio na Alemanha ultimamente, principalmente à noite, então eles sempre se enrolavam em cobertores e se ajuntavam perto da fogueira com a esperança de esquentarem seus corpos. Ao olhar para eles Gerson se mutilava internamente, entendia o que era todo aquele sofrimento e se culpava mais do que todos por isso. Um momento de pura dor disse:
– Acho melhor pararmos com isso, voltaremos para nossas casas e aguardaremos a guerra acabar – Suas palavras saíram mais pesadas do que podia parecer.
Todos o encararam, ninguém ali pensava que justo ele ia desistir do plano, era verdade que estavam cansados de lutas e cansados de matar, tirar a vida de uma pessoa era algo terrível e muito doloroso, ver os olhos de dor de alguém que vai morrer sendo inocente ou culpado era algo ruim, e na verdade nem era para eles matarem aquelas pessoas, mas isso não vem ao caso, o problema agora era porque Gerson estava agindo daquela forma. Durante os três minutos que ficaram olhando para o “capitão” tinham a esperança dele está brincando, de logo se abrir um sorriso sapeca e dizer “Foi uma brincadeira”, mas não veio nada disso e para surpresa de todos, ele falava sério.
Quando finalmente foram aceitando que ele havia realmente dito aquilo ficaram chocados, alguns abriam e fechavam a boca sem ter o que dizer, outros tentavam gesticular com as mãos, como se tentassem explicar tudo que passaram através da mímica. Mas nada dava certo. Gerson já havia tomado sua decisão, então eles não podiam fazer nada.
Enquanto tentavam pensar em algo para fazê-lo mudar de ideia o loiro simplesmente comia sua comida, não havia muito o que conversar e já tinha decidido o que ia fazer. Ele ia sair dali e visitar o túmulo de sua esposa e, quem sabe, depois ir conhecer Feliciano e Roderich, os dois estrangeiros que haviam conquistado seus filhos. Sorriu com esse pensamento, teria que se esforçar muito para poder conviver com suas crias daqui para frente, afinal de contas não é todo o dia que você descobre que o único que te dará filhos é sua filha que nem casada é.
Ao se lembrar de Lara sorriu, lembrava bem da beleza dela e da forma que conseguia controlar Gilbert, a menina dedicada e esforçada que era; sentia saudades de ver seus filhos reunidos e vivos, talvez fizesse uma visita a ela depois de visitar o albino na Áustria. Mas seus soldados não pareciam felizes com aquela notícia, eles estavam muito zangados para falar a verdade.
– Senhor, tem certeza que essa é a melhor opção? — A voz vinha de um dos soldados mais jovens, seus olhos castanhos escuros pareciam ter uma grande profundidade naquele momento.
– Não é certo o que fazemos Gabriel, nazistas ou não, cometemos um pecado terrível e por conta disso nós nos tornamos como eles, nós nos tornamos monstros — As palavras saíram com uma grande dor, todos entendiam aquela tristeza e a compartilhavam.
– Mas nós não temos para onde fugir, ninguém nós aceitará e nossa condenação é a morte, então não podemos fazer outra coisa sem ser esta — Gabriel voltou a falar, não queria ver seu capitão tão triste quanto naquele momento.
Não houve resposta, tudo o que ambos haviam dito era verdade, o único problema é que a verdade doía muito, era como uma faca sendo enviada várias vezes em seu peito, mas a verdade era o melhor caminho para que eles seguissem.
Gerson olhou para o rapaz, entendia o motivo de ele está ali, e dava razão a suas palavras; era verdade, eles não tinham para a onde correr. Eram ratos se fazendo de lobos que logo iam ser devorados pelos gatos da Alemanha.
– Talvez você esteja certo, Gabriel — O loiro mais velho olhou para o céu, ele estava estrelado.
O alemão sempre gostou de admirar as estrelas, elas tinham algo de encantador, era como se Deus tivesse as feito apenas para consolar o homem e mostrar a ele que, acima de tudo, a vida é bela.
xxx
Como havia prometido Luciano tinha voltado naquele mesmo dia com um pouco de comida para Ludwig, o brasileiro se perguntava qual era a história daquele alemão, pelas suas roupas via que era alguém importante e em seus olhos podia perceber que havia alguma dor.
Luciano achava que mais parecia tristeza por não poder mais está com a pessoa amada; por incrível que pareça, ele sabia o que era aquela dor, ofereceu a primeira colherada para o loiro, que rejeitou.
– Você devia se alimentar — O rapaz encarou o general por um tempo até oferecer novamente, dessa vez foi aceito.
Quando o outro começou a comer Luciano ficou feliz, não entendia muito bem a língua daquele loiro, mas achava engraçado a face que ele fazia sempre que falava em italiano.
O brasileiro terminou de dar a comida e olhou para o céu, gostava de ver as estrelas, era uma forma de se lembrar de sua amada casa. Olhou para o alemão e o cobriu da melhor forma que pôde, já que as mãos do outro estava amarradas atrás do tronco de árvores, o outro não podia se agasalhar.
Deu as costas e resolveu ir dormir, sabia que os americanos logam iam matá-lo, Luciano sentia pena e dor, porém, não podia ajudar a salvar a vida do general. Sentia-se culpado por tudo que acontecia, mas não tinha forças para lutar, a dor da culpa corroía todo seu ser.
– Você é um bom rapaz , me pergunto o que faz aqui — Ludwig disse em italiano, mesmo não sendo de falar, ainda tinha dúvidas do motivo daquele rapaz está ali.
– Não há muitas escolhas para aquele que está com a cobra fumante — A resposta foi dita com um sorriso, mesmo não gostando, ele não tinha para onde fugir, o mundo todo estava acorretando pelas correntes da guerra.
Quando o menor voltou para a sua cabana logo se deitou, não estava querendo ficar conversando com os outros perto da fogueira. Não demorou muito para pegar no sonho, estava cansado com tudo aquilo.
Já estava no meio de seus sonhos quando foi acordado, demorou um pouco para se situar e entender o que estava acontecendo, mas quando sua mente conseguiu percebeu que Alfred o olhava um pouco zangado.
– Jones? — O brasileiro estava sonolento, não sabia o que podia dizer para o loiro.
– Faça silêncio, venha comigo — O loiro ordenou e saiu, sendo acompanhando do outro.
Luciano demorou mais um pouco antes de entender o que o outro queria, mas se levantou e se vestindo de forma atrapalhada, o seguiu. Quando saiu procurou o outro com os olhos e viu o americano o chamando, quando finalmente alcançou o loiro ficou surpreso, o americano estava perto de três mochilas e um pouco nervoso.
Luciano se aproximou devagar, ainda estava com sono e agora sentia frio. Encarou o loiro nos olhos e se perguntou por que o outro queria vê-lo naquele momento.
– Alfred, estamos no meio da noite, o que quer? — O brasileiro ainda tinha a voz de sono, seu corpo clamava por uma cama e sua mente queria voltar a dormir o mais rápido possível.
– Temos que sair daqui, o mais rápido possível — O americano pegou uma das mochilas e andou até a onde estava o prisioneiro, com medo de tocá-lo, desarramou-o.
Luciano olhava tudo aquilo perplexo, não sabia se era o sono que pregava mais uma peça em sua mente ou se aquilo estava mesmo acontecendo, mas de todas as opção o brasileiro ia achar o resultado absurdo e curioso, não entendia o que o outro queria fazer.
Quando o alemão estava solto, ambos olharam para o americano, Ludwig não falava inglês então não entendia o que o outro podia dizer e Luciano ainda estava mais dormindo do que acordado, Alfred percebeu que ia precisar de muito ajuda de Deus para que seu plano desse certo.
– Você pega ele, nós vamos fugir, eles não vão apenas matá-lo como me disseram — Alfred estava preocupado com Ludwig e graças a Luciano ele sabia que precisava fazer algo para mudar aquela situação.
– Mas para onde vamos? — Pelo pouco que conseguia perceber Luciano ficava tranquilo e nervoso ao mesmo tempo.
– Não sei, mas precisamos sair daqui! — Alfred estava ficando nervoso, puxou os dois e saiu andando para longe, mesmo sem ter lugar certo.
Ludwig perguntou baixo em italiano para o brasileiro para aonde iam, que respondeu, também em italiano, que não fazia ideia. As coisas não pareciam está indo de acordo com o plano base de toda a guerra, afinal Alfred estava ajudando um alemão a fugir e Luciano falando em italiano, aquilo não era normal.
Alfred não compreendia exatamente o que os dois diziam, mas sabia que não deviam ser ruins, afinal ele era o herói e ia cuidar para que aqueles dois ficassem bem.
xxx
Maria não estava nem um pouco calma, andava de um lado para o outro e não dormia muito. Lovino e Yao ficavam preocupados com ela, mas entendiam sua dor. Ter o único parente levado para um lugar diferente e sombrio era algo ruim e atormentante.
Lovino sempre tentava deixá-la calma, mas ele também estava muito nervoso com tudo, sem notícias de seu irmão e de sua irmã, sentia saudades deles e ficava preocupado. Se não fosse por Darem e por Roderich ele poderia ir a loucura, se sentia bem em saber em que os dois irmãos iam ficar bem até a guerra acabar.
Saiu da sala e foi para seu quarto, Antônio dormia na cama e Lovino não queria acordá-lo, sentou=se com calma e encarou a parede. Não demorou muito para sentir a sua cintura ser abraçada por um espanhol que fingia dormir.
– Você devia está dormindo, você trabalha amanhã — A voz de Lovino saía de forma reprovadora, não gostava de ver o outro se matando de trabalhar por causa de uma noite mal dormida.
– Eu sei, mas eu preciso de alguém para dormir comigo — Beijou a nuca de Lovino e o colocou entre as suas pernas.
– Você é um idiota cazzo!
O espanhol riu e apertou o outro ainda mais em seu corpo.
– Sabe Lovi, quando isso acabar nós vamos comprar uma casa na Espanha e todo dia de festa vamos chamar seus irmãos para festejar conosco — O espanhol dizia tudo de forma sonhadora e amável.
Lovino gostava daqueles planos, eram bons e agradáveis, até podia imaginar Feliciano sorrindo ao lado de Ludwig enquanto Fernanda fazia macarrão em uma grande panela.
Era um sonho; apenas isso...
Notas finais
Desculpas
Err... Punk Hell acho que você vai gostar dos próximos capítulos xDDD
Beijos ~
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