Notas iniciais
Olá!^^

Postando as sextas de noite como de costume, espero que gostem ^^

Cravo representa o amor puro e latente, e também a liberdade. Ao contrário do que ocorre com as rosas, o cravo branco é símbolo de uma paixão ainda mais acentuada do que o cravo de cor vermelha.

Os cravos eram considerados ‘flores divinas’ pelos antigos gregos, sendo também muito retratados na época do renascimento, pois era símbolo de fidelidade.

Alfred estava confuso, havia traído seu povo e nem sabia se aquele general alemão era confiável e para piorar a sua situação havia envolvido Luciano naquela loucura. Algo que não parecia preocupar Luciano, o brasileiro sorria para Alfred toda vez que o loiro olhava para ele, e Luciano parecia nem se importar com a companhia de Ludwig.

O americano não sabia para a onde estavam indo, para falar a verdade ele havia perdido a direção quando viu seus amigos serem bombardiados na noite em que fugiu. Lembrava de tentar voltar para avisá-los quando viu os aviões, se Luciano e Luddy não tivessem o segurado talvez estivesse morto naquele momento.

Quem guiava a turma era Luciano, ele tinha dito que conhecia um lugar para todos ficarem que era seguro, como Alfred e Ludwig não tinha ideia do que ia rolar seguiram o mais jovem. Em suas mentes os três viajantes pensavam nas pessoas que gostavam e em seus planos pôs-guerra, Luciano imaginava sua irmã e o Afonso, Alfred queria voltar para a sua família e seus amigos, enquanto Ludwig pensava em sua família e em Feliciano, por algum motivo estranho não conseguia tirar mais de sua mente o menor.

Luddy lembrava do sorriso do italiano, da forma que ele ficava bonito admirando as flores e como seus olhos brilhavam, o alemão gostava de pensar no sorriso do mais jovem e nos brilhantes olhos castanhos dele. Tudo em Feliciano era perfeito.

Depois de muito andar parou, foi uma pequena surpresa para os outros dois que seguiam Luciano ao verem o local que tinham parado. Era uma casa simples e parecia ter um bar nela, mirando em volta da casa podia jurar que era uma cidadezinha simples da Alemanha na qual todos já tinham ido embora.

Luciano entrou sem muitas cerimônias, como se já conhecesse o local e o dono fazia donos. A casa não estava bagunçada, podia perceber que ela era limpa, como se fosse ajeitada todos os dias por alguém competente, sinal que não havia sido abandonada, o que deixou o americano e o alemão mais tranquilos.

– Francis? — Luciano chamou o nome do amigo enquanto entrava em sua casa.

Não demorou muito para se ouvri um som vindo do segundo andar, eram som de passos que iam se aproximando, até que se pôde ver um homem alto e com cabelos amarelos descendo a escada.

Havia um sorriso em seu rosto, tinha belo físico e seus cabelos estavam presos, mas ainda tinha umas mechas rebeldes que caíam sobre seu rosto lhe dando um ar ainda mais sedutor. Quando este viu Luciano apareceu um sorriso ainda mais radiante e belo em seus lábios.

– Luciano, minha jóia rara tropical — Pelo sotaque do loiro percebia que era francês. — O que faz aqui, tão longe de seu barco junto daqueles transportadores?

– Eu acabei servindo o exército, senhor Francis, e agora estou fugindo da guerra junto de Alfred e Ludwig — O mais novo tentava se explicar, estava ainda um pouco confuso pelos recentes acontecimentos.

– Não precisa mais dizer nada — O francês fez sinal para o menor se calar e fitou os dois companheiros que vinham com ele.

O americano e o alemão não se sentiram muito a vontade com o olhar analítico do mais velho, na verdade eles se sentiram bastante constrangidos, já que mais parecia que Francis estava vendo eles nús.

Quando terminou de fazer sua inspeção nos visitantes, sorriu, e fazendo sinal para se sentarem no sofá, deu as costas e foi em direção a cozinha pegar algo para comerem, afinal o trio parecia faminto.

Alfred, como Ludwig, estava um pouco desconfiado com tudo aquilo, mas aceitaram o convite e se sentaram no sofá ao lado de Luciano.

– Ele é confiável Luciano? — O americano não confiava muito naquele estranho francês.

– Eles são — Luciano sorriu tranquilo, sabia que os dois homens que viviam ali eram boas pessoas.

Alfred quis perguntar ao brasileiro o que ele queria dizer com aquilo, mas preferiu ficar em silêncio. De repente puderam ouvir mais passos descendo as escadas, o americano se virou para ver quem descia e se surpreendeu ao ver um rapaz descendo enxugando o cabelo amarelo com uma toalha azul escura.

Seus olhos eram verdes, um verde tão belo que encatava o americano, seu corpo — mesmo por baixo das roupas — era magro e delicado, um belo corpo. Só tinha um problema, ele tinha duas lagartas negras e peludas no lugar de suas sobrancelhas.

– Hey, frog, por que está fazendo bolinhos a essa hora? — O rapaz tinha sotaque inglês, e parecia ainda não ter visto o trio de "invasores".

– Porque temos visita, mon amour — O francês veio da cozinha carregando uma bandeja que continha café e bolinhos para todos.

– Não me chama assim, frog! — O inglês mirou o outro irritado e olhou para os recém-chegados no sofá. — E eu achando que as coisas não iam piorar.

– Não diga isso, com esta cara feia você ficará com rugas mais rápido — O francês falou de forma a repreender o outro.

– Será que as duas donzelas poderiam parar de discutir? — Luciano usava ironia para falar com os dois amigos, podia se notar o sorriso maroto no rosto dele.

O francês começou a servir os convidados enquanto o inglês ficava emburrado no sofá, não gostava da ideia de ter que dividir sua casa com gente estranha, principalmente, sendo eles do exército. Nada contra a Hitler e aos americanos, mas ele simplesmente não gostava de armas e assassinos em sua casa.

De hora em hora Luciano lançava olhares para Ludwig, como se a qualquer momento o alemão fosse fazer algo romântico e bobo. Alfred também olhava para o alemão, só que o seu olhar era mais de preocupação, afinal não sabia nada sobre o outro e o único que sabia conversar com ele era o brasileiro. O alemão não gostava de ser observado, ele não era nenhum louco e nem perigoso para ser observado daquela forma.

Arthur e Francis não diziam nada, reparavam no clima tenso da sala, mas por educação não se metiam. O inglês fazia por educação e o francês, como já era de se esperar, afinal ele pensava em um triângulo amoroso. Com certeza aqueles eram pensamentos contraditórios, mas também engraçados.

xxx

O local estava destruído, talvez não tivesse nenhuma alma viva ali, mas aqueles dois jovens continuavam andando sem se importarem com a passagem. A menina andava segurando a mão de seu "irmão", seus cabelos curtos dourados se balançavam com o andar de seu corpo.

Carregava em seu outro braço uma bolsa que apertava fortemente contra seu peito, seus pés já cansados de andar davam passos lentos, não tinha coragem de dizer ao mais velho que queria parar. Era lógico que o menino ia perceber que ela estava cansada, ele também estava, só não podiam parar em qualquer lugar. Afinal, mesmo com o reforço estrangeiro, ainda estavam em guerra e ainda era perigoso.

Vash não estava confiante sobre aquele caminho, os destroços da casa estavam por todos os lados, teve certeza que aquele lugar havia sido bombardeado, resolveu parar, algo que fez a menina parar de andar também.

– Lili, suba em minhas costas, assim você poderá dormir — Ele falou baixo, não queria assustá-la.

Ela o olhou assustada, estava cansada, mas não queria dar trabalho para ele. Conhecendo os pensamentos dela, ele sorriu e tirou a bolsa de seus braços e se abaixou.

– Pode subir, eu vou te levar para um local seguro — Ele tentou sorrir para ela enquanto esperava ela subir.

Mas antes que ela subir sentiu algo segurando seu tornozelo. Seu corpo ficou gelado e sua pele embranqueceu. Assim que Vash percebeu o que acontecia puxou a menor para perto, viu que o braço era de um oficial do exército alemão, ficou preocupado e nervoso ao mesmo tempo.

Entretanto, ao observar melhor via que ele estava ferido, na verdade muito ferido e era incrível ele ainda está vivo.

– Não chegue perto, Lili! — Ele disse a apertando contra seu peito.

Olhando melhor podia se perceber que ele queria mostrar algo, sua mão esquerda apontava para um lado enquanto seu braço direito tentava segurar a perna frágil das crianças.

A menor percebeu o que ele estava fazendo e sorriu. Se soltou e abaixou para falar com ele.

– O que você quer nós mostrar? — Ela sorriu para ele.

Porém, ele não disse nada, o jovem soldado apenas continuou apontando para um lado dos escombros.

Lili e Vash olharam para um lado, aos poucos os dois foram se aproximando devagar do local indicado. Não parecia muito diferente dos outros montinhos de destroços, o menino tirou as luvas com medo de sujá-las e começou a remover algumas coisas.

Não demorou muito para encontrar um albino que parecia está protegendo mais dois rapazes com seu corpo. Vash e Lili ficaram surpresos ao verem que eles ainda respiravam, a menina despejou um pouco de água no rosto deles.

Não tinham palavras para descrever quando viram que os olhos se abriam, ficaram surpresos e preocupados ao mesmo tempo, não sabiam se era possível confiar naqueles homens.

– Você está bem moço? — Lili estendeu a mão para ajudar o castanho de olhos liláses a ficar de pé.

Assim que levantou, olhou em volta procurando algo, quando viu o albino se sentando no chão o abraçou rápido e feliz, sem se importar com as regras sociais beijou o albino de olhos de rubi de forma amorosa e carinhosa. Ação que fez Vash colocar a mão nos olhos da menina para que ela não visse tal cena obscena.

– Jovem mestre... — A voz do albino saía de forma rouca, como se fizesse anos sem usá-la.

– Vocês dois são indecentes, não deviam está fazendo isso na frente de uma menina! — Vash estava constrangido, não precisava ver dois homens se beijando.

– Desculpas — Roderich ficou corado.

– Ve~ desculpa eles, bambino* — A voz era suave e brincalhona com um sotaque italiano inconfundível.

– Tudo bem, mas vocês devem fazer isso num local privado — Vash também estava constrangido com aquelas ações.

Roderich e Gilbert ficaram de pé com a ajuda dos dois jovens enquanto Feliciano ia levantando devagar, deu uma leve olhada para o lado que estava o soldadinho alemão e teve uma leve dor no coração ao perceber que ele estava morto.

Havia gastado suas últimas forças para salvar a vida deles, Feliciano queria por flores em seu túmulo, mas não havia sobrado nada ali, nada que tenha vida e seja belo. Sentiu que alguém lhe tocava o ombro e o fazia voltar a si.

– Não fica assim não, ele está em paz agora — Gilbert falava de forma calma.

Feliciano sorriu triste, mas tinha que concordar que estava feliz pelo soldado ter ajudado eles.

– Obrigado por nos salvar — Roderich agradeceu aos dois jovens tentando sorrir.

– Tudo bem, foi um prazer ajudar — A menina sorriu, mas seu irmão não, voltava a segurar sua mão.

– Agora vamos Lili! — Vash estava nervoso, três homens podiam machucar a sua "irmã" e até ele.

– Não tenha pressa, rapaz, não iremos te fazer mal — Gilbert disse reconhecendo a preocupação do garoto, era a mesma que ele via Ludwig ter consigo.

– Ve~ verdade, nós não queremos lhe fazer mal — Feliciano sorria para a menina tentando acalmar seu irmão.

– Mas vocês vão para a onde? — Lili olhou para o trio pensando o que iam fazer em seguida.

– Não sei, alguma ideia Gilbert? — Todos acabaram olhando para o albino.

Uma vez que a casa do austríaco estava destruída, ninguém ali tinha ideia do que fazer, sentar e chorar naquele momento parecia uma ótima opção, Gilbert respirou fundo. Pensou em todos que conhecia e finalmente sorriu. Um sorriso maroto de quem sabia o que faz.

– A família Beillschmidt tem uma casa nos limites da Alemanha, foi presente de meus avós para minha mãe quando ela se casou com meu pai, pela lógica é minha por direito — Gilbert tentou manter o ar confiante.

– Beillschmidt? — Vash ficou surpreso, podia ser de outro país, contudo, sabia o quão importante era esse nome na Alemanha.

– Não se preocupe, se vocês quiserem vim com a gente ficarão seguros — Gilbert olhou para o casal de loiros.

Xxx

Luddy estava admirando o céu, ele estava sentado na sacada da casa do francês, pensava em Feliciano e em sua família, queria ter notícias deles e queria pode vê-los, ficou tranquilo quando percebeu que os aliados estavam finalmente se unindo para enfrentar Hitler.

Luciano se aproximou de Ludwig, o alemão estava sentado na varanda de casa olhando as estrelas. O brasileiro prestou mais um pouco de atenção no general antes de se pronunciar.

– Você é Ludwig Beillschmidt, certo? — Luciano falava em seu italiano quase perfeito.

– Como sabe? — O alemão encarou o menor por um momento.

– Minha família está cuidado de Lovino Vargas e Antônio — Luciano abriu um enorme sorriso.

– C-como eles estão? – Luddy ficou preocupado, nervoso e, ao mesmo tempo, feliz em poder ter notícias daqueles dois, afinal de contas ficou muito preocupado quando tiveram que se separar.

– Passam bem, estão felizes e querendo voltar logo para a casa para reverem a família – Luciano sabia de toda a história, então não ia querer explicações.

– Obrigado – Luddy sorriu tranquilo, gostou de saber que eles estavam sendo bem tratados.

Após a conversa com o alemão, Luciano se levantou da cadeira em que estava sentado e começou a andar para dentro da casa, mas antes de entrar no quarto em que ia dormir teve seu braço segurado por um americano um pouco emburrado.

– Algum problema Alfred? – O brasileiro fitou o outro com seus brilhantes olhos verdes, seus rostos estavam próximos e ele pôde ver perfeitamente o belo tom de azul no olhar do americano.

– O que você estava falando com ele? – Alfred ainda se sentia inseguro de confiar no alemão, mesmo com toda a tranquilidade que o brasileiro demonstrava ter.

– Minha família está cuidando da dele – Luciano riu sem graça, teria que explicar muita coisa para o loiro. – Tudo bem, mas é melhor sentar – Luciano fechou a porta e deixou que o americano se sentasse em sua cama.

“Vai ser uma longa noite”, pensou cansado ao observar brilhar de curiosidade os olhos de Alfred, às vezes aquele americano agia como uma criança pequena.

Xxx

Lara andava de um lado para o outro, estava preocupada e muito nervosa, sabia que seu irmão estava na Áustria e ficara sabendo sobre o bombardeio, havia também o fato de seu irmão, Luddy, ter sido capturado pelos inimigos e agora seu pai, Gerson, havia sido encontrado num campo de batalha inconsciente e levado ao hospital. Aquela não estava sendo uma boa época para a jovem alemã.

Qualquer um que andava pelo corredor do hospital veria claramente o desespero da jovem, era de se cortar o coração e o médico sabia disso. Assim que saiu da sala, encarou a moça que estava desesperada por notícias boas, estava tão preocupada e nervosa que mal podia parar de tremer.

– Como ele está? – Sua voz estava chorosa, mas ela ainda não tinha derramado uma lágrima desde o início da guerra, sempre que tinha vontade segurava o choro e pensava em momentos felizes.

– Ele passa bem, é um homem forte, senhorita Beillschmidt – O médico tentou sorrir para ela, não gostava de ver aquelas expressões em doces moças belas.

– Graças a Deus – Ela agradecia aos céus pela sorte de seu pai e pela força que ele tinha, mas então veio em sua mente a pergunta que parecia corroê-la por dentro. – Posso vê-lo?

– Claro – O doutor abriu a porta e deixou que ela entrasse na sala.

Assim que viu o pai deitado na maca foi até ele e tocou em sua mão, não gostava daquela cena, seu pai inconsciente na cama e havia faixas em algumas partes de seu corpo, fragmentos de balas explicou o médico. Aquilo a assustava, seus olhos já cheios de lágrimas olhava triste para o corpo de seu pai, em seu coração ela gostaria de vê-lo sorrir e de sentir o carinho que ele fazia em seu rosto; aproximando-se dele, beijou sua testa e sorriu triste para o homem a qual chamava de pai.

Notas finais
*Bambino é menino em italiano, menina é bambina, crianças são bambinis e criança é bambi

Detalhe: Sobre o FrUk, bom eu sei que deve te gente que gosta de UsUk, mas colé esse casal é engraçado, mesmo que eu prefiro Franada acho engraçado a relação desses dois. Espero que gostem

Espero que tenham gostado e matado a curiosidade de vocês, quero comentários ouviram?

Beijos~