Flores Murchas e Queimadas
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Mais tarde, mais calmo, ele devolveu o caderno ao seu baú de pequenas relíquias. Ivryt continuava com ele — um pontinho de luz emaranhado em seus cabelos. Japhde não tinha palavras para descrever todo o carinho que sentia por ela.
Antes de trancar o baú, demorou um último instante para apreciar seus tesouros antigos. O caderno com retratos das pessoas que amava. O besante que sua mãe guardava. A pequena estatueta de barro que seu pai e irmã adoravam. O colar de gemas brilhantes que Japhde e seus amigos disputavam.
Ivryt voltou para casa pouco tempo depois. Japhde precisava escolher o que faria em relação ao dragão. Ambos sabiam que era uma decisão que ele deveria tomar sozinho.
Então ele foi procurá-lo. Não sabia o que iria dizer. Não tinha respostas para as perguntas que Zahse iria fazer. Mas precisava vê-lo.
Encontrou-o próximo ao rio, no mesmo lugar que a primeira vez.
Mas não era a primeira vez.
Não havia sangue nas árvores, na terra ou na água. Havia sangue em seu rosto, em suas mãos e em sua boca. Havia sobre o animal morto jogado no chão.
Zahse ouviu um ruído. Quando virou-se para olhar, o cervo fugiu do monstro.
Fale com o autor