Flor de Lótus-edward e Bella
7 Capítulo 6- Flor de Lótus II
Capítulo 6
\n\nIsabella encontrou sua tia Esme na área de serviço de sua casa, seu olhar preocupado.
\n\n‒ Onde estava que não atendeu meus telefonemas? ‒ questionou, de posse de algumas rosas recém-cortadas para enfeitar a casa. Isabella procurou o telefone na bolsa. Doze ligações de casa.
\n\n‒ Estava passeando.
\n\n‒ Emm passou a tarde toda aqui nos jardins. Está te esperando em seu quarto ‒ avisou e caminhou para a sala com as rosas nos vasos.
\n\nIsabella suspirou chateada por ter lhe dado preocupação, deu um lanche para Peter, em seguida foi para o quarto do garoto lhe levar para o banho. Pôs as sacolas de roupas e presentes em cima da cama e enrolou ao máximo na organização, pensando no que dizer a Emmett.
\n\n‒ Olá ‒ cumprimentou-o carinhosa, deitou-se ao seu lado na cama e o abraçou. Ele assistia à televisão, distraidamente.
\n\n‒ Oi, Florzinha. Vocês demoraram ‒ comentou e beijou seu cabelo.
\n\n‒ Fui ver um amigo ‒ contou naturalmente. ‒ Mas não se preocupe. Não fui à Zona Sul.
\n\n‒ Hummm. É alguém da sua escola? ‒ testou-a.
\n\n‒ Não. Um novo trabalho. Eu estou ajudando-o ‒ olhou-o atenta. Ele pareceu preocupado. ‒ O que foi? Algum problema? Tia Esme disse que você passou o dia nos jardins, cuidando das plantas. Geralmente você só faz isso quando está estressado. O que aconteceu?
\n\n‒ Só estou ansioso ‒ admitiu com os lábios torcidos. ‒ Amanhã tenho que ir á agência da Narcóticos registrar um protocolo pedindo autorização para testar uma nova fórmula.
\n\n‒ Por que precisa ir lá?
\n\n‒ Burocracia. A nova fórmula necessita de substâncias proibidas usadas comumente para batizar cocaína. Posso ter problemas com autorização devido ao estoque necessário.
\n\n‒ Posso ir com você? Bom que passamos um tempo juntos. ‒ sugeriu animada.
\n\n‒ Não. Vou pela manhã e você vai estar na escola.
\n\n‒ Eu não quero ir para a escola, Emm ‒ resmungou, contrariada. ‒ Não gosto de ser a mais velha da turma ‒ repetiu a queixa. ‒ Queria fazer uma aceleração no México, quando você for.
\n\n‒ Você já perdeu muitas fases de sua vida. Se fosse só pelo papel, eu conseguiria um falso e o problema estaria resolvido. Mas quero que você curta seus amigos da sua adolescência. Quando você completar dezoito, pode fazer um teste de conhecimento recuperando esses dois anos atrasados e depois poderá entrar na faculdade.
\n\n‒ Ah, não!
\n\n‒ Sim. É o mínimo a fazer depois de tantas responsabilidades impostas a você.
\n\n‒ Não fale assim ‒ ela fechou o semblante, lendo as entrelinhas de sua frase. ‒ Peter foi o maior presente que você me deu.
\n\n‒ Eu não te dei. Eu te impus ‒ salientou contrariado.
\n\n‒ Eu o amei desde o momento em que ele veio para o meu colo ‒ defendeu determinada. ‒ E eu sou o que sou por causa dele. Você devia parar de se culpar. Não roubou minha adolescência. Pelo contrário, você me salvou. Assim como salvou a tia Esme e Alice.
\n\n‒ Tudo bem ‒ sorriu. ‒ Obrigado, Florzinha. Só você consegue me colocar para cima. É minha Flor de Lótus. Tem suas raízes na lama, mas tem uma alma forte cheia de pureza e determinação ‒ declarou solene. Ela sorriu e o abraçou.
\n\n‒ Quando você vai ao México de novo? ‒ perguntou depois de um momento.
\n\n‒ Em algumas semanas ‒ mudou de canal. ‒ Depois que eu conseguir essa autorização, vou levar a nova fórmula para Tijuana.
\n\n‒ Hummm ‒ aconchegou o rosto no oco de seu braço. ‒ Sabe, fiquei tão feliz por você não estar lá dentro ontem na festa ‒ comentou carinhosa. ‒ Rezei para que a polícia não te levasse como fez com seus amigos.
\n\n‒ A polícia não vai me levar, Flor ‒ comentou sombriamente. Não enquanto eu não quiser. Adicionou mentalmente.
\n\n‒ Ainda vai trabalhar hoje ou vai dormir em casa? ‒ perguntou animada.
\n\n‒ Não vou mais voltar para o laboratório. Deixei o Rilley e o David trabalhando e fugi ‒ sorriu triste.
\n\n‒ Dorme aqui comigo ‒ convidou manhosa. Ele só dormia em seu quarto quando estava muito melancólico, carente de atenção.
\n\n‒ Pode ser... Está dando certo o Peter dormir lá?
\n\n‒ Não muito. Mas estamos tentando ‒ torceu os lábios desgostosa. Ele foi o primeiro a concordar com a psicóloga que Peter era muito mimado e que precisava de independência. ‒ Então vou tomar um banho, colocar o Peter para dormir, depois eu venho ‒ levantou-se. ‒ Não vai lá ver o Peter? ‒ apontou o quarto ao lado.
\n\nEle negou, balançando a cabeça. ‒ Agora, não ‒ explicou triste. ‒ Vê-lo me magoa e aumenta a impotência e saudade.
\n\nIsabella suspirou ‒ Ele sente sua falta. Não pode descontar nele suas frustrações ‒ lembrou chateada.
\n\n‒ Não é isso. Eu o amo. Mas hoje não tô bem ‒ explicou contrito. Não gostava que ela pensasse que evitava a criança.
\n\n‒ Tudo bem. Eu entendo. Espero que você consiga logo essa autorização para os remédios. Não gosto de te ver ansioso assim ‒ saiu do quarto.
\n\nEmmett ficou mergulhado em dúvidas e questionamentos, enquanto refutava-se com o porquê de deixá-la se envolver nisso. O medo de machucá-la, como uma faca afiada em seu coração, o ameaçava.
\n\n\n\nApós ver a garota sair de seu apartamento, Edward encostou as costas na porta perdido em questionamentos, olhou distraído para o aparador e um objeto com conotação feminina lhe chamou a atenção. Tocou-o desconfiado, levantou-o no ar e leu a tarja. Flora, deusa das flores. Tocou as florzinhas vermelhas que cobriam as partes íntimas da estatueta e balançou a cabeça pela ousadia de Bella em trazer.
\n\nEm seu quarto, deparou-se com outra surpresa: fotos de Bella e Peter na cabeceira. Só faltava essa agora. Com uma expressão enfadonha no rosto, pegou o porta-retrato e avaliou-o, perplexo com o atrevimento da garota. Nem fotos da família ele expunha, por que ela achou que poderia ter a dela ali?
\n\nA sombra de um sorriso se formou no canto de sua boca. Viu a foto de Peter em outro porta-retrato, e o sorriso cresceu. Gostou do menino. Uma criança fácil. Pôs os objetos de volta ao lugar e disse para si que depois devolveria. Deitou-se na cama e ligou a TV. Um sentimento estranho de contentamento e tranquilidade ocupava seu peito e abafava o vazio habitual. Por que se sentia assim? Seria por ter conversado com Bella?
\n\nOlhou no celular corporativo e estranhou que seus colegas não tivessem ligado. Provavelmente lhe deram espaço ao notar que não estava em um bom dia.
\n\nMais tarde, moveu-se inquieto na cama com uma necessidade sexual intensa vibrando no organismo por causa da memória do sonho. Seu corpo reclamava, insistia que a tensão sexual fosse descarregada, mas ignorou a sugestão de autossatisfazer-se. Não agiria como um adolescente que na primeira oportunidade corre para um banheiro para se manipular sexualmente. Não. Não agiria assim.
\n\nContinua...
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