Flor de Lótus-edward e Bella
18 Capítulo 17- Intimidade
Notas iniciais
Agradeço muito pela série de reviews que foram enviados no último capítulo. Obrigada mesmo. O movimento estava bem fraco. rssr. Pensei que estivesse falhando.
Também agradeço muito a Luzinete, Dea e JackCullen pelas indicações. Indicar, é confiar. Portanto, agradeço a confiança.
Bjus
Tem uma nota lá embaixo. Leiam.
Capítulo 17- Intimidade
“Você está com ciúme.” Ele riu cínico e a apertou mais, dando selinhos no seu queixo e boca.
“Lógico que não!” Negou segura para proteger seu orgulho. “Simplesmente não vim aqui para disputar sua atenção com ninguém.” Soltou-se obstinada do abraço. “E quer saber? Volte para lá. Agora sou eu que não quero ser vista por aí com você, depois de você ter desfilado com aquela...” Engoliu as palavras e tomou fôlego. “Vá fazer sua sala como irmão e padrinho que eu estou realmente me divertindo.” Deu as costas e saiu, deixando-o pasmo. “Te encontro no quarto, tio.” Adicionou causticamente, antes de voltar resoluta para onde estava a prima. Ele coçou a cabeça e observou-a. Queria saber que raio caiu sobre aquela menina para ter forjado ao caráter adolescente àquela férrea intrepidez.
Nenhum minuto se passou, Maria invadiu o pátio externo e enlaçou o braço de Jasper.
“Jasper e Edward, estava procurando vocês.” Disse e também segurou no braço de Edward. “Faremos agora o drink liberando os homens para a despedida de solteiro. Vamos.”
Ela saiu arrastando-os, e sumiram no salão. Os dois rapazes que ficaram dedicaram um olhar admirado às meninas.
“Estou chocado com você.” Seth comentou com Alice. “Pensei que você ia dar na cara dele. O homem ficou sem palavras.” Sorriu alto. “E agora no final, enquanto conversava com a gente, ficou te registrando o tempo todo. Parecia que esperava outro ataque.”
Ela deu um sorriso, lembrando-se com satisfação da cena.
“E você...?” Jacob virou-se para Bella com os braços cruzados no peito. “O que você tem com ele?” Inquiriu com redobrado interesse, vendo-a agora não mais como uma menina, mas como mulher.
“Namoramos.” Deu de ombros como se a informação não fosse grande coisa.
“Você não liga que ele fique aos amassos com minha tia?” Foi Seth quem quis saber.
“Ela é sua tia?” Abriu a boca admirada com a coincidência.
“Sim.”
A menina passou uns segundos pensativa, antes de responder. “Não tenho que ligar. São só amigos.” Dissimulou com dignidade. Não iria expor suas fraquezas.
Meia horas depois, Edward, de novo, olhava ansiosamente para o lugar onde estavam. Por mais que tentasse ouvir os dircursos, distraia-se com o modo como o garoto mais velho olhava Bella, gesto ávido que só outro homem poderia notar. Fechou o punho e manteve os olhos fixos lá, com seus instintos agressivos lutando contra a autodisciplina. Será que ela também enfeitiçou aquele garoto com a mesma facilidade com que lhe enfeitiçou?
“Se controle, Edward.” Jasper sussurrou, desinteressado do discurso que Maria fazia. “Você parece que vai fulminar o garoto. Gosta dela?”
“Nesse momento, não sei se vou lá e mostro para aqueles meninos que ela é minha ou se a deito em meu colo e lhe dou umas palmadas, por estar me dando um gelo... Estou tão envolvido, que ela poderia pedir que eu rolasse no chão, desse a patinha e colocasse a língua para fora.”
Jasper gargalhou com a simplicidade do reconhecimento.
“Ela tem razão de te dar um gelo. A Rachell agiu a noite toda como se fosse sua dona. Eu realmente pensei que ainda tivessem alguma coisa. Se não fosse pelo tanto que vi você olhando aquela menina, teria acreditado.”
“Tudo culpa sua, que inventou esse negócio de padrinho.” Resmungou aborrecido e cruzou os braços.
“Se você tivesse me ligado e dito que viria com alguém, eu teria arranjado tudo para você ficar com sua...” Olhou para a menina com uma careta. “Namorada.” Suspirou e balançou a cabeça. “Você tem noção da encrenca que está?”
“Sim.” Admitiu e pôs as mãos no bolso, inquieto.
“Você não respondeu se gosta dela.” Lembrou.
“Ela é adorável.” Sorriu. “Até meu pai já foi enredado pelos encantos dela.” Rolou os olhos. “Nesse momento, se eu tivesse uma corda amarrando-a, iria apertar mais o nó para restringir-lhe a liberdade ainda mais... Entendeu meus sentimentos?”Censurou-se por causa da indisciplina de sua possessão. Passou parte de sua vida solitário e assustava-se com aquele despenhadeiro emocional desconhecido.
“Você tem que idade, hein, Edward, dezesseis?” O irmão zombou quando notou o olhar apaixonado e deu-lhe um tapa na cabeça. “Está olhando para a menina como um colegial que sonha com a menina mais disputada da escola.”
“Não enche, Jasper.”
“Então isso explica o fato de você ter vindo hoje, de estar mais acessível.” Comentou observador.
“Acho que sim... Ela deixou minha vida de cabeça pra baixo.” Sorriu sem ânimo.
“No meu noivado já estavam juntos?”
“Mais ou menos.”
“Então todas aquelas coisas que me disse, referia-se a ela...” Inferiu.
“O quê, que ela me faz rir? Que aguenta meu mau humor, que cuida de mim?” Citou com um sorriso bobo. “Sim. Ela mesma. Isso fora o vazio e amargura que ela tirou.” Revelou sincero, recebendo um olhar avaliativo do irmão. Era novo conseguir se abrir assim. Todavia gostou de poder voltar a conversar com ele sem acusações, julgamentos ou críticas.
“Como ela fez isso?” Jasper perguntou e olhou em direção a ela admirado.
“Rá, com determinação, teimosia. Isso, além de muito carinho.”
O promotor sorriu condescendente. “Acho que estou com um pouquinho de inveja de você.” Brincou. “Parece ser emocionante.”
“Você enlouqueceria se tivesse uma dessas, pode ter certeza. Eu estou para pirar.”
“Isso porque gosta dela.” Afirmou.
“Sou louco, arriado. Essa coisinha ali é tudo que eu tenho.” Revelou com os ombros caídos, e Jasper foi tocado.
“E o que ela está fazendo ali, sem você?”
“Eu fiz uma estupidez, e ela está me fazendo pagar por isso. Você não a conhece. Ela é ardilosa, age calculadamente. Está me punindo por eu ter dito que deveríamos ser discretos em público, por causa da idade dela.” Justificou-se com um suspiro de arrependimento.
“Se ela é tudo isso, no seu caso não teria vergonha ou receio em enfrentar a Justiça e o resto do mundo para ficar com ela.” Bateu em seus ombros. “Case-se com ela que seus problemas com a Justiça acabam.” Sugeriu profissional.
“Casar?” Repetiu com resistência. “É louco!”
“Então espere-a crescer. Enquanto isso, esconda-a. Festas e situações como essas se repetirão. Então você terá que sempre dar um jeito de driblar a situação.” Aconselhou sério. “Por que a trouxe, se não iria ficar com ela?”
“Eu pensei que seria só nós e os pais da Maria. Seria mais fácil.”
“Você tem que decidir, enfrentar a partir de agora ou esquivar-se e desgastar o relacionamento.”
Por segundos agonizantes, Edward ponderou se deveria ouvir Jasper ou não, sopesando as possibilidades. Espantou-se com o que encontrou dentro de si. Quando planejou trazê-la, tinha planos restritos. Nada que os expusesse. Agora, desejava assumi-la como namorada para o mundo, principalmente para a víbora Rachell. A percepção disso foi tão surpreendente quanto a sua intensidade, pois sabia no que isso desencadearia: confusão.
Embora fosse uma hipótese absurda para o momento, casaria com Bella, se fosse necessário para se resolver com a Justiça. Valia a pena arriscar, considerou. Pensando assim, determinado, atravessou apressadamente o salão, ignorando Rachell que o seguia dizendo que o próximo drink eram eles que iriam propor. Passou apressado pela porta, tendo que enfrentar o olhar observador do pai. Chegou ao grupo de adolescente e surpreendeu Bella, virando-a e segurando-a possessivamente na cintura e nuca, trazendo-a para junto dele no instante em que cobria sua boca com um beijo.
Ela empurrou-o pelo peito, relutante, ele apertou-a mais e a fez abrir sua boca quando a lingua forçou passagem em seus dentes. Ela lutou de novo, empurrando-o, embaraçada com os amigos próximos, mas a boca exigente não a libertou.
A tormentosa colisão produziu nela uma selvagem e vergonhosa comichão, que fez-a arder. Era como se fosse sacudida por um redemoinho de sensações, como se ele fosse dono de sua mente e respostas. Rendida, agarrou-se ao seu ombro, abrasada por aquele beijo cheio de paixão, e deixou-se desfrutar.
Para Edward, não importava mais se esconder. Necessitava dessa energia vital dela e não estava disposto a deixar que mais alguém descobrisse esse poder terno que ela tinha. Ela era dele. Que se danassem as pessoas que os viam, que se danassem suas opiniões. Ela eclipsava todo o resto de suas preocupações. O que importava era romper essa distância que se criou entre eles e sabia que a linguagem mais rápida seria beijando-a, deixando-a saber o quanto ela era mais importante que qualquer um naquele lugar.
Mais relaxada após o susto inicial diante da atitude tão inesperada, a menina elevou os braços e pendurou-se em seu pescoço, correspondendo ao beijo, com o coração pulsando a toda velocidade, a mente em branco. Sinceramente odiou sua fraqueza em perdoá-lo tão rápido. Pior ainda quando uma culpada excitação se desatava. Ele beijava-a com explosiva luxúria, dizendo com a língua o que desejava fazer, e o simbolismo era inconfundível, esmagando seus lábios com uma masculinidade abrasiva, a evidência viril de posse primal.
Amava-o. Escolheu amá-lo. Só ela sabia que aquela fachada de indiferença e gelo escondia um vulcão cheio de paixão em seu interior. Só ela sabia que atrás de seu olhar distante, tinha um brilho de fogo que escondia um âmago derretido. Ele tinha defeitos, é claro, e sabia que enfrentariam problemas com sua falta de atitude. Inclusive, sua mágoa inicial com ele, foi motivada, não por ele ter pedido discrição. Lógico que não. Sabia que ele tinha que se resguardar e o apoiava por isso. O que a magoou foi ver a falta de atitude em protegê-la. Isso, além da exposição entre ele e a mulher que admitia que, em outro caso, poderia ser a ideal para ele, já que pareciam tão afins... Magoou ver... Talvez, por, quem sabe, suspeitar não se encaixar.
Não obstante, quando resolveu entregar-se a esse sentimento, sabia das dificuldade que teriam. Por isso, exultava em saber que estavam conseguindo. Cada dia era um novo passo. Cada passo enfrentavam situações novas e derrubava mais barreiras nele. É claro que, ainda tinha a parte dele que não conhecia, a parte além da física: sua mente. Podia notar seus sentimentos a borda, como agora, quando ele a beijava com tanto ardor, todavia ainda precisava de certezas. Essas que só o tempo mostraria. De instante, bastava saber que ele se esforçava. Por isso, respondeu com seus beijos que a distância foi aplacada e os maus entendidos perdoados.
Afastaram-se ofegantes, ele encostou a testa na dela e mordeu os lábios ao sentir que em sua boca palavras apaixonadas eram formadas, tentando sobressair ao acúmulo de sentimentos que ardiam reclusos em seu peito... Não podia deixá-la saber. Esse ainda era o único escudo de proteção que tinha.
“Era isso que você queria?” Ofegou apertando-a, com os olhos brilhantes, ignorando a platéia de adolescentes que se encontrava a alguns metros. “Queria me ver descontrolado?” Provocou e mordiscou o queixo da menina, matando a saudade. “Te garanto que quem viu isso, estará horrorizado, principalmente meu pai.” Passou a morder-lhe o pescoço. “E sabe o que penso?... Não dou a mínima. Além disso, garanto que nunca mais terá que se preocupar com Rachell.” Olhou de esguelha para o lado, e Rachell assistia petrificada a cena, ao lado da reporter Emilly. Logo atrás estava Carlisle e Marcus.
Ele os ignorou, arrastou-a um pouco mais para o jardim, um local mais isolado, e voltou a beijá-la, agora menos violentamente, curtindo as mínimas carícias que a menina fazia em sua lingua, ora prendendo nos dentes, ora chupando. Seu corpo respondia como pólvora em frente ao fogo, prendeu a mão na base de sua coluna e impôs alguma fricção.
“Você é uma bruxinha. Eu sou um merda longe de você.” Sussurrou e lhe mordiscou o ombro nu.
“Nossa, como você é romântico.” Brincou.
“Quer palavras bonitinhas?” Mordiscou-a de novo na curva do pescoço, ela empinou o seio a frente e gemeu baixinho. Ele notou a resposta de seu corpo, que pedia para ser tocado, pôs furtivamente a mão entre os dois e acariciou o bico do seio por cima do vestido. “Você é o que eu tenho de mais importante. Se aquele garoto não parasse de te olhar daquele jeito, eu...”
“Você não iria fazer nada.” Interrompeu-o segura. “Os meninos são legais. Eu não iria permitir que você agisse movido por testosterona, como semanas atrás com o Daniel.” Lembrou convicta. “Não gosto de cena. Se gostasse, tinha tirado pessoalmente as mãos da Rachell de cima de você.”
“Por que não tirou?” Provocou presumido.
“Porque eu, sim, queria proteger você.” Pontuou enfaticamente.
Sem palavras, ele deu um suspiro, consciente e envergonhado por ela ter muito mais domínio e controle de suas emoções de que ele mesmo.
“Tá, eu não ia fazer nada.” Admitiu derrotado. “Só estava com...”
“Ciumes.” Agora foi ela quem arqueou a sobrancelha presunçosa, então enfiou os dedos em seus cabelos e os bagunçou. “Não precisa. Eu namoro você. Eles só são pessoas legais.”
“Tem certeza que você não queria alguém, tipo, da sua idade?” Perguntou inseguro.
“Não. Eu amo você, tio gostosão.” Gracejou e passou a mão sedutoramente em seu peito, por cima da camisa branca, depois tirou sensualmente sua gravata borboleta e abriu três botões, dando beijos molhados de seu pescoço ao duro peitoral.
“Então caso encerrado.” Ele sussurrou de olhos fechados para sentir os beijos. Ela deu um risinho triunfante, encostou os lábios nos dele e passou a língua provocantemente no seu lábio superior, olhando-o nos olhos, contente.
“Ah, Bella, se eu fosse mais irresponsável, se tivesse dez anos a menos, me embrenharia com você nesse jardim e faríamos amor aqui.” Disse e beliscou-a no bico, provocando um gemido baixinho na menina.
“Eu quero....” Ela esfregou-se sutilmente em sua ereção e sentiu seus orgãos inferiores derreterem, molhando sua calcinha.
“Você me paga esta noite.” Prometeu, lambeu sua boca e apertou forte sua coxa. Ela gemeu um ai manhoso e deu um sorrisinho descarado.
“O que eu fiz dessa vez?” Perguntou amolecida, quando sentiu as mãos de Edward subindo pela saia, alojando-se sorrateiramente na nádega.
“Vou te falar quando estivermos a sós. Agora, vamos dançar uma música, depois ir embora. Isso aqui já deu o que tinha que dar. Minha única obrigação aqui ainda é dançar com minha namorada, já que ela descobriu meu segredo de super dançarino.” Sussurrou, brincalhão.
“Por mim, pode ficar devendo a dança pública. Prefiro ir agora para o quarto e ser a única a ter direito à dança íntima.” Lambeu seu pescoço sensualmente.
“Hmmm... Quer me matar, falando assim?” Gemeu e apertou-a. “Vamos só dar um tempo aqui.” Sussurrou e voltou os olhos para o vinco avolumado da calça. Sorrindo cínico, afastou-a relutante e esperou o fluxo de sangue diminuir.
Depois de recompor-se, passaram por Alice e avisaram que estavam descendo para a suíte.
“Ah não, estamos em Las Vegas e não vamos poder curtir a noite porque o homem das cavernas quer prender você no quarto!” Reclamou com um bico.
Aproveitando o instante, Edward mediu Alice da cabeça aos pés e finalmente dirigiu-se a ela. “Não fomos apresentados, Alice. Sou Edward.”
“Como se eu não soubesse.” Torceu os lábios. “Sei até o tamanho do seu...” Parou de repente, olhou para os quatro pares de olhos perto dela, deu um sorriso amarelo e quase assoviou. “He, he, podem ir.” Emendou. “Vou ficar de boa aqui com os meninos. Quando cansar, eu desço.” Fez cara de paisagem.
“Até amanhã. Prazer em conhecer vocês, meninos.” Bella despediu-se com um sorriso e caminhou de mãos dadas com Edward pelo salão, passando sorridente por Carlisle, que conversava com o avô dos meninos. Depois passaram pela noiva oferecida, que lhes lançou um olhar de suspeita.
Antes de alcançarem o hall do elevador, foram surpreendidos por Jasper, o qual, estimulado pela reconquista e progressão da amizade fraternal, adiantou em interrompê-los. “Edward, estamos indo para a despedida de solteiro. E... eu queria pedir que você fosse.” Convidou hesitante.
“Não posso.” Negou rápido e apontou para Bella. “Não vou mais deixá-la sozinha.”
“Vão ser só algumas horas. Enquanto isso, as meninas poderão acompanhar Maria ao clube de mulheres.” Insistiu. Sentia falta do irmão. E esse dia era um dia muito importante. Tomava uma decisão séria, e precisava do apoio da família.
“Vá com ele, Edward.” Bella incitou-o, ao perceber a oportunidade deles solidificarem o relacionamento. “Bom que eu fico com Alice mais um pouquinho.”
“Aqui?!” Questionou cético, apontando para Alice que ainda ria com os adolescentes na área externa. Queria saber o que era tão engraçado! “Essa sua prima é muito, er, feliz. Melhor não.” Negou carrancudo e apertou mais a menina a si.
“Hei, ela é boa pessoa.” Acariciou seu rosto. “Um dia terá oportunidade de conhecê-la. Além disso, seu irmão só vai ter despedida de solteiro uma vez. A vida é feita de memoriais. Você não pode deixar esse momento passar. Vá com ele. Eu te espero no quarto.” Piscou.
No instante em que disse isso, recebeu um olhar grato de Jasper. Era o primeiro instante em que a ouvia, e só essas palavras expuseram o quanto ela era interessante e altruísta.
“Obrigado, Bella.” Agradeceu e olhou novamente para o irmão, esperando uma resposta.
“Vai me esperar no quarto?” Edward resmungou indeciso, apertando a mão adolescente contra a boca.
“Sim.”
“Vai dormir?”
Jasper rolou os olhos. “Vamos, Edward.”
“Ok. Vá para o quarto assim que meu pai descer.” Ditou contrariado e deu-lhe um selinho.
“Tá bom, titio.” Gracejou e caminhou de volta ao salão, indo para o local onde Alice estava.
Jasper, Edward, mais uns cinco amigos juristas do rapaz, pegaram o elevador e desceram para o cassino do hotel. Enquanto desciam, Edward permaneceu em um canto, com as mãos no bolso, pensativo. A cada segundo que se passava, perseguia-o a inevitável sensação de que o tempo escorria como areia entre seus dedos. Cada minuto mais tinha medo de perdê-la. Foi sorte que ela não tivesse descoberto hoje sua profissão da pior maneira possível, por meio de Maria, Rachell, Marcus ou seus netos.
Entraram no cassino, atravessaram a área de jogos e seguiram para o showbar, local onde Jasper tinha reservado uma área vip, com atendimento especial.
“Que bebida vai tomar?” Jasper perguntou e serviu-se de conhaque na bandeja de uma garçonete vestida somente de shortinho e top prata.
“Você sabe que eu não bebo nada alcóolico.” Lembrou e, dirigindo-se a garçonete, pediu. “Tráz uma coca para mim.” Ela assentiu e piscou sensualmente, deu as costas e saiu rebolando. O movimento no cassino era intenso, com fluxo diversificado de frequentantes, entre jogadores no outro ambiente, pessoas bebendo, como eles, e alguns casais dançando.
“Anime-se, irmão.” Jasper deu-lhe um tapa nas costas, amistoso. “Sinto saudade de quando nossas festas eram realmente festas.” Fez alusão a quando eram adolescentes. Edward fez uma careta mal-humorada com a lembrança. Tudo lhe fazia lembrar seu outro problema... Emmett.
Depois de algum tempo, apagaram as luzes do ambiente e só restaram àquelas do palco. Iniciou-se uma apresentação de stripers, e Jasper, já meio alto, passou a ovacionar a apresentação em pé, junto a seus colegas. Edward assistia entediado, pensando que essa hora podia estar trancado no quarto, curtindo sua menina.
Foi tirado da fuga mental quando abruptamente sentiu um peso em seu colo e uma boca pressionou a sua. Fez menção de empurrá-la, mas se familiarizou com o gosto de gloss, sentiu um doce perfume de morango com chocolate e relaxou, permitindo que a língua pequena lhe provocasse, inserindo-se languidamente em sua boca.
“Hei, como...?” Tentou dizer, mas no intante seguinte nem pensou no que fazia, o único que fez foi deitar no sofá e puxá-la para o seu colo, sem desgrudar de sua língua. As mãos que antes pensaram em afastá-la, alojaram-se em suas coxas e puxaram cada uma para um lado do quadril. Faminto, enfiou os dedos em sua nuca, angulou sua boca e impôs a língua, acariciando os mínimos espaços da pequena boca.
“Não que eu esteja reclamando...” Ofegou, buscando ar. “Mas que idéia foi essa de vir?” Deixou que ela lhe beijasse o queixo, sentindo a excitação latejar. “Como conseguiu entrar?” Perguntou e desviou os lábios novamente para sua boca. Ela não lhe deu chance de pensar, pressionou o quadril no seu, rebolando um pouco e arrancou um gemido de luxúria de seus lábios, em uma versão feminina e abanando o rabo do diabo, o atentando.
“Seu pai nos trouxe.” Arfou contente. “Ele está lá na área de jogos, apostando. Pedi, e ele deixou eu ficar um pouquinho com você.” Explicou manhosa.
“Coitado do meu pai. Deve ter sido muito difícil negar.” Sorriu. “Mas essa parte aqui não é ambiente para vocês.” Tentou incorporar no sofá, mas a menina rolou os olhos e empurrou-o, voltando a beijá-lo. “Onde Alice está?” Afastou-a preocupado e olhou para os lados.
“Ali.” Apontou três metros. Alice observava com os braços cruzados e cara de desdém os homens que aplaudiam e colocavam dinheiro nas calcinhas das garotas do palco.
“Bom, se foi o juiz que trouxe vocês, não vou falar nada.” Sorriu, sentou-se direito, colocou-a de lado em seu colo e continuou com beijinhos e carinhos, enquanto seguia-se a apresentação. Algum tempo depois, as luzes voltaram a acender, Jasper voltou com os amigos para o canto que ocupavam, e Bella chamou Alice para sentar com eles.
“Eu não acredito que alguém se divirta vendo essas bundas cheias de celulite balançando pra lá e pra cá.” Alice desdenhou com um bico. Bella se encolheu sem jeito com o palavreado da prima. Caius, um dos amigos juristas de Jasper de uns quarenta anos, foi o primeiro a retrucar com um sorriso.
“A visão é um dos sentidos mais importantes para o homem.”
“Vocês tratam mulheres como mercadoria. Comportam-se como animais.” Criticou-os e Caius gargalhou. Mas foi Jasper, que implicado com as novas provocações, resolveu revidar.
“Desde que as mercadorias estejam disponíveis, não há porque não apreciar.”
“Isso é ridículo. E, vocês...” Apontou para os homens a mesa. “...São uns velhos que deviam ter vergonha de agir como urubus, perto de garota pobres que precisam dessa vida. Saibam que tudo que elas tem é nojo quando são tocadas desse jeito por homens lascivos como vocês.” Atirou com o queixo trêmulo de indignação, e por um tempo constrangedor houve silêncio absoluto na mesa. Bella prendeu o ar e arregalou os olhos, preocupada. O clima na mesa ficou tenso. Jasper suspirou e passou a mão no cabelo, desalinhando-o mais um pouco. Se antes estava liso, a medida que o tempo passou ganhou algumas ondas e o deixou com aparência mais jovem, principalmente porque, assim como Edward, não estava mais de terno, nem com gravata. A camisa abria-se em três botões e alguns pêlos claros apareciam na parte aberta. Na verdade, não parecia o homem engomadinho do início da noite. Estava até sexy.
“Olha, criança, você já provou que não entende nada de homens...” Jasper salientou, já com o rosto um pouco vermelho por causa do efeito do alcool.
“Oh, tadinho de você. Agora eu entendo seu desespero em casar com aquela vadia que dá em cima do seu irmão.” Solidarizou falsamente, com escárnio, enquanto olhava afetada para as unhas. “Você gosta mesmo de biscates. Deve estar bem acostumado com garotas de programa.”
“Se é para baixar o nível, digo que o importa é o rebolado, sua infantil, coisa que minha noiva faz muito bem e tenho certeza que uma pirralha como você não saberia.”
“É uma pena que eu NÃO goste de velhos como você.” Desdenhou-o sem desviar de seus olhos, e quase vacilou ao conferir o quão bonito era. “Aliás, velhos como você devem ter ejaculação precoce antes mesmo de ver a cara da bichana!”
“Alice! Já chega!” Bella interviu, chocada com a vulgaridade da discussão.
Por um segundo, Jasper pensou que era por isso que tinha alguns casos nas mãos de homens que agrediam companheiras. Também lembrou que nesses mesmos casos, os homens relatavam que após as brigas tinham sexo selvagem com suas mulheres. Balançou a cabeça expulsando o pensamento lascivo que teve com ela, anotou mentalmente pensar melhor antes de acusar esses homens, então retrucou. “Você também não faz o meu tipo, criança, já disse.” Escarneou com os braços cruzados no peito, sentindo-se superior. “Não visito o primário.” Apontou para ela com desprezo.
“Viadinho! É isso que você é!” Provocou infantilmente, literalmente como uma criança do primário. “Tá se escondendo atrás de um casamento para disfarçar o seu gosto sexual... Viado, gaysão, queimador de r...”
Bastou isso para que Jasper apertasse os pulsos da garota belicosa, puxasse-a para seu colo e subjulgasse-a com um beijo rude. A reação inicial dos presentes foi incredulidade, depois choque. Por fim, com um sorriso, Caius chamou os outros amigos e saíram da mesa, ao ver que Alice cedera e já beijava com certa violência Jasper, arranhando suas costas por cima da camisa, este que a essa altura já tinha subido a saia da menina e apertava ferozmente suas coxas.
“Hei, vamos fazer alguma coisa. Daqui a pouco sai sangue.” Bella disse com os olhos arregalados quando notou que Jasper jogou Alice no sofá, ao lado dos dois, e deitou por cima dela, ainda beijando-a, agora de um jeito menos frenético. Não se podia notar onde terminava um e onde começava outro.
Edward sorriu e mudou-a em seu colo, sentando-a de frente. “Deixe-os.” Apertou um botão e chapas metalizadas se encontraram em frente a deles, isolando-os do restante do ambiente. “Eu nunca vi meu irmão perder as estribeiras assim.” Sussurrou em seu ouvido e capturou o lóbulo de sua orelha, fazendo com que ela relaxasse em seu colo, ainda que ouvissem alguns rosnados próximos. “Não olhe para eles.” Interrompeu-a de virar o rosto quando ela tentava fazê-lo. “Vamos esquecer que eles estão aqui.” Propôs e passou a beijá-la lentamente, acariciando de suas coxas à lateral de sua calcinha, a fim de distrai-la. Depois passou a mordiscar seu pescoço, no mesmo instante em que apertou um de seus seios. “Senti sua falta essa semana.” Sussurrou, trouxe um dedo a frente da calcinha e deparou-se com a excitante umidade resultante dos diversos amassos... Queria meter a cara lá. “Acho que estamos com um problema...” Pressionou os dedos em sua calcinha e ela reagiu, arqueando o corpo. “Quero matar a saudade... Vamos subir para o quarto?”
“Eu não queria deixá-los aqui.” Murmurou e tentou virar o rosto de novo para espiá-los. Edward impediu apoiando a palma em sua bochecha e apossou-se de sua boca, no mesmo instante em que invadiu sua calcinha e pressionou seu nervo.
“Esqueça-os.” Ditou em sua boca e ofereceu a lingua para que ela chupasse. Ela chupou com gemidos baixinhos e moveu-se sutilmente em sua mão, deixando-o louco de desejo a medida que a sentia mais molhada. Ela era sua pequena fogueira, queimava tudo, até sua consciência. Deixava-o perigosamente volátil e a ponto de ebulição.
“Queria seus seios em minha boca.” Disse por dizer e imediatamente materializou o pensamento, abaixando um pouco a frente do vestido e trazendo o seio para fora, para depois inclinar até ele e passar a língua torturantemente lento no rosado bico enrijecido. Ela gemeu, prendeu sua orelha nos dentes e passou a mordiscar, ofegando, com uma necessidade de alivio tão aterradoramente forte que a deixava palpitante de agonia.
“Quero você.” Sussurrou no ouvido do homem excitado, que agora sugava seu mamilo como se o mundo fosse acabar, levando-a a arquear com os choques de prazer.
Não precisou pedir de novo, já que ele era atormentado por uma fome tanto feroz, como incontrolável. Imediatamente afastou-a um pouco, abriu seu botão e ziper, trouxe seu membro para fora e afastou a calcinha para posicioná-lo em sua entrada. Com o ar preso, deixou que ela deslizasse lentamente em seu comprimento, ambos com os olhos vidrados um no outro, saboreando as mínimas vibrações da cálida e deliciosa penetração.
“Bem vindo ao lar.” Ela sussurrou com um sorriso, após tê-lo todo dentro, e voltou a mordiscar-lhe a orelha, passeando com a língua enquanto iniciava um agonizante movimento.
“Sempre delíciosa.” Murmurou baixinho, com a cabeça apoiada no encosto do sofá, curtindo as sensações quentes de estar dentro dela. O som, o barulho, qualquer que fosse o movimento no cassino, nada subjazia as ondas cegas de êxtase crescente dentro dele.
Ela apoiou os joelhos no sofá de couro e subiu lentamente o corpo, para depois descer. A adrenalina do diferente, juntamente com a excitação de seus corpos tornava o prazer eletrizante.
Por um fugaz segundo, Bella olhou teimosamente para o lado e deparou-se cheia de horror com a cena de Alice tombada sobre o outro canto do sofá de olhos fechados, com a frente superior do vestido rasgada, os dedos nos cabelos de Jasper, e ele movimentando-se estranhamento em cima dela, enquanto sugava frenético seu seio. O que eles estavam fazendo, se Jasper estava vestido? Pensou confusa.
“Esquece deles.”Edward capturou seu queixo com a mão e a obrigou olhá-lo, impaciente, os olhos ferventes, ar ofegante. “Ela faz em sã consciência.” Mordeu seu queixo e arremeteu profundo nela, ao tempo que fazia pressão em seu quadril para baixo.
“Eles se conheceram ag-o- ora.” Tentou dizer, mas o prazer que a atravessava a fez arquear, para receber uma nova e dura arremetida viril.
“Ela não é criança.” Disse e abraçou-a forte, baixou o zíper do vestido, desceu a frente até a barriga e passou a chupar forte seus apetitosos seios, ao mesmo tempo em que massageava circularmente lá embaixo. A urgência e ansiedade se alojaram no interior da menina, lutando por escapar. Os gemidos e arremetidas tornaram-se mais ansiosos. Ela apertou mais as coxas em seu quadril e rebolou, deixando que ele afundasse profundamente com o movimento, fazendo com que cada movida seu êxtase crescesse vários graus. Esqueceram-se do mundo e deixaram-se levar por instinto, ora mais rápido, ora mais lento. Quando passavam a se beijar carinhosamente, a língua de Edward movia-se e girava em sua boca conforme os movimentos do quadril.
O controle do corpo foi apagado, o mundo ficou reduzido aos dois, aos sons de incentivo que faziam um na boca do outro. Edward sentia os sentimentos o sufocar. Adorava sua pequena mulher, aquela que o beijava e lhe montava de um jeito tão intenso que se sentia no nada, ao mesmo tempo no tudo.
“Vem pra mim.” Ele ofegou quando a sentiu estremecer-se iniciando o orgasmo e acelerou os movimentos com uma mão em sua nadega, subindo e descendo curto. Ela abriu os olhos desfocada, olhou-o com olhos vítreos e travou a mandíbula para romper o grito quando o prazer a sacudiu. Ele assistiu o climax atravessar o corpo a frente extasiado, vendo-a convulsionar, e seu próprio orgasmo ficou indomável. Rendido, apertou os dedos forte em sua carne, deu um golpe forte para cima e abraçou-a, estremecendo e rebolando curto, para num último e lento golpe enchê-la.
Minutos depois, estendeu a mão, pegou uns guardanapos na mesa e separou-os, fazendo antes a contenção dos fluídos nos dois. A seguir, fechou o zíper do vestido e sentou-a ao lado oposto ao outro casal que jazia abraçado, quieto.
“Vamos para o nosso quarto.” Ele sussurrou persuasivo, ainda tentando recompô-la, desamassar a saia do vestido, ajeitar o busto. “Você vai dormir comigo, né?” Perguntou carinhoso, enquanto lhe beijava a testa.
“Vou.” Ela sussurrou amolecida. “Mas e esses dois?” Ergueu-se um pouco para olhá-los. Alice tentava arrumar o vestido rasgado e Jasper tentava ajudá-la, com um sorriso zombeteiro e cúmplice no rosto. Ele segurou o blazer e ofereceu-o. Tudo parecia bem.
“Não. Eu não quero nada de você.” Alice rechaçou com um birrento gesto de alerta, afastando o blazer. Bella rolou os olhos e voltou a apoiar o rosto no peito de Edward, ignorando-os.
“Você acha que eles sobreviverão?” Sussurrou e deu-lhe um selinho.
“Acho que sim. Se sua prima nao quiser ficar com ele, é só subir.” Pegou em sua mão e fizeram menção de levantar.
“Hei, vocês não estão pensando em nos deixar aqui sozinhos, né?” Alice perguntou e pôs-se de pé, tentando nesse tempo juntar a parte superior do vestido. Jasper puxou-a e a sentou em seu colo.
“E você não vai me deixar sozinho na minha despedida de solteiro.” Ironizou e pôs a mão na coxa dela. “Não gosto de ser usado e jogado fora.”
“Me solta, seu, seu...” Deu uns murros em seu peito. “Você vai casar amanhã!”
Ele segurou em sua mão com força. “Você só descobriu isso agora?” Dramatizou. “Pelo menos agora você não duvida mais da minha masculinidade.” E voltou a subjulgá-la com beijos, que resistiu inicialmente, mas depois aceitou e passou a puxar seus cabelos.
“Nossa, que horror.” Bella disse sorrindo e encostou a cabeça no ombro de Edward. “Nós já vamos, Alice. Vou dormir.”
“Não.” Dessa vez foi Jasper que pediu e afastou Alice dos braços. “Pelo menos tomem comigo essa garrafa de vodca que Caius me deu, já que eu não tenho mais companhia para a despedida de solteiro.” Levantou a garrafa sobre a mesa no ar, com Alice presa em seu colo por um braço.
“Eu não bebo, você sabe.” Edward explicou. “E Bella é menor. Por isso, tenho que colocá-la para dormir, né, florzinha.” Ironizou e lhe deu um beijo no cabelo, brincalhão.
“E você, senhorita furacão?” Jasper ofereceu a garrafa a Alice com um sorriso malicioso. “Me acompanha em um copo?”
“Se for o único jeito de apagar essa noite da minha mente.” Resmungou e cruzou os braços. Jasper desenroscou a tampa, encheu um copo e entregou a ela.
“Viva as despedidas de solteiro!” Satirizou e ambos viraram o copo de uma só vez. Fizeram careta um para o outro e, com desafio no rosto, ergueram os copos para que fossem enchidos novamente.
“Alice, melhor você não beber mais.” Bella tentou alertar.
“Que mais eu posso fazer? Já que ele quer uma despedida de solteiro, é isso que vai ter.” Disse e deu um pequeno murro no ombro dele.
“Tem certeza?” Edward ainda tentou, ao notar os dois bebendo mais alguns goles de vodca. Jasper olhou Alice de um jeito estranho e ajeitou-a melhor em seu colo.
“Daqui a pouco eu subo. Pode deixar que mais tarde o gayzão aqui deixa a criança na cama.” Acariciou o cabelo de Alice e ela afastou sua mão. Ele gargalhou e puxou-a para um novo beijo.
Edward rolou os olhos, balançou a cabeça e saiu com Bella embaixo do braço, protegendo-a de olhares curiosos, enquanto atravessavam os três ambientes.
A suíte que Edward reservou era no mesmo andar que aquela que Carlisle alugou para as meninas. Antes de irem para o quarto de Edward, Bella passou no seu e pegou sua mala.
“Tem certeza que não está preocupada com sua prima?” Edward perguntou quando deslizava a toalha pelas costas dela, após terem passado por uma sessão de sexo nas paredes do banheiro, onde fizeram amor lento, deliberadamente calmo, com paixão e suavidade.
“Só um pouco.” Respondeu sonolenta. “Mas como ela está neste mesmo prédio, fico mais calma. Além disso, acho que ela está sóbria. Seu irmão que está mais alegre.” Bocejou.
“Ainda bem que subimos.” Comentou brincalhão ao percebê-la sonolenta. “Eu sabia que já estava na hora da criança dormir.” Disse e passou a se enxugar.
“Não sou criança.” Resmungou, vestiu um pijama curto e deitou-se pesadamente de bruços, observando-o passear a vontade pela suíte. Para ela, era sempre um espetáculo vê-lo tão nu. Avaliou o peito forte, ombros largos e desceu o olhar pelo abdôme, deparando-se logo abaixo com a parte mais fascinante de seu corpo. Mordeu os lábios e observou-o vestir a box, arrumando o potente e soberbo elemento.
“Não se assuste.” Ele disse com uma piscada. “Vai ficar sempre assim com você por perto.” Disse e ajoelhou-se na cama, posicionando-se a seguir ao seu lado.
“Se você conseguir me animar, fazemos amor de novo para esgotá-lo por completo.” Ela ciciou, as palavras saindo arrastadas.
Ele gargalhou e abraçou-a, cobrindo-os a seguir com o lençol de cetim. “Temos o dia todo de amanhã. E por falar em amanhã, você tem algum vestido longo para o casamento?”
“Hum-hum.” Balançou a cabeça em negativa, já de olhos fechados.
“Amanhã podemos sair para comprar.” Sugeriu, tirando o cabelo de seu rosto.
“U-hum.”
Trouxe-a para seu peito, beijou seu cabelo e apagou a luz na cabeceira da cama, ficando um tempo olhando para o céu pela janela. As coisas estavam sérias. Agora sua família era parte disso. Seu pai sabia de tudo, Jasper foi envolvido, a prima. Deus, que redemoinho! Suspirando cansado, resolveu esquecer tudo, venceu a insônia e o sono o levou.
Algo o puxou da frente do lago para um intervalo entre sono e realidade, fazendo o sonho agitado esfumaçar na mente. Um calor molhado espalhou no seu abdôme, como dias atrás, e molhou a pélvis, fazendo cócegas. Sentiu a boxer ser afastada, em seguida uma lingua quente deslizou na cabeça do seu interessado membro. Estremeceu, despertou do sono por completo, abriu os olhos e ergueu o tronco para olhar para baixo, deparando com seu membro escondido numa boca macia, sendo acariciado com a língua. Gemeu, completamente desperto, Bella notou que ele acordou, então sorriu, dando um último beijinho, e o protegeu novamente com a boxer.
“Não que eu esteja reclamando, mas você vai me acordar assim sempre?” Resmungou sério e esfregou o membro incômodo. Além de duro, tinha vontade de fazer xixi.
“Quando eu vejo você rangendo os dentes, parecendo que está tendo pesadelo, não resisto. É medicinal minha atitude. Estou querendo te curar.” Piscou, foi até um carrinho de café da manhã e empurrou-o até estar próximo a cama.
“Mexe, depois corre.” Reclamou com uma careta, puxou-a pela cintura sobre a cama e deu-lhe uma palmada na bunda. “Agora vai aprender a não mexer e correr.” Deu mais uma palmada, fingindo estar sério. Ela riu e esperneou, tentando se soltar. Depois de brincarem, ele levantou, deixando-a rindo na cama. “Eu não acabei com você.” Ameaçou. “Espere aqui que preciso mijar, daqui a pouco eu volto.” Disse e deu as costas.
“Uow, e viva a intimidade!” A menina rolou os olhos. “Homens não podem falar essa palavra na frente de meninas.” Censurou-o.
“Você queria que eu falasse como: vou fazer pipi?” Encenou, entrou no banheiro e fechou a porta.
“Não precisa dizer a palavra. Só fale vou ao banheiro. Pronto. Só isso.” Deitou de bruços, com os pés para cima e preparou um pãozinho com queijo e presunto, enquanto ele fazia suas necessidades.
“Ai, tão delicadinha essa menina.”Ironizou e sentou na beira da cama. “Eu não sei como você é assim tão delicadinha tendo convivido com Emmett, que xinga tanto e é tão grosseirão.”
Ela parou de comer o pão e olhou-o atentamente. “Você fala como se o conhecesse.” Comentou com as sobrancelhas juntas.
“Eu...?” Passou os dedos no cabelo, nervoso. “Não que eu conheça. M-mas imagino. Afinal, todo homem tem seu lado bruto.”
“Pelo contrário. Emmett não xinga perto de mim.” Comentou despreocupada.
“Você gosta muito dele, não?” Tentou parecer indiferente, mas precisava ouvi-la falar. Levou o suco aos lábios e deu um grande gole.
“Amo.” Disse espontaneamente. Edward fez uma careta involuntária e tornou a dar mais uma mordida no pão.
“Defina amor.” Pediu tentando entendê-la. Tudo era muito novo ainda e precisava saber o que ela sentia. Precisava saber se ela estaria disposta a fazer escolhas de que lado ficar, caso houvesse divergências.
“Amar?” Pensou um pouco. “Amar é se doar.”
“Hmmm. Você sempre diz que me ama...” Lembrou reticente.
“E amo. Também estou apaixonada.” Disse cruzando e descruzando as pernas tranquilamente no ar. Edward achava aquele gesto fofo.
“Como assim?”
“Para mim, existe a diferença entre amar e estar apaixonada. Amar, a gente escolhe. Estar apaixonada não. Eu escolhi te amar, quando resolvi cuidar de você... Falando nisso, você nunca me falou o que fazia naquela manhã na Rua Spring, no dia em que te encontrei, já que não era viciado.”
“Uma coisa de cada vez.” Evadiu-se intimidado. Não era o momento de falar ainda nesse assunto. Não sentia segurança. Hoje não. “Outra hora explico. Por hora, quero ouvi-la definir amor.” Adulou, carinhoso.
“Ok. Voltando, eu escolhi te amar, ao tentar cuidar de você. Porém, fui me apaixonando sem perceber. Você era o tipo mais improvável para que eu me apaixonasse. Ainda assim aconteceu. É meio complexo, mas é assim. Para mim, amor é algo singelo, doce, ligado a altruísmo, sinceridade, harmonia. Paixão é essa coisa que dói, que sufoca, que faz sentir arrepios e palpitações.”
“Você sente tudo isso por mim?” Perguntou incrédulo com sua facilidade de esmiuçar um sentimento tão complexo, e a trouxe para o seu colo.
“Sim.” Respondeu espontaneamente.
“Poxa...” Suspirou. “Fico feliz em saber que você gosta de mim assim.”
Ela parou um tempo olhando-o, esperando que ele dissesse algo mais. Ele abraçou-a forte ao peito, ficou longos momentos apertando-a, até que ela se afastou do abraço calada, voltou a comer e mudaram de assunto.
Depois de lanchar, recolheram o carrinho e ela foi tomar um banho para saírem e dar uma volta pela cidade. Edward ficou deitado com a tv ligada no jornal local, mas sua mente trabalhava incansavelmente no assunto Emmett. Desejou profundamente que ele não existisse e que não tivesse nunca mais que tocar no nome dele. Preferia expulsá-lo do seu mundo a ter alguma conversa com Bella. Era uma covardia, sabia disso, mas o medo de perdê-la tirava todas as forças de enfrentar o problema.
Ela saiu do banho meia hora depois com o cabelo molhado, sentou-se na cama só de calcinha de renda, jogou os cabelos para frente e começou a penteá-los. Edward deitou-se de lado e apoiou a cabeça com a mão para observá-la.
“Você parece aquelas sereias de filme, que se sentam nas pedras e penteiam os cabelos para seduzir os pescadores.” Comentou fascinado e acariciou suas pernas com a ponta dos dedos. Ela sorriu convencida e continuou passando a escova nos longos cabelos.
“Agora é você quem está me olhando daquele jeito.” Ela disse por baixo dos cílios. “Não me olhe assim... Te-emos que sair...” Balbuciou ao tê-lo inclinado, beijando o seu joelho. “Eu tenho que comprar uma roupa e..., hmmm, arrumar o cabelo para o casamento.” Gemeu, quando ele subiu a boca pela coxa até o ossinho da pélvis, mordiscando.
“Não precisamos sair.” Deslizou a língua para o baixo ventre. “Vista qualquer vestido e deixe o cabelo solto com esses seus grampinhos.... Adoro seus cabelos soltos.” Sugeriu e pôs as mãos na lateral da calcinha, para depois deslizá-la pela perna, seguida de beijos. “Eu quero você...”
“Edward...” Protestou, mas fechou os olhos quando sentiu a língua quente subir na área interna de sua coxa.
“Vou matar a saudade de seu gosto um pouquinho e depois saímos, ok?” Lambeu os pequenos lábios e subiu deslizando a língua lentamente, até capturar a sensível carne rosada com uma áspera resolução, não dando o mínimo espaço para que ela protestasse. “Só um pouquinho.” Propôs com voz de veludo.
“Hmmm...” Gemeu em total redenção e derrubou-se sobre os travesseiros. Ele expôs o clítoris para sua boca e chupou-o suavemente.
“Quero extrair tudo de você...” Encolheu suas pernas e a deixou mais vulnerável, ouvindo encantado seus gemidos de entrega enquanto a assaltava com a boca. “Quero o seu gosto na minha boca o dia todo...” Sussurrou e ela levou a mão ansiosa aos seus sedosos cabelos, a ponto de gritar. “Mais tarde, no casamento, vou passar a língua sobre os meus lábios, e você vai saber que estou pensando em você, no seu sabor, mesmo estando ao lado da Rachell.” Prometeu e continuou a incentivá-la.
O fogo líquido ardia entre suas pernas e a feroz e inexplicável necessidade de alívio cresceu dentro dela, fazendo-a mover-se agoniada, suplicando por mais.
Ele continuou com carícias ritmicas e a excitação espalhava-se vertiginosamente, um paradoxo entre calor e frio, ansiedade e torpor. Correntes elétricas chisparam por suas terminações nervosas, o mundo inteiro se esfumaçava em um desejo tão capitalista que não podia reprimir as respostas.
Gemendo, apertou a cabeça ruiva entre as pernas, e ele manteve sua batalha de língua a uma orgia sexual em que ocupava-a com os dedos, sugava-a com fome, saboreava seus gemidos... Então ela gritou, com urgência e energia acumulada em seu interior. O ardente orgasmo a atingiu e ela derramou-se em cálidos fluídos, estremecendo descontrolada.
Ele sorriu ao tê-la se contorcendo e incentivou-a até vê-la extenuada. Orgulhosos de si, encerrou o que fazia e afastou-se.
“Vamos?” Olhou-a com um sorriso torto.
“Não!” Balançou a cabeça. “Eu quero mais.” Puxou-o pelo ombro.
“Eu disse que era só um pouquinho. Temos que sair, lembra?”
“Não!” Um gritinho débil saiu da boca da menina. Seu corpo exigia mais. Queria senti-lo completamente nela, do jeito que ele lhe tinha viciado.
“Não. Não vou gastar algo tão delicado.” Passou desejoso o dedo em sua entrada, sentindo a excitação pulsar. “Temos o dia inteiro.”
A menina não argumentou, mesmo com a devastadora carga de excitação que ainda a percorria. Sorrindo, ele deslizou um forte braço por seu quadril e a abraçou, pousando a cabeça em sua barriga. “Toda vez que escovar o cabelo nessa posição, entenderei que é isso que você quer. Entendeu?” Deu uma piscada brincalhona, apertou-a forte, depois afastou-se rindo e foi se arrumar.
Antes de voltar a escovar o cabelo, Bella vestiu a calcinha com um sorriso satisfeito, voltou a pose anterior e escovou novamente, provocadora, enquanto Edward arrumava-se divertido com sua faceta.
Depois de prender o cabelo num rabo, vestir uma saia curta jeans, uma blusinha de alças lilás e sandalinha de saltinho, ela sentou-se e ligou no quarto de Alice. Pretendia convidá-la para acompanhá-los às compras, afinal, a prima também precisava de uma roupas apropriadas. Enquanto discava, ouviu um som frenético de alguém batendo na porta.
Concentrou-se no telefone e esperou chamar algumas vezes. Ninguém atendeu. Desistiu, imaginando que Alice ainda dormia, e olhou para a porta que acabara de ser aberta. Na sala encontrava-se o pai de Edward, Jasper e Alice. Carlisle estava transtornado, Alice vestia o blazer de Jasper por cima do vestido rasgado e Jasper parecia ter sido atropelado enquanto abraçava Alice, aparentemente bêbado, às dez da manhã do dia de seu casamento.
“Você os deixou sozinho?!” O juiz acusou, apontando para Jasper e Alice como se tivessem sete anos.
“Eles são adultos, pai. Queriam beber, e eu não bebo, por isso vim embora.” Edward explicou-se, olhando com censura para o casal que sorria néscio e deitava sonolento no sofá.
“Por que tá me olhando assim, Du!” Jasper resmungou, ébrio. “Vai me prender?” Levantou as mãos no ar. “Leia meus direitos.” Sorriu e voltou a abraçar Alice. Edward ignorou-os e dirigiu a palavra novamente ao pai.
“Além disso, eu estava cansado e Bella também precisava dormir.” Puxou a menina que acabara de chegar a sala e abraçou-a a si, protetoramente.
Seu pai olhou para eles admirado com o abraço afetuoso. Ela lhe deu um sorriso caloroso e envolveu os braços na cintura de Edward. Carlisle parou uns segundos estudando-os analiticamente. Na noite anterior ficou admirado com a divergência de idade e personalidade. Depois, chocou-se quando Edward praticamente a violentou na boca. Agora, longe de julgamentos, pareciam um harmonico casal. Ele de bermuda xadrez, camiseta branca e tênis, e ela toda mocinha. A menina parecia deixá-lo mais leve, mais jovem. Perto dela, esse Edward lembrava muito ao filho que um dia foi: ingênuo e apaixonado pela vida. Não o frio e suspiscaz agente.
“Tem razão.” O juiz admitiu. “Eles são adultos.” Deu um suspiro e balançou a cabeça em negativa.
“Onde eles estavam quando os encontrou?” Edward questionou preocupado.
“A moça estava deitada no peito dele no sofá do Hall.” Explicou desgostoso, temendo o escândalo que poderia advir sobre ele depois que Maria se inteirasse do ocorrido. “Imagine se fosse a noiva dele, ao invés de mim? Ou se fossem os pais dela? Meu Deus, o que seria do nome da família?”
Todos ficaram um tempo pensativos, olhando para o casal com incredulidade. Foi Edward quem interrompeu o silêncio.
“Não temos culpa. Ninguém, a não ser eles, pode ser responsabilizado por isso.” Fez um gesto batendo as mãos uma na outra.
“Lógico que você tem culpa nisso aqui.” Encarou-o sério. “Foi por causa de você que elas vieram.” Acusou apontando para as duas, como se elas nem estivessem lá. “Trouxe-as para fins de provocação, e sua atitude imatura pode desencadear uma série de acontecimentos trágicos. Principalmente para você, já que resolveu se expor com ela.”
Edward praguejou mentalmente e fechou os punhos, enquanto encarava o pai, implorando com o olhar que ele parasse.
“Provocar quem, Edward?” Bella afastou-se do seu braço e perguntou interessada.
“Ninguém.” Pai e filho duelavam intensamente com o olhar. Carlisle deu um bufo de desistência quando viu que Edward não iria falar nada, e deu as costas, decepcionado. Queria saber qual era a do filho. Queria saber aonde Edward queria chegar com essa história. Tudo indicava que resolveu pagar para ver. Então ele que enfrentasse as consequências.
“Não falem de mim como se eu não estivesse aqui.” Jasper salvou-o da explicação pronunciando-se arrastadamente, desviando a atenção de todos para seus gestos lentos. “Se você tem uma menina, Edward, eu também tenho.” Abraçou Alice. “Eu estava doido para ver sua cara quando soubesse o que eu fiz...”Gargalhou e apertou Alice ao seu abraço. “Eu não tô só pegando uma adolescente, como você o faz. Eu casei com ela. Casei. Quer ver?” Pôs a mão no bolso, mal aguentando sustentar-se. “Casei com ela.” Disse com triunfo. “Eu disse que ia casar com você?” Sorriu indolente para Alice e tirou do bolso um amontoado de papéis amassados e fotos, jogando-os aos pés do juiz.
Confuso, Carlisle inclinou-se, recolheu os papéis e leu-os silenciosamente, as expressões de seu rosto passando de incredulidade a revolta, para depois estendê-los a Edward, que leu, passou nervosamente os dedos no cabelo e sentou-se cansado no sofá, com os ombros caídos em derrota. Bella sentou-se no braço do sofá e abraçou-o pelos ombros.
“O que foi?” Sussurrou compadecida ao notar seu semblante preocupado.
“Ele deve ter sido drogado para ter feito isso.” Edward respondeu num tom monótono.
“O que eles fizeram?” Perguntou alarmada. “Casaram mesmo?”
“Casaram.”
“Onde?” Abriu a boca desacreditada.
“Em alguma capela por aqui.”
“Mas esses casamentos daqui não são de mentirinha?” Perguntou inocentemente.
“Não, Bella. São legalmente reconhecidos quando se é maior de idade.” Explicou pausadamente. “E Jasper irá se casar hoje. Portanto, estamos com um problema. Meu pai vai ter que conversar com a Maria.”
Ela parou um tempo pensativa, deliberando ao seu ver a situação. Depois olhou tranquila para Edward. “Por que seu pai tem que falar? Melhor esperar o efeito passar para ele mesmo se explicar, não? Depois, é ele quem tem que conversar com a noiva e decidir por si só o que vai fazer. Não seu pai. Esses casamentos podem ser desfeitos, não podem? De repente, eles se resolvam sozinhos e ninguém precisa saber o que aconteceu.” Sugeriu meiga, como se fosse muito fácil de resolver.
Edward ponderou uns segundos, olhando atentamente ao pai, que observava tudo com atenção, surpreendido com a sensatez da menina, compreendendo que a visão de fora era sempre mais prudente.
Sem opções de saída, levaram o casal ébrio para o quarto, deixando-os tombados na cama e resolveram esperar o tempo passar. Tinham seis horas e meia até o início da cerimônia. Até lá, talvez tivessem soluções.
Continua...
Notas finais
E aí, galera, tudo bem? Eu fiquei completamente Bélgica com esse final do capítulo. Achei tudo de bom o Jasper e a Alice se casarem em Vegas, em uma daquelas cerimônias loucas que só eles têm, palmas para a Bia! Nunca vi isso em fic, ela foi muito criativa, me fez lembrar que até a Britney Spears se casou assim uns anos atrás, lembram?? Hehehehe. Eu lembro, mas acho que tô meio velha. Voltando ao assunto que interessa, e agora, como será que ficará o casamento do Jasper com a bruxa da Maria?? Ai, ai, ai. Vai dar pano pra manga.
Agora vamos falar do nosso Beward, nosso shipper favorito? Eu amei a pose de macho que o Edward encarou na festa, eu não esperava isso dele... se assumir com a Bella perante todos, na festa social pré-casamento do irmão? Foram muitas emoções. Por que eu acho que a presença dessa jornalista, a Emily, será crucial para o desenrolar dos próximos acontecimentos? E o suspense neeeeem permanece, né, Bia? *irônica
Amei muito, muito este capítulo!
Notas Bia Braz
Oi!
Tem algumas coisas com relação a lei americana que eu não tenho certeza e vou precisar da nossa imaginação para desenvolver a fic. Aqui no Brasil, por exemplo, até dois anos atrás, antes da lei 12015 de agosto de 2009 , o crime de corrupção de menor ainda era crime, ou seja, um homem adulto tirar a virgindade de uma menina de 16 anos, podia dar cadeia, se o pai quisesse. Entretanto, se o malfeitor casasse com a menina, deixava de ser crime.
Mas nos EUA, Califórnia para ser mais exata, corromper uma adolescente ainda é crime. Todavia eu não tenho certeza se lá, o crime é reparado com o casamento. De acordo com um filme que eu assisti, O JURI, antigamente era reparado. Transformava-se em um crime sem punição.
De qualquer maneira, como estamos numa fic, preciso que ela fique funcional, então, acreditemos que o casamento extingue a punição de uma corrupção sexual de menor, okay?
*Me perguntaram por que Carlisle tem avião. A resposta é: eu moro em Brasília e quase todo mundo aqui, político, juiz, tem avião, porque meu Carlisle não pode ter? Rsrssr. Ele é rico. A autora é megalômana. Ela não tem, mas seus personas podem ter. Kkk
*As cenas da Alice podem ter sido chocantes no final, mas saibam, isso foi minuciosamente planejado. Eu tinha que ter um jeito abrupto de juntá-los.
* Já disse que gosto dessas partes hots, lemons, hentai?? Só pra lembrar: eu gosto muito. Gosto de ler, de fazer, assistir filme, por isso escrevo. Sou perva mesmo. Rsrsr. Sei que as vezes, dependendo do humor, é chato. Então, quem não gosta, pule ;)
Estou de férias com a sensação de dever cumprido.
Bjus
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