Flor de Lótus-edward e Bella

15 Capítulo 14- Inseguro parte II


Notas iniciais
De novo um capítulo para vcs.
Obrigada pelos reviews e carinho.
Beijão a minha amiga Pretinha que me indicou.
Obrigada Pretinha.

Capítulo 14- Inseguro parte II


Semanas se passaram desde que a viu pela última vez. A rotina intensa a qual se obrigou a habituar-se nos últimos dias ocupou o seu tempo. Foram cursos intensivos de reciclagem, intervenção, estratégias de combate, e, nos tempos livres, adiantava suas pesquisas que embasassem seu TCC em Química Forense.

Contudo, no mínimo espaço de tempo livre, era assaltado pela costumeira solidão. Antes era fácil viver só em seu mundo, na sua casa. Era fácil não ter ninguém... Agora...

“Na sua gaveta?” Erick repetiu logo que Edward passou as coordenadas por telefone sobre o que deveria fazer com o cartão de memória que tinha guardado em sua mesa.

“Sim. A senha de abertura da gaveta é 20E.”

“Você tem pressa com isso?” Erick quis saber. “Eu estou bem ocupado esses dias. Como Laurent está te substituindo, está querendo mostrar serviço.” Riu. “Tô tendo serviço o tempo todo.”

“Não. Sem problema. Eu estou com tempo. Só preciso que você decodifique para que eu tenha certeza que o conteúdo é verdadeiro.”

“Tudo bem, chefe.” Concordou bem humorado, em contraste com o outro interlocutor, que se encontrava monótono.

“E o Emmett, tem notícias dele. Ele apareceu?”

“Não. Sumiu do mapa.”

“Mantenha-se de olho.”

“Ok.” Após acertarem tudo, desligaram. Edward suspirou, deitou olhando o teto do apart hotel que estava hospedado em Airlington, Virginia, local próximo a academia das forças especiais da DEA, e passou um tempo assim, acompanhado pelo vazio.

Mais dias se passaram, e a sensação de perda se alastrou em seu peito. Nunca se sentiu assim. Nem mesmo quando sua família se desfez. Era como se fosse privado de ar, como se só pudesse respirar curtas tragadas. Tinha se passado alguns finais de semana sem vê-la, e aquilo foi mais que difícil. Passou quase todas as horas dos sábados subseqüentes imaginando o que estariam fazendo. Sentia falta dela, de Peter. E perguntou-se se o garoto teria sentido a sua. Merda, por que foi conhecê-la? Será que ela estava bem? Será que também sentia sua falta?

Certa quinta-feira, teve que deixar a Capital e viajar para um evento na DEA de Phoenix. Capitão Marcus, seu superior no estado da Califórnia, pediu que ele fosse em seu lugar representando a DEA da Califórnia. Coincidentemente, esse era um dia que até seis anos atrás seria duplamente comemorado. Mas hoje, não tinha motivos para comemorar. Caíra num poço de introspecção e não gos­tava do que via em si.

Muita infelicidade.

Recebeu um telefonema logo cedo do seu pai convidando-o para jantarem juntos, pois como sabia que o filho estaria em Phoenix, poderia tomar um vôo e em uma hora estaria em Los Ângeles. Mas Edward negou. Disse que logo que terminasse o evento, voltaria para Washington DC.

Passava das sete horas quando olhou no relógio, contemplou o céu, e o vazio familiar crepitou em suas vísceras. No fundo sabia que estava só. Jasper estaria com Maria em Nevada. Seu pai, se não estivesse debruçado sobre processos, estaria saindo com alguma mulher. Mas ele, em um dia que para muitos era importante, estava sozinho em sua solidão.

Já no aeroporto, o seu vôo apareceu no painel, olhou compenetrado para o aparelho e chamou-lhe atenção o próximo vôo que sairia em quinze minutos. Los Ângeles. Suspirou pensativo e ponderou por segundos o que poderia fazer em Los Ângeles. Enfiou a mão no bolso, trouxe o blackberry à frente, como se buscasse forças, no mesmo instante saiu da fila de embarque e se dirigiu ao balcão de check-in.

Esperando seu atendimento, continuou a vislumbrar a foto na proteção de tela e sentia a garganta queimar em antecipação. Tentou por dias não pensar nela, em vão. E só agora admitiu o que acontecia. Só existia um nome para catalogar esse sentimento que doía tanto e que lhe impulsionava a voltar atrás e ir atrás dela. Estava estupidamente apaixonado. Uma porra de sentimento que doía e machucava. Não tinha mais forças para ficar longe dela.

Demorou a aceitar porque desacreditava que um coração como o seu: frio e distante entregou-se tão fácil assim, depois de ter passado uma vida sem dar acesso a ninguém. Mas quem disse que ele teve alguma chance de lutar contra aquela erva daninha que Bella plantou e que foi se alastrando diariamente? Ela simplesmente ocupou um canto e ficou ali forçando espaço, cada dia mais espaçosa. Agora não sabia o que fazer.

Antes de desistir, tirou o bilhete do bolso, apresentou seu distintivo de federal e pediu que o bilhete fosse trocado, argumentando que surgiu uma emergência em outro estado. A atendente mais que imediato atendeu.

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Uma hora da manhã daquela mesma noite entrou frustrado pela porta de seu apartamento em Malibu pela segunda vez naquela noite. Jogou-se no sofá sentindo-se um covarde, trouxe à memória o que presenciou instantes antes e fechou os olhos... Aos seus olhos, ela parecia brilhar dançando na Sky quando a viu. E ainda que quisesse muito se aproximar, decidiu permanecer observando-a do segundo andar. Pareciam anos que a tinha visto ali pela primeira vez, dançando próxima a prima. Sentiu-se sufocado de saudade, de vontade de abraçá-la, tirá-la de lá e tê-la só para ele; e amaldiçoou-se por isso.

Ela riu com a prima. E sua risada também reluzia. Ele sentiu que uma excitação atravessou sua espinha ao imaginar o som em seu ouvido. Maldita fosse Bella. Maldita fosse por ser tão doce, sorridente, por ter bom caráter, por ser atraente e ter embaralhado seu mundo. Como irresoluto que era quando se tratava dela, não conseguiu fazer o que foi fazer, entrou em seu carro e seguiu para casa...

Agora estava deitado no sofá, vazio, frustrado, carente.

Pulou quando um som tocou em seu celular, abriu a tela e deparou-se com uma mensagem inesperada de Bella. ‘Só existem dois dias em que nada pode ser feito: o ontem e o amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para viver. ’ Dalai Lama.

Ficou quase sem fôlego ao terminar de ler a mensagem. Inferiu que ela dizia novamente que não importava a idade que tinha. Queria simplesmente viver. Seria isso?

Antes de deixar morrer a premissa, clicou no número, apertou send e esperou chamar.

“Alow.” Atendeu uma voz musical.

“Oi. Er, esse telefone é da Bella?” Perguntou confuso.

“Sim. Mas ela está ali beijando um cara.” Respondeu com um risinho, em seguida barulhos estranhos e gritos foram ouvidos do outro lado. “Me dá aqui, Alice!” Era a voz de Bella, irritada. “Você não vai dar mole para ele!” A voz musical e alterada estabeleceu. “Isso é um assunto meu!”

“Oi.” Bella atendeu ofegante, o barulho por lá tinha diminuído.

“Oi.” Começou sem jeito, sem saber o que falar. “Está brava?”

“Não. É a Lice me enchendo.” Resmungou emburrada.

“Hmmm.” Gemeu, sem assunto. “E ae, como está?”

“Bem. E você?” Disse educada.

“Também estou bem.” Humph, isso não seria fácil. Qual era mesmo o objetivo dessa ligação? “Como está Peter?” Preferiu improvisar. Ela respirou audivelmente e pareceu relaxar. Boa iniciativa perguntar por quem era mais importante para ela.

“Está bem. Como eu estou de férias, ensinei várias músicas na flauta e passamos as manhãs juntos num curso de pintura de quadros.” Disse com um sorriso contente.

“Legal. Senti falta dele.” Disse sinceramente.

“Ele falou o seu nome. Perguntou pelo tio Du.” Citou animada. “É assim que ele te chama agora.”

“Poxa, fico satisfeito em ele ter dito meu nome.” Sorriu emocionado.

“Ah, ele fez seis anos.” Lembrou. “Fiz uma festinha, mas só teve eu, Alice, minha tia, Rilley, David e Daniel.” Ela estava ajudando, tentando estender a conversa.

“Daniel é aquele seu amigo bombado?” Perguntou atento, com uma ponta de ciúme na voz.

“Sim. Estou tão feliz com ele. Aquela criancisse dele está passando. Voltamos a nos dar bem.” Disse simplesmente. “E seu curso? Como está?”

“Está bom.” Respondeu distraído com a sensação de insegurança que o tomou.

“Ah... Legal.”

Ficaram um segundo ou dois calados, sem assunto.

“Que bom que ligou.” Ela disse com a voz meio frustrada. Ele sentiu que a ligação já iria se encerrar.

“O que está fazendo?” Só queria estender a conversa.

“Você sabe onde estou e o que estou fazendo.” Ela disse séria.

“Sei...” Respondeu embaraçado. Agora tinha certeza que ela tinha o visto por lá. Ela sempre vê tudo. “Desculpe não ter ido falar com você.”

“Não tem nada. Não posso te cobrar... Agora tenho que ir.” Sua voz parecia estar triste. “Rilley já deve estar nos esperando no estacionamento para me levar para casa.”

“Bella...” Remexeu-se no assento, com uma dor atravessando-o. “Eu queria te ver antes de voltar para Capital.” Disse impulsivamente.

“Pra quê?” Quis saber, dura.

“Para conversarmos.”

“Podemos conversar por telefone.” Disse simplesmente.

“Mas eu quero te ver.” Insistiu, rompendo as barreiras contrárias em si.

“Apenas diga para quê.” Ela suspirou em expectativa. Queria forçá-lo a admitir.

Ele respirou fundo, buscou forças e finalmente deixou sobressair. “Sinto sua falta.” Disse em um sussurro.

“Do mesmo jeito que sente de Peter?” Empurrou-o calculadamente.

“Não...” Ah, droga, ela iria obrigá-lo a falar? “Eu sinto falta de você de outro jeito, você sabe.”

“Como?” Podia-se ouvir a pretensão em sua voz.

“Como companhia, amiga, mulher. Pronto, falei!” Suspirou como se tivessem tirado um peso de suas costas ao falar.

“Hmmm... Interessante.” Disse somente isso. Ele presumiu que não iria adicionar nada. Obrigava-o a desenvolver.

“Preciso te ver imediatamente.” Sussurrou determinado.

“Você já me viu hoje.”

“Bella, por favor, ajuda... Está sendo super difícil te dizer isso.” Implorou, passando a mão no cabelo.

“Eu não quero te ver.” Disse convicta. “Eu tenho sentimentos, sabia? Depois você vai simplesmente dizer: você é muito nova para mim.” Imitou-o dramatizando. “Além disso, não tenho tempo este fim de semana. Estou indo a Forks com Rilley conhecer meu pai.”

“Não foi você quem escreveu minutos atrás que devemos viver o hoje?” Replicou e levantou-se do sofá em um pulo, em seguida procurou a chave de seu carro no aparador e caminhou apressado rumo à porta, chamando logo que saiu o elevador.

“Sim. Mas não foi com relação a isso. Era só uma mensagem como as outras. Eu quis dizer com relação a sua falta de perspectivas com pessoas no geral. Quis dizer que você precisa esquecer o que passou e tentar viver. Investir no hoje. Só isso.”

“Eu prefiro entender como entendi.” Apertou insistentemente o botão do elevador, ansioso. Tinha decidido o que iria fazer e precisava ganhar tempo para que não perdesse a viagem. “Além disso, eu tenho perspectivas do que quero agora.” Começou a tergiversar. Era um meio de mantê-la na linha.

“O quê?”

“Viver mais, curtir um pouco, curtir a herança da minha mãe, como meu pai sempre sugeriu. Pretendo parar com a preocupação, ansiedade.” Ele não diria a ela, mas pretendia relaxar no trabalho. Pretendia ficar só no administrativo. Iria evitar participar de investigações e operações noturnas.

“Ah, legal... Acho que tenho que ir. Alice está ali batendo os pezinhos no chão, me esperando na porta do banheiro.” Disse com um sorriso.

“Ela não gosta de mim?” Insistiu na conversa quando já saia de carro da garagem. Teria que cruzar rápido Los Ângeles rumo a Beverly Hills.

“Não é isso. Ela preferia que eu curtisse com ela nossas fases juntas. E um relacionamento com você ou com qualquer outro, me impediria disso. Ela também implicava muito quando eu estava com o Daniel. Alice é meio ciumenta. Desde quando éramos crianças ela não me deixava brincar com mais ninguém além dela. Depois nos separamos por alguns anos e quando nos reencontramos ela já era mais mocinha e tinha ciúme até de Emmett e Peter. Acredita que ela e Emmett têm a mesma idéia que você? A de que eu devo curtir minhas fases?” Citou meio triste. “Mas até que por um lado vocês têm razão. Não devo mais me anular por causa dos outros.”

Um sinal fechou, ele olhou para os lados e o avançou. “Sabe o que eu acho?” Ele perguntou. “Acho que você tem capacidade de escolher o que quer. Se for esse relacionamento torto com Emmett, tudo bem. Se for com seu amigo possessivo Daniel, tudo bem. Se for, er, comigo...”

“Acho que você não é uma opção dessa minha lista.” Interrompeu-o. “Foi você quem disse que eu não era boa o suficiente... Quando me disse aquelas coisas, era isso que queria dizer.”

“Me escuta, Bella.” Cortou impaciente. “Você é boa demais para mim. Eu quero ser uma opção de sua lista.” Disse incisivamente. E faltava menos de três quarteirões para chegar à sua Spring.

“Quer?” Perguntou confusa.

“Sim.”

“Como assim?” Fingiu não entender.

Suspirou. Ela estava obrigando-o de novo a reconhecer. Ardilosa. Isso é o que ela era.

“Eu perdi você muitos dias, Bella...” Ofegou nervoso. “Eu estou um dia mais velho hoje... E, droga, Bella, não quero mais perder você um só dia.” Ela não disse nada. Permaneceu em silêncio do outro lado da linha. Ele entrou na rua Spring cantando pneus, parou em frente a disco club e estacionou, ofegante. “Tem como você sair da Sky?”

“E-eu já estava saindo.” Disse com a voz mais baixa.

Ele olhou para o estacionamento VIP, viu uma menina de casaco de pele e cabelos encaracolados caminhar com um celular na mão rumo a um carro e deduziu ser ela. Sentiu seu coração falhar um momento antes de descer apressadamente do carro. Pulou o cordão de área reservada e caminhou rápido até ela.

“Bella!” Desligou o celular, e ela olhou assustada para trás. Antes de raciocinar o que fazia, rompeu a distância, enlaçou o pequeno corpo com a força de seus braços e a prendeu, deixando-a atordoada quando lábios quentes cobriram os seus.

A reação da menina, depois de um segundo de choque, foi abrir a boca e corresponder, sugando saudosa aquela língua possessiva que invadia sua boca.

De repente tudo pareceu voltar ao lugar para Edward. Sentia o perfume doce, o gosto do gloss, o calor de seus lábios. Queria com o beijo suprir-se dela, absorver energia, essência, alma. Centelhas de deleite borbulhavam em suas veias. Sentiu-se completo, cheio de vida novamente.

Com intimidade e urgência explorou aquela pequena boca, roubou a pontinha da língua e sugou-a, sentindo a menina amolecer e derreter em seus braços. Deixou-se acalmar enquanto a acariciava, agora a saudade transformando-se em excitação. Ela ofegou, desprendeu os braços e enlaçou seu pescoço. O tempo poderia parar. Não precisava mais palavras para dizer o quanto sentiu sua falta, o quanto precisava dela.

Ele a apertou mais ao seu corpo e deixou que ela desse-boas vindas a sua reação física a ela quando colou os quadris. Sentia que suas mãos tremiam quando a apertava. E ela mantinha-se serena, ainda correspondendo receptiva ao beijo.

Um frêmito transpassou o corpo adolescente e a cada minuto que a língua dele se movia, uma sensação de ardor e vazio contraiu em seu baixo ventre. Isso a pegou de surpresa. Ainda eram novas essas respostas a ele de seu corpo.

“Dez anos atrás, um garoto pedia uma menina para namorar quando estava muito a fim dela.” Sussurrou quando parou para respirar um pouco. “Essa seria a palavra ainda usada hoje no meio dos adolescentes, quando se quer ficar sério com alguém?” Perguntou beijando seu pescoço, ainda abraçando-a, quando finalmente poderia voltar a respirar aliviado. Que se danasse sua idade, que se danasse Emmett, que se danasse a lei. Iriam arrumar um jeito de ficar juntos.

“Você está me pedindo em namoro?” Sorriu e afastou-se para olhá-lo. Gostava de vê-lo com aquele olhar. Seus olhos azuis brilhavam, sua pele estava rosada.

“Sim.”

“Vou pensar.” Fingiu de difícil, olhou para o lado e surpreendeu-se ao ter de platéia Alice e Rilley há poucos metros de distância. “Eh, quando chegar de viagem eu te respondo.”

Ele a apertou novamente, prevendo que ela o deixaria. “Não... Fique comigo hoje.” Pediu matreiro e novamente pôs o rosto na curva de seu pescoço. Não dava a mínima se o capataz de Emmett estava perto.

“Não posso.” Respondeu com um sussurro e olhou preocupada para trás. Estava admirada que Rilley não tivesse tomado uma atitude. Pelo contrário, permaneceu onde estava.

“Por favor...”

“Eu não sou dona do meu nariz, Edward. Tenho que ter responsabilidade.”

“Você seria meu presente.” Tentou persuadi-la. “Foi meu aniversário. Você deveria ficar comigo.”

Ela afastou-se surpresa. “Foi seu aniversário? Quando?” Quis saber.

Ele olhou no relógio de braço. “Bom, como já são quase duas da manhã, foi ontem, mas já que eu ainda não dormi, continua sendo hoje. E como faz anos que eu não tenho motivos para comemorar, poderíamos pelo menos brindar juntos nosso primeiro dia de namorados.” Propôs persuasivo.

Ela suspirou quase convencida e olhou novamente para o carro. Rilley os observava atento, com a mão coçando o queixo. “Só um minuto.” Disse e caminhou dez metros rumo ao carro onde Rilley a esperava.

“Rilley, pode ir que ele me deixa lá.” Somente avisou.

“Não.” Disse sério. “Você volta comigo.” Ele era um homem de poucas palavras. Ela sabia que dessa vez teria que argumentar.

“Não sou sua prisioneira.” Sibilou inclinada sobre o vidro.

“Mas só tem dezesseis anos e é minha responsabilidade.” Lembrou ácido. Ela suspirou e encarou-o determinada.

“Eu não vou. E deixe que eu me vire com Emmett quando ele chegar.” Disse astuciosa. “E, Alice, se minha tia perguntar, diga a ela que estou segura, neste endereço.” Rabiscou uma folha que tirou de sua bolsinha. “E qualquer coisa é só ligar no meu celular. Ah, faça um favor para mim: cubra o Peter assim que chegar em casa.” Não a esperou responder, deu as costas e caminhou de volta rumo a Edward. Alice ia falar algo, mas estava tão chocada com a atitude de Bella que somente fechou a boca e sorriu, olhando de viés o rosto pasmado de Rilley, que nunca viu antes Bella se contrapor a ele.

“Vamos.” Puxou rápido a mão de Edward. “Onde está seu carro?”

Ele passou o braço por seus ombros e caminharam abraçados rumo ao carro. “Você vai dormir lá em casa?” Perguntou quando ela abria a porta do passageiro.

“Sim.” Disse como óbvio, pôs o cinto e ele rodeou o carro para sentar-se em seu banco, com o sorriso ditoso de um canto ao outro dos lábios. Ela lhe induziu a reaprender a sorrir. E isso era mais um meio de tê-lo em suas mãos.

“Está com fome?” Ele perguntou enquanto punha o carro em marcha.

“Não muita. Você está?”

“Acho que sim. Lá em casa não tem nada. Temos que passar no mercado antes.” Disse empolgado. Ela sorriu, virou-se de lado e recolheu as pernas sobre o banco, deixando parte das coxas a mostra. O olhar de Edward foi automaticamente atraído para suas pernas, tirou a mão da marcha e acariciou seu joelho. “Senti sua falta, florzinha.”

“Eu também senti a sua.”

“Então por que estava dando uma de difícil no telefone?”

“Porque se eu fosse fácil você não iria agir como um antiquado e me pedir para namorar.” Piscou, brincalhona.

“Então você admite que mandou aquela mensagem para me impelir a tomar uma atitude.”

“Lógico. Desde que eu te conheci, percebi que você só funciona sobre pressão.”

Ele segurou sua mão, sorriram e passaram em um supermercado 24 horas.

“Hmmm, o quê que vamos fazer para você parecer mais velha?” Perguntou quando arrumava a gola do casaco dela ao desceram no estacionamento.

Ela fez um bico, brava, censurando-o pelo comentário. “Pensei que tínhamos superado essa fase.”

“Não. Não é isso.” Defendeu-se antes que o assunto tomasse outras proporções. “É só por causa do horário... Mas tudo bem. Vamos enfrentar. Vem.” Puxou-a pela mão, pegaram um carrinho e entraram no hipermercado.

“O que temos que comprar?” Ela perguntou animada já no primeiro corredor.

“Tudo. Lá no AP só tem gelo.” Disse e colocou alguns pacotes de pipocas de microondas no carrinho, depois passaram pelo corredor de biscoitos, recolhendo lá algumas rosquinhas Donuts. Terminaram no compartimento de sorvetes e iogurtes.

“Que tal algumas frutas?” Ela sugeriu ao perceber o volume de besteiras no carrinho.

“Só se você prometer comer todas comigo o fim de semana inteiro.” Impôs e puxou-a pela cintura para beijá-la.

“Eu vou ver... tenho que viajar amanhã.” Sussurrou entre um beijo e outro.

“Okay, sem pressão.” Pegou novamente em sua cintura e caminhou. Pararam em frente à gôndola de frutas e começaram a escolher peras e maças. “Mas você podia lembrar que temos só o fim de semana.” Comentou manhoso, fingindo estar concentrado na escolha das frutas. “Aí eu vou voltar para meu curso na capital.” Observou-a de canto quando colocava o pacote no carrinho. “Então você podia adiar a viagem para o início da semana, já que está de férias... Mas tudo bem. É sem pressão.” Levantou as duas palmas no ar, teatralmente.

“Ah, tá. Sem pressão.” Rolou os olhos.

“Eu tinha que aprender algo com você.” Piscou. “Pelo menos a manobrar os outros.” Sorriu e novamente a abraçou de frente. “Você acha que eu não sei que você me manipula?”

“Eu?” Enlaçou seu pescoço fingindo inocência.

“Sim. Você.”

“O que eu fiz?”

“Posso enumerar? Você sempre me pressiona. Não me liga, não vem atrás de mim só para me pressionar. Pensa que eu não percebo todas as vezes que me manipula? Você é calculista. Hoje mesmo, eu tenho certeza que inventou essa viagem só porque me viu na boate e queria me pressionar.”

“Eu?” Continuou dissimulando.

“Sim. Você, bruxinha.” Disse brincalhão e lhe deu selinhos, colocou a mão por dentro de seu casaco e acariciou sua coxa por cima da saia do vestido.

“Ei.” Afastou-o gentilmente pelo peito. “Estamos fazendo cena no mercado mais de duas da manhã.” Lembrou-o preocupada e olhou para os lados.

“Hmmm, tem razão.” Afastou-se mais e também olhou para os lados.

“Acho que só falta uma coisa nessas nossas compras.” Ela disse, caminhou até a confeitaria, inclinou e pegou umas tortaletes. “A torta de aniversário!” Levantou as tortinhas e mostrou para ele.

“É. Agora eu tenho literalmente dez anos a mais que você.” Resmungou contrariado.

“Ah, legal você se lembrar disso, tio.” Brincou. “Hmmm, eu sempre quis saber como seria namorar um coroa.”

“Você vai saber.” Ameaçou e rodeou-a na cintura com as mãos de novo. Não conseguia tirar as mãos de cima dela.

“Vou?” Provocou.

“Vai.”

“Hoje?”

“U-hum.”

“Acho que devido a sua idade, vamos chegar em sua casa, você vai colocar a meinha, toquinha, depois vai simplesmente dormir.” Brincou.

“Vamos ver.”

Depois de pegar leite, achocolatado e cereais, passaram pelo caixa e seguiram rumo a Malibu. Durante os dez minutos seguintes, ela bocejou várias vezes, ele não deixou de ver isso. Certamente numa noite normal ela já estaria na cama esse horário.

Já dentro do apartamento, guardaram as compras no armário e geladeira, ele ofereceu uma roupa sua para que ela usasse, e enquanto ela tomava um banho, preparou um lanche, procurando não pensar que estariam sozinhos o restante da noite.

“Como estou?” Apareceu toda charmosa embaixo no umbral vestida com um conjunto de pijama longo, que arrastava no chão.

“Sexy.” Deu um sorriso torto e apontou para a mesa. “Mas não acho que precisava se dar o trabalho, já que daqui a pouco eu vou tirar.”

Ela gargalhou. “Sem rodeios, hein.” Sentou-se à mesa. “Qual o cardápio?”

“Hmmm, como eu achei que estava meio tarde...” Olhou no relógio. “Ou meio cedo para fazermos lanche pesado, preparei um leite com cereais.”

Ele pôs o prato em sua frente e sentou-se ao seu lado.

“Também concordo.” Levou uma colher cheia a boca. “Não deixo Peter comer coisas pesadas à noite.”

Ele a observou comer, e até o modo como ela comia o deixava com uma excitação inexplicável. Talvez fosse por causa da saudade. Tinha vontade de deitá-la naquela mesa e beijá-la em cada canto. No entanto, tinham muitos assuntos para tratar primeiro, por isso preferiu domar o viço e somente observá-la, em silêncio. Quando os pratos estavam vazios, resolveu iniciar o assunto que o preocupava, agora que o relacionamento dos dois assumiu uma nomenclatura.

“O que pensa em fazer, Bella, com relação a Peter?”

“Como assim?”

“Er, sei que não é um bom momento para falarmos sobre isso. Mas você sabe que as coisas não serão fáceis quando Emmett voltar. Teremos que enfrentá-lo para ficar juntos. Ele não abrirá mão de você facilmente. Além disso, pode usar Peter para prender você.”

“O quê?”

“Isso mesmo.”

“Ele não vai fazer isso. Além disso, se eu disser que quero ficar com você, ele não vai impedir.” Argumentou segura.

“Mas você não vai poder continuar morando lá muito tempo.”

“Por que não?”

“Porque não está certo.” Bateu a mão na mesa, ciumento.

“Por quê?” Deu uma de desentendida.

“Porque você agora é minha namorada.” Resmungou aborrecido. Ela levantou e sentou-se de lado em seu colo.

“Repete isso.” Pediu manhosa e encostou com os sentidos lentos o rosto em seu ombro.

“O quê?”

“O que eu sou sua?”

“Hmmm, minha florzinha?” Arqueou a sobrancelha brincalhão. “Ou seria minha bruxinha?”

“Ai, ai.” Rolou os olhos.

“Ah, tá, minha namorada, namorada, namorada.” Repetiu divertido, beijando-a no rosto e levantou com ela no colo, caminhando a seguir rumo ao quarto. “Mas acho que como mais velho da relação está na hora de colocar a adolescente da ocasião para dormir. São três da manhã. Está na hora de escovar os dentes para dormir.”

“E as tortinhas?” Resmungou indolente.

“Amanhã comemos.” Respondeu e levou-a ao banheiro. Ela fez a higiene bucal com a escova reserva que trazia em sua bolsinha de mão, tirou o aplique encaracolado que tinha prendido no cabelo, depois passou o pente, a seguir caminhou para o quarto, encontrando-o deitado de costas na cama, também vestindo um pijama longo.

“Faltou a meinha e a toca, tio.” Gracejou com um sorriso, engatinhou na cama e deitou ao seu lado, abraçando-o pela cintura. Ele beijou sua testa e a abraçou, feliz que ela estivesse tão à vontade em seus braços. Ela fechou os olhos, inspirou o perfume masculino abaixo de seu queixo e permaneceu um tempo calada. “Amo você, Edward.” Sussurrou sonolenta, encaixou as pernas entre as dele, e deixou a respiração se normalizar. Ele sentiu o peito inchar e acelerar ao som daquela palavra. Só amando-o para explicar tão doce entrega a um relacionamento, sabia disso há tempo. No entanto, ouvi-la dizer foi sensacional. Abraçou-a mais forte, beijou o seu rosto e aproximou a boca de seu ouvido.

“Você é minha vida agora. Sou seu.” Prometeu, afastou-se um pouco e viu que ela ressonava suavemente. “Humph, queria ter essa facilidade para dormir.” Resmungou com um sorriso, desceu a mão até a bunda da garota e a apertou a ele. “Agora quero ver ele dormir depois de você ter duvidado mais cedo da capacidade do coroa aqui.” Comentou divertido e a esfregou no seu quadril. Depois, garotão. Depois você vai se esbaldar da garotinha aqui. Disse maliciosamente ao seu membro intumescido.

A adrenalina, junta à novidade de tê-la em sua cama, fez com que dormisse só quando o dia ameaçava romper a aurora. Fechou o Black-out no controle, abraçou-a mais forte e sentiu o sono o levar.

Seria uma manhã normal. Um sono leve, pesadelos distorcidos. Mas então, hmmm, ficou quente. Molhado. Era um calor úmido que o fazia estremecer. Sentia como se fogo e ao mesmo tempo gelo atravessasse sua espinha. Apertou mais os olhos e um arrepio o atravessou quando beijos desceram do peito para o abdômen. Começou a mover-se inquieto, o sangue concentrar-se, avolumou-se em toda sua amplitude em uma forte ereção, e a boca desceu mais.

Não pare. Não pare.

Empurrou o quadril a frente, ouviu um risinho e abriu os olhos. “Bom dia.” Bella o cumprimentou alegre. “Já são uma da tarde. Tem um lanche para você ao lado da cama.” Disse e sentou-se borboleta na cama. “Eu já liguei para minha tia e disse que vou voltar só mais tarde. Também avisei que não vou viajar neste fim de semana.” Informou, ele esfregou os olhos e arrumou a calça fina de algodão, que encontrava levantada na frente com nítido sinal de excitação. Sentou em silêncio e mau humor matinal por estar duro, dolorido e desconfortável, foi até o banheiro, tomou um banho para acordar e voltou minutos depois já em um estado melhor.

“Qual o motivo da tentativa de estupro logo cedo?” Resmungou sério e sentou-se em frente à bandeja na cama, pegando em seguida uma pêra. “Posso processá-la por sedução e tentativa de estupro, sabia?” Fingiu estar zangado. Ela ajoelhou-se ao seu lado e dividiu com ele sorridente uma tortalete.

“Acho que não poderia considerar estupro. Tinha uma parte sua que estava muito bem disposta.” Disse e desceu a mão pela frente da calça de algodão rumo à parte citada.

“Se você considerar que eu estava dormindo.” Defendeu-se e comeu a torta em sua outra mão, lambendo seus dedos com recheio de morango, um por um.

“E agora...?” Enfiou corajosamente a mão desocupada dentro de sua calça, já invadindo a cueca. Ele assustou-se e começou a avolumar-se de novo. “O que seria um ataque com você acordado?”

“Coação irresistível.” Fechou os olhos quando ela acariciou a cabecinha com a ponta dos dedos.

“Não existe esse crime.”

“Eu estou criando.”

“Hmmm, então eu estou te coagindo?” Acariciou-o mais, ele continuou lambendo seus dedos sensualmente. “Você não quer?” Provocou sedutoramente em seu ouvido, depois lhe mordeu o lóbulo. Ele gemeu.

“Não estou em condições de responder, já que estou sobre pressão.” Disse com a voz rouca.

Ela sorriu, levou a mão à barra de sua camisa e tirou-a, deixando-o somente de calça.

“Você não tem a opção de negar, já que estamos juntos.”

“Oh! Meu Deus, estou tão triste com isso.” Dramatizou galhofeiro. “Mas quem deveria estar fazendo isso com você era eu, não?” Arqueou a sobrancelha quando ela o empurrou intimidadora na cama.

“Não. Você é o aniversariante. Portanto eu estou no comando...” Beijou o seu peito, com um amplo sorriso diabólico nos lábios enquanto lhe lambia o mamilo. “Você, tio, fica bem quietinho.” Desceu com beijos pelo abdômen, olhando-o arteira.

Ele gemeu, ela mordiscou sua barriga, depois lambeu seu umbigo, descendo com a língua o caminho de pêlos. Continuando, pôs as duas mãos na cintura da calça e a desceu à medida que sua boca descia pela lateral de sua pélvis.

“Oh, help me! Estão me roubando a virtude!” Brincou e remexeu-se inquieto quando ela lambeu seu membro, que cresceu mais. “Isso é estupro!” Ofegou.

Ela riu e após se livrar do tecido, rodeou-o com a palma da mão e o levou à boca traquinamente. Sua língua moveu-se devagar na glande, com seus grandes e curiosos olhos o avaliando. Ele abriu a boca e fechou os olhos, indefeso. Com confiança e maestria, ela lambeu e mordiscou a pele áspera abaixo do membro, natural e despudorada, depois o abocanhou e permitiu-o aconchegar no calor de sua boca. Sentia-se segura, poderosa e habilitada, depois de saber como ele gostava. Sugou forte, sentindo seu próprio corpo responder à sua excitação, ele gemeu e disse para si que ela era mais do que podia querer em uma mulher: afável, entregue, receptiva. Era capaz de matar alguém se tentasse tirá-la dele agora.

Depois de deixá-la um tempo sorvendo-o, agradando-o, movendo a mão, tocando, lambendo e chupando, decidiu, com arfadas impacientes, que teria que possuí-la agora. Ela finalmente seria sua.

Antes que todos os pensamentos coerentes fugissem de sua mente e se deixasse levar por aquela boca tirana, fez que ela parasse os movimentos segurando seu cabelo, com olhar sombrio, sentou-se a cama e levantou a blusa dela pela barra, olhando-a com expressão perversa, de quem a puniria. Ela tentou disfarçar as arfadas nervosas de antecipação, mas as batidas desenfreadas de seu coração não podiam ser escondidas.

Encarando-o intensamente, reconheceu aquele olhar e ofegou. Viu ferocidade. A blusa passou por sua cabeça e os seios soltos incharam e prestaram continência, desafiando-o a beijá-los. Ele inclinou o rosto, tocou os dois com a palma da mão e beijou suavemente cada um dos mamilos rijos, enrugando-os mais.

“Vou estar dentro de você hoje o dia todo... Você não vai me escapar um minuto.” Prometeu lascivamente e abriu mais a boca em seus seios, fazendo-a gemer e arquear, oferencendo-se com uma simplicidade que o deixava impaciente por ir rápido. Fez-a deitar na cama, puxou a calça do pijama e fez descer com ela sua calcinha, no mesmo instante que descia os beijos para o umbigo.

“De costas, mocinha. Você tem uma dívida comigo e eu jurei cobrá-la.” Moveu-a na cama, juntou seu cabelo e expôs pescoço e costas. Ela gemeu quando a língua quente dele desceu por sua coluna. Uma mão segurou seus seios e a boca descia cada vez mais por suas costas, chegando finalmente às nádegas, para lá dar um tapa estalado.

“Ai.” Ela resmungou e assustou-se. “Você me bateu!”

“Eu?” Massageou-a cinicamente, depois lhe beijou no monte, junto com pequenas mordidelas. “Não é nem metade do que você merece por me provocar tanto nos últimos meses.” Disse e lambeu o local vermelho, em seguida deu novamente um tapa do outro lado. Ela gemeu um ai novamente e contorceu-se na cama, deixando claro sua preferência. “Se continuar gemendo assim, não vou economizar tapas.” Sussurrou com a voz rouca, novamente a beijou no local e mordeu, sentindo sua excitação dobrar de tamanho ao deixar a imaginação fluir com às promiscuidades e coisas vis que desejava fazer com aquela bunda. Ela ronronou e moveu-se inquieta com suas mordidelas, ele girou-a na cama ansioso e seguiu mordiscando pelas suas coxas, lambendo por um tempo a separação entre elas. Bella arquejou quando sentiu a boca possessiva surpreendendo-a com uma chupada forte em sua carne. Apoiou os pés na cama para melhor acesso, e a boca quente e experiente de Edward afundou-se famintamente, chupando-a, com a parte sensível presa nos dentes.

“Ai...” Balançou freneticamente a cabeça de um lado ao outro, impaciente com a necessidade de seu corpo. Ainda se surpreendia com aquela pulsação que suplicava por alívio.

“Hoje o serviço vai ser completo, menina.” Anunciou ao ver sua aflição. “Vou entrar todinho em você.” Sugou-a mais com um tom profano de sedução na voz e enfiou-lhe um dedo. “Só adianto que não vou ser gentil.” Disse com a voz rouca e fechou os olhos, anuviado pela excitação de sentir suas paredes internas.

Não. Ele não precisava ser gentil. Ela pensou. Só queria que aquele desespero fosse aplacado. Que aquela falta lá dentro fosse preenchida.

Ele expôs o clitoris com os dedos, lambeu-a e dedicou-se com pressão em cima de seu nervo, excitando-se mais com a mescla de encanto e sujeição nela. Ela choramingou e contorceu-se, apertando os lençois, pronta para o orgasmo.

“Não. Ainda não.” Diminuiu o incentivo, lambendo mais devagar e ela olhou-o com fúria e frustração.

“Por favor.” Choramingou e segurou seu cabelo, impaciente.

“Não.” Provocou-a novamente com a língua, divertido com sua impaciencia. “Daqui a pouco.” Lambeu de novo. Ela fechou os olhos e estremeceu. “Comigo...Só para mim... Juntos... Quando eu estiver dentro de você.” Olhou-a ofegar de sensibilidade e sentiu a própria adrenalina correr em seu sangue. A tensão sexual fazendo com que selvagens calafrios percorrecem sua coluna vertebral.

Ele ajoelhou na cama, enfiou a mão na gaveta e pegou um preservativo. Ela ouviu o som da gaveta se fechar e abriu os olhos, surpresa que ele fosse usar preservativo depois dela ter mostrado seus exames e dito que usava hormônios anticonceptivos.

Sentindo-se destemida, fez com que ele invertesse imediatamente as posições e sentou em cima de suas coxas. A ansiedade aniquilava suas inibições. Queria estar por cima por que tinha a ilusão que esse era o modo que menos a incomodaria, já que ela estaria no comando e poderia dosar a investida.

“Você confia em mim?” Sussurrou com os olhos intensos e tentou elucidar se ele descobriria a falta de experiência nela.

“Sim.” Sussurrou, mas ficou confuso ao vê-la deslizar a ponta de seu pênis levianamente na parte úmida de sua entrada. Gemeu e fechou os olhos ao perceber que ela queria estar no comando― como sempre―, e que obriga-lo-ia a fazer sem preservativo pela primeira vez. Tentou não pensar no assunto, já que ela não deu essa opção, segurou seu seio e sentou-se para beijar sua boca. Ela continuou arrastando seu membro nela, ele abriu os olhos e notou um efêmero tom de apreensão. “O que foi?”

Ela não iria dizer o que a preocupava. “Você é grande.” Disse com um misto de inocência e intrepidez. Ele riria em outra ocasião, mas nesse instante também estava nervoso. Temia não serem compatíveis, já que sempre percebeu o quanto ela era apertada em seus dedos.

“Eu prometo que vou tentar não te machucar.” Sussurrou e forçou-a um pouco a descer, no mesmo instante que a beijava, sentindo a euforia borbulhar em seu sangue.

Ficou confuso quando uma pressão restringiu a introdução. Sabia desde antes que ela seria pequena, mas o modo como o pressionou a não entrar era incomum, chegou a incomodar. Parou de beijá-la ao senti-la ofegar, olhou para os próprios braços e viu que ela o apertava fortemente, deixando-o mais confuso. “Eu nem entrei... Por que estou te machucando?”

Antes que ele percebesse e desistisse, ela apertou os dentes, forçou a descida e cravou mais suas unhas ao braço dele, com uma expressão de tormento e protesto no rosto. Temia que ele voltasse atrás. Queria-o dentro agora. Queria acabar logo com essa aflição, mostrar a verdade e fazê-lo aceitá-la.

As paredes intactas entre suas pernas começaram a arder e queimar à medida que a pressão do mastro a abria e esticava. Ela desceu mais, com toda a força de vontade que dispunha, o fôlego preso, os dentes rangidos, e a invasão máscula se tornou uma dor latente.

Irritada e indignada consigo por não conseguir ir adiante, abriu os olhos quase chorando de frustração e dor e encontrou os olhos perplexos dele cravado nela, incrédulo. Ele também apertou os dentes, tentando obrigar-se a se manter quieto diante do choque da constatação.

“Meu Deus, Bella.” Fez menção de afastá-la pela cintura com uma expressão chocada. Ela suplicou com o olhar, sem mover-se, ao sentir que ele queria desistir. “Você é v...” Sussurrou assustado, enquanto milhares de revelações cruzavam sua mente... Deus, não podia ser.

O tempo pareceu congelar enquanto ele a encarava. Levou as mãos pasmado aos seus seios e toda a contradição daquele corpo ficou clara diante de seus olhos... Ela nunca amamentou. Estava nítido desde o início. Era por isso que seus seios eram tão cheios, jovens e virginais. Nem bico formado tinha antes da primeira vez que os estimulou. Como não pode ver isso antes?

Desceu a mão chocado por sua barriga e alcançou o baixo ventre, deslizando ali os dedos, procurando uma cicatriz que sempre soube que não existia, mas que não quis enxergar... Ela não era a mãe de Peter... Pior ainda, ela não era a ninfeta de Emmett... Era um labirinto de contradições.

Putaquepariu, julgou-a mal. Tratou-a desprezivelmente por causa de sua sentença. Merda, esteve claro. Ela nunca assumiu que era garota do Emmett, como afirmavam seus informantes. Pelo contrário, negava-se sempre. Era clara a dicotomia entre o julgamento do que ela era e as evidencias encontradas agora... Ela era simplesmente a menina inocente que um sexto sentido sempre mostrou...

O pior de tudo é que nunca a tratou como uma inocente. Duvidou dela. Fez-a sentir-se obrigada a lhe entregar exames de que estava limpa. Enfiou um pau em sua garganta sem que ela soubesse ao menos o que fazer. Empurrou-a desde o início a cair em sua cama. Não transaram desde a montanha por arrogância masculina. Nunca a tratou como faria a outra adolescente, pois sentia-se redimido da culpa de ter-lhe iniciado. Mas agora estava lá. Com ela sentada em cima dele. Perdendo a virgindade com ele... Com apenas dezesseis anos.

Ela não merecia ser tratada assim.

Como se percebesse o horror e recusa em seus olhos, Bella travou o maxilar, segurou-o pelos ombros e desceu mais um pouco, arrancando um gemido de desconforto dele, e suprimindo seu próprio protesto de dor.

“Bella, isso não tá certo...” Ofegou em conflito entre prazer e razão. “Temos que conversar.”

“Não.” Implorou com temor.

Embora ele sentisse várias sensações: ansiedade, dúvida, até contentamento por causa da sensação de posse, não conseguiu encontrar censura a ela nos próprios sentimentos. “De quem o Peter é filho?”

“Meu!” Respondeu convicta e tentou beijá-lo.

Ele desviou o rosto. “Por que você mora com Emmett? O que ele é seu?”

“Agora não. Por favor.” Pediu com um olhar de súplica e insegurança. Ele iria deixá-la agora, sabendo que ela não era a ninfeta experiente que julgava?

Ele olhou para baixo e estremeceu-se quando viu parte do corpo introduzido na feminilidade adolescente. Soltou uma imprecação ao detectar que permanecia duro, e sentiu-se pulsar dentro dela, com pontadas agudas de fisgadas prazerosas. A pressão do pequeno sexo da menina o atormentava. Era novo... Queria parar... Sim, queria mesmo. Mas seu corpo simplesmente não obedecia. Insistia em estar ali, apertado no quente e úmido calor da menina, com uma ânsia punitiva.

“Eu sei o que quero... Quero você.” Ela sussurrou de um modo persuasivo e desinibido. O pecado em miniatura. Erro personificado.

Deus, isso era mais errado do que podia enfrentar. Ela não só tinha dezesseis anos, como também era virgem. Entretanto, a essa altura encontrava-se incapaz de parar. Estava envolvido demais para resistir seus instintos. Apaixonado demais para negar algo que os dois queriam.

Ele segurou suas nádegas com uma expressão determinada e feroz, encarou-a com uma luxúria dardejante e inverteu rapidamente as posições, saindo de sua entrada só um tempo mínimo, para depois se posicionar novamente.

“Então ao menos me dê a chance de fazer isso direito.” Rosnou e forçou a introdução, num deleite aflitivo. Ela grunhiu, e o alívio por ter sido aceita sobrepujou a angústia da dor que sentiu ao ser invadida. Foi como se a mucosa sensível estivesse sendo rasgada ao meio. Seu membro entrou duro, forte, seguro e de sua boca saiu sons possessivos à medida que entrava. “Minha.” Arremeteu-se com força e sentiu com orgulho masculino que uma barreira se rompeu nela. Ele ocupava, apossava-se. Ela abraçou-o forte e cravou os dedos em seus braços, agora mais para encorajá-lo do que por dor. “Somente minha.” Ele abriu mais as pernas dela, afundou-se com mais ímpeto e o impacto foi tão forte que o pequeno corpo em seus braços gritou. Ela não imaginou antes que ele a faria consciente de cada centímetro dele dentro dela, não imaginou que para isso doeria tanto. Ainda assim, não chegava nem perto da felicidade em não ter sido rejeitada.

Ele assustou-se com a força que a tomou, abriu os olhos e ela tinha lágrimas nos olhos. Viu o brilho vítreo nos olhos à intrusão, abraçou-a e deu selinhos em seus lábios, enquanto sussurrava palavras de conforto. “Desculpe. Eu não queria ser rude.” Disse e beijou sua testa suada. “Você me deixou louco. Estou quase sem cérebro com a surpresa.”

“Eu gosto de você assim. Descontrolado.” Ela sussurrou, desceu a mão até o quadril dele e o apertou a ela, ansiosa, incentivando-o a continuar. Mas pelo bem dela, ele obrigou-se a manter-se parado e talvez tarde demais deixar que ela acostumasse e estivesse cômoda com seu tamanho dentro dela. Enfiou a língua em sua boca, deixou que ela sugasse e mexeu-se sutilmente dentro e fora dela, ainda deixando-a esticar e acostumar.

“Posso entrar mais?” Sussurrou depois de uns minutos e beijou-a gentilmente na curva do pescoço e ombro, lambendo devagar; o oposto de como queria agir, pois sua vontade era continuar agindo como o homem das cavernas e devorá-la, entrar profundo e obrigá-la a aceitá-lo todo. Assim teria certeza que eram compatíveis.

Mas como assim? Ainda faltava muito? Ela pegou-se se perguntando, meneou o quadril oferecendo-se e deixou-o louco com o gesto. Ele voltou a mover-se mais rítmico, beijou-a freneticamente nos ombros, seios. Desceu a mão até seu joelho, ergueu sua perna e entrou mais. Ela estremeceu e gritou novamente, mas agora não chegava nem perto de ser de dor. Era ansiedade, necessidade, desespero por satisfação. Ela queria mais. E ouviu-se pedindo que ele fosse mais forte.

Ele sabia que mais tarde ela sofreria com os excessos, mas estava longe de se arrepender pela dureza que a tomava. As respostas e gemidos dela o intitulavam dono de seu corpo. Esse sentimento de posse era tão forte que transformava em pó seu senso crítico. O corpo encontrava-se além do controle consciente. Era somente movido por instinto e por testosterona de macho demarcando seu território.

Ela grunhia, contorcendo-se embaixo do corpo forte. Ele a dominava como um amante experiente, parecia esquecer que lidava com uma menina e somente a calibrava, olhando-a possessivo. Nunca até hoje Bella viu tanta paixão em seus olhos. Parecia fogo.

Instintivamente, moveu-se em uníssono com ele, acompanhando seu ritmo e, instantes depois, ouviu um grunhido rouco em seu ouvido. “Fique quietinha.” Ofegou e rebolou em cima dela em distâncias de tempo cada vez mais curtas. “Se continuar se movendo assim, passarei vergonha como um adolescente... E eu não quero parar ainda.”

“Eu não fiz nada.” Murmurou com um sorriso feliz, notou que ele lutava para manter o controle e, para provocá-lo, voltou a menear circularmente embaixo dele, desinibida e sexy, cheia de confiança em si. Ele teve que parar dentro dela para tentar dominar-se, enquanto isso voltou a sugar seus seios. Ela, absorta, jogou a cabeça para trás e ergueu o tronco, encantada com os mistérios de seu próprio corpo ao constatar que ele cabia dentro dela, que conseguiu expandir para acomodá-lo. Sentia-se mulher por ter sido capaz de receber, aconchegar e encasular a potencia viril de seu homem. “Vem tudo, por favor, forte.” Pediu já incoerente, com os dedos grudados nos músculos rígidos de sua nádega, implorando.

Ele ergueu-se um pouco o rosto para observá-la, e ela estava agitada, impaciente por estar sendo limitada. Sorriu e amou a imagem contraditória que viu em sua cama. Pura e impudica. Inexperiente e audaciosa. Delicada e selvagem. Suave e quente. Vê-la com seus cabelos espalhados na cama, a pele rubra e suada de ansiedade e excitação deixava-o soberbo.

“Deliciosa.” Desceu os dedos para incentivar seu clitóris, e entrou e saiu mais uma vez, com os olhos rolando na órbita. “Queria que você sentisse meu inferno.” Rebolou mais, ela estremeceu e choramingou, contorcendo-se, sentindo contrações nas entranhas. “Eu me sinto um mundano, pervertido com você.” Gemeu mais alto. O mundo ficou reduzido a ela, que se movia agora endemoniadamente inquieta e atrevida embaixo dele, apagando todo e qualquer rastro da recente inexperiência. “Você é muito gostosa.” Murmurou sedutor e mordeu sua orelha. “Deliciosa... Do meu número.”

Foi demais para ela. Seu cérebro trabalhava em intensa atividade, com muita informação. Seu corpo era só incentivo de todos os lados. Então murmúrios desconexos deixaram seus lábios, ela finalmente chegou ao clímax e sacudiu-se sobre a cama, com orgasmos múltiplos convulsionando-a.

Louco com ela, com seus gritos, com sua umidade envolvendo, as contrações apertando-o, voltou a arremeter-se com força, o suor descendo em seu rosto, enquanto registrava cada matiz do rosto feminino. Ela estava radiante embaixo dele. Seu rosto resplandecia. “É minha.” Declarou mais uma vez com um grunhido, o ritmo se tornou febril, provocando espasmos. Ele inclinou a cabeça e abocanhou seus seios generosos, fazendo-a receber choques de prazer, o corpo ainda eletrizado pelo orgasmo.

Seus quadris a golpeavam ritmicamente, prendeu o fôlego, incapaz de resistir mais, apoiou os joelhos na cama e segurou-a pelos quadris, movendo-a, escutando-a gemer, enquanto seu próprio corpo ardia-se em labaredas. Ela gritou novamente num novo clímax, puxando-o impaciente e prendendo-o com suas pernas. E ainda que não tivesse de planos terminar tão cedo, as elétricas pulsações da feminilidade o empurravam para o prazer, deixando-o a borda. Foi apanhado por uma explosão de desejo e começou a investir erraticamente, ao mesmo tempo que tremia violentamente, sentindo seu orgasmo espalhando em seu cérebro. Ouviu um rosnado rouco, as ondas finais o atingiram e, com uma última investida lenta, gritou em extase, no instante em que seu sêmen derramou na feminilidade macia e quente.

Caiu sobre ela, ofegando em seu pescoço e ainda se encontrava extraordinariamente sensível, muito consciente do calor que o rodeava.

Só agora via a fria que estava. Nunca se saciaria dela. Ela estava gravada em seus ossos, seu DNA, em seus cromossomos; raridade que aconteceria só uma vez na vida de um homem fechado como ele.

“Eu...” Ele a abraçou e quase soprou declarações apaixonadas.

“Você...?” Ofegou, com o coração batendo a mil.

“Er, eu adorei.” Manteve-se em reserva. Expor-se ainda não era fácil.

“Eu também... Iremos fazer de novo?” Sussurrou.

“Quantas vezes você der conta.” Sorriu malicioso e beijou-a no ombro. “Mas acho que te machuquei.”

“Não. Foi maravilhoso.” Sussurrou exaurida, com os olhos rasos. “Estou feliz.”

“Eu também estou.” Mudou na cama e deitou-a sobre o seu peito, deixando que ela descansasse.


Pensativo, queria trazer o assunto deixado para trás à báila, embora não acreditasse ser o momento certo. Ainda assim, depois de uns minutos de silêncio, não resistiu a curiosidade. “O que Emmett é seu?” Perguntou sem emoção. Precisava de respostas para acalmar seu coração, quando satisfação e confusão ainda duelavam em sua mente por ter descoberto que ela não fora sua amante.

Ela passou um tempo calada, preocupada, mas as mãos que deslizavam em suas costas carinhosamente lhe diziam que nada mudaria. Estavam bem.

“Meu irmão.” Sussurrou e o abraçou, como se temesse que ele a rejeitasse por ter omitido isso.

Ele não teve reação. Permaneceu o que fazia, acariciando-a com os dedos das costas às coxas. Agora mais do que antes, precisava pensar. Nunca passou pela sua cabeça que ela fosse sua irmã. Era a última coisa que pensaria. Mas o que era pior, era que como seu irmão, Emmett admitiu que a tinha usado. E a essa altura, após todas as descobertas, temeu o que ele podia fazer para afastá-los, já que não pretendia mais cumprir sua parte no acordo.

Ela era irmã do bandido que perseguia. Isso colocava sua própria mentira muito mais grave do que qualquer omissão dela.

Nos instantes seguintes, varios conflitos foram desencadeados em sua mente. Mas e se fosse para ela uma brincadeira, somente um capricho? Talvez um adulto cabeça dura que ela quis provar que conquistaria, e conseguiu, inclusive usando de todas as artimanhas possíveis, até fingir que era experiente?

Lógico que seu ego masculino estava envaidecido e feliz por isso, não podia negar. Talvez realizado fosse a palavra certa. No entanto, era pouco para quem a queria tanto. Estava inseguro. Todavia, mesmo inseguro como se sentia com ela, de momento, isso bastava: estar com ela e ter sido seu primeiro.

As certezas e resoluções talvez viessem depois.

Com o peito queimando por causa da série de desordem emocional, abraçou-a forte, palpitando. Seu coração dizia que não precisava temer, dizia que ela o amava e que não seria pivô em uma manobra.

E só depois de muito pensar, disse para sí que ainda que tivesse assuntos a resolver, estavam juntos e não permitiria que os anseios afetassem mais o encanto do momento. Por isso, em um movimento àgil, trouxe-a de para os seus lábios, beijando languidamente por um tempo. Ela correspondeu com expectativa. Ele segurou seu joelho, trouxe para frente e abriu suas pernas devagar. Sem deixar de beijá-la, segurou seu quadril e empinou-a, no mesmo instante que voltou a se introduzir nela.


Iria tatuar-se nela até que ela percebesse que era ao seu lado que deveria ficar.

Continua



Notas finais
Nota da autora:
Oie!
Tanta coisa para dizer.
Foi melado, né?
Me desculpem minhas meninas bebês, aquelas de 14 e 15 anos que lê. Sei que a tia perva está indecente demais. Eu juro que tem uma parte de mim que não quer escrever coisas tão safadas, mas a outra é mais forte. kkk
Eu sei que muita gente não esperava que essa primeira vez fosse com ela ainda com dezesseis anos, mas lembrem, está no osso da fic esse fato. Talvez vocês entendam o porquê mais para frente.
Agora, gente, eu adorei escrever o estupro. Kkkk. Uma parte santa de mim ficou com vergonha, mas a parte perva queria que ela fizesse aquelas coisinhas indecentes, brincasse, pegasse, bulinasse. Oh, senhor, me perdoa!
Sabe, eu fechei as pernas quando estava escrevendo essa invasão. Doeu! Kkk
Mas esquecendo as partes pervas, vamos ao capítulo.
Espero que tenham entendido a parte da invasão do FBI. Ela era algo importante no futuro.
E o Emmett, hein, galera? Ele é do mal ou é do bem?
Beijus
Bia Braz
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Nota da beta:
N/B: Gente, como vão??? Bom, eu sempre digo que fico sem palavras a cada capítulo que a Bia manda... entao para nao fugir a regra... SEM COMENTÁRIOS!!! O que foi essa pervisse toda? E a declaração do Edward? E a conversa com Emmett??? Ai ai ai, só sei dizer que estou ansiosa!!! Bjs
Kerima