Flor de Lótus-edward e Bella
21 Capítulo 20- Espelho d'água
Notas iniciais
Então, curtam, leiam devagar. Espero que consiga passar as emoções.
Se puderem ouvir as músicas, pelo menos a segunda, o tema da fic, será muito legal.
Poxa, um beijo grande para minhas últimas indicações. Fiquei até surpresa de encontrar aqui pessoas que me acompanham há tempo. Obrigada. SiaStw, Stéphanie Cruz,Jessyka_masen, Stephanne,Club, LakinhaG, And27, MissLany, ANNA_ARAUJO, Heyde, IzaCullen,
Fiquei muito feliz. Valeu.
Bia Braz
Capítulo 20- Espelho d’água
Não é difícil morrer nesta vida: Viver é muito mais difícil. Vladimir Maiakóvski
Após deixar a residência de Bella, Edward aproveitou o horário e passou na agência para queimar reservas no tatame com os agentes que treinavam após expediente. Lá, teve que ouvir resignado as perguntas de Erick sobre o porquê de ter faltado à reunião de relatórios naquela quinta. Ele ignorou as preocupações do garoto, só respondeu que Laurent era capaz de cuidar das equipes. Ao fim, Erick lembrou-o do que tinham visto dias atrás, a corrupção, extorsão. Edward fez pouco caso, dizendo que tinha outras preocupações pessoais e seguiu com seus exercícios.
Logo que saiu, ligou para Jasper.
“E aí, vai ou não? Alice vai.” Deu a opção. “Deve estar um tédio ficar na casa do meu pai sem nada para fazer.” Comentou e acelerou o carro, após ter parado em um semáforo.
“Até que de noite o Erick tem me feito companhia. No mais, estou descansando. O dia-a-dia na promotoria não é fácil. De qualquer maneira, que horas você pretende estar lá?”
“Dez e meia. Vou chegar cedo, porque as meninas têm aula amanhã.”
“Tudo bem. A gente se encontra.”
Onze horas, Edward encontrava-se no mezanino com uma lata de refrigerante na mão, ansioso, enquanto observava o movimento no ambiente, tempo esse em que as meninas dançavam serelepes no térreo. Notou de onde estava, alguns garotos com idades próximas a elas borboleteando sua garota, olhando-a de cima abaixo. Seu lado possessivo foi atiçado, fazendo-o fechar o punho irado. Ainda assim, ao notar que ela nem mesmo percebia os olhares, preferiu se ater ao que foi fazer lá, no segundo andar.
Minutos antes, quando estava no térreo com elas, presenciou algo curioso. Subiu as escadas o Capitão da DEA na Califórnia, seu chefe direto, Marcus. Por isso deixou as meninas na pista, subiu e o esperou para ver o que fazia ali. Já tinha se passado mais de meia hora, e Bella, mesmo acompanhada por Alice, provavelmente estivesse inquieta, pois olhava de um lado ao outro, de certo o procurando, já que disse que ia somente buscar um refrigerante.
Um tempo depois, Marcus saiu da sala de reuniões da disco club entretido, sorridente. Deu dois tapinhas na costa de Rilley e desceu as escadas. Quando Edward decidiu ir até o chefe cumprimentá-lo, quem sabe descobrir sua intenção, recebeu um olhar sombrio de Rilley, o capataz de Emmett, que segurou o olhar por segundos, enquanto Marcus descia, depois virou o rosto e desceu atrás de Marcus.
Algo naquele olhar o impediu de ir adiante. Pareceu uma ameaça... Ou alerta.
Desceu as escadas, pensativo, quando Rilley sumiu, encostou-se a parede próxima a pista de dança e observou Bella dançar, enquanto deliberava o acontecido. O que Marcus faria ali? Seria algum tipo de investigação? Não podia ser. Marcus era um dos primeiros a malograr as tentativas de investigação contra Emmett, logo não podia estar ali para investigar. Foi ele quem sempre assinou autorizações para suas pesquisas com drogas restritas no Estado da Califórnia. Portanto, se ele esteve ali, foi por amizade, não por investigação. E o que foi aquele olhar de Rilley? Pensou. Será que Marcus não queria ser exposto? Ou será que Rilley não queria que Edward fosse visto ali? Aquele olhar foi ameaça ou alerta, afinal? E por que ele o ameaçaria? Por ser policial e namorar Bella, uma menor? Ou seria um alerta para que não se metesse em negócios alheios? Deus, que quebra-cabeça! Isso parecia ser maior do que imaginava. Podia ser que o protetor de Emmett fosse seu próprio chefe, por isso Emmett nunca foi preso. Mas qual o papel de Rilley nisso?
Bella percebeu seu semblante distante e continuou dançando e conversando com Alice, desconfiada do porquê ele ter sumido. Ainda assim, esperou que ele viesse de volta até ela.
Ele continuou observando-a e dirigiu o olhar atento ao vestido pink, com lantejoula no busto, de alças, curto e um pouco folgadinho, isso além da flor na lateral do cabelo. Ainda que o vestido realçasse suas formas, nela era natural. Nada provocante ou indecente. Provavelmente ela nem soubesse sobre seu poder feminino ainda, por isso vestia-se e maquiava-se como adolescente. A maquiagem era delicada, não fatal. Seria o tipo de menina que se apelidava de fofa, não atraente.
Fechou o punho quando um garoto passou atrás dela e puxou uma mecha do cabelo louro. Ela o ignorou, mesmo assim, o garoto continuou perto.
Sabia que como adulto, teria que ter segurança, por isso só observou. Adulto... Rá, outro homem adulto não daria um segundo olhar ao tipo de patricinha que dava pulinhos ao som de Kate Perry, usava rosa e sorria espalhafatosa com a prima. Outro homem feito pensaria que aquela era hora de meninas como ela ir dormir, não querer derrubá-la na cama mais próxima e colocá-la na horizontal, como ele sempre pensava quando a via, e de preferência que antes ele passasse uma hora com a cabeça entre suas pernas.
Meu Deus, como um dia pode ludibriar-se que ela era promiscua? Estava escrito na testa: virgem ou recém-iniciada sexualmente.
Incapaz de ficar mais tempo vendo os adolescentes secarem-na, desencostou-se da parece e caminhou até ela.
“Oi, florzinha.” Pôs o braço em volta de sua cintura possessivamente e enrolou nos dedos uma longa mecha do cabelo, que hoje tinha cachos artificiais que o lembravam muito a Rosalie. “Seu refrigerante.” Ofereceu, no mesmo instante olhou de canto um dos moleques que a cercavam. Ele vazou.
“Obrigada.” Recebeu desconfiada, mas preferiu não perguntar onde ele estava.
“Voltou pra roubar minha prima?” Alice brincou.
“Ela já ficou tempo demais com você. Acho que você agora devia ficar um tempo com seu marido.” Provocou e apontou em direção a Jasper, que estava no bar.
“Acho que não.” Virou de lado e voltou a dançar.
“Ele veio para ficar com você.”
“Quem disse que eu quero a companhia dele?” Ergueu o queixo rebelde.
“Vamos ter essa discussão de novo?” Brincou, acariciando o rosto sorridente de Bella, que continuou movendo-se em sua frente ao som da música. “É bom você aproveitar.” Aconselhou. “Ele ficará pouco tempo aqui em Los Ângeles.”
“Talvez... Já que você veio roubar a Bella, não quero ficar de vela.” Deu um pretexto e, com um sorriso de pura insolência, ela olhou de canto para o bar, esperou Jasper olhar para ela e num gesto ousado, jogou um beijo em sua direção. Ele arqueou a sobrancelha desentendido, pois minutos antes ela o tinha descartado. Imprevisível, ela moveu a mão no ar e gesticulou com o dedo para que viesse até ela. Ele não foi e cruzou os braços no peito, dando atenção para a mulher alta que bebia ao seu lado. Decidida, Alice caminhou em sua direção, rebolando e sorrindo, parou próxima aos garotos que estavam tentando flertar e cumprimentou-os. Jasper cerrou os olhos com impaciência, levantou e puxou-a pelo braço.
“Hei, você não é meu dono.” Tentou se soltar, com insolência.
“Esse moleques estão bebendo, e eu não quero encrenca.” Avisou sério.
“Por que você se importaria? Não sou sua filha.” Retrucou com desacato, cruzou os braços e fez um bico. “Nem meu babá você é.”
“Não sou.” Admitiu malicioso e acariciou seu braço. “Mas não vou permitir que você entre em problemas para chamar atenção.”
“Quem disse que eu quero sua atenção?”
“Eu sei.” Pegou em sua cintura. “Vamos dançar. E pare de ser irritante e teimosa.” Levou-a arrastada pra pista. “É só estar perto dos outros, você começa a se aparecer.”
“Eu não quero me aparecer.”
“Não? Então por que está toda engraçadinha? Sábado, depois que desisti de casar, você não estava assim. Nem anteontem quando almoçamos.”
“É que...” Abriu a boca, depois desceu os ombros. “Eu não decidi ainda.” Avisou, com a guarda baixa, antes que começassem a dançar.
“Tudo bem. Não me lembro de ter cobrado nada.” Inclinou tranquilamente o rosto até seu ombro e beijou. Ela levantou os braços até seu pescoço e deu um sorriso, enquanto inspirava o perfume caro nos dois botões abertos da camisa.
Edward e Bella os observavam de longe, estudando a linguagem corporal, notando que Alice perdeu toda a sua postura arredia e dançava com a mão apoiada no peito de Jasper. Jasper sorriu conspirador em direção ao irmão.
“E você?” Bella pôs os braços em volta do pescoço de Edward. “Hoje tem a chance de me mostrar que sabe dançar.”
“Valsa é completamente diferente.”
“Só se solta.” Puxou-o. Ele moldou o corpo da menina contra o seu e experimentou um movimento lento de quadril, apoiando a mão na cintura fina, enquanto inspirava o cheiro do cabelo próximo ao seu nariz. Fechou os olhos e evitou pensar no que viu antes. Preferia viver aquele instante com a mente em branco, tendo a calidez e maciez daquele corpo encostado ao seu, a nutrir preocupações com algo que não era prioridade, como a visita do seu chefe ali.
Sorridente, Bella soltou os braços e manteve-os na altura do rosto dançando a balada lenta do Bruno Mars.
“Convidei seu pai para almoçar qualquer dia lá em casa.” Ela avisou, empolgada.
“Na casa do Emmett?” Arqueou a sobrancelha.
“Não. No seu apartamento.” Rolou os olhos. “Foi você quem disse mais cedo que lá é nossa casa.”
“E é.” Sorriu, sentindo um singular prazer em ouvir a palavra ‘nossa e casa’ na mesma frase. “Falando em casa, você foi muito maquiavélica hoje à tarde.” Comentou brincalhão, puxou-a e inclinou-se, mordiscando sua orelha. “Podia ter me colocado numa fria com sua tia.”
“Se eu ficasse lá intermediando a conversa, vocês não iriam ficar à vontade um com o outro.” Argumentou, depois juntou as sobrancelhas. “Engraçado, logo que você saiu, tive a impressão que minha tia discutia com Alice sobre você. Parecia que Alice estava te defendendo de algo. Achei tão estranho.”
Edward surpreendeu-se com a informação, automaticamente ficando tenso com a suspeita de que Esme o tivesse reconhecido. Entretanto, foi o modo insinuante como Bella o beijou no pescoço que tirou seu momentâneo desassossego. Deus, ela eclipsava tudo quando o tocava! Ainda que seus sentimentos oscilassem entre incertezas, insegurança, covardia e medo de perdê-la; era melhor viver em contínuo conflito do que uma vida sem ela.
Pensando nisso, deslizou os dedos pelas costas adolescente, amando a textura da parte descoberta pelo vestido e encostou a barba por fazer em seu ombro, afastou a fina alça do vestido e provocou-a. A menina arqueou contra ele, roçando despudoradamente em sua recém-crescida ereção. Ele sorriu. O calor que emanava dela, confundia-se com seu aroma doce, floral e cítrico. Uma mistura que só podia descrever como exuberante, deliciosa, uma droga viciante para seus sentidos.
http://www.4shared.com/audio/DbvTL6vK/03_Count_on_Me.html
*Fofa essa música.*
Se algum dia você se encontrar preso bem no meio do mar, eu velejarei pelo mundo todo para te encontrar
Se algum dia você se encontrar perdido na escuridão, e não puder ver, eu serei a luz a te guiar
Descubra do que somos feitos, quando nos chamam para ajudar nossos amigos em necessidades
Você pode contar comigo como 1 2 3
Eu estarei lá
E sei que quando eu precisar, posso contar com você como
Quatro, três, dois
E você estará lá
Porque é isso que os amigos devem fazer
Se você estiver se sacudindo e se virando, e você simplesmente não consegue adormecer
Eu vou cantar uma canção ao seu lado, e se você esquecer o quanto você significa para mim
Todos os dias eu vou lembrá-lo
Você sempre terá o meu ombro quando você chorar, eu nunca vou te deixar, nunca vou dizer adeus
A música tocada era count on me, Bruno Mars remixada, e Bella cantava e girava próxima a ele, dançando. Ele não conhecia a música, mas sorria da interpretação de Bella, que sorria e apontava o dedo em sua direção, prometendo que sempre estaria lá para ele, porque eram amigos.
Feliz com a glória extasiante do seu primeiro amor, Bella cantou e meneou alegre, segura de si, consciente do olhar apreciativo que ele lhe dava. As mãos masculinas seguravam sua cintura de um jeito possessivo, fazendo-a sentir-se sexy, desejada. Ele podia não amar ela ainda, mas sentia-se querida por ele. Tinha carinho em seus gestos. Possivelmente não tivesse muita experiência para fazer julgamentos, mas reconhecia a intensa conexão que os mantinha.
Ela levantou o rosto e sentiu um leve arrepio ao ver o brilho de cobiça nos olhos azuis claros, sorriu presumida, então segurou o olhar, encarando-o intensamente. Ele inclinou a cabeça, jogou a cautela pública para os ares e beijou-a. Entretanto, em lugar do beijo carnal que seus olhos apetecidos prometeram, o beijo foi terno, doce e ligeiros como roçar de plumas.
“Você conhece o cantor?” Ela perguntou entre beijos, um pouco ofegante com a leve excitação que o beijo despertou.
“Pouco. Geralmente ouço mais músicos consagrados, como Elton Jhon, Bon Jovi, u2.”
Ela balançou-se e arrastou o corpo, com uma perna dentro da dele.
“Eu também ouço musicas deles. Eu ouço de tudo.” Cantou mais um pedaço da música. “Mas do mesmo jeito que eu me adapto ao clássico, você devia se adaptar ao contemporâneo.”
“Você quer dizer que assim como você se adapta ao mais velho, eu tenho que adaptar ao novo.” Brincou.
“Mais ou menos isso.” Enfiou os dedos em sua nuca, acariciando-o.
“Tudo bem. Amanhã devo passar em uma loja e comprar algo assim mais... maneiro e moderno.” Gracejou com uma piscada.
“Não. Mais tarde eu passo do meu i-phone para o seu.”
“Acho que não.” Acariciou seu lábio com o dedo, apertou suas costas e voltou a beijá-la. “Não vou perder você hoje à noite.” Mergulhou a língua em sua boca, roçando-se calidamente entre suas pernas.
“Hmmm, e o que vamos fazer?” Perguntou maliciosamente.
“Algo calmo.”
“Igual à tarde?”
“Melhor.” Passou o dedo na boca rosada, limpando o gloss que espalhou. “Temos que dormir rápido, já que você estuda amanhã.”
“Uma hora não fará muita falta.” Insinuou e mordiscou o dedo que estava em sua boca, a comunicação não verbal envolvendo-os de erotismo. Ela rodeou seu dedo com a língua e à medida que a tensão sexual aumentava, os dois ficavam indiferentes ao mundo em volta, o ruído de som e pessoas era como se não existisse. “Eu tenho um fetiche...” Ela disse. “Tenho vontade de fazer isso com você num lugar mais público.” Sussurrou e chupou seu dedo.
“É normal do ser humano querer aquilo que lhe é proibido.” Puxou mais um pouco sua cintura, precisando de mais atrito, já que estava duro e quente. “Mas isso seria o quê?” Perguntou roucamente, ciente da resposta.
“Isso.” Lambeu de novo.
A habilidade e promessa daquela língua prenderam a atenção dele totalmente. Ele sentiu uma ferroada entre as pernas e de repente todo o seu sangue concentrou-se lá. Nem o fim da música estourou a bolha. Edward pôs a outra mão entre eles, apoiada na costela e roçou o polegar no seu seio. Os mamilos endureceram pedindo para ser afagados. Ela continuou provocando. “Eu gosto tanto da cara que você faz quando faço isso.” Chupou novamente.
“Engraçado... A primeira vez que fez isso você era tão inocente.” Tentou respirar e esperar que o sangue voltasse ao cérebro. “Eu quase te obriguei a descer em mim.”
“Não foi essa minha interpretação. Eu fiz o que fiz porque amei o que vi. Amei ver você se tocando. Eu fiquei fascinada. Me deu água na boca... Igual agora.”
“Hmmm, Bella, não se fala isso para um homem.” Sussurrou com uma longa inalada e abraçou-a, o dedo ainda na pequena boca. O raciocínio só funcionava com sobrevivência básica. “Você é uma menina muito má.”
“Quer ir lá pra fora?” Ela propôs e roçou traquinamente a coxa em sua ereção.
Ele nem pensou. Não pesou as responsabilidades. Somente respondeu: “Sim.”
Dois minutos depois, a saliva adolescente cobriu a seta grossa, com os dois próximos ao Volvo preto de Edward, e levou o homem a quase um transe onírico, como se o mundo não existisse em volta. Encostado ao carro, com ela ajoelhada em sua frente, ele mordia os lábios, amando o modo como ela o chupava, com uma doce e luxuriante fome, os olhos sorrindo, enquanto a boca ocupava-se de agradá-lo do modo como ele gostava.
Mas que erro, ele pensou atordoado quando um fio de consciência conseguiu avultar, e lembrou-se do que prometeu ao seu pai. Cometia dois crimes ali, atentado ao pudor e lascívia com menor. Frustrado com o súbito apontamento, afastou-a delicadamente e a trouxe para os lábios, encerrado assim a deliciosa felação. Desentendida, ela ainda perguntou o motivo de parar. Ele respondeu de um modo que a distraísse: quero você, em casa e na nossa cama. Ela sorriu com o pretexto, entraram no carro, e seguiram para o apartamento.
Naquela mesma noite, após vê-la deitada de bruços, com o lençol no quadril e cabelos espalhados, acariciou suas costas com a ponta dos dedos e beijou seu ombro, um pouco preocupado com o que se deixou fazer no estacionamento. Ela dormia tranquila, sem saber os problemas do mundo em volta. Já ele, cada minuto ficava mais temeroso.
Se ela ao menos fosse um ano mais velha...
O fim de semana passou e, de novo outra semana se iniciou. Era estranho estar tão viciado nela. Após ter dormido desde quinta juntos, no domingo quase não dormiu, sentindo sua falta na cama. Peter veio na sexta e dormiu no quarto de hóspedes. Sábado à noite, como um casal normal, fizeram um programa a cinco, com um jantar para Alice e Jasper.
A vida tomava rumos diferentes. Quem imaginaria meses antes que sua vida mudaria assim? Aos poucos sua casa foi ocupada por ela. Há tempos ela trazia uma ou outra coisa. Um batom, um xampu, uma toalha rosa, roupas de Peter, brinquedos.
Agora parecia tão natural ter objetos seus lá. Roupas ocupando o guarda-roupa, uma chinela rosa em frente à cama. Era interessante o modo como ela organizava seus cosméticos entre os sucintos itens masculinos. Os xampus dos dois posicionados em pares, um de frente ao outro, como se estivessem se beijando. E as escovas de dente! Sempre coladinhas uma na outra.
Aos poucos os itens de enfeites no quarto foram mudando. Cada vez que ela saiu à rua no fim de semana, para os serviços da pastoral, voltou com algo novo. Fosse um adesivo, atoalhado bordado, vaso de flores artificiais, porta- objetos coloridos e femininos, tapetes, sabonetes decorativos.
A presença continua de uma mulher em casa era um terremoto de mudanças na rotina, mas agora que a tinha, não entendia como passou tanto tempo sem ela.
Por fim, decidiu que poderia se acostumar fácil com isso. Vida a dois. Adorava dormir com as pernas enroladas, passar a noite dando apertos sonolentos, encaixadas, mãozinhas bobas, acordar na madrugada com seus seios na boca, ou ele em sua boca, depois fazer amor sonolento, devagar e rápido. E a parte de ficar abraçados, em cima dela e dentro dela, talvez fosse sua predileta. Ela lhe pertencia. Pertencia a sua cama, a sua vida. Hmmm, realmente seria fácil fácil acostumar.
Mesmo o gloss e maquiagens espalhadas no balcão — e olha que essas era muitas, não entendia para que ela queria tantos, se as usava pouco. Batons então, eram diversos. Tudo da mesma cor. Rosa, rosa, rosa—, mesmo as calcinhas lavadas penduradas no box do banheiro, os fios de cabelos no pente ou caídos pelo chão, os barulhos de música e movimentos elétricos, a mania que ela tinha de beliscar em seu prato. Tudo isso eram compensados pelo cheiro de perfume feminino no quarto, no travesseiro. Bastava entrar lá, sentia o perfume indefinido de tutti-frutti, misturado com flores e alguma dose de frutas...
Felicidade. Era esse o aroma dela.
“Chefe, que cara é essa?” Erick surpreendeu-o com os pés em cima da mesa e o sorriso tolo no rosto, lembrando dela, ao mesmo tempo que ouvia uma faixa do Bruno Mars.
“Você já ouviu esse cara?” Apontou para o celular na mesa interessado.
“Sim.”
“São boas, né?” Perguntou meio incerto.
“São meio românticas, eu acho.” Deu de ombros.
“É...?” Torceu os lábios confuso e desligou o Black Berry.
“É... Chefe, onde você está com a cabeça? As coisas tão pegando fogo e você ouvido música?”
“Pegando fogo aonde?”
“A reunião.” Rolou os olhos. “Teve uma reunião hoje que você não apareceu pra ficar aqui ouvindo música com os pés na mesa.” Censurou-o. “Terra para tenente Edward. Toda segunda tem reunião aqui, chefe.”
“Eu deixei por conta do Laurent.” Avisou despreocupado.
Erick olhou-o desgostoso.
“Nem teve reunião. Os agentes daqui estão tão largados que daqui uns dias até o poste mija no cachorro.” Criticou. “Isso aqui nunca esteve tão parado desde que eu entrei. Nada de carregamentos apreendidos, nada de estouro de bocas, nada de descoberta de plantação de cannabis. Você não fica desconfiado?”
“Eu?” Olhou no relógio. Ah, merda, Bella disse que só ia a sua casa no dia seguinte para começar a pintar o quadro, todavia já morria de saudade por não ter dormido com ela essa noite. Talvez pudesse pegá-la na escola, almoçar juntos e depois levá-la em casa. Não iria atrapalhar a rotina dela. Seria só o almoço.
Sem dar caso a Erick que o olhava pasmado, pegou o paletó que se encontrava na cadeira, pôs sobre o braço e caminhou para a porta. “Erick, vou almoçar. No fim da tarde, passo aqui para gente treinar.”
Erick observou-o sair chocado. O tenente não parecia mais o mesmo. Meses atrás, era o primeiro a chegar e último a sair. A Agência era praticamente sua casa. Agora estava negligente, relapso, como se a chama que o motivava a trabalhar não existisse mais.
Após passar em casa em casa e trocar de roupa, Edward dirigiu-se a escola de Bella e esperou-a encostado a sua moto.
Bella saia distraidamente do portão, acompanhada por Alice mais duas colegas de classe, vestida em uma normal saia cargo branca curta e blusa de alças florida rosa, combinando com o hadband e sandália de saltinho, já que no ensino secundário não precisava mais de uniformes. Ela parecia uma estudante comum saindo animadamente com outras. Loira, como dezenas delas, bonita, como dezenas delas, e vestia normal, como dezenas delas, nada como uma líder de torcida ou coisa do tipo.
Extremamente comum.
Entretanto, era como se algo nela fosse diferente. Era como se ela brilhasse. Argh. Se alguém o ouvisse dizer isso afirmaria que enlouqueceu. Que merda. Que homem normal diria uma coisa dessas? Isso só podia ser uma desculpa para sua nova preferência doentia por menininhas.
Não.
Olhou para as outras adolescentes. Não era por qualquer menininha. Não sabia nem se agüentava ficar próximo a outra adolescente! Era só Bella, com aquele andar gracioso, aquela risada encantadora. Certamente ela jogou uma espécie de feitiço nele.
Mais um olhar em volta e notou que ela não chamava a atenção só dele. Perto dela, um grupinho de garotos as olhavam. Mas que merda era essa? Agora o mundo todo iria olhar para sua namorada? O que será que tinha mudado? Seria a dose de feromônio exalada por uma fêmea sexualmente ativa que atraía os olhares de outros machos? Ou seria o fato dela ser carne nova no secundário?
Droga, ia ter que vir buscá-la na escola todos os dias. Tinha que cercá-la e mostrar que ela tinha um dono. Pensando assim, desencostou da moto e caminhou em sua direção, mesmo insatisfeito com esse adolescente possessivo, inseguro e obcecado que o possuía.
Bella surpreendeu-se ao olhar para o estacionamento e ver Edward caminhar em sua direção usando um casual óculos de sol Ray-ban, uma camiseta branca que abraçava seu peitoral fabuloso marcando seu bíceps forte, e uma bermuda cargo caqui, juntamente com uma alpargata creme no pé.
Lindo.
Não lembrava antes ter conferido tão abertamente um homem. Ultimamente tinha um monstro faminto se autoperpetuando em sua mente. Só de olhá-lo, lembrava do que ele era capaz de fazer. O coração acelerou contente quando ele se misturou entre a diversidade de adolescentes e parou em sua frente, olhando-a.
“Carona, florzinha?” Ofereceu, seu sorriso torto brilhando ao sol.
“Veio seqüestrá-la?” Alice acusou com um sorriso.
“Olá, cunhada.” Ele brincou de volta. Alice fez bico, porém não retrucou.
“Er, meninas, esse é Edward, meu namorado.” Bella apresentou-os formalmente, pôs a mão em seu ombro, e ele passou o braço em sua cintura.
“Olá.” Cumprimentou-as, recebendo um olhar avaliativo da cabeça aos pés de Claire. Despediram-se e caminharam sob diversos olhares para o local onde a moto estava.
“Vai me perseguir agora?” Ela brincou, levantou a mão e bagunçou seu cabelo.
“Fiquei com saudade.” Tirou os cadernos de sua mão e pôs em cima da moto, de modo que pudesse abraçá-la sem impedimentos.
“Eu também senti.” Deu-lhe um selinho. “Que bom que veio.” Disse carinhosa.
“Vim te roubar para o almoço.” Avisou. “Você pode ir? Se não puder, pelo menos eu te vi um pouquinho e te levo em casa.”
“Hmmm, eu posso almoçar com você.” Ponderou. “Mas só almoçar. Depois vou te dar uma listinha de compras do material para pintura que eu preciso.”
Ele concordou e seguiram para um restaurante discreto.
Terça-feira, após pegar Bella na escola e almoçarem novamente em um restaurante, Edward levou-a para seu apartamento, como combinado, para que ela iniciasse a pintura do quadro. Mera desculpa para estender suas horas com ela.
Bella foi para o quarto de Edward tomar banho e trocar de roupa, deixando ele na cozinha, abriu o armário para pegar uma toalha e surpreendeu-se ao visualizar lá algo que nunca notou antes: um porta-retrato, com uma foto de uma menina loura, com os cabelos longos e cacheados. Ela estava de perfil, fazendo pose. Todavia era perceptível que o rosto era o mais lindo que já vira na vida.
Fechou os olhos, sentindo frisson de apreensão. Por que ele teria uma foto escondida no fundo do armário? Curiosa, tirou a foto do porta-retrato, olhou atrás e leu uma dedicatória.
Não fique com ciúmes. Você ainda é meu amor. Te amo.
Pela primeira vez em tempos teve ciúme. Não a insegurança que por vezes teve relacionado à doutora. Com ela, era por ser mais velha e talvez ter experiência de como não deixar um homem entediado. Já com a garota da foto, era ciúme do que talvez ela significasse. Alguém sobre quem que ele nunca falou e que talvez tivesse sido muito importante, já que ele guardava sua foto, quando não tinha nenhuma outra espalhada pela casa, nem mesmo da falecida mãe. Cismada, guardou a foto de volta, tomou banho, vestiu um short de malha e top de ginástica, depois pôs um avental e caminhou para a varanda, local onde estavam seus objetos de trabalho.
“Você não me falou que ela estaria em casa.” Sussurrou, ao ver dona Kebi de um lado ao outro na casa, organizando.
“Ela já deve estar indo embora.” Sorriu ao percebê-la sem jeito.
“Ela parece ser séria...” Olhou de rabo de olho para o corredor que levaria a cozinha.
“Ela é ciumenta.” Edward riu, brincalhão. “Por me conhecer desde pequeno, julga-se no direito de bisbilhotar.”
“Ela me olhou desconfiada.”
“Talvez ela suspeite que você seja uma criança.” Deu de ombros.
“Criança é?” Resmungou séria, lembrando-se da foto da garota que parecia adolescente. Edward não percebeu seu humor.
“Ela trabalha para o meu pai. E fez questão de vir cuidar de mim também. Eu digo que ela é uma espiã dele.” Sorriu conspirador.
Diligente, Bella montou um cavalete em uma altura baixa, pôs no chão um estojo de tinta e espalhou os pincéis e espátula ao seu redor.
“Você prefere sentar no chão?” Edward quis saber preocupado com seu conforto e encostou-se no parapeito de alumínio e vidro, também sentado no chão. “Vai te dar dor nas costas.”
“Sou acostumada. Se cansar, fico em pé.” Cerrou os olhos concentrada, aproximou-se da tela e fez um rabisco com o carvão, delimitando o espaço. “O que pretende que eu desenhe?”
“Não sei...” Olhou para as flores no cantinho da varanda. “Faça uma flor... Algo que me lembre você.”
“Tudo bem.” Assentiu e traçou devagar, aplicada, ganhando formas a cada rabisco talentoso. Fez um esboço de um lago, com algumas vitórias-régias entre a grama e o lago, e dentro dele, uma grande flor de lótus reinava sozinha.
*N/A Aqui, ela desenha a flor da capa da fic.
“Hmmm, mais minha florzinha fica tão linda quando está séria.” Gracejou, aproximou-se mais e tirou um fio de cabelo solto de seu rosto, um fugitivo do rabo de cavalo. “Posso ficar aqui? Pertinho de você?” Sussurrou e beijou levemente seu rosto.
“U-hum.” Moldou as pernas em borboleta e espalhou a tinta na palheta, em pequenas porções.
“Du, eu já vou.” Dona Kebi, a senhora oriental de aparentemente quarenta e cinco anos apareceu sob a porta de vidro que separava a sala da sacada e dedicou um olhar curioso a Bella.
“Er, tia, essa aqui é Bella, minha namorada.” Apresentou desajeitado.
Bella desviou o olhar da tela e sorriu amistosa. “Olá.”
“Você é a dona dos batons que ocupam o banheiro?” Dona Kebi tentou brincar, no entanto a brincadeira não alcançou seus olhos.
“Ela mesma.” Edward concordou com um sorriso e enrolou alguns fios de cabelo de Bella nos dedos, carinhosamente.
“E as roupas de criança que ficam no quarto de hóspedes?” Especulou. “São de quem?”
“Do filho dela.” Edward disse.
“Filho?” Demorou olhando-a, admirada. “Então é só o rostinho que parece de menina.” Concluiu, e Edward não quis explicar. Era cômodo que Kebi pensasse que Bella era mais velha. “Interessante. Até mais. Prazer conhecê-la, Bella.” Despediu-se, deu as costas e caminhou para a porta.
Após vê-la sair, Bella voltou sua atenção para a tela e começou a espalhar o verde e branco nas extremidades entre o lago e a grama. Edward deitou no chão ao seu lado, apoiou o rosto na mão e ficou observando as caras e bocas que ela fazia conforme o desenho evoluía.
“Você não precisa ver a imagem para desenhá-la?” Perguntou e acariciou o seu braço, subindo e descendo com os dedos.
“Não. É intuitivo.” Seguiu seu trabalho, misturou a tinta azul e branca com a espátula e obteve tons mais claros. A seguir, ajoelhou-se e aproximou-se mais da tela, adquirindo um efeito reflexo do céu na água com as minuciosas pinceladas. Foi tirada de sua distração quando um beijo molhado foi plantado em sua coxa, a seguir dentes brincalhões lhe fizeram cócegas.
“Estou atrapalhando?” Riu cínico quando ela olhou para baixo e os beijos agora eram espalhados na curva da nádega.
“Não.” Borrou um pouquinho do azul claro da tela. “Eu não perco a concentração fácil.” Disse séria, mas sentiu um formigamento nascer onde a boca era deslizada.
“Eu estou aqui tão sozinho. Deixe-me ocupar meu tempo com você, já que não vai atrapalhar.” Deu mais uma mordidinha. “Você só precisaria tirar esse short.” Disse maliciosamente e pegou nas laterais para deslizá-lo pela perna. Bella sorriu e permitiu que a peça lhe fosse tirada, ficando somente de calcinha de algodão com renda rosa, top e avental. “Pronto. Assim está melhor.” Passou a mão na ondulação do bumbum exposto e voltou a plantar beijos lentos e calmos na coxa.
O desenho se desenvolvia, enquanto Bella obstinava em cumprir a promessa de que nada a desconcentraria. Porém a cada segundo ficava mais difícil. Sentia um langor espalhar-se no corpo, uma promessa extática de prazer. O pincel tremeu em sua mão, ela ofegou e piscou longamente ao sentir os beijos subirem para a cintura. Ainda assim, tentava se concentrar, espalhando a tinta na tela, mantendo a ponte entre o trabalho e o prazer. “E o top? Que tal desfazer dele?” Perguntou após desfazer do laço do avental. “Está tão calor.” Sussurrou descaradamente e rodeou-a com beijos pela cintura, já segurando nas abas do top para levantá-lo.
“O quadro...” Murmurou ainda ajoelhada no chão e gemeu quando a blusa passou por sua cabeça e os lábios quentes abriram-se em seus seios, mordiscando devagar a lateral, a cabeça dele sob braço que teimava em continuar pincelando a tela.
“Você pinta ele, eu pinto você com minha língua.”
“Estamos na varanda.” Argumentou num sussurro fraco.
“Eu não vou agüentar não te tocar.” Mordiscou suavemente o bico túrgido. Ela suspirou e estremeceu um pouco. “Finja que eu não estou aqui.” Segurou o seio redondo na mão e chupou, dando pequenas mordiscadas. Bella sentiu a familiar excitação espalhar suavemente em sua calcinha e esfregou as pernas sutilmente uma na outra, gostando da sensação cremosa. Contudo, obstinou-se a ignorá-lo e voltar sua atenção para a tela, espalhando a tinta azul.
“Pinte.” Substituiu a boca pela mão e desceu com beijos pelas costelas, mordiscando o ossinho saliente, depois cintura, para nesse tempo descer lentamente a lateral da calcinha. “Eu quero te inspirar.”
“Edward... O prédio vizinho.” Alertou e suspirou, quase rendida.
“Shiu.” Passou a calcinha por seus joelhos e jogou-a no chão, a seguir desceu a mão na frente de sua pélvis e acariciou o triângulo entre suas pernas, nos ralos pêlos pubianos louros, para depois esfregar a umidade mais embaixo.
“Hmmm.” Ela estremeceu, misturou com a espátula a tinta vermelha e amarela, a seguir começou a pintar o centro da flor, tentando nesse tempo controlar as respostas do corpo àquela languida provocação. Ele subiu novamente beijos por sua cintura, ainda mantendo a mão massageando e, de novo, procurou um ângulo para que pudesse tomar seu seio. “Eu não vou conseguir...” Ela ronronou, trocou o pincel e mergulhou-o na tinta vermelha e branca, adquirindo um tom rosa, depois levantou o braço novamente para pintar. Ele manteve-se teimosamente provocando-a, tocando-a, pintando-a com a língua coerciva, como prometeu, e ela já se encontrava ardendo, impossibilitada de ignorá-lo mais.
Ele afastou-se, apreciando por uns segundos a figura nua ajoelhada à frente ainda teimando em pintar. Sentiu um prazer primal em ser seu dono, acariciou a bunda empinada e decidiu com um pensamento maquiavélico quebrar de uma vez por todas sua determinação. Tirou a própria blusa, desfez da bermuda e, sem que ela antecipasse, deitou de costas no chão, forçou uma abertura entre suas pernas abertas e meteu a cara entre ela e o chão.
“O que faz aí?” Perguntou subitamente envergonhada pela exposição.
Ele segurou seu quadril, levantou um pouco o rosto e deu-lhe uma longa e lasciva lambida na intimidade. “Vim pintar com a língua e apreciar a obra.” Ela estremeceu surpresa e quase deixou o corpo cair, sentando-se sobre seu rosto. Ele a apoiou, apertando a nádega, e voltou a lambê-la suavemente nas dobras. A suave carícia provocativa de sua língua deixou seus sentidos ansiosos por mais. “Finja que eu não estou aqui.” Desceu-a um pouco mais, ajustou de uma altura confortável e expôs com os dedos o broto do clitóris, persuadindo- o com a língua impiedosa a sair de seu esconderijo. “Me ignore.” Movimentou a língua devagar, girando em volta dele. Ela fechou os olhos e olhou para cima, buscando concentrar-se, contudo seu corpo já protestava que relaxasse e permitisse a crescente pressão ganhasse espaço para que o alívio e prazer a subjugasse.
“Deus, eu não consigo.”
“Ah, tente.” Disse cinicamente. “Isso é inspiração.” Chupou devagar, lambeu os lábios mais uma vez, em seguida voltou a concentrar-se no clitóris, com uma mão auxiliando-o e outra massageando mais acima, nos seios.
Ela apertou os dentes, respirando ofegante e, um pouco trêmula, trocou de pincel, usando dessa vez só tinta branca e pincelou a tela, pintando as pétalas da flor. Era difícil manter a mente concentrada quando todo o seu corpo recebia incentivos e regozijava-se com as carícias.
Olhou para baixo embevecida e sorriu trêmula quando notou um pouco de tinta branca em seu cabelo. Edward mantinha-se concentrado, lambendo-a como se fosse um banquete. Ela percebeu que adorava vê-lo, adorava a língua rosa deslizando nos lábios, ele abrindo sua intimidade com os dedos e cavando sua língua lá dentro, de olhos fechados, parecendo saborear. A visão disto, adicionada a sensação, deixou-a sem fôlego. Ele abriu os olhos e flagrou-a bisbilhotando, sorriu, pôs a língua quase toda pra fora e deslizou a ponta dramaticamente no broto. Hmmm, era demais. Ela apertou novamente os dentes e sentiu ondas de prazer espalhar em seu baixo ventre, subindo devagar, querendo ocupar o restante de seu corpo e mente. Queria aquilo imediatamente, não podia ignorar ou adiar. Não podia fingir-se concentrada, quando a luta era vã.
Incendiada, jogou o pincel de lado, mudou um pouco o corpo e estendeu o braço para tocá-lo por cima da boxer, na ereção enormemente pulsante. Paralelamente, apreciou o pênis que saía da boxer, alongado sobre o abdômen travado.
Ele gemeu e empurrou instintivamente o quadril para cima, em resposta. Apetecida, ela mudou de posição, inclinou-se, desceu beijando por seu peito, até chegar à barriga, desfez da boxer e no processo abocanhou sua virilidade potente. Ele gemeu agonizado e aliviado, posicionou-a melhor sobre ele e novamente aplicou-se em incentivá-la com a boca, usando também os dedos dentro e fora dela.
Ela estava perto, muito perto, e estremecia a todo instante, mas não deixou de subir e descer concentradamente pelo longo comprimento, ao mesmo tempo que acariciava languidamente o testículo com a ponta dos dedos.
“Estamos na sacada.” Agora foi ele que lembrou, no entanto o caleidoscópio de desejo compartilhado impedia-o de pensar que podiam ser vistos, caso alguém concentrasse a atenção no nono andar do prédio, ainda que o meio vidro que isolava a sacada tivesse película. E pior, ainda tinha o prédio lateral, que caso alguém inclinasse um pouco podia vê-los.
Cheio de luxúria, jogou o pensamento para os ares, em seguida seu mundo se transformou em um rodopio de prazeres, com uns tremores mais intensos que outro, a experiência trocada levando-os a picos cada vez mais altos. Enquanto o prazer do gosto feminino intensificava em sua boca, ele estremecia com a gana dela de sugá-lo profundamente. Ele sentiu-se tonto, não era mais senhor de seus atos e projetou o quadril à frente, agonizado com o modo como ela lhe mamava, um prazer tão impactante que sentia um tremor percorrer sua coluna. Ele nunca havia feito assim. Nunca teve intimidade com uma mulher ao ponto de propor tal posição. E dessa vez foi Bella que deliberadamente e naturalmente realizou, permitindo assim os instintos sobrepor pudores.
Com avidez, ela pôs mais pressão na boca e grunhiu, tentando adiar o próprio orgasmo, para que pudesse desfrutar ao máximo daquela carícia quente, lasciva, saborear o tato dos dedos longos dentro dela. Embora o calor e urgência flutuassem em seus sentidos, o prazer de adiar era uma nova descoberta. Por isso, com os lábios fechados nele, apreciava tudo, agarrando-se a sua coxa para ter completo acesso, prostrada diante da soberba e escandalosa masculinidade, no pé de igualdade, onde o equilíbrio era a troca.
Em meio a gemidos impacientes e tremores nas pernas, ela não pode mais conter o orgasmo quando a língua iníqua de Edward infligiu-a de tal forma que a paz abandonou-a e logo tudo se transformou em inferno quente, elétrico. Deixou a bulba no fundo da garganta e grunhiu, chupando forte, soluçando e sacudindo-se.
Ele apertou suas coxas para contê-la e a manteve em sua boca, lambendo-a, ainda com o pênis recluso no calor da boca que o prendia, e por um instante temeu que ela pudesse ter engolido-o. Nunca ela foi tão ousada. Aliás, ela sempre foi ousada. Mas nunca a ponta desceu tão profundo. Hmmm, estremeceu e sentiu uma pontada avisando que ele também chegaria. Entretanto fechou os olhos e concentrou-se. Não queria terminar ainda.
Após tê-la caída desfalecida sobre ele, abraçou-a, até que os tremores convulsivos passassem, saiu da sua boca, com todo corpo tenso de luxúria, mudou o corpo, deitando-a no chão, ajoelhou em frente a ela e pegou-a no colo, ainda ignorando o fato de alguém ter visto, e levou-a para deitar no carpete felpudo da sala de estar, local onde sempre fizeram ioga. Inclinou sobre ela, mordiscou sua cintura e acariciou seu seio, querendo trazê-la à ativa de volta. Sensível, ela ergueu preguiçosamente o tronco, ele subiu com beijos e mordiscou seu pescoço, tão duro que chegava a doer.
“Suas antigas parceiras costumavam fazer isso?” Murmurou sem vigor.
“Não lembro...” Parou para olhá-la. Que pergunta para se fazer. “Acho que não... Mas por que estamos falando disso, se só você importa?”
“Eu quero ser diferente.”
“Você é... Foi tão ousada...” Encorajou-a, mordiscou sorrindo o lóbulo e abriu-a com dois dedos. “É tão bom ver minha florzinha desabrochar.” Enfiou a língua em sua orelha e colocou o membro em posição.
“Eu sempre sou ousada.” Sussurrou. “Você já foi, não é mais.”
“O quê?” Empurrou-se uns dois centímetros e parou, suspenso sobre ela, só a ponta de seu membro insinuando dentro dela, mas já ansioso para se enterrar às cegas.
“Você só foi ousado comigo até a primeira vez que fizemos amor. Todas as outras vezes fui eu.”
As mãos de Edward acariciaram a coxa e apertaram o traseiro, entrando mais um pouco, muito interessado no que ela dizia.
“O que quer dizer?”
“Que você é contido. Não toma iniciativas. Só eu.”
“Quando?” Perguntou confuso, rebolou um pouco e brincou, observando a ponta rosada sumir dentro e aparecer fora. Ela ronronou, gostando de brincar.
“Sempre.”
“E o que você quer?” Encarou-a, provocativo.
“Que você não seja contido... que faça forte.” Fechou os olhos e moveu-se embaixo dele, intimando-o a se afundar. Ele entrou metade, olhando-a curioso.
“O que mais?” Ele inclinou o corpo, sentindo as vibrações internas nela, e rodeou devagar os altivos seios com beijos.
“Que não tenha cuidado.”
Ele estremeceu e fechou os olhos, deslizando mais um pouco da grossa haste palpitante na cavidade molhada. “Seria assim...?” Ele levantou seus quadris e encheu-a completamente de uma só vez. Ela arqueou o corpo e moveu-se no carpete, com uma descarga de eletricidade espalhando a cada centímetro ganhado.
“Mais.” Ofegou.
Ele respirou fundo, lutando contra sua parte primitiva que queria fodê-la rápido e duro.
“Não me tente. Estou por um fio. Se eu for rápido e forte, não vamos aproveitar.” Rebolou e enfiou sua língua na boca, preenchendo-a em dois ângulos. “E eu adoro estar dentro de você. Com o tanto de hormônio adolescente que tenho ultimamente, eu poderia montar em você dez vezes por dia que não cansaria...” Disse suavemente, depois rebolou sobre ela, segurou nos joelhos e levantou-os, tendo acesso total, sendo incentivado pelos gemidos. “Mas não ainda. Eu quero ter o prazer de degustar todos os sentidos, registrar tudo, ouvir, sentir, ter o paladar.” Enquanto falava, dava estocadas longas e dolorosamente lentas. Ela abriu-se mais para ele, pondo as pernas em volta de seu quadril e acariciou seu cabelo, incentivando-o com a boca, que agora lambia vagarosamente seu pescoço.
O calor construía novamente nela como um espiral lento, subindo devagar nas pernas e concentrando no ventre. Aos poucos, suas batidas tornaram-se mais rápidas, a veia do pescoço pulsava galopantemente, e ele continuava no controle. Ela manteve-se na beira, revoando preguiçosamente o clímax, e depois do que pareceu uma eternidade de reboladas lentas, ele lambeu atrás do seu ouvido, ofegante. “Você ainda quer sem cuidado?”
“Hum?” Gemeu debilmente, sem entender o que exatamente ele dizia, agora que beirava novamente o êxtase.
Ele sorriu, saiu de dentro dela e Bella deu um suspiro de protesto pela falta que sentiu. Ele segurou sua mão, encostou-a em frente ao sofá e a fez deitar o tronco no assento, deixando os quadris levantados. Ela deixou-se posicionar, submissa e em expectativa. Ele deslizou os joelhos entre suas pernas, as abriu, lambeu a linha da coluna até a orelha e ela arqueou, gemendo. No mesmo instante, posicionou a glande na entrada, deixando a pretensão no ar, segundos depois pôs as duas mãos em sua cintura e a penetrou de uma só vez. Ela tremeu.
Ele moveu-se longamente atrás dela e fechou os olhos para não acelerar o processo vendo-se entrar e sair, na úmida e brilhosa recepção cor-de-rosa.
“Meu Deus, eu nunca vou me acostumar com seu aperto.” Rosnou e subiu a mão que estava na cintura para o seio, apertando o bico.
“Eu gosto da maneira como você me faz sentir.” Ela sussurrou sedutora.
“Como? Desejada? Querida?” Ofegou e lambeu novamente sua coluna, parando quando a boca alcançou o ombro e passou a mordê-la, no mesmo instante que se enterrava, medindo, testando.
“Sim.”
“Você é mais do que eu poderia querer.” Declarou, afastou-se, perdendo o contato, para depois entrar de uma vez. “É quente...” Ofegou. “Macia e doce.” Rebolou novamente. “Além de receptível.” Estocou algumas vezes, degustando da posição, moveu a mão para baixo dela e acariciou, lenta e suave, rodeando o clitóris. Toda vez que ele fazia isso, era como se ela recebesse uma injeção de fogo, e o que antes estava à beira do precipício, bastou alguns incentivos dos dedos, adicionados as movidas, ela engasgou, tendo contrações, apertando-o e explodiu num turbilhão, com o grito amortecido no couro do sofá, sentindo-se como se milhares de eletrodos entrassem em curto no seu corpo.
“Meu Deus.” Ele gemeu, sentindo-se um herói em ainda conseguir postergar, mesmo com as palpitadas ao redor dele.
Após recuperar o fôlego, ela olhou para trás e ele tinha a mandíbula travada, enquanto olhava para baixo, concentrado no lugar em que eram ligados, ainda deslizando nela.
“Você ainda quer forte?” Perguntou com os dentes rangidos, olhos intensos, os lábios vermelhos e molhados, e Bella sentiu um estremecimento dos pés a nuca com a visão de poder do homem suado, forte e grande atrás de si. Não tinha mais sinal da postura cuidadosa, ou gentil. Seu semblante era da mais desenfreada luxúria. Parecia mais um macho estudando e apreciando sua fêmea no cio, e ela sentiu-se poderosa, dominadora, por isso empinou-se mais e projetou o corpo para trás, estimulando-o. Ele assoviou entre dentes e apertou fortemente seu quadril, flexionando os músculos dos braços fortes, de um jeito que deixaria marcas.
Ela fechou os olhos, agarrou-se ao couro do sofá, ele retirou-se completamente e entrou forte, agora não mais delicadamente, mas com energia, bastante rápido. Os sons que saíam roucos de sua boca e o cheiro de sexo inundavam o ambiente. Ela grunhiu e o tempo pareceu parar. Ele empurrou firme, descontrolado, bombeando curto e rápido, num ritmo inconstante e ardente. Depois perdeu o ritmo, com incursões firmes, tocando em algo fundo nela.
Ela não pode mais medir. Não contou quantas vezes ele entrou e saiu. Só notou que seu coração pulsava desaforadamente. Olhou para trás e ele mantinha os olhos fechados, as mãos ainda agarradas ao quadril, o peitoral se contraindo e expandindo conforme se movimentava, e ela guardou aquela imagem para si, feliz por ser ela a fazer aquilo com ele, por libertar a fera faminta por baixo da indiferença.
O sofá arrastou-se um pouco com a força das arremetidas, e ele não parecia que iria parar, de modo que mais uma vez ela atingiu o clímax, que foi tão bom que doeu, deixando os músculos gelatinosos, já sem conexão direta com o comando do corpo. Foi então que ouviu grunhidos severos da garganta contraída de Edward, ele se avolumou mais dentro dela, inchou e com fortes arremetidas, estocou profundo, possante, com suas mãos fortes apertando-a.
“Hmmm, Bella.” Ele gemeu, permitindo finalmente o formigamento se espalhar, onde foi atravessado por estremecimentos nas pernas, os joelhos já débeis pela força que trepidava o seu corpo, depois ofegou e gozou um jorro longo, tudo, sentindo-se ordenhado, como se toda a vitalidade de seu corpo fosse drenada diretamente de sua medula óssea.
Ela observou-o fascinada, tremendo, imóvel, somente assistindo o espetáculo visceral e animal, até que finalmente, depois de lentas e cansadas estocadas, ele puxou-a para o carpete e abraçou-a, relaxando atrás dela. De olhos fechados, sentiu a mão acariciando o quadril, local onde antes sua mão apertava, enquanto isso um arrepio percorreu suas costas, provocado pela respiração descompassada e quente dele.
Ela não sabia se ainda poderia andar, seus músculos pareciam moles, as pernas não tinham forças. Depois de um cúmplice momento de recuperação de forças, ele levantou espreguiçando, demorou uns minutos no banheiro e quando voltou, já vestia sua cueca.
“Eu a machuquei?” Perguntou apreensivo.
“Não.” Sorriu, não acreditando que ele fosse capaz.
“Toma.” Ofereceu lenços de papel. “Deve ter sêmen saindo dos seus ouvidos.” Gracejou.
“É capaz.” Mordeu os lábios sorridente, com a imagem mental dele minutos antes fulgindo graficamente em seus olhos. Ele sorriu, como se pudesse ler a satisfação.
“Vou por uma pipoca no aparelho micro-ondas e nós vamos assistir um pouco.” Avisou, ela levantou, foi até a varanda recolher as roupas, rindo ao conferir que poderiam ter sido vistos, cobriu o seio com o minúsculo short e caminhou para o banheiro. “Nem pense em se vestir.” Edward avisou, antes que ela passasse pela porta do quarto. “Quando estivermos sozinhos, quero você com o mínimo de roupa possível.” Ditou. Ela balançou a cabeça incrédula, mas aceitou. Não tinha fundamento ser inibida.
Minutos depois ela deixou o banheiro já de banho tomado, vestiu uma calcinha e top e apareceu na cozinha. Edward preparava um suco.
“E o quadro?” Ela perguntou, charmosamente encostada ao portal da cozinha. “Tenho que terminar.”
Ele virou o rosto, mediu-a da cabeça aos pés e sorriu da tentação de tê-la somente em roupas íntimas pela casa.
“O quadro é só uma desculpa para passar mais tardes com você. De preferência vestindo apenas pequenas calcinhas.” Respondeu maliciosamente e apontou para a calcinha de renda que ela usava.
“Eu sempre soube.” Sorriu. “Então pelo jeito vou ficar semanas no acabamento.”
“Na verdade, eu não preciso de um só quadro.” Aproximou-se dela e abraçou-a pela cintura. “Todos os ambientes precisam. Acho que vou te contratar por período integral e permanente.” Piscou e inclinou-se para cheirá-la.
“Hmmm, essa proposta é tentadora.” Levou a mão até sua nuca, acariciando-o.
Prepararam o lanche num refratário, pegaram os copos e levaram para sala de tv. Ele pôs um filme romântico no DVD, espalhou um lençol no carpete e rodeou-o com almofadas e travesseiros. Deitou e deixou espaço na frente para que ela deitasse. Iniciou o filme A Proposta com Sandra Bullock, ela aconchegou-se a ele e assistia atenta, enquanto ele deslizava os dedos em sua cintura. Edward cochilou um pouco, com o corpo relaxado e satisfeito, e acordou com os sorrisos de Bella com a comédia romântica.
“Com que idade você pretende casar?” Aproveitou um instante de casamento no filme e perguntou. Já fazia dias que vinha pensando sobre isso, desde que ela disse que era muito nova. Queria realmente saber o que ela pensava sobre futuro.
“Eu?”
“Sim.”
“Uns vinte e cinco, talvez. Sei lá. Nunca pensei numa idade.” Jogou uma pipoca na boca.
“Vinte e cinco?!” Levantou o rosto espantado. “Daqui a oito anos?!”
“Sim.” Respondeu convicta.
“E eu vou ter que esperar isso tudo para dormir com você todas as noites?” Fez careta inconformado.
“A gente dá um jeito.” Riu travessa e esfregou o bumbum nele.
Ele a abraçou e passou as pernas em volta dela, possessivo.
“Acho que eu não vou esperar tanto.” Resmungou contrariado. “Estou velho. Não quero ter filhos beirando os quarenta.” Disse por dizer. Se tinha uma coisa que nunca pensou foi em ter filhos. De fato, nunca tinha pensado nem em casar, nem ter filhos. Só pensou em casar depois que Jasper se referiu ao casamento como uma forma de driblar a Justiça.
“Edward, eu não vou ter filhos.” Disse tranquilamente. Por um segundo, antes dela falar, ele vislumbrou a filha que poderiam ter, branquinha, inquieta, correndo pela sala e bagunçando tudo. Depois tudo se esfumaçou.
“Como assim, não vai ter filhos?”
“Eu já tenho um. E segundo minha médica, o risco de eu engravidar é um em mil.” Disse conformada e pegou mais uma porção de pipoca.
“Acho que você devia se informar melhor. A ciência evolui a cada dia. Pode ser que haja um jeito.”
“Eu não me importo.” Deu de ombros. “Meu coração e tempo já estão bem ocupados.”
Contrariado, Edward a abraçou e acariciou seu baixo ventre, resmungando interiormente por ela não se importar em ter um filho seu. Merda, nunca se importou com isso, mas o fato de saber que ela não faz questão o magoou. Sentiu-se excluído.
“Você deveria fazer um tratamento.” Resmungou manhoso, como um menininho reclamão.
“Vamos viver um dia de cada vez. Posso tentar futuramente. Só não quero sofrer em antecedência,afinal, só tenho dezesseis anos.”
“Quase dezessete.” Ele lembrou sem humor.
“Faltam três semanas.” Sorriu. “Acho que você está querendo me envelhecer.”
“Na verdade, não vejo a hora de você completar é dezoito.” Comentou com uma torcida de lábio.
“Um ano a mais não vai me tornar mais adulta. Sou o que sou.” Salientou séria.
“Não é isso. Com relação à maturidade, não há nada em você que eu queira mudar.”
“Só queria que eu fosse mais velha.” Ela ressaltou, porque por várias vezes percebeu isso.
Ele mudou-a no carpete e acariciou seu rosto ao perceber que estavam discutindo.
“Esse assunto está girando, girando e não chega a lugar nenhum.”
“Tudo bem, só me responde uma coisa. Em que mudaria para nós? O que você faria se eu fosse mais velha?” Quis saber, obstinada.
“Não sei.” Realmente não sabia. O fator idade hoje não os separaria. As mentiras sim.
“Bom, repito o que já disse antes, quando a gente não sabe aonde quer chegar, qualquer lugar serve, já dizia o coelho de Alice no País das Maravilhas. Então vamos continuar um dia de cada vez.”
“Por que está falando assim?” Ele alarmou-se. Era estranho que ela não lhe cobrasse. Sua experiência de namoro dos outros lhe dizia que namoradas eram pegajosas e sufocantes. Como Rosalie, por exemplo. Já ela não, é tranquila. Não dá para entendê-la, quando ela se dá sem exigir nada de volta. Expõe seu amor adolescente quando a recíproca nunca foi verbalizada.
“Porque por vezes vejo cautela e distância em você. Tem um lado seu oculto que eu queria conhecer. Às vezes eu sinto que você me esconde algo importante.” Suspirou desencantada, lembrando-se novamente da foto. “E pior, às vezes, como aquele dia que seu pai te deu uma bronca em minha frente, em Vegas, você me olha de um jeito como se quisesse me mandar embora da sua vida.”
“Não.” Negou enérgico. “Eu não faria isso.” Passou a mão no cabelo, nervoso. Ela era muito perspicaz. Só não tinha direcionado a suspeita ao lugar certo ainda. “Se um dia nos separarmos, não serei eu quem terá te mandado ir.” Declarou solenemente, com o peito apertado em dizer isso.
Ela sorriu, disposta a amenizar o clima.
“Então não vamos terminar nunca.” Prometeu com um sorriso. “Porque eu nunca mandarei você sair da minha vida.” Levantou os braços e abraçou-o.
Mais tarde, fizeram mais um lanche e às sete horas levou Bella em casa. Despediram-se, ele foi para Agencia treinar e chegou em casa onze horas, já cansado o suficiente para tentar dormir.
Continua...
Notas finais
Sexta eu posto o restante.
Comentem.
Beijus
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