Flor de Lótus-edward e Bella

11 Capítulo 10- Iniciativa Parte II


Notas iniciais
Obrigada Fabeward e Liliswan pelas recomendações. Agradeço mesmo.Estamos no capítulo 10 e já temos 17 recomendações. *pulando de alegria*Aviso: temos uma parte mais hot. Quem não gosta, pula ae.Muitos beijos e boa leitura.

Segunda-feira, Edward acordou cedo, entrou em seu Porshe preto e dirigiu-se a Beverly Hills. Viu Bella à distância entrar na escola. Nem questionou mais sua obsessão. Sentia-se quase um perseguidor. No dia anterior, tinha visto-a à distância sair da igreja com Peter acompanhada pelo amigo bombado. Pensou em ligar para ela e desejar bom dia, ou perguntar se ela queria almoçar com ele. Covarde como era, olhou a foto no celular na mão uns segundos, sufocou o desejo e desistiu frustrado.

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Na tarde de segunda-feira, Bella chegou da escola, subiu para o quarto de Peter e o orientou com lições de Inglês. Quando fizesse seis anos, ele frequentaria a escola, mas se pudesse escolher, ela escolheria educá-lo em casa. Ela o deixou desenvolver e ocupou-se com revistas teens de Alie, debruçada em temas que até então nunca tinham lhe chamado atenção. Homem não gosta de ser sufocado ou cobrado. Ninguém gosta, ela ponderou. Como dar prazer... Seja ousada. Praticamente devorou os assuntos. Queria agradá-lo, sair com ele por aí como um casal normal. Queria conquistá-lo sem sufocá-lo com pressão e insegurança. Mas não seria algo fácil. Ele era estranho. Tinha uma parte dele inacessível e esquisita, como o fato dele ir vê-la, mas não falar. Bizarro isso. Mas o deixaria à vontade para tomar iniciativas.

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Edward ficou impaciente e frustrado no decorrer da semana. Esperava que Bella ligasse dizendo que iria a seu apê. Se a desculpa era levar almoço ou levar plantinhas, não importava. Queria vê-la, ouvir o som de seu sorriso.

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Ela não foi.

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O fim de semana finalmente aconteceu. Sábado, ela trouxe frutas, suco e bolinhos e avisou que hoje não sairiam. Disse que teria que ir cedo para casa porque tinha uma festa à noite.

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‒ Sem problema. Está tudo bem com você? ‒ perguntou ao notar seu semblante desanimado.

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‒ Sim. Só estou preocupada... Encontrar o Daniel não tem sido fácil ‒ lamentou e deitou a cabeça no ombro de Edward, esperando o elevador.

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Ele beijou sua cabeça e acariciou sua nuca. ‒ Não vá.

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‒ Eu tenho que ir. Lá há pessoas que precisam de mim ‒ argumentou e pôs os braços em volta do seu pescoço. ‒ Mais tarde eu volto para você ‒ deu-lhe um selinho. ‒ Eu trouxe o caderno de desenhos de Peter, caso você não queira descer para praia. Se for, lembre de não o deixar entrar no mar. E se ele ficar em casa, não o deixe ficar a manhã toda assistindo TV. Ele já passa muito tempo na semana ‒ enumerou.

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‒ Tudo bem, mamãe superprotetora ‒ gracejou com beijinhos. Ela desceu.

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Depois de brincar com Peter na praia grande parte da manhã, os dois foram ao supermercado. Comprou milho para pipoca, sorvete, suco, legumes, folhagens e peixe assado que sabia que Bella gostava. De um modo tácito, mudaram a rotina. Era ele quem cozinhava para ela agora.

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Após almoçarem, Peter dormiu. Edward notou que logo que ela chegava da casa de recuperação, comportava-se de modo introspectivo. Ele justificou sua atitude com o fato de encontrar-se com o tal amigo. Será que ela estava arrependida?

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‒ Cansada? ‒ perguntou quando terminaram o exercício. Ela deitou de costas no carpete.

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‒ Sugada ‒ sorriu fraco.

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‒ Como foi lá? Seu amigo estava lá? ‒ ele se deitou ao seu lado no carpete.

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‒ Sim. E não me deixou em paz um minuto ‒ reclamou. ‒ E aqui? Como Peter se comportou?

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‒ Bem. Ele é muito bem educado ‒ bajulou e apertou seu queixo, brincalhão. Pôs uma perna por cima da dela, segurou sua cintura e a beijou. Ela recebeu, acariciou sua língua, e ele rolou para cima dela. Foram beijos de saudade, de intimidade. ‒ Eu gosto tanto quando você está aqui ‒ ele declarou e desviou para seu pescoço. ‒ Não queria precisar te dividir com ninguém ‒ afastou a blusa de alças e desceu com beijos para a clavícula. ‒ Não paro de pensar em você um segundo.

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‒ Eu também não paro de pensar em você ‒ ela revelou encantada com a declaração.

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‒ O que vamos fazer? ‒ afastou a blusa e deu pequenos beijos na lateral interna do seio, mantendo-se atento para o movimento da porta, já que Peter dormia na outra sala.

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‒ Que sugestão você dá?

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‒ Não sei... Quero que você decida tudo sobre nós ‒ salpicou beijos no seio, comodamente, evitando o bico de propósito.

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‒ É para não se sentir culpado, não é? ‒ chiou, a respiração acelerada.

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Ele levantou o rosto e olhou-a. Ela era muito mais perceptiva do que imaginava.

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‒ Não ‒ negou e beijou molhado o monte macio, a boca aberta, fazendo carinho e cócegas. Ela adorou aquela intimidade. ‒ Só não quero que você se sinta coagida a nada, só isso... ‒ afastou suas pernas com o joelho e abrigou-se no calor das suas coxas. ‒ Mesmo assim, você sabe aonde iremos chegar, não sabe? ‒ sugeriu matreiro. ‒ Em breve sua calcinha desaparecerá e suas pernas viverão enroscadas em minha cintura ‒ prometeu natural. Ela quase sufocou com suas palavras diretas, depois sorriu. Era bom que ele a tratasse como mulher, não com os recatos que trataria uma adolescente.

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Enfiou os dedos em seu cabelo e beijou-o na testa.

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‒ Hoje à noite eu tenho um baile para ir da escola secundária ‒ ela começou, hesitante. Deitaram de lado no carpete. ‒ Você quer ir comigo? ‒ convidou insegura.

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‒ Não ‒ negou imediatamente. Ela imaginou ser essa a resposta, mesmo assim, baixou o olhar frustrada pela negativa. Ele percebeu e adicionou uma desculpa. ‒ Isto será uma festa para adolescentes, não para adulto.

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‒ É de adulto, sim ‒ insistiu obstinada. ‒ Todos os professores vão estar lá.

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‒ Ah, tá, e eu iria ficar com os professores? ‒ brincou para distraí-la, mas ela não seria fácil de ser dissuadida.

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‒ Lógico que não ‒ rolou os olhos. ‒ Você seria meu convidado.

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Ele balançou a cabeça e pensou no que implicaria ser presenciado na companhia da adolescente em festinhas juvenis. Era irrealizável. Enrolar-se em uma teia de aranha que ele mesmo estava a tecer com omissões e mentiras já era suficiente. Expor-se no mundo de Bella agravava mais a situação.

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‒ Não, Bella. Péssima ideia.

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‒ Poxa, eu poderia ficar algum tempo com você ‒ ela insistiu, ainda esperançosa. Antes que ele desse a sentença final, ela se levantou, alcançou sua bolsa em cima do sofá, tirou o convite de dentro, foi ao quarto e colocou-o no criado mudo ao lado da cama. ‒ De qualquer maneira, vai ficar aqui ‒ avisou quando voltava para a sala. ‒ Eu não tenho quem levar mesmo! ‒ deu de ombros e deitou-se novamente ao seu lado no carpete.

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Ela não tocou no assunto da festa novamente. Passaram uma tarde agradável, agarradinhos em frente à TV vendo seriados. Despediu-se antes das quatro, passou em casa, pegou Alie e foram ao salão de beleza. Enquanto fazia penteado e unhas, colocava Alie a par de todos os acontecimentos.

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‒ Eu sei que ele é meio esquisito, mas gosto do modo como ele me olha ‒ Isabella defendeu. ‒ Gosto de como me sinto desejada e linda quando estou perto dele ‒ explicou sonhadora e levantou os dedos no ar para avaliar as florzinhas artísticas que a manicure fez na mão.

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‒ Só que ele não vai hoje à noite ‒ Alice ressaltou, aborrecida. ‒ Então você podia ficar com o irmão do Bryan ‒ argumentou novamente. ‒ Além disso, você não está namorando ele. Não é nada sério.

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‒ Não. Pode esquecer. Pode não ser sério para ele, mas eu gosto dele ‒ rematou incisivamente.

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Vinte e uma horas, Isabella usava um vestido azul com prata curto, tomara-que-caia, justo até abaixo da cintura e balonê nas pontas. A sandália era prata, de trançar na perna e, para tornar a aparência mais descontraída, usava borboletinhas prateadas no cabelo, combinando com brincos, pulseira e anel, além da bolsinha de mão. A maquiagem era suave, mas a sombra tinha pigmentos azul royal e glitter 3D.

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Embora fosse uma festa da escola de Alice, Isabella conhecia quase todos os alunos. Não parou de conversar e dançar um minuto. Passava da meia noite quando registrou um homem encostado à parede encarando-a, com um copo na mão. Piscou surpresa, incrédula, para ser mais exata. O cabelo foi cortado e a camisa não era social preta comum. Tinha três botões, alguns bordados acetinado no peitoral e fora dobrada em três quartos. Algo bem descolado. A calça era preta, justa, apertada nas coxas. Ela avaliou-o e sorriu, aprovando. Em passos lentos, cruzou o salão e alcançou-o no local isolado.

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‒ Tentando se misturar? ‒ comentou divertida, pôs os braços em volta do seu pescoço e tocou seus cabelos. Tinha fixador. O corte era arrepiado.

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‒ Estou me sentindo perdido ‒ sorriu tímido, olhou preventivamente para os lados, depois lhe deu um selinho.

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‒ Eu te achei ‒ piscou graciosa, pegou o copo na mão dele e cheirou o conteúdo. Deu um suspiro de alivio. ‒ Que bom que é guaraná. Pensei que estivesse bebido para conseguir enfrentar a selva de adolescentes.

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‒ Ai, Bella, eu não bebo nada alcoólico há anos ‒ puxou-a para um local mais escuro, rodeou sua cintura e cobriu sua boca cheia de gloss com um beijo. ‒ Você está linda ‒ elogiou e acariciou a nuca exposta pelo coque.

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‒ Obrigada. Eu achei a cor um pouco escura, você não acha? ‒ tocou a saia.

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‒ Destacou sua pele ‒ sussurrou, inclinou-se e beijou-a abaixo da orelha.

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‒ Por que veio? ‒ fechou os olhos e deliciou-se com a carícia.

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‒ Ah, eu estava entediado ‒ deu de ombros. ‒ Não queria ficar sozinho. Não tô gostando muito ultimamente ‒ revelou surpreso com a própria constatação. ‒ Até que eu liguei para um amigo para sairmos, porém, ele tinha compromisso. Também liguei para o meu pai convidando-o para jantar, mas o velho disse que estava cheio de processos para ler, então resolvi vir.

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‒ Hummm... Então eu fui a última opção? ‒ espetou, fingindo ofensa.

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‒ Não! ‒ negou convicto. ‒ Er, na verdade, a primeira opção era você ‒ tentou consertar, sem jeito. ‒ Porém eu queria fugir da opção ‒ sorriu rendido e lhe deu selinhos. ‒ Mas como viu, você venceu. Você sempre vence.

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Ela sorriu satisfeita. ‒ Vamos dançar? ‒ puxou sua mão empolgada, entretanto ele não saiu do lugar.

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‒ Melhor, não ‒ negou e puxou-a novamente. ‒ Vamos lá para fora ‒ beijou-a na orelha, persuasivo. ‒ Pensei ter ouvido mais cedo que você iria ficar um pouco comigo.

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‒ Hummm... Sim. Foi isso que você ouviu ‒ concordou, depois pôs o dedo no queixo pensativa. ‒ Mas provavelmente nosso segurança esteja por aqui... Então melhor não sairmos pela porta principal ‒ propôs cautelosa.

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‒ Tudo bem. Eu vou na frente e te espero no estacionamento ‒ deu-lhe um beijo no dorso da mão e saiu.

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Ela foi até Alice numa rodinha de amigos e avisou que ia ficar no estacionamento com Edward. Ao encontrá-lo, ele enlaçou sua cintura, encostou-a em seu carro e encheu seus sentidos com o sabor de seu beijo. Ela estranhou sua urgência, principalmente por estar em local público.

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‒ O que fez você decidir vir? ‒ ela perguntou, ofegante.

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‒ Eu queria ver você ‒ levantou-a em seu colo e abriu a porta do carro, colocando-a no banco do passageiro. ‒ Vou te sequestrar por umas horas ‒ fechou a porta e caminhou apressado para porta do motorista. ‒ Distraia-me para que eu não te pegue aqui ‒ pediu quando deu partida no carro. ‒ O que fez hoje à tarde que teve que ir embora cedo?

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‒ Fui ao salão, olha ‒ mostrou as unhas pintadas. ‒ Também fiz este penteando e depilação... ‒ Ergueu o vestido até a coxa e mostrou sua perna de um jeito simples e despreocupado. ‒ Alie me obrigou a fazer ‒ explicou. Ele desviou o olhar da pista e examinou as belas pernas. Em seguida, passou a mão do joelho à coxa, explorando a maciez.

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‒ Você quer me enlouquecer ‒ acusou, puxou os pés da garota para seu colo, desfez das sandálias e acariciou ao longo das pernas. ‒ Mas eu vou resistir. Não adianta me seduzir. Hoje eu tô difícil ‒ piscou.

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‒ Eu não estou te seduzindo! ‒ ela defendeu-se, surpresa.

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Ele sorriu. ‒ Bella, só de você sorrir me seduz. Imagine levantando a saia com esse jeitinho ingênuo? ‒ gracejou. Ela mordeu os lábios contente com seu novo poder e encostou-se ao banco. ‒ Eu não menti quando disse que minha primeira opção era você ‒ ele voltou a dizer. ‒ Só aquelas horinhas hoje à tarde com você não foram suficientes ‒ entrou no estacionamento de um shopping e subiu vários lances de rampa até chegar ao estacionamento na cobertura do prédio. Estacionou num canto iluminado com vista para toda a cidade de Los Angeles.

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‒ Por que viemos aqui? ‒ ela abriu a janela para olhar a paisagem atrás da mureta de proteção.

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‒ Porque é seguro e tem uma vista linda ‒ abaixou seu vidro, deixando que a brisa entrasse. Afastou o banco para trás, trouxe-a para sentar-se de lado em seu colo e deitou-a em seu peito. Ela suspirou e passeou tranquilamente a mão em seu peito, sobre a camisa. Surpreendeu-se por ele tê-la levado a um local iluminado, guarnecido, quando imaginou que ele aproveitaria a situação e a levaria para um local ermo e despovoado, onde pudesse desfrutar de intimidade. Gostou de ver seu lado interessado em companhia, não só em corpo.

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‒ Obrigada por ter ido me ver ‒ ela agradeceu, abriu dois botões da camisa e o beijou, de sua garganta à clavícula.

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‒ Sorte minha que você não arrumou um substituto ‒ ele tirou o sapato, mudou sua posição no banco, sentando atravessado, e pôs seus pés sobre o banco do passageiro. ‒ Pensei que ia chegar lá e teria um garoto da sua idade com você ‒ brincou. A brincadeira não a agradou.

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Ela suspirou audivelmente e ponderou que resposta dar. Não queria estragar a noite.

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‒ Pense sinceramente no que vou perguntar, Edie ‒ começou docemente. ‒ Você acha mesmo que eu sou assim? Que fico com um e outro por aí? De dia um e de noite outro? ‒ pressionou calma, mas a mágoa em sua voz não foi obliterada.

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‒ Não ‒ negou ao notar o teor pejorativo que soou seu comentário. Não com um e outro, necessariamente...

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‒ Então por que fala assim? ‒ baixou a boca para o peitoral, tentando dissimular sua chateação.

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‒ Ai, desculpe... ‒ ele passou os dedos na sua bochecha, pesaroso. ‒ Desculpe... Eu não queria dizer isso. É que sou tosco às vezes. É tudo muito novo para mim. Não sei como me comportar com você... Geralmente eu não tenho que ficar escolhendo palavras em conversas normais.

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‒ Com adultos? ‒ citou, sem mudar o tom.

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‒ Não... ‒ de novo, viu-se obrigado a consertar. ‒ Com todos. Eu nunca escolho palavras ‒ disse sinceramente. ‒ Mas com você é diferente. Não sei como me expressar. Fico meio perdido. Sempre estou falando coisas que soam errado ‒ explicou quase suplicante. ‒ Olha só, eu não tenho esse tipo de relação há muitos anos. Nunca tive uma. Nunca ninguém invadiu minha casa e minha vida como você. E isso é realmente novo. Eu não sei como lidar com nosso relacionamento.

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‒ E como é o nosso relacionamento para você? ‒ aproveitou a deixa.

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‒ Não sei... ‒ passou os dedos no cabelo, nervoso. ‒ É algo baseado em... ‒ olhou-a incerto.

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‒ Confiança? Amizade? ‒ ela sugeriu baixinho e o beijou agora no pescoço, serena.

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Ele queria dizer que sim. E debateu-se aflito ao pensar que não.

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‒ Responda você: o que somos? O que sente por mim? ‒ perguntou com uma sensação angustiante, medo de magoá-la. Inseriu os dedos sob a nuca da garota e olhou-a atentamente, buscando denominar seus sentimentos. Não tinha mais nada a ver com Emmett. Agora, aqui, somente os dois olhando-se nos olhos, não era vingança, provocação. Era afeto, fascínio. Tê-la iluminava a escuridão de sua vida.

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‒ Eu quero ser mais que amiga ‒ dispôs honesta. ‒ Há uma semana, naquela montanha, eu descobri o que quero. Quero você. Quero ser parte de sua vida, ocupar seu coração, fazer você feliz ‒ declarou determinada. ‒ Meu encontro com você não foi em vão, no beco. Não acredito no acaso. Creio que de algum modo tudo está pré-arquitetado no universo. Basta acreditarmos. E penso que, mesmo que demore, um dia você me verá como uma mulher da qual tenha orgulho, não seu segredo negro ou o crime que você tenha vergonha.

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O silêncio no carro foi absoluto. Ele prendeu o ar sem palavras. Sua coragem e sinceridade o comoveram. Ele mesmo era tão omisso com suas intenções, que o surpreendia conhecer alguém que se dava ao máximo sem exigir nada em troca.

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Ela voltou a beijar tranquilamente seu pescoço. Sua carícia era acolhedora, quente, não sexual. Ele fechou os olhos em acovardado silêncio e deslizou os dedos em sua nuca. Ela notou seu distanciamento e resolveu quebrar o gelo.

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‒ Poxa, passei duas horas fazendo um penteado no salão para você bagunçar em tão pouco tempo! ‒ ralhou sorrindo.

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Ele enfiou mais os dedos em seus cabelos, tirou os grampos devagar, um a um, e espalhou os cabelos.

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‒ Estava linda. Mas eu os prefiro soltos e naturais. Este penteado deixou você mais séria, uns cinco anos mais velha.

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‒ Pensei que você gostaria disso. Estou confusa agora ‒ brincou. Ele segurou seu rosto e a trouxe para seus lábios.

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‒ Já que tocamos nesse assunto, qual sua idade, mocinha? Você nunca me disse. ‒ Gracejou.

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‒ Hummm ‒ ela ponderou, dramática. Falaria ou o deixaria na incerteza? ‒ Quase dez-z, dez-z... ‒ incitou-o a adivinhar.

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‒ Dezenove ‒ ele brincou. Ela riu e arrastou o nariz no seu.

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‒ Não. Quase dez-z-z...

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‒ Tem dezoito.

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Ela balançou a cabeça negando.

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‒ Dezessete ‒ ela revelou. Ele suspirou aliviado. ‒ Quase dezessete ‒ ela adicionou. Ele afastou-a alarmado e torceu os lábios numa careta.

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‒ Droga! ‒ praguejou. ‒ Eu ainda tinha esperança de você ter quase dezoito. Nunca quase dezessete ‒ afastou-se. ‒ Você parece mais velha! ‒ acusou.

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Ela suspirou infeliz ao notar a clara rejeição emocional.

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‒ Esquece a idade real. Tive que crescer rápido. Se contar lutas e experiência de vida, tenho vinte e cinco anos ‒ observou brincalhona, tentando aliviar sua repentina tensão.

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‒ Meu Deus, onde eu fui me meter? ‒ esfregou o cabelo, contrariado.

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Ela cobriu os lábios dele com os dela, tentando distraí-lo. Ele correspondeu-lhe por uns segundos, facilmente entretido, depois a afastou. ‒ Me fala de sua vida ‒ ele pediu, desolado, e a abraçou ao seu peito. ‒ Um dia você disse que Emmett te roubou. Como ele fez para sua mãe não te encontrar?

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‒ Ele mudou meu nome com o auxílio de alguém influente ‒ ela confidenciou baixinho. Ele desceu a mão e acariciou displicentemente sua coxa descoberta pelo vestido levantado. ‒ Eu me chamava Isabella Anne Swan. Agora me chamo Isabella Anne Flower Navka. Tudo legal. Tenho dois nomes.

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‒ Por isso algumas pessoas te chamam de Flor.

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‒ Sim.

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‒ E por que você se apresentou para mim como Bella?

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‒ Não sei... É apelido de Isabella. E acho que eu sabia que seríamos amigos.

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‒ Hummm, seu amigo da pastoral te chama de quê? ‒ perguntou curioso. Ela virou o rosto e olhou-o desconfiada.

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‒ Flor, Florzinha ‒ contou com um sorriso ao entender sua intenção.

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Ele sorriu presunçoso e a abraçou. ‒ Gostei dessa parte ‒ deu selinhos em sua boca. ‒ Agora me diz como foi sua infância?

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Ela suspirou.

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‒ Nada fácil. Minha mãe é dona de um casarão que atendia como hotel e bar com serviços sexuais numa rodovia que interliga várias povoados de Oregon e Washington. Eu e Alie sabíamos desde os sete anos o que os caminhoneiros e policiais faziam lá com as imigrantes ilegais sul-americanas, latinas, russas... À noite, precisávamos tapar o ouvido para não ouvir do nosso quarto ‒ revelou pesarosa. Edward fez uma careta de desagrado. ‒ Como criança, eu era quase invisível para minha mãe. Era minha tia que me levava para estudar. Trazia livros para eu ler ‒ sorriu triste. ‒ De dia, eu ajudava minha tia nas tarefas de limpeza no salão do bar, ajudava a cuidar dos filhos bebês das funcionárias do prostíbulo, aprendi a cuidar das funcionárias drogadas... Mas eu não era infeliz. Coloria tudo em minha mente. Uma hora fingia que os bebês eram meus. Outra hora fingia que eu era uma enfermeira. Dizia para mim que estava naquele mundo, mas não pertencia a ele. Por isso conseguia viver um dia de cada vez... ‒ disse com olhos distantes. ‒ Eu sentia que minha mãe não me amava. Pelo contrário, tinha planos obscuros para mim. Aos nove anos, quando comecei a ter seios e fiquei muito alta para minha idade, ela já me olhava como se eu fosse um cofrinho de dinheiro. E tudo que eu queria era o amor e a aceitação dela... ‒ suspirou e se encolheu em seu colo. Ele a abraçou mais. ‒ Um dia, ao saber dos planos da minha mãe, minha tia avisou Emmett, então ele foi me buscar antes que minha mãe me iniciasse na vida aos onze anos. Estava planejando uma espécie de leilão. Desde aí eu fui morar com ele na Zona Sul de Los Angeles ‒ a dor em suas lembranças não pôde ser escondida. ‒ Depois de tudo, eu prometi para mim mesma que se um dia tivesse um filho, iria dar todo o amor que eu nunca tive. Meses depois Peter veio para mim. Por isso o amo tanto... Peter me ensinou que ao invés de depender do amor dos outros, eu tinha que amar, dar amor.

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Edward passou um tempo calado, distante.

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‒ Então tem por volta de seis anos que você está aqui com Emmett? ‒ perguntou desconfiado, calculando mentalmente a data à época em que houve a overdose de Rosalie e morte de sua mãe no lago.

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‒ Sim.

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Ele fechou os olhos e praguejou contra Emmett mentalmente. Então quando Rosalie estava viva, Emmett já mantinha Bella! Como não soube disso antes?

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‒ Mas me fala agora de você ‒ pediu Bella ao sentir o silêncio pesado e estranho no ar. ‒ Você mora em Los Angeles há muitos anos?

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‒ Sim. Desde que eu nasci ‒ suspirou e a apertou. Sentia-se condoído pela história da garota. Era admirável o fato dela ter despontado e sobrevivido em meio a tanta sujidade. Grato por sua confiança, ele decidiu abrir um pouco de si. ‒ Meu pai tem uma casa em Malibu desde que casou com minha mãe. Fomos todos criados lá.

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‒ Seu pai ainda mora lá? ‒ ela não perdeu a chance.

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‒ Sim. Mas eu vou pouco lá ‒ respondeu nostálgico. Ela calou-se uns segundos pensativa, voltou a plantar beijinhos em seu pescoço.

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‒ Tem algo a ver com a morte de sua mãe?

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‒ Sim.

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‒ Como ela morreu exatamente?

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Edward ponderou se revelava ou não suas teorias. Lembrou-se de não elucidar totalmente os fatos e decidiu ao menos aproximá-la da verdade, já que a culpa por tantas mentiras já começava a confrontá-lo.

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‒ A história é muito longa...

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‒ Sou toda ouvidos.

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Ele encostou as costas no banco, enquanto acariciava o cabelo da garota. Com ela era natural conversar. Nem no divã da Rachel conseguiu se soltar.

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‒ Eu tinha quase treze anos quando um garoto mais velho, jardineiro, me livrou de uma briga de rua. Depois disso, eu consegui com meus pais que ele fosse nosso jardineiro também. Minha mãe adquiriu um apego muito grande a ele e, com o tempo, começou a levá-lo para o laboratório na nossa propriedade e ensinou-lhe informalmente a manipular substâncias. Todos perceberam o desempenho dele, dedicação. Foi então que minha mãe convenceu meu pai a financiar a faculdade na área química. E, enquanto ele estudava, atuava como assistente dela ‒ pausou um pouco, infeliz em lembrar quando conheceu Emm. ‒ Um dia ele me disse que minha mãe estava interessada nele, ou melhor, que estava apaixonada... ‒ fez uma careta com a lembrança repulsiva de Emmett e Lisandra. ‒ Com o passar do tempo, não só eu como o restante da família notamos a situação desconfortável. Isso desencadeou uma série de acontecimentos... brigas, desentendimentos, ciúme... Mas eu permaneci neutro. Não condenava ou tomava partido. Ela continuava sendo minha mãe, de qualquer maneira. Eu a amava mesmo que ela estivesse se comportando daquele jeito... Ele aparentemente não a correspondia, pelo que parecia, o que para o ego da minha mãe foi esmagador. Ao fim, após ser rejeitada e anteposta a uma adolescente, que era a garota que ele namorava e, supostamente, amava, minha mãe ficou depressiva, desequilibrada... Até então eu confiava no meu amigo. Nunca imaginei que ele pudesse ter tido alguma coisa com minha mãe... Porém, um dia, os flagrei se beijando. Ele negou. Acusou-a de armar para ele... Eu guardei segredo e comecei a isolá-lo ‒ torceu os lábios. ‒ Ele era aquele tipo de cara que ganhava todo mundo, entende? Era meu melhor amigo... E eu estava confuso. Na minha cabeça, eu questionava que outro motivo tinha Lisandra para ter se envolvido tanto? ‒ pausou pensando em Rosalie e seu vício agravado por toda essa história de Lisandra com Emmett. ‒ Mas então tudo aconteceu de uma vez... Em uma noite, houve uma briga explosiva ouvida pelos empregados; na manhã seguinte, encontrei minha mãe morta.

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‒ Mas você acha que ela foi assassinada? ‒ questionou atenta.

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‒ É uma hipótese, além de suicídio.

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‒ Por quê?

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‒ Porque, um tempo depois, ele, assistente da minha mãe, patenteou o registro de umas fórmulas que suspeito ter roubado dela. Logo penso que, ou ela se suicidou quando traída, ou, além de ele tê-la seduzido e ludibriado, roubou-a e a empurrou no lago; afinal, ele estava lá em casa quando ela morreu... ‒ balançou a cabeça revoltado com a lembrança. ‒ É meio confuso, eu sei. Mas ele teve culpa ‒ disse entre dentes, alterado.

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‒ Você tem provas?

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‒ Não... E esse é um problema. Ninguém acredita nas minhas teorias. Nem minha família ‒ revelou pesaroso.

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‒ Me conte mais. Eu acredito em você ‒ encorajou-o solidária. Estava feliz que ele tivesse confiado nela.

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‒ Outra hora ‒ suspirou e beijou-a suavemente nos lábios. Gostaria que ela não fosse tão cativante assim. Tinha ânsias de falar abertamente que esse amigo era Emmett e que por causa dele sua família foi destruída, mas tinha que ser cauteloso por não ter provas. ‒ Isso não é nem metade da história... Mas eu não quero mais perder tempo com você conversando sobre coisas tristes ‒ mudou-a em seu colo, cada perna de um lado seu e cobriu sua boca com beijos, tentando embalsamar a ferida reaberta no peito. Acariciou suas pernas, e a dor, aos poucos se dissipava, sendo substituída por excitação. ‒ Opa! Acho melhor sairmos daqui ‒ disse quando já pensava em procurar o zíper lateral do vestido. Estavam em um local público e iluminado. E seu plano foi só curti-la quando a trouxe.

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Ela afastou-se para o outro banco, ele ajustou o seu, depois deu partida. Pegaram uma estrada deserta e seguiram novamente rumo ao baile em Beverly Hills. Nesse tempo, ele continuou a brincar com os dedos nas pernas da garota ‒ ficaram bem lisinhas. Agradeça sua prima por mim ‒ aprovou com uma piscada e subiu os dedos pela coxa.

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‒ Também depilei mais em cima ‒ ela sugeriu mordendo os lábios. ‒ Quer ver? ‒ propôs com ar de criancinha arteira.

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Surpreso com a sugestão inusitada, ele diminuiu a velocidade, encostou-se no canto da estrada e sorriu quando notou seu sorriso perverso.

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‒ Mostre ‒ pediu malicioso. Faça isso, Bella, tome a iniciativa.

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A mão de Bella sumiu na saia e tirou a calcinha dramaticamente, olhando-o com os olhos em fenda, ainda sorrindo. A cobiça o fez arregalar os olhos. Um volume indomável e irritante empurrou a calça apertada. Admirado com sua atitude decidida, ele abriu a boca, fascinado, registrando-a colocar charmosamente a calcinha sobre o painel. Levou a mão à coxa da garota e levantou devagar a saia do vestido. Ela arfou quando sentiu os dedos dele fazerem caminho internamente entre suas coxas e fechou os olhos em expectativa ao senti-lo sondar a área totalmente depilada.

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A luz do poste na estrada iluminou perfeitamente o sexo da garota, ele levantou o calcanhar dela para apoiar seus pés no banco e passou alguns segundos apreciando a delicada intimidade nua. Umedeceu os lábios ressecados pela excitação. Ela abriu os olhos e encarou-o, tensa pela exposição. Ele inclinou-se sobre ela, beijou-lhe os joelhos erguidos e desceu mordiscando a área das coxas. Dirigiu o polegar nas delicadas dobras e investigou sua entrada, brincando com a pequena umidade e espalhando-a. Ela estremeceu e apoiou os ombros na porta, entregue.

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‒ Hummm ‒ gemeu.

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Estimulado pelo consentimento, ele se inclinou, hipnotizado, enfiou o rosto entre suas pernas e beijou a virilha, devagar, passando a ponta da língua de baixo acima.

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‒ Ai... ‒ ela contorceu-se e instintivamente apertou a cabeça dele com as pernas.

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‒ Foi ruim? ‒ perguntou divertido, olhando nos olhos verdes da garota. Ela negou balançando a cabeça e permaneceu quieta, disposta. Internamente, mantinha uma luta entre ansiedade e vergonha, autoconsciência e desejo. Ele seguiu em frente ao ler a expectativa. ‒ Então abra bem as pernas ‒ orientou e desceu novamente a boca. Beijou gentilmente a pele lisa da virilha e delineou o clitóris. Ela tremeu. Ele pressionou com a língua quente e molhada, depois o puxou com uma sugada. Ela ergueu-se para trás com o choque que a percorreu.

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‒ Hummm, delícia ‒ soprou-a, lambeu de novo, segurou suas coxas e enterrou sua língua, movendo devagar, somente lhe provocando em um doce castigo que a deixou ofegante, quase desesperada. ‒ Como você gosta?

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‒ N-não sei ‒ balbuciou incoerente.

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‒ Assim? ‒ passou a língua em sua entrada, e ela ronronou manhosa. ‒ Ou assim? ‒ chupou forte a carne, depois deu uma mordidinha.

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‒ Hummm... ‒ esticou-se oferecida.

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‒ Acho que os dois ‒ decidiu, com um sorriso presunçoso. Acariciou a fenda com o polegar e deslizou a língua mais rápido no nervo. Ela rangeu os dentes para não gritar, segurou inconsciente em seu cabelo e encorajou-o, ofegante. Ele enfiou a ponta do indicador em sua cavidade e incentivou-a.

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Seu corpo inteiro respondeu com estremecimento ao acariciar as paredes internas da garota. De novo a questão do sexo estreito da garota o confundiu. Não teve ninguém para comparar quando tentou buscar na memória. Até porque nunca saiu com garotas novinhas. Desde que iniciou a vida sexual, só saiu com meninas pelo menos três anos mais velha. Elas eram sempre mais experientes.

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Lembrar a idade de Bella foi como um balde de água fria nele, mas, quando pensou em diminuir o ritmo com a língua e retirar-se daquela estrada deserta, a garota já tinha seguido para um caminho sem volta e lamentava, contorcendo-se e apertando os dedos no couro do banco.

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Ele dedicou-se novamente sem lhe dar espaço para voltar atrás, chupou forte, pressionando e rodeando seu nervo inchado, então sentiu seu próprio corpo reagir visceralmente. Abaixou a mão livre, abriu seu zíper e cobriu seu membro necessitado com uma mão enquanto continuava seu trabalho acrobático de acariciar a garota.

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Ela não conseguiu conter os sons que perpassavam a garganta contraída, ergueu o quadril, e ele continuou a incentivá-la. Ela sacudiu-se no prazer alucinante, o corpo em convulsão. Surpreso e soberbo com aquele lindo e expressivo clímax, envolvido pela adrenalina e testosterona ao vê-la chegar ao cume por sua língua, não encontrou tempo para mudá-la e, quem sabe, induzi-la a sentar-se sobre ele. Um urro deixou sua garganta e um prazer febril tomou conta de seu corpo estimulado pela autocarícia. Seu corpo estremeceu violentamente, a excitação explodiu e derramou-se, espalhando no assoalho do carro enquanto espasmos convulsivos faziam-no ofegar.

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Foi animalesco seu ato, incontrolável. E, ainda absorto, incentivou-a até que ambos normalizaram a respiração, então deitou a cabeça em sua barriga.

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Divagou mentalmente, comparando-a à frígida Rachel, que era contida, nunca gritava, e seu prazer demorava horas para chegar. Já com Bella foi fácil e eloquente. Uma enlevação no seu ego masculino.

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‒ Viu a vantagem de se ter um carro sério, ao invés de um esportivo? ‒ ele destacou, relaxado, a respiração tranquila. ‒ Não poderíamos fazer acrobacia em seu carro, por exemplo.

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Ela sorriu, feliz, acariciou seu cabelo e permaneceram um tempo assim, calmos e cúmplices, vidros embaçados, corpos satisfeitos. Paz. Isso era o que Edward sentia ao lado dela. Esquecia tudo e todos, envolvido numa aura de completude. O silêncio e intimidade os uniam. Manteve o sorriso saciado no rosto ao passo que plantava beijos doces no abdômen feminino.

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A paz foi interrompida quando luzes coloridas iluminaram o interior do carro. Ergueu a cabeça e olhou para trás. A porta de uma viatura se abriu, a seguir dois homens uniformizados desceram. Edward foi consciente que rompia a madrugada com uma adolescente, logo, poderia complicar para si. A não ser que lhes mostrasse seu distintivo e identidade funcional. Isso os persuadiria a ir embora sem mais perguntas. Todavia, Bella poderia descobrir nesse instante que ele era policial... Maldição. Não podia ser descoberto agora.

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Antes que os policiais chegassem à porta do seu carro, levantou-se, abriu a porta e desceu somente de meias do carro, numa nítida mostra de pós-sexo: olhos brilhosos, cabelos desgrenhados.

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‒ Boa noite, senhores ‒ levantou as duas mãos em rendição logo que fechou a porta. Um do policiais ergueu a pistola preventivamente, o outro se aproximou com uma Taser.

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‒ Eu não mandei o senhor descer! ‒ grunhiu o policial, agressivo.

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‒ Sou da casa. Agente Especial Cullen, da Narcóticos ‒ adiantou-se num sussurro. ‒ E tem uma arma em meu calcanhar ‒ avisou. O policial arqueou as sobrancelhas, cauteloso e refreou os passos. Edward continuou. ‒ Meu distintivo está no bolso de trás ‒ adicionou tenso. Qualquer ato seu sem aviso poderia gerar uma ação precipitada nos policiais de rondas.

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O policial o observou incerto, depois desviou o olhar para o movimento dentro do carro, para a sombra feminina iluminada pela luz do poste.

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‒ Quem está com você? ‒ inquiriu e olhou para os pés descalços de Edward, depois para sua calça descomposta e finalmente para a camisa com parte para fora.

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‒ O senhor quer conferir minha funcional? ‒ tentou novamente, vendo se aquilo acabava.

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O policial divertiu-se com a suspeita de que fosse um Agente Federal em apuros. Para piorar, outro carro de polícia chegou, encostou-se ao lado e desceram dois homens. Um, louro, magro; outro, alto, moreno e forte. O último, ao dar três passos em direção a eles, reconheceu-o e abriu um sorriso largo.

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‒ Agente Especial Cullen, como vai? ‒ caminhou em direção a Edward que, ao invés de sentir alívio, ficou mais preocupado. Era o policial Félix, um dos investigados pela Narcóticos por associação ao tráfico, corrupção passiva e facilitação.

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‒ Como vai, Félix? ‒ ouviu-se dizer.

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‒ Vamos. Abaixe as mãos. Estamos em família ‒ sorriu cínico, suspeitando que Edward estava em companhia de prostituta. ‒ Vamos bater um papo ‒ abraçou Edward pelos ombros e se encostaram à lateral do Porshe. ‒ Como está a Divisão?

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Dentro do carro, a adolescente respirou aliviada ao notar Edward abaixar as mãos. Suspirou, com a cabeça apoiada no encosto, e fechou os olhos, guardando na memória tudo que aconteceu entre eles. Em um só dia a relação cresceu significantemente.

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Seus pensamentos doces foram interrompidos pelo toque do celular em sua bolsinha de mão. Afobada, pegou o aparelho, tocou na tela e uma mensagem de texto apareceu.

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Está na nossa hora, Florzinha. Espero que tenha se divertido o suficiente, porque eu não me diverti nada. Grrrr. O capacho está aqui. Acho que temos que ir. Apareça. Senti sua falta. Alie.

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Preocupada, saiu da tela, pulou para o banco de motorista e abriu a porta.

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‒ Melhor irmos, Edward ‒ chamou tímida, só a cabeça do lado de fora. O olhar curioso dos policiais caiu sobre ela.

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Edward desejou que o chão se abrisse ao registrar os cabelos esvoaçados da garota, os olhos brilhosos, lábios vermelhos. Os policiais olharam Edward maliciosos. O Federal adiantou-se:

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‒ Er, já vou ‒ avisou, embaraçado, lançando um olhar significante à Bella, alertando-a que entrasse e o tirasse daquela situação.

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Ela entrou sem palavras e fechou a porta. Cinco minutos depois, Edward entrou calado, ela encolheu-se no canto e esperou que se alinhasse.

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‒ Merda ‒ ele praguejou ao tocar no sapato que iria calçar e notar que estava sujo de sêmen.

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‒ O que foi? ‒ questionou, ansiosa. ‒ Você vai ter problemas?

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Ele jogou o sapato em um canto, fez uma careta e deu partida de meias mesmo.

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‒ Sobre isso, não ‒ respondeu sério. ‒ Bella, ajude-me a lembrar que idade eu tenho ‒ pediu, chateado.

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‒ Ah, eu não sei ‒ lembrou, inocentemente. ‒ É quarenta? Cinquenta? ‒ fingiu pensar, zombeteira, tentando distraí-lo.

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Ele olhou para a garota encolhida, sentada com os pés de lado no banco e, aos poucos, um sorriso cresceu em seu rosto.

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‒ Você sabe que não... ‒ rolou os olhos. ‒ Meu Deus, Bella, que loucura! ‒ ofegou, desacreditando, mas agora com bom humor. Não sabia por que ria ante essa situação ridícula. ‒ Sabe quando isso aconteceu comigo?

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Ela relaxou a postura, atravessou o meio do carro e abraçou-o, no pescoço. ‒ Não ‒ descansou a cabeça em seu ombro.

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‒ Eu tinha dezessete anos, estava doidão depois de beber bastante com meu irmão e amigo, então a polícia nos parou ‒ riu com lembrança. ‒ Jasper e Al... ‒ interrompeu-se assustado ao perceber que quase falara o nome de Emmett. Essas memórias estavam arquivadas há anos.

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‒ Quem? ‒ ela perguntou, atenta.

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‒ Er, meu irmão e um amigo ‒ respondeu, evasivo e passou os dedos no seu joelho. Era novo não conseguir tirar as mãos de cima dela.

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‒ Isso deve fazer muito tempo ‒ ela gracejou e bagunçou seu cabelo, rindo. ‒ Já que você deve ter uns cinquenta anos ‒ ironizou.

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Ele pôs a mão em volta de sua cintura e continuou de olho na estrada, sorrindo.

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‒ Não. Faz só oito anos.

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‒ Muito tempo ‒ brincou de novo e mordiscou sua orelha. Ele sentiu um arrepio e rolou os olhos para si. Que fome era essa por ela? Ela continuou divertida. ‒ Afinal, é metade da minha vida ‒ dispôs, naturalmente.

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‒ Muito maduro jogar na minha cara sua idade ‒ fingiu desgosto.

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‒ Eu não joguei ‒ fez um bico e o beijou estalado na bochecha. ‒ Só lembrei.

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‒ Talvez seja uma boa ideia esperar você crescer ‒ piscou, provocador.

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‒ Hummm, então a questão não é você ter a idade que tem, não é, velhinho? A questão sou eu ter a idade que tenho... ‒ espetou. Ele não respondeu, vislumbrou uma discussão iminente e quis fugir. ‒ Mas eu já sou adulta ‒ garantiu. ‒ Pelo menos eu já tenho responsabilidades de adulto.

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‒ É sim, Florzinha ‒ gracejou apaziguador. ‒ Bem adulta. Como é mesmo a sua idade? ‒ zombou galhofeiro.

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‒ Você me chamou de Florzinha! ‒ animou-se.

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‒ Chamei? ‒ sorriu, confuso. Viraram outra esquina e chegaram ao estacionamento do local onde ocorria o baile.

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‒ Chamou ‒ afirmou, alegre. ‒ E eu adorei ‒ beijou-lhe novamente no rosto, já parados no estacionamento. Mudou no banco e plantou selinhos nos seus lábios.

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‒ Sabe que seu apelido devia ser bruxinha, não Florzinha? ‒ ele comentou entre um selinho e outro, depois a sentou em seu colo, mantendo as mãos acariciando suas coxas.

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Ela gargalhou, desviou os beijos para o queixo e questionou, divertida. ‒ Por que bruxinha?

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‒ Porque você lançou um feitiço em mim ‒ sorriu e a apertou a si, adorando a vibração do riso na garganta dela. ‒ Penso que tenho quinze anos quando estou com você ‒ cruzou os braços em volta dela e buscou seus lábios, dessa vez de uma forma mais íntima, então pôs a língua em sua boca de um jeito provocante, acariciou a boca e tentou capturar sua língua. ‒ Me dá um pouquinho de sua língua ‒ pediu manhoso em seus lábios quando notou que ela nunca oferecia. Ela riu negando e tentou se afastar do beijo. Ele apertou suas costelas com os dedos e tentou capturá-la novamente. ‒ Vou roubá-la ‒ avisou, pôs a mão sobre seu busto e a apertou, fazendo com que o clima mudasse de novo. O corpo macio da menina pareceu entrar em chamas, um calor agora familiar e incontrolável espalhou em seu pescoço e ela relaxou a língua, deixando que ele a levasse. Um desejo insaciável perpetuou no corpo dele. Sugou a língua doce até que ambos precisaram de ar, com olhos brilhantes.

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‒ Você nunca dá sua língua quando beija? ‒ ele questionou.

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Ela apoiou a cabeça em seu ombro e respondeu. ‒ Não tinha o costume. Nunca ninguém reclamou .

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‒ Pois eu quero ‒ disse incisivo. ‒ Não dispenso nada de você... Sabe em que eu penso quando estou chupando a pontinha dela? ‒ insinuou maliciosamente e desviou os lábios para sua orelha. ‒ No que fizemos lá na estrada ‒ moveu sua teimosa reação física nela. Ela arregalou os olhos, rubra, e ele gargalhou. ‒ Não. Eu não sou esse pervertido sempre. Nunca fui ‒ adiantou-se ao vê-la olhando-lhe com censura. ‒ Foi você. É você que rouba o meu bom senso ‒ esclareceu e a abraçou.

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Passaram os instantes a seguir abraçados, acolhidos um no outro. Ele pensava em como começava a ser difícil ter que lhe deixar ir. Era como se a única dose de alegria de seu mundo fosse sugada... Pior ainda era saber que ela ia para ele... Será que dormiriam juntos?

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Não pense nisso.

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‒ Obrigada por ter vindo ‒ ela agradeceu em clima de despedida. ‒ Foi ótima a nossa noite.

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‒ De nada ‒ ele sorriu. ‒ O prazer também foi meu ‒ adicionou, malicioso. ‒ Foi um prazer conhecer um pouquinho mais da minha pequena montanha russa engraçada, infantil e voluntariosa. Por outro lado, altruísta, corajosa e responsável ‒ enumerou efusivo, a voz rouca em um sorriso.

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‒ É sério que você acha isso tudo de mim? ‒ riu, presunçosa.

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Ele apertou seu queixo e voltou a beijá-la, brincalhão.

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‒ Além de bonita, gostosa, com seios deliciosos, os lábios mais macios que eu conheço, o cheiro inesquecível... Falando nisso, por que você muda tanto de perfume? ‒ inclinou-se para cheirá-la no pescoço. ‒ Às vezes você tem cheiro de algodão doce, outras de tutti-fruti, flores... Hoje mesmo está com cheiro de... hummm... tangerina e flores.

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Ela sorriu e bagunçou o cabelo dele. ‒ Nossa, você notou até isso? ‒ questionou, brincalhona. ‒ Eu mudo para testar ‒ deitou-se novamente em seu ombro. ‒ Qual você gosta mais?

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‒ Não sei... ‒ fungou novamente e a ajeitou em seu colo. ‒ Vou decidir e te falo ‒ levantou mechas de cabelo ao rosto, cheirando-os. Ela tinha um sorriso satisfeito no semblante rosado, os olhos brilhantes de triunfo com o andamento da relação. Ele observou-lhe e a beijou no cabelo, com aquele sentimento estranho de fraqueza queimando e sufocando. Trouxe-a novamente para os seus lábios para despedir-se. Queria mais dela, seu aroma, sua saliva, seu sabor.

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Afastaram-se relutantes quando Bella lembrou que Alice a estava esperando. Ela calçou suas sandálias, sorriu e desceu. Deixou no carro um homem pensativo e confuso com tudo que ela fazia em seu arquitetado mundo.

Notas finais
Nota da beta Bem-vinda de volta Bia! Estava com saudades de betar... J Vamos ao capitulo... Meu Deus... tenso hein?!?!?! com as revelações de Bella e Edward... e que graça não, esse Edward com Peter... lindo... lindo... agora eu quero saber a historia completa da Rose... e a versão do Emmett. Ai ai ai... aguardando ansiosamente... J Bjs a todas! Kerima

Nota da autora:Eu quero mandar um beijo grande para a chefa, Jane, dona do mafioso, por ter me ajudado bastante com esse capítulo. Bjus, Jane. Valeu!Bom, agora sobre Flor de Lótus, eu tenho que esclarecer algo: Gente, é intencional o Edward ainda não ser um santo. Ele sabe que sente alguma coisa por ela, mas a vingança e o trabalho dele ainda continuam em primeiro lugar. Quanto ao fato dele olhar para ela sexualmente, isso é de propósito. Lógico que vai mudar, está mudando, mas HOMENS são assim. Homens gostam do corpo das mulheres.E a Bella já decidiu o que quer. Ela o quer. Por isso ela é fácil. Ela já gosta dele de verdade. Isso é bem claro. No entanto, ela é bem sensata. Não o pressiona. E para ganhá-lo, só fazendo isso.Então tenham paciência. Eu também sou romântica. Mas se eu fizer o melado agora no início, perde a graça. Vcs tb gostam de drama, que eu sei. Curtam as fases e as mudanças. Vcs sabem que eu gosto de construir.Obrigada por estar aí sempre. Vcs são muito importante para mim.BJks