Flightless Birds

4 Capítulo 4 - Daddy's Eyes Skayer


Notas iniciais
MINHA INTERNET VOLTOU *comemora*. Ok, esse vai ser o último personagem principal a ser apresentado... Esse capitulo pode ficar confuso, mas, de novo, tudo irá ser explicado nós capítulos seguintes. Boa leitura (:

Eu estou com Daddy's Eyes do The Killers na cabeça. Eu não sei porquê, mas toda vez que eu penso em como seria a morte essa musica começa a tocar no fundo da minha cabeça.

Talvez seja a parte do "Dreams should last a long time, this is not what I would call a goodbye".

Talvez seja essa parte porque eu venho vivendo a muito tempo em um pesadelo na vida real. E acho que sonhos -aqueles bons- deviam durar mais tempo.

Eu interpreto "this is not what I would call a goodbye" de duas maneiras diferentes:

1- Como os sonhos não duram o tempo esperado, não há tempo para se despedir. Porque todos temos a falsa e ingênua impressão de que quando algo é bom vai durar para sempre. Apesar de termos essa expectativa sobre algo que erroneamente imaginamos que será eterno, sabemos que nada dura para sempre, especialmente a felicidade. E sonhos não costumam se tornar realidade, e quando se tornam, não parece real. O que quero dizer, é que sonhos daqueles que temos quando dormimos, sempre são interrompidos na melhor parte. E você escolhe o final, porque sempre acha que como o sonho estava tendo um desenvolvimento perfeito e acabará sendo perfeito. Ultimamente tenho me perguntando se não acordamos porque lá no fundo sabemos que o sonho irá acabar de uma forma terrível. Talvez tenhamos até sonhado sobre essa forma terrível e acordado por causa dela, mas não nos lembramos o que aconteceu logo no final, como os últimos momentos de uma noite de bebedeira.

2- A outra parte não tem a ver com a musica, nem nada assim. Tem um significado próprio. Do tipo de quando se morre. O adeus, mesmo que seja uma carta de suicídio, ou um testamento, ou até fitas com filmes com partes da sua vida que foi compartilhada com essa pessoa em questão. Nunca vai ser o suficiente. Porque não vai ser um adeus ocasional. Vai ser o ultimo. Não vai ter outra carta, não vai ter outra conversa, não vai ter outra despedida. Foi o que foi, e nunca vai ser o bastante. Nenhum adeus é fácil. Nada disso é o que eu chamaria de adeus.

Nada disso é o bastante. Muito menos o jeito que descobri o que havia acontecido quando minha tia veio me dar a notícia.

(...)

“Ele ainda está dormindo” a enfermeira falou

PI... PI... PI...

Alguém deveria informa-la que só porque um doente está de olhos fechados não significa que ele está dormindo. E ainda a chamam de enfermeira.

“Não tem como acorda-lo?” consegui escutar a fraca voz da minha tia falando.

“Isso não seria bom... Principalmente na situação dele... Mais estresse, mais esforço...” informou com pesar.

“Olha... Rose” tia Cass pausou um pouco como se estivesse procurando o crachá da moça “Você sabe o assunto. Ele precisa saber.”

“Como já disse, isso não seria bom para ele... Quem sabe se a senhora falar com o psiquiatra primeiro...”

PI... PI... PI... a máquina apitava constantemente.

“Ele consegue aguentar. Quem não consegue aguentar sozinha sou eu. Você conseguiria esconder isso do seu sobrinho?” a irmã do meu falecido pai falou exasperada.

“Quem morreu dessa vez?” falei com os olhos fechados ainda. Minha voz saiu rouca pela falta de uso.

Ela não respondeu. Eu já sabia. Meu tio não havia ido com ela. As vozes me contaram. Eu soube. Eu sempre soube. Eu não sou louco. Eu sabia. Eu sabia.

“Mas desejava que não soubesse” procurei de onde vinha a voz.

“CALA A BOCA” gritei. Olhei para os lados, onde ele estava? A cada segundo ficava mais tenso.

PI.. PI.. PI..

“Eu avisei...” a enfermeira falou.

“Não era minha intenção...” minha tia falou, já em prantos.

“SAI DAQUI. VAI EMBORA. VOCÊ MATOU MEU TIO. VOCÊ O MATOU” bradei ainda olhando para os lados desesperadamente.

A voz... A voz...

“Não fui eu, meu filho não fui eu...” minha tia estava atordoada.

“Não você. Ele...” expliquei me sentindo sonolento.

Olhei para o lado pela ultima vez antes de apagar aquele dia. Olhei para o lado e vi alguém inserindo algo em meu soro.

Era ele...

Notas finais
Eai? O que acharam? Começou a ficar meio tenso, né? haha Gente, eu queria saber se vocês preferem que seja tudo em terceira pessoa, ou querem continuar com vários POV's diferentes... Digam logo porque preciso escrever o quinto capítulo!!!