Firing Line
38 Weapons in hand, armored cars, mission underway.
Notas iniciais
Oi gostosas da minha vida ^^ Esse cap ficou grandão e resolvi dividir em dois. Lembrando q isso q ta acontecendo é só o pontapé inicial pro q realmente interessa. Dito isso, boa leitura ;)
— Vou só fazer o café, volte a dormir.Ela acentiu e se enfiou nas cobertas novamente. Aproveitei que já tinha feito café e arrumei a mesa pra Selena com pão, queijo, presunto, ovos, bacon, frutas e suco.— Sou foda. — Sorri convencida.Ouvi o chuveiro ser ligado, sinal de que Selena já havia levantado e minutos depois ela entrou na cozinha ainda sonolenta.— Bom dia. — Disse coçando os olhinhos e vindo até mim. Abracei a cintura fina e depositei um selinho demorado nos lábios grossos.— Fiz café da manhã pra você. — Alarguei o sorriso e ela sorriu junto.— Alguma você aprontou, pra acordar tão amorosa assim. — Seus olhos se estreitaram pra mim.— Nossa, eu aqui toda fofa te fazendo café e é isso que você pensa de mim. — Fiz bico olhando-a de lado em seguida pra ver se havia surtido efeito.Ela soltou uma risada e me beijou. Um beijo calmo e intenso ao mesmo tempo. Sentamos juntas e tomamos café. Estranhei a atitude parcialmente calma dela, mas preferi não falar nada. Depois que nos arrumamos, levei Selena até a faculdade e tomei o caminho do trabalho com a certeza de que esse seria um dia atípico.Selena:— Você tá ouvindo o que eu tô dizendo, Selena?Despertei com a voz grave de Miley bem próxima aos meus ouvidos. Estávamos saindo da ultima aula do dia.— Estou.— Selena, o que tá acontecendo? — Miley segurou meu braço fazendo-me parar.— Nada, Miley. Eu tenho que ir, te vejo depois. — Falei sem cerimônia e saí em direção ao estacionamento.Cheguei em casa já depois do almoço, mas na verdade eu não tinha fome nenhuma. Subi pro meu quarto e liguei o notebook em cima da cama. Eu tinha muita coisa pra planejar. Normalmente, Demi saía do trabalho às 17:00, mas hoje não seria assim. Tendo em vista que ela leva tempo pra se preparar pras missões, terei que esperar por mais ou menos uma hora até que fosse seguro. Mas não tinha endereço nem nada... Já sei! Mas ela pode me descobrir antes que eu faça alguma coisa. Vou ter que arriscar. Fechei o computador ciente de que eu poderia estar me metendo numa furada, mas não via outra alternativa. Demi ia ficar furiosa comigo. Bom, paro pra pensar nisso depois.Demi:— Quando é que você vai parar de criancice, Demetria? — Zac sussurrou ao meu ouvido.— Eu deveria tirar você desse caso por não cumprir minhas ordens. Mais uma dessa Efron, e você estará suspenso. — Sussurrei de volta quase sem mover os lábios.Estávamos na sala de reuniões. Traçaríamos a estratégia de abordagem e em seguida partiríamos pra Iglewood. O tenente Jonas explicava aos demais tudo que eu já havia repassado pra ele. Eu detestava ter que repetir as coisas mais de uma vez, então Nick fez isso por mim. Era bem verdade que eu estava furiosa com Zac por ter dado com a língua nos dentes pra Selena. Mas aquele não era o momento pra isso, tínhamos coisas mais importantes pra resolver.— E é isso. Entenderam, soldados? — Nick virou-se pro restante dos oficiais.— Sim senhor. — Responderam em uníssono.— Pois bem, hoje é um dia importante. Poderemos ter uma verdadeira chance depois de um bom tempo de investigações de pegar o traficante mais procurado desse país e colocá-lo atrás das grades de uma vez por todas. Vão e se preparem, já estou a caminho. Estão dispensados. — Falei firme e todos se retiraram restando apenas Zac, Nick e eu.— Permissão pra me retirar, capitã. — Nick pediu.— Permissão concedida, tenente. Encontro vocês lá embaixo. — Ele fez um gesto respeitoso e saiu.— Demi... — Zac começou.— Agora não, Zac. Você também está dispensado. Me encontre junto com os outros. — Respondi sem olhá-lo.Ele respirou fundo antes de acentir respeitosamente e sair. Fui até minha sala e peguei o que precisava: Pistola, distintivo, mapa do local, chaves do carro. Desci novamente indo até o meu armário onde tinha o resto do equipamento. Depois de completamente vestida com o uniforme preto, prendi meu cabelo loiro num rabo de cavalo deixando as mechas azuis caírem sobre os ombros. Vesti o colete à prova de balas por cima da roupa, escolhi um fuzil potente e encontrei meus homens já à minha espera no térreo. Nos dividimos entre viaturas e dois blindados. É, a missão exigia uma proteção maior. Depois de tudo pronto, partimos.
Chegamos aos limites de Igleewood por volta das 18:30. O lugar estava calmo, mas não sabíamos como estava tudo lá dentro.— Sargento Efron. — Chamei por ele que estava no banco de trás da viatura. Eu estava no banco do passageiro e o soldado Scoot estava ao volante.— Sim, capitã.— Você tem uma sugestão de qual a melhor entrada pro acesso ao local?— Entrada leste é a mais indicada, com certeza. Verifiquei todo o perímetro do local e não tenho dúvidas.— Ótimo. — Falei levando meu dedo pra pequena escuta em meu ouvido direito. — Tenente Jonas?— Na escuta, capitã. — Ele respondeu do outro lado da linha.— Entraremos pelo lado leste, estejam atentos e montem um cerco discreto pelas demais entradas. Quero o perímetro todo cercado, entendido?— Perfeitamente, capitã. — Ele respondeu e desligou em seguida.— Vamos nessa. — Falei abrindo a porta do carro e saindo cautelosamente.Demoramos alguns minutos pra ocupar nossos postos com precisão. Eu me encontrava na entrada leste, em frente a um morro alto e escuro. O lugar era como uma grande fortaleza e teríamos que ter muito cuidado ao caminhar por alí.— Sargento Efron, as coordenadas. — Pedi com os olhos atentos à entrada da favela.— O lugar onde nosso alvo se encontra é aqui. — Ele indicou no mapa com a pequena luz de uma lanterna de mão. Precisamos do sinal do soldado Sanchez e em seguida, entramos por aquele beco seguindo em zigue-zague rumo norte. Os becos aqui são muito estreitos e cercados de escadarias e lugares altos. Os homens de McBaine montam guarda no alto dos grandes telhados, precisamos ter cuidado com isso.— Certo. Bom trabalho, Efron. Vamos. — Dei sinal pra que avançássemos.Coloquei os óculos com lentes amarelas anti-reflexo. Seu uso também facilitava a visão em locais escuros, o que era o caso. Meus homens fizeram o mesmo enquanto caminhávamos com todo o cuidado pelas vielas esquisitas.— Parem. — Fiz sinal com o punho fechado ao lado do rosto pros que vinham de trás e todos obedeceram. — Estou avistando o letreiro da pousada.— É essa mesmo, capitã. É lá que está o nosso cara. — Zac informou num sussurro.— Está cercado, como era de se esperar. — Levei o dedo ao comunicador em meu ouvido. — Tenente Mason?— Na escuta, capitã. Tudo limpo por aqui. — Ele respondeu.— Tenente Jonas? — Chamei o outro.— Tudo calmo aqui também.— Atenção todos, vamos avançar sorrateiramente pela ala norte e render os caras. Cubram as outras entradas e não deixem que nos alcancem.— Entendido, capitã. — Eles responderam.— Ao meu comando... — Falei erguendo a mão espalmada fazendo sinal pra que ficassem atentos. Logo em seguida movi o punho apontando dois dedos pra frente indicando que me seguissem. A partir dalí, todo cuidado é pouco.Chegamos perto o suficiente pra ouvir o barulho que vinha de um bar vizinho à pousada. Haviam pessoas bebendo e aparentemente se divertindo. Não saberia dizer se eram pessoas inocentes, poderia ser tudo uma grande fachada. Avistei o primeiro segurança grandalhão de McBaine e este estava armado com uma metralhadora.— Soldado Nash? — Falei pela escuta avistando a garota loira de olhos claros a alguns metros do alvo. Parecia uma sombra.— Ele está na minha mira, capitã. — Ela respondeu num sussurro.— É todo seu. — Acenti encontrando seus grandes olhos azuis e não precisei mandar uma segunda vez. Ela rastejou silenciosamente até ficar por trás do cara e rendeu o mesmo sem esforço. Ele não teve como reagir.Continuamos avançando e tudo saía perfeitamente como eu planejei. E foi quando eu vi algo que fez cada célula do meu corpo reagir furiosamente e cada fio de cabelo meu se arrepiar. Eu só podia estar vendo coisas. — Demi, aquela é... — Zac falou próximo ao meu ouvido.— Não pode ser. — Eu tinha os olhos arregalados. — Fique aqui e me cubra.Ele prontamente voltou sua atenção pro espaço ao meu redor com a arma em punho enquanto eu dava a volta por uma parte do morro cheia de pedras e mato conseguindo alcançar o outro lado. Avistei a figura amedrontada olhando ao seu redor como se não soubesse onde estava. Era óbvio que não sabia. Senti meus olhos pinicarem e a vontade de chorar quase me venceu. Não sei sei se por raiva, frustração ou preocupação, mas o que eu estava sentindo não era nada bom. Avancei a passos cautelosos até ela e com uma mão agarrei sua cintura firmemente enquanto levava a outra à sua boca tapando-a pra que não gritasse com o susto. Arrastei o corpo com facilidade pra trás de uma das grandes paredes pedregosas e encostei-a com certa força na mesma.— Mas que merda você está fazendo aqui!? — Sussurrei contendo o impulso de gritar as palavras na cara dela, que parecia assustada.— Vim atrás de você. — Ela disse ofegante. — Você tem que vir pra casa comigo.— Selena, você faz idéia da MERDA que está fazendo? — Meu tom de voz se elevou tamanha era a raiva que eu sentia.— Demi, eu tinha que fazer alguma coisa, eu... — Ela tentou falar.— Que porra, Selena! Você vai sair daqui agora e...Não consegui concluir a frase porque naquele momento ouviu-se um tiro ser disparado não muito longe dalí. Fomos descobertos.— Capitã! Policial ferido! Fomos descobertos! — Ouvi a voz de Nick saindo da escuta presa ao meu ouvido.Selena me olhou nervosa e sustentei meu olhar no dela por alguns segundos antes de ouvir o segundo tiro. E o terceiro. E o que se seguiu foi o barulho de armas sendo usadas e tiros sendo disparados pra todo lado. Ah, que inferno.
Notas finais
Então...? ^^
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