Firing Line
7 We started wrong
Notas iniciais
Mais um ^^
— Eles ficaram fazendo um monte de perguntas, algumas eu nem sabia responder. Eu só estava no lugar errado, na hora errada. Que tipo de informações eu poderia dar?— Eles te pressionaram? Porque se fizeram me diga e eu vou lá e...— Deixa isso quieto, Demetria. Está tudo bem. Eu só quero sair daqui.— Vem, vou te tirar daqui. — Passei meu braço direito ao redor da cintura fina e a conduzi comigo pro lado de fora da delegacia.Durante o trajeto até o estacionamento, senti Selena amedrontada, frágil. Apertei o braço ao redor dela, como instinto de proteção. Ela se aconchegou mais junto a mim até estarmos devidamente fora daquele lugar.— Tem certeza de que está bem? — Perguntei— Tenho, eu só estou cansada. Isso tudo é muito desgastante.— Quer saber? Vem comigo. — Segurei a mão dela e ignorei o arrepio que se seguiu pelo meu corpo com o contato.— Pra onde? Demetria, eu preciso ir, eu...— Eu só vou te levar pra tomar um café, nada mais. Não seja teimosa, vem comigo. — Continuei guiando ela pela mão até meu carro.— Mas e meu carro?— Mando levarem p sua casa.E lá estávamos nós no meu carro de novo. Um lado meu dizia que eu deveria deixar Selena seguir pra casa dela e me afastar. Outro lado queria protege-la, tê-la por perto. Resolvi não raciocinar muito senão desistiria e estacionei em frente ao Starbucks, já que era o mais próximo da delegacia. Entrei com Selena no estabelecimento e escolhi uma mesa reservada, com vista pra rua. Sentei de frente pra ela, que parecia ter o pensamento longe. A garçonete veio até nós e comecei a pedir o que eu queria. A moça que anotava os pedidos sorria pra mim de um jeito tão descarado que eu podia jurar que ela estava me cantando. Ela terminou de anotar meu pedido e se voltou pra Selena que se limitou a dizer que queria apenas um capuccino. Notei que Selena olhava séria pra garçonete, parecia incomodada com algo. A moça pareceu perceber também e se dirigiu rapidamente de volta pro balcão.— O que foi? — Eu perguntei notando a feição de poucos amigos que Selena lançava pra garçonete que já estava de costas pra nós.— Nada. Eu só não fui com a cara dessa garçonete.— Hm... ok. Selena, eu te trouxe até aqui porque acho que comecei errado com você.— Como assim?— Olha... Eu sei que não fui muito amigável no dia do assalto, por isso eu queria me desculpar.— Ah claro. — Ela pareceu despertar para o que eu havia dito. — Espera aí, você está me pedindo desculpas?— Estou. Eu não sou tão intragável assim que não saiba admitir quando faço algo inadequado. Me desculpe, Selena. — Estiquei a mão esquerda e toquei a dela que estava sobre a mesa. Outra vez um arrepio tomou conta do meu corpo e eu retirei minha mão rapidamente.— Tudo bem, Demetria. Não esquenta com isso.Passamos um bom tempo conversando sobre assuntos aleatórios depois que nossos pedidos chegaram. Pude ver Selena lançar mais um olhar desaprovador pra garçonete que veio nos servir e voltamos a conversar. Ela parecia mais animada e falava o tempo todo sobre a faculdade, a medicina, o que fazia no tempo livre... Eu apenas observava e fixava meu olhar no dela. Que droga, eu estava encantada por aquela garota. O timbre grave da voz dela soava tão sensual contrastando com o rosto de menina. Os olhinhos escuros se apertavam quando ela sorria e a boca pequena generosamente preenchida por lábios cheios ganhou minha atenção.— E é isso. Mas me fala de você. — Ela me encarou interessada.— Ah. Bom, eu... Você sabe o que eu faço, como é meu trabalho. É tudo muito inconstante.— Você sempre quis ser policial? — Ela perguntou depois de tomar mais um gole do seu capuccino.— Sempre. Eu quis isso desde muito nova, não é à toa que tenho praticamente a sua idade e já sou capitã do Batalhão de Operações Especiais. Mas você também é muito nova pra quem já está pra se formar em medicina.— Somos novas, então. — Ela sorriu. Que sorriso mais lindo era aquele. Céus, isso não pode estar acontecendo.Selena:Estar alí com Demetria não era algo que eu havia planejado. Na minha cabeça, ela nunca sequer prestaria atenção em mim e de repente ela parecia se importar. Se desculpou pelo dia do assalto, pela forma como falou comigo. Eu ficava nervosa quando estava muito perto dela, tanto que pra espantar o nervosismo eu falava sem parar e ela parecia se divertir com isso. Estaria tudo perfeito se não fosse pela garçonete oferecida que veio nos atender. Ela praticamente comia Demetria com os olhos e sorria debilmente. Aquilo me incomodou. Miha vontade era de pegar Demetria pela mão e sair dalí. Mas o que eu estava pensando? A capitã não era nada minha. Se controla, Selena. Resolvi perguntar sobre ela, apesar de já saber mais ou menos como que era seu trabalho e sua rotina. Eu não podia negar que ela era encantadora, e quando sua mão tocou a minha foi como se uma corrente elétrica atravessasse dela pra mim, me fazendo querer toca-la, senti-la. Aproveitando a proximidade em que estavamos pude analisa-la mais detalhadamente. Ela tinha um olhar tão marcante, misterioso. Nariz perfeito, a boca carnuda, larga, lábios carnudos e um queixo absurdamente sexy. Acho que era a parte mais sexy do rosto dela. Senti algo no meio das minhas pernas pulsar ao descer os olhos até o busto da garota à minha frente. Seios fartos delicadamente protegidos pelos botões da blusa polo. Fui desperta pelo toque do meu celular que estava no meu bolso. Olhei na tela o nome 'Mãe'. Atendi.
— Oi mãe. Sim, já terminei. Então, é que encontrei a Demetria na delegacia, ela veio acompanhar meu depoimento e acabamos por parar no Starbucks e tomar alguma coisa, mas já estou indo. Beijo, até já. — Desliguei.— Preciso ir... — Fiz uma careta. Não tinha visto o tempo passar. — Você pode me levar em casa?— Com certeza. Vou pedir a conta. — Ela nem havia levantado a mão e a garçonete oferecida já estava lá de novo. Demetria pareceu não perceber os olhares maliciosos da outra e pediu a conta. Depois de pagar, saímos em direção ao veículo dela e tomamos o caminho da minha casa.— Obrigada por me trazer. E obrigada por ter ficado comigo lá na delegacia— Algum dia você vai parar de me agradecer por tudo?— Mas é o certo. Digo, você não me conhece, nem ao menos somos amigas e você fez coisas legais por mim. Nada mais justo do que eu pelo menos agradecer.— Ah, o problema é esse? Então se formos amigas você vai parar com isso? — Ela levantou a sobrancelha— Acho que sim. — Respondi meio sem ter certeza. Onde ela queria chegar?— Não seja por isso, então. Jante comigo qualquer dia desses.— Jantar? — Respondi surpresa. Ok, eu não esperava por isso.— Sim, jantar. A gente sai, vai a algum lugar legal, senta, come, conversa... Jantar! — Ela deu um sorriso capaz de me me fazer prender a respiração.— Eu sei como é um jantar. — Fingi irritação— Então por que pergunta? Vamos, não seja chata.— Tudo bem, se você insiste... — Abri minha bolsa tirando um bloquinho e uma caneta. — Esse é meu número. Fique à vontade pra me ligar.— Pode deixar que eu ligo sim. — Ela respondeu estendendo a mão pra pegar o pedaço de papel que ofereci.— Então tá, até mais Demetria. — Abri a porta mas fui impedida pela mão que se apoiou na minha coxa.— Espera. — Virei na direção dela e prendi a respiração ao notar que ela estava com o rosto muito próximo ao meu. Senti a respiração bater contra o meu rosto e me controlei pra não avançar e beija-la. Aquela boca era muito convidativa. Que delícia deveria ser o beijo daquela garota.Ela se aproximou de mim e me beijou no rosto demorando mais do que o necessário. Fechei os olhos aproveitando as sensações que me invadiram. Senti uma pontada gostosa entre as pernas novamente. Será possível que com o menor esforço ela conseguia me excitar? Fechei as pernas com força pra me controlar.— Selena. — Ela falou ainda perto do meu rosto.— Hm... — Foi só o que consegui falar— Respire. — Ela me olhou e sorriu. Aquele sorriso perfeito que eu nunca tinha visto igual. Como ela queria que eu respirasse assim?— Eu...eu preciso ir. — Falei saindo rapidamente do alcance das mãos dela e saindo do carro.— Tchau! — Ouvi ela falar e me virei pra acenar em resposta.Segui a passos lentos pra minha casa e ao subir as escadas em direção ao meu quarto eu mal conseguia raciocinar. Entrei no quarto e abri a janela. Precisava de ar. Tirei a roupa que de repente tinha se tornado quente, ou talvez fosse meu corpo, não sei. Deixe na cama só de langerie e me permiti pensar nela. Que garota era aquela, velho. Lembrei do rosto dela tão perto do meu, a respiração forte, adoçicada... Deixei escapar um gemido baixo e comecei a passar as mãos pelo meu próprio corpo afim de aliviar aquelas sensações que tomavam conta de mim. Passei a ponta dos meus dedos pelo meu seio, pela barriga, parando na minha intimidade que estava bem molhada. Gemi de novo lembrando dela. Isso não está certo, isso não é normal. Eu só posso estar ficando louca. ELA estava me deixando louca.
Notas finais
Fiquem à vontade ;)
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