Firing Line

24 Persecution and serious harm.


Notas iniciais
Oi princesas... Pense num ódio que dá qdo acabo de editar o cap todo e na hora que vou postar dá erro. Mt bom msm, recomendo.¬¬' Portanto perdoem se houver algum erro e tal, mas revisar 2 vzs dá uma preguiça da porra. TPM dando sinais, tô romantiquinha e dramática u.u Daí já viu, o que eu sinto reflete no que eu escrevo. O que em parte é bom, pq me ocorreram várias idéias e tals. O cap seguinte a esse já está escrito e postarei à noite. A partir daqui as coisas vão ficar mais intensas, profundas, perigosas. Enfim, espero que curtam. Boa leitura ;)

Demi:

— SELENA! — Eu chamava por ela inutilmente. O carro já estava dobrando a esquina quando cheguei na calçada. — MERDA!

— Demi! Pra onde ela foi? — Jenny e Miley saíram correndo de dentro da casa.

— Eu não sei! E ela levou o carro, como vou alcança-la? — Passei a mão pelos cabelos agoniada.

— Pega meu carro. — Jenny jogou um molho de chaves pra mim e indicou o veículo prata estacionado à minha esquerda. — Vai!

Corri o mais rápido que pude entrando no carro, dando partida e cantando pneu. Dobrei a esquina e dirigi mais alguns metros à toda velocidade procurando o carro de Selena. Não demorou muito e avistei o veículo. Peguei meu celular e disquei o número dela. Fui atendida depois do quinto toque.

— Demetria, me deixa em paz. — Sua voz estava alterada e parecia que ainda chorava.

— Não, Selena! Você tem que me escutar, não aconteceu nada entre mim e aquela garota! — Eu tentei argumentar.

— Eu vi tudo, cara! Você estava praticamente sem roupa com aquela vadia agarrada no seu pescoço, como quer que eu acredite em você?

— Só me deixa explicar, por favor! Você vai entender tudo, pára esse carro, eu tô bem atrás de você. — Notei que ela estava tomando o caminho de casa por dobrar numa rua já tão conhecida por mim.

— Tudo bem, eu... O que é isso? — Ela pareceu de repente assustada.

Olhei a tempo de ver um terceiro veículo entrando entre o meu e o dela. Parecia querer me fechar. Manobrei o carro pra me proteger de uma possível batida. Ele então acelerou e ficou rente ao carro de Selena. Mas que merda é essa? Selena havia encerrado a ligação, o que me preocupou ainda mais. Meu celular tocou novamente e apertei o botão do viva-voz imaginando ouvir a voz dela, mas não foi bem isso que aconteceu.

— Selena?

— Não, capitã. Surpresa... — Cada célula do meu corpo tensionou imediatamente após ouvir aquela voz. — Você deveria tomar mais cuidado, sabe...

— Brian?

— Que bom que lembra da minha voz. Suponho que você não saiba o motivo da minha ligação, mas vou esclarecer. — O veículo vermelho que seguia paralelo ao carro de Selena tentava fecha-la a todo custo conseguindo bater de leve na lateral do carro da minha namorada.

— Mas o que é isso!? Selena! — Ignorei por alguns segundos o celular e fixei minha atenção na cena à minha frente.

— Pois bem, capitã. Esse é meu presentinho pra você. A cabeça da sua garota numa bandeja... O que acha?

A ficha caiu como um baque. Acelerei tentando me aproximar do carro de Selena. Já havíamos nos afastado do perímetro da casa dela e seguíamos pela rodovia principal. Obviamente ela tentava despistar o agressor. O desespero começou a tomar conta de mim e mal consegui direcionar a ligação pro celular dela. Rezei pra que eu fosse atendida rapidamente.

— Demi! Tem um carro me seguindo, ele está tentando me tirar da estrada! — A voz dela era puro medo.

— Selena, eu estou bem atrás de você, estou perseguindo o veículo, mantenha a calma!

— Demi, socorro! Droga! — O veículo que a perseguia investiu mais uma vez contra a porta do motorista. — Amor, me perdoa... por favor me perdoa, eu... AH MEU DEUS!

Foi a ultima coisa que ouvi dela antes de presenciar o que eu mais temia. O carro vermelho tentou fecha-la de novo, mas dessa vez Selena não conseguiu manter o controle do próprio veículo e então aconteceu. O carro dela subiu um canteiro e capotou várias vezes tamanha era a velocidade em que estava.

— NÃÃÃÃO! SELENA! — Gritei sentindo o chão sumir debaixo dos meus pés. Parei o carro numa freada brusca e desci correndo em direção ao veículo que estava capotado com as rodas viradas pra cima. O perseguidor já ia longe, mas naquele momento, não era o que importava.

Cheguei até os destroços do carro da minha namorada e agachei rente ao chão à procura de algum sinal dela. Avistei o amor da minha vida desacordada e com o rosto coberto de sangue. Tentei abrir a porta do carro capotado desesperadamente urrando de frustração ao não conseguir. Algumas pessoas paravam pra ver o que tinha acontecido.

— ALGUÉM CHAME UMA AMBULÂNCIA! PELO AMOR DE DEUS, ALGUÉM PEDE AJUDA! — Eu chorava e gritava como se minha vida dependesse daquilo. E dependia. Minha vida estava presa nas ferragens daquele carro.

— Moça, saia daí! O carro vai explodir! — Um senhor de meia idade apontou pro tanque que estava vazando.

Não pensei duas vezes e agachei de volta procurando ter a visão de dentro do veículo. Selena estava de bruços rente ao chão. Não estava presa ao cinto. Dei a volta e deitei no chão ao lado da porta do passageiro. Eu precisava tira-la dalí. Chutei o vidro da porta afastando os cacos restantes em seguida. Serpenteei pra dentro alcançando o corpo de Selena. Não tive tempo pra analisar os ferimentos, virei-a pra que ficasse de barriga pra cima e eu desespero aumentou quando vi o estado em que ela estava. Havia uma ferida muito feia na altura do abdômen. Seu corpo estava coberto de sangue da coxa até o peito e eu não sabia precisar a gravidade. Puxei-a comigo com dificuldade e tomando o máximo de cuidado. Mas eu precisava ser rápida, o carro podia explodir a qualquer momento. Saí do veículo e levantei rapidamente com ela em meus braços. Tomei cuidado em proteger sua cabeça. Andei a passos largos pra longe dalí e ao ajoelhar no chão com o corpo desacordado de Selena aconchegado a mim, ouvi um estrondo ensurdecedor. Deitei sobre ela afim de protegê-la de mais algum dano. Olhei pra trás a tempo de ver o carro do qual eu havia acabado de sair tomado pelo fogo.

— Selena... Selena! — Ajeitei minha namorada no chão e me debrucei sobre seu corpo ensanguentado. — Selena, pelo amor de Deus, não faz isso comigo...

Me rendi a um choro desesperado. Abaixei rente à cabeça dela acariciando seus cabelos.

— Não, princesa... por favor... não... — Eu não conseguia pensar, sentir nem falar nada. Só o puro medo me açoitava naquele momento.

— Moça, a ambulância está vindo. Veja... — Não levantei a cabeça. Eu não conseguia desviar meu olhar dela.

Não sei em que momento eu fui retirada dalí. Só senti um par de braços fortes me arrastando pra longe de Selena e me falando algumas coisas que não entendi. Vi os paramédicos ajustarem o corpo dela na maca e levarem-na pra ambulância. Saí empurrando todo mundo que estava à minha frente até chegar à maca.

— O que você é dela? — Um dos paramédicos me perguntou.

— Sou a namorada dela. Saia da minha frente. — Respondi sem olhar pra ele e entrei na ambulância. Sentei ao lado da maca de Selena e segurei sua mão machucada. Mais lágrimas escorreram pelo meu rosto. Deus não podia fazer isso comigo, ele não podia tira-la de mim. Ela vai ficar bem. Tem que ficar.

Notas finais
E aííí...? ^^