Firing Line
25 I swear.
Notas iniciais
Mais um... Já tô escrevendo o próximo. Boa leitura ^^
— Demi! — Levantei o rosto avistando meu melhor amigo entrando pela porta.Levantei num salto e corri até ele me agarrando em sua cintura e deixando o choro incontrolável se apossar de mim. Zac me apertou contra si de forma protetora e esperou que eu me acalmasse, o que demorou algum tempo.— Eu não consegui protegê-la, Zac. Ele conseguiu o que queria, conseguiu me atingir no meu ponto mais fraco. O que eu vou fazer da minha vida sem ela? — Balbuciei as palavras de forma desenfreada. O desespero evidente no tom que usei.— Calma, irmãzinha. É isso que ele quer, ele está tentando de desestruturar. Quer pegar você desprevenida e isenta de qualquer cautela. — Ele se afastou de mim olhando nos meus olhos.— Eu não tô mais nem aí. Se ele quer a mim, ele vai ter. Vamos ser nós dois, matar ou morrer.— É suicídio, Demi! Pense com clareza! — Ele se exaltou.— Clareza? Como você me pede clareza quando o amor da minha vida está morrendo por causa daquele filho da puta? Ela tem que sobreviver... Ela tem que sobreviver... — Voltei a chorar e Zac me abraçou novamente.— Ela vai sair dessa, Demi. Selena é forte, vocês vão ficar bem. Vai ficar tudo bem.— Acompanhantes de Selena Marie Gomez? — Virei o rosto imediatamente na direção da voz. Era um médico que acabara de entrar na sala onde estávamos.— Aqui, doutor. Como ela está? — Perguntei ansiosa.— Não vou esconder nada de você, ela chegou aqui muito mal. — Respirei fundo controlando a pontada que senti no peito. — Conseguimos estancar o sangramento externo e a hemorragia interna através da cirurgia. Amanhã a operaremos de novo pra retirada do baço, pois será preciso. Ela perdeu muito sangue, mas já está sendo reposto. Só nos resta esperar que corra tudo bem e que ela responda logo de forma positiva.— Ela ainda corre risco de vida? — Passei a mão pelos cabelos e notei que minhas mãos tremiam.— Infelizmente sim. O acidente foi muito grave e não podemos dizer como será daqui pra frente. Dependerá muito dela mesma. As próximas 24 horas são cruciais. Agora se me dão licença, preciso ir. Qualquer coisa, mando avisarem pra você.— Obrigada, doutor. — Zac respondeu por mim. Apenas sentei na poltrona mais próxima e me entreguei a uma nova remessa de lágrimas e soluços.Droga, preciso avisar pra mãe de Selena. E Miley, Jenny... Eu não sabia nem por onde começar. Zac me ajudou na parte chata das coisas que consistia em preencher formulários de internação e anotar dados. Liguei pra mãe de Selena que estava em New Jersey à negócios. Ao saber do acontecido, ela disse por telefone que pegaria o próximo vôo direto pra L.A. Liguei pra Miley também, que se desesperou quase tanto quanto eu ou a mãe de Selena. Não demorou muito pra ela e Jenny chegarem ao hospital.— Demi, pelo amor de Deus, como foi isso? — Uma Miley em prantos veio me abraçar.— É uma longa história, Miley... Eu... Eu já não tenho lágrimas, não tenho forças, não tenho estrutura. Eu conseguiria aguentar qualquer coisa, menos isso.— Você já está aqui a horas, pelo menos comeu algo? — Jenny parou ao meu lado colocando sua mão em meu ombro.— Não quero nada. Só saio dessa sala quando tiver notícias positivas de Selena.As horas passaram se arrastando. A mãe de Selena chegou umas três horas depois muito aflita, como era de se esperar. Contei por alto a história toda, exceto o fato da minha ligação com McBaine. Isso era um assunto que eu resolveria sozinha. Mais algumas infinitas horas depois, veio um médico residente avisar que o estado de Selena era estável e que ela poderia receber uma pessoa por vez. Mandy foi primeiro e voltou aos prantos sendo amparada por Miley, Jenny e Zac. Então chegou a minha vez. Segui com a enfermeira pelo longo corredor até a ala de UTI. Entrei no quarto equipado com vários aparelhos, todos ligados ao corpo deitado na cama espaçosa. Quando meus olhos caíram sobre ela, meu peito se comprimiu e senti meu coração ser esmagado em mil pedaços. Selena tinha o rosto mais limpo, pálido, apesar de alguns cortes e um olho roxo. Um de seus braços estavam enfaixados e sua expressão era serena. Tinha aparelhos ligados a ela que partiam de várias daquelas máquinas e os batimentos eram cronometrados pelo bip agoniante de uma delas.
— Sel... — Me aproximei da cama e segurei sua mão pálida e gelada. — Sou eu, princesa.Ela não esboçou nenhuma reação. Baixei a cabeça e chorei. Chorei como uma criança desamparada. Como se toda a minha dor e meu medo de perdê-la pudesse sair junto com as incontáveis lágrimas. — Lembra quando... — Funguei limpando algumas lágrimas. — Lembra quando você disse que nunca ia me deixaria? Que nunca iria a lugar algum?A olhei novamente. Como eu queria ver o brilho daqueles olhinhos pequenos, ouvir a voz grave, ver aquele sorriso infantil brincando em seus lábios.— Eu preciso que você cumpra o que disse, ok? Você prometeu, princesa... Não me deixa, por favor... — Engasguei com um soluço alto. — Eu vou pegar o desgraçado que fez isso com você nem que seja a ultima coisa que eu faça, eu juro. Você vai sair dessa, vai ficar bem e vai ter uma vida longa e feliz. Do meu lado. Eu prometo.Me aproximei dela beijando a testa gelada e afagando os cabelos escuros. Vê-la alí naquela cama, indefesa, só atiçava mais ainda meu desejo por justiça que se tornava perigosamente maior do que o meu instinto de sobrevivência. McBaine estava com os dias contados. Eu ia me assegurar disso pessoalmente.
Notas finais
E aí? ^^
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