Firing Line

20 He is behind me.


Notas iniciais
E aí, princesas ^^ Velho, queria destacar o qto fiquei sem graça e ao mesmo tempo feliz pelos comentários no cap anterior. É importante pra mim saber q vcs curtem e tals. Como já falei, vou dar uma amadurecida nisso, mas enfim. Outro cap procêis,dando continuidade no enredo da história. (Como se eu tivesse um enredo pronto.kkkk ). Espero que gostem. Boa leitura ;)

Demi:

Eu ainda estava em êxtase. Dar prazer pra Selena foi de longe a melhor experiência que eu já tive. Eu ainda estava excitada, afinal Selena ainda estava nua e suada na minha cama. Visão do paraíso. Do meu paraíso.

— No que tá pensando? — Ela percebeu que eu a olhava e acariciou meu rosto tirando uma mecha de cabelos pra trás da minha orelha.

— No quanto eu te amo. E no quanto você é linda. — Virei de lado na cama de modo a ficar de frente pra ela.

— Você vai me deixar sem graça, sua boba. Vou tomar um banho. — Ela me deu um selinho e levantou da cama indo em direção ao banheiro. Admirei a silhueta nua andando de costas.

Selena tomou banho e em seguida eu fui. Dormi abraçada a ela com meu nariz encostado na nuca arrepiada da minha garota.

O fim de semana todo foi maravilhoso. Selena avisou pra sua mãe que ficaria comigo e ela não se importou. Fizemos de um tudo e fizemos nada também. Desde que estivéssemos juntas, o resto é resto.

— Selena, eu já disse que não como isso. — Falei retirando mais uma vez as folhas de alface do carrinho de compras.Estávamos no supermercado comprando umas coisas pra minha casa.


— Mas é saudável, amor. Você só come porcaria, vai ficar doente. — Ela disse recolocando o alface embalado num plástico dentro do carrinho. Já estávamos nesse lenga-lenga a uns 20 minutos.

— Você quer fazer o favor de largar de ser chata? — Retirei o alface.

— Você que é uma desleixada com a sua saúde. Tô cuidando de você, sua ingrata. — Recolocou o alface.

— Que inferno... — Desisti me dando por vencida. Ela não ia ceder.

Depois de enchermos o carrinho, paguei tudo e fomos pra casa. Selena me ajudou a guardar as coisas no armário sempre me vigiando de perto pra que eu não jogasse o maldito alface pela janela. O celular dela tocou em cima da mesa.

— Alô. — Ela atendeu. — Oi, sua vaca!

Pelo tratamento deduzi que fosse Miley. Sorri voltando a atenção pras compras enquanto Selena falava ao telefone. Ao desligar ela virou-se pra mim animada.

— Amor, era Miley. Ela chamou a gente pra um churrasco na casa dela na sexta que vem. E aí, topa?

— Churrasco? Ah, por mim tudo bem. Mas se ainda é na sexta por que ela ligou tão cedo?

— Talvez pra você ter tempo de se programar e não achar desculpa pra não ir. — Ela disse com um ar divertido. — Ela vai chamar uma galera da faculdade e vai ser bem legal.

— Galera da faculdade? Tipo quem?

— Jenny, Alyson, Hillary, Bett, John, o time de natação, Ashley... — Ela ia contando nos dedos.

— Ashley? É aquela mesma encherida que deu em cima de você no outro dia? — Guardei a ultima caixa de biscoitos e me virei pra ela.

— Vai começar? Ela não tava dando em cima de mim e foi você que implicou com a coitada ameaçando de ensacar a garota e joga-la num terreno baldio.

— Eu ainda não eliminei essa possibilidade. — Falei baixo já me virando e abrindo a geladeira.

— Como é, Demetria? — Fechei os olhos com força sentindo a bronca que eu ia levar.

— Nada, princesa. Não falei nada. — Sorri cinicamente. Selena riu, eu sabia que ela tinha escutado.

Me aproximei dela e envolvi meus braços na cintura delicada apertando-a contra mim. Ela segurou meu rosto entre as mãos e selou nossos lábios lentamente. Meu corpo reagia a cada toque dela como se a garota tivesse total poder sobre mim. E ela tinha. Levei uma das minhas mãos até o rosto dela e aprofundei o beijo pedindo passagem com a minha língua. Ela entreabriu os lábios e cedeu. Dessa vez sem pressa, sem nada do tipo selvagem, só uma explorando a boca da outra com carinho e cuidado. Nossas línguas se encontravam e se misturavam numa espécie de enlace perfeito. Selena me apertou mais a ela e suspirou contra a minha boca. Desci os beijos pelo rosto, maxilar, pescoço, busto. Ela já respirava mais profundamente e eu a abracei mais forte pela cintura erguendo o corpo leve sentando-a na mesa comigo entre suas pernas. O beijo já tinha se tornado urgente e Selena já descia a mão pelas minhas costas parando na minha bunda e apertando carinhosamente enquanto eu a puxava cada vez mais pra mim buscando o máximo de contato. Já estávamos ofegantes quando o toque do meu celular interrompeu tudo.

— Deixa tocar. — Ela sussurou descendo os beijos molhados pelo meu pescoço.

— Pode ser importante, amor. Me deixa atender. — Falei num fio de voz sem me soltar dela.

— Eu não estou te impedindo. — Ela continuava beijando meu pescoço de forma provocadora.

— Droga. — Suspirei saindo do abraço quente da minha namorada e indo até o armário da cozinha atendendo o celular rapidamente. — Pronto. Pode falar, Efron. Entendo. Ok, mas... Verificou bem? Confio sim. Estou à caminho.

— O que foi, amor? — Selena perguntou curiosa. Fiz sinal pra ela esperar e fui até meu quarto onde troquei de roupa rapidamente vestindo calça jeans preta, uma blusa verde escuro e all star. Peguei minha bolsa, meu coldre com a arma e o distintivo que eu guardava numa gaveta trancada do closet e voltei pra falar com Selena que estava na sala.

— Princesa, eu preciso ir ao departamento. Zac achou uma pista importante sobre um caso e precisamos analisar. Se não fosse urgente eu nao iria, você sabe, né? — Fui até ela e a segurei pelo queixo lhe dando um selinho longo e carinhoso.

— Mas que caso é esse? Você não vai sair atrás de nenhum bandido não, né? — Ela de repente pareceu assustada e me agarrou pela cintura. — Amor, por favor, não se coloca em perigo.

— Eu vou ficar bem, você pode ficar aqui até eu voltar e... — Ela fez um gesto de impaciência e vi que seus olhos marejaram levemente. — Sel, é meu trabalho...

— Eu não quero que você trabalhe mais nisso, é perigoso! Eu fico pra morrer aqui esperando notícias suas toda vez que sai pro batalhão e se você demora já penso mil coisas e... Por favor, só promete que vai tomar cuidado.

Ela respirou fundo e enterrou o rosto no meu pescoço. Soltei minha bolsa e a abracei de forma protetora beijando seus cabelos.

— Prometo. E volto o mais rápido que eu puder. Tranque a porta e não abra pra ninguém que você não conheça. — A beijei novamente. — Te amo muito, minha princesa.

— Te amo demais... — Ela me puxou pra um beijo e depois me deixou ir.

Cheguei à sede do batalhão em 15 minutos. Zac e Nick estavam me esperando na porta da minha sala. Cumprimentei os dois e entrei sendo seguida por eles.

— Então, por que me solicitaram? — Perguntei me escorando na mesa e ficando de frente pra eles.

— Capitã, temos notícias sobre o caso McBaine. — Nick falou e eu me empestiguei praticamente sentando na mesa pra ficar mais confortável.

— Podem falar.

— Rastreamos as ligações que você pediu e fomos até o local indicado no mapa. Era um apartamento minúsculo no lado sul da cidade. Montamos vigília e esperamos o melhor momento. De acordo com as informações dadas por Matt em interrogatório, Brian teria não só um ou dois, mas alguns pontos fixos pra fabricação e venda de drogas.

— Certo...E aí?

— Chegou ao nosso conhecimento mais ou menos entre 18:00 e 18:30 uma denuncia anônima. Disseram que havia essa residência na zona sul que estaria sendo usada como ponto de venda de entorpecentes.Fomos averiguar o caso e ao invadir o local, estava vazio.

— Se estava vazio, qual é a ligação que isso tem com McBaine? — Perguntei impaciente.

— Pois bem, achamos isto. — Ele disse me entregando um envelope grande que até então eu não tinha reparado que estava em suas mãos.

Peguei o pacote e abri. Dei a volta na mesa pra me sentar e poder analisar melhor. Ao ver o que tinha dentro do envelope, fiquei ao mesmo tempo intrigada e confusa. Haviam algumas fotos que ao prestar atenção vi que eram dos arredores do departamento, outras reconheci como sendo das duas ruas que cercavam meu apartamento. Meu sangue ferveu quando olhei pras três ultimas. Eram fotos minhas tiradas na rua. Em uma delas eu saía do Starbucks provavelmente na hora do almoço. Na segunda eu saía da faculdade de Selena no carro. Mas a ultima foto foi que fez meu corpo todo tensionar. Era uma em que estava eu e Selena conversando na mesa do McDonalds. Eu estava sendo seguida. Respirei fundo tentando raciocinar e manter a calma.

— O que mais vocês acharam?

— Drogas, 12 mil reais em dinheiro e uma pistola. — Zac respondeu. — Vimos um dos caras que estavam na boate no dia em que prendemos Matt sair pela porta da frente, mas o mesmo não retornou. Ou seja...

— McBaine está por trás disso. E ele está atrás de mim.

— Exatamente. — Foi a vez de Nick falar.

— E isso quer dizer que...

— Você precisa tomar muito cuidado daqui pra frente. — Zac concluiu por mim. Ah, que inferno.

Notas finais
E aí, me contem ^^