Firing Line
21 The only thing I care about.
Notas iniciais
Demi:
— O que você pretende fazer, parceira? — Zac perguntou com a expressão preocupada. Estávamos só nós dois na minha sala e já passavam das 11 da noite.
— Nao sei ao certo, Zac. Preciso pensar. — Passei a mão pelo cabelo.
— Se você quiser pode solicitar ao major proteção imediata. Podemos montar vigília ao redor do seu apartamento e te oferecer escolta. — Zac começou.
— A unica coisa que me importa nisso tudo é Selena, Zac. A segurança dela está acima de tudo. — Encarei meu melhor amigo.
— Podemos protegê-la, Demi. Faremos isso juntos. — Ele sentou na poltrona à minha frente e pegou minhas mãos entre as suas.
— Obrigada, irmãozinho. — Apertei suas mãos. — Preciso pegar aquele desgraçado do McBaine antes que ele me atinja. Tenho medo de que ele use Selena.
— Aquele bandido miserável não vai chegar perto dela, nem de você.
— Assim espero. Vou redobrar os cuidados, vou ficar atenta. Amanhã falaremos mais sobre isso, preciso da sua ajuda. — Falei já me levantando e pegando minha bolsa.
— Certo. Até amanhã, então. E qualquer coisa, me ligue imediatamente.
— Ok. — Lhe dei um abraço e saí.
Selena:
Eu estava na cozinha fazendo um sanduíche enorme com tudo que eu tinha direito. Incrível como Demi não tinha nada saudável naquela geladeira. Consegui fazer um sanduba grandão de bacon e queijo. Fui até a sala e liguei a tv. Fiquei vendo Grey's Anatomy que passava no canal à cabo. Eu amava aquela série. Nem sei dizer quanto tempo passou quando ouvi a campaínha tocar. Levantei ainda olhando pra tv e fui abrir a porta. Me surpreendi ao ver que era Demi.
— Demi? Você não levou a chave, amor? — Perguntei confusa. Eu podia jurar que ela havia trancado a porta por fora quando saiu.
— Levei. — Ela sorriu de lado e se aproximou de mim colando nossos lábios levemente e entrando. — Fiz isso pra ver se você abriria a porta logo e vejam só... Você abriu.
— Como assim? — Ri da expressão emburrada dela.
— Selena, poderia ser qualquer pessoa atrás dessa porta. Poderia ser um assaltante, um sequestrador... — Ela contava nos dedos. — O que eu disse sobre não abrir essa porta pra ninguém desconhecido?
— Acho que você está exagerando um pouquinho, capitã. — Passei por ela e fechei a porta trancando-a em seguida. — O que seus agentes queriam pra ter te chamado assim em pleno domingo à noite?
Demi me pareceu meio tensa em relação à minha pergunta, mas sua expressão suavisou e ela veio até mim me abraçando forte pela cintura. Correspondi ao abraço apertando-a pelos ombros largos. Ficamos abraçadas por um bom tempo até que eu me afastei olhando diretamente nos olhos dela.
— Aconteceu alguma coisa, meu amor?
— Não, eu só... Não aconteceu nada. Vamos dormir? — Ela sorriu de lado. Não me convenci muito, mas fui com ela até o quarto.
Demi tomou um banho demorado e saiu do banheiro já vestida numa camiseta branca bem confortável e um shortinho micro de tecido apertando as coxas perfeitas. Suspirei meio sem acreditar que ela era minha, toda minha. Eu já tinha tomado banho e escovado os dentes, estava sentada na cama tentando ler um pouco sobre Fisiologia Médica. Demi se aconchegou na cama ao meu lado.
— O que você está lendo? — Ela franziu a testa pro livro que eu tinha nas mãos.
— É Fisiologia Médica. — Respondi ainda com os olhos no livro.
— Você e suas coisas de médico. Pra que serve isso? — Ela fez uma careta e riu.
— Serve pra aprimorar meus conhecimentos, oras. Em breve vou me formar e preciso saber de tudo um pouco se eu quiser ser uma boa cirurgiã, um dia.
— Tenho certeza que você vai ser a melhor cirurgiã desse país. A melhor e mais linda. — Ela disse se inclinando pra perto de mim e beijando meu rosto carinhosamente.
— Você é suspeita pra falar.
— Larga isso aí. Amanhã você tem um dia cheio na faculdade e precisa descansar. Vem, deita comigo. — Demi pegou o livro das minhas mãos e colocou delicadamente em cima do criado-mudo. Depois deitou e bateu duas vezes no espaço ao lado dela. Não hesitei em entrar nas cobertas e me aconchegar em seu peito quente.
Enlacei minhas pernas nas dela e levantei o rosto de encontro ao seu. Ela passou a mão em meus cabelos e me beijou calorosamente. Correspondi ao beijo na mesma intensidade e me posicionei em cima co corpo dela. Suas pernas abriram pra que eu me encaixasse no meio e assim o fiz. O beijo ia ficando cada vez mais intenso e Demi passeava com as mãos por todo o meu corpo por baixo da camisola de seda branca. Nos separamos ofegantes. Demi me olhava de um jeito indecifrável.
— Eu te amo, Selena. Te amo mais do que tudo. Você sabe disso, não sabe? — Ouvi ela dizer um pouco acima de mim e senti um beijo ser depositado no topo da minha cabeça.
— Eu sei sim. E eu te amo muito mais, bebê. A gente vai ficar junta pra sempre né? — Levantei a vista pra encontrar o olhar da minha namorada.
— Vamos sim. Vamos namorar muito, depois vamos casar e ter filhos. Eu quero dois, talvez um casal. O que acha? — Ela mirava o teto sonhadora.
- Dois? Acho ótimo. E vamos comprar uma casa de frente pro mar, longe da correria dessa cidade. Até lá você já vai estar livre do trabalho pesado no batalhão e eu serei uma cirurgiã de sucesso. Criaremos nossos filhos pra serem pessoas de bem e eles terão muito orgulho de nós.
— Eles vão ter sim, com uma mãe perfeita que nem você... — Corei com a afirmação e ela sorriu selando nossos lábios carinhosamente. — Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, Selena. Eu não sei mais viver sem você, minha vida não teria o menor sentido sem você.
— Você... você é o amor da minha vida, Demi.
— Promete que nunca vai me deixar? Que vamos ser felizes pra sempre? — Ela tinha os olhos cheios d'água. Me empestiguei na cama pra olha-la melhor.
— Amor, você está chorando? — Perguntei preocupada.
— Só prometa, princesa. — O queixo dela tremeu e vi um lágrima solitária escorrer pelo rosto bonito.
— Eu prometo, não vou a lugar algum nunca. Vamos ser felizes pra sempre, nunca vou te deixar. Eu te amo, Demi. Você é minha vida.- Limpei a lágrima que caía, segurei seu rosto, selei nossos lábios demoradamente e sussurrei colando nossas testas. — Não chora...
— Vamos dormir. — Acenti positivamente e lhe beijei novamente. Dessa vez ela pediu passagem com a língua quente e eu cedi prontamente. Nos beijamos por algum tempo e voltei a enterrar o rosto em seu peito aspirando o cheiro gostoso. Ela tinha um cheiro parecido com o de bebê, suave, delicioso.
Senti os braços da minha garota me aninharem e um beijo foi dado em minha testa antes dela esticar-se brevemente pro lado e apagar o abajur. Respirei fundo sentindo o sono chegar aos poucos. Estar nos braços dela era como flutuar nas nuvens. Eu me sentia protegida, amada, aquecida. Era o melhor lugar do mundo. Era o meu lugar.
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