Firing Line
41 Dealing.
Notas iniciais
Oi... ^^ Dando continuidade às coisas e tals. Boa leitura ;)
Resolvi levantar e ir até a cozinha tomar um copo de leite. Desci as escadas trajando um pijama preto e chinelos. Abri a geladeira, coloquei leite no copo e fui até a porta pra conferir se estava mesmo trancada. Abri a mesma colocando a cabeça pra fora. A rua estava deserta. Caminhei até a varanda da frente sentando em uma das poltronas enquanto tomava o conteúdo no copo de vidro. Uma coisa me chamou atenção: Havia uma moça em pé do outro lado da rua, olhando pra minha casa. Apertei os olhos tentando enxergar melhor e levantei indo em direção à calçada.— Ei, você. — Falei não muito alto julgando que fosse fácil pra ela escutar, já que não havia barulho algum.A garota desconhecida percebeu que eu falava com ela e atravessou a rua, parando na calçada ao meu lado. Ela vestia uma blusa pólo preta, calça preta e um pequeno casaco também preto por cima do ombro. Era morena, com os cabelos cor de chocolate presos num rabo de cavalo discreto.— Boa noite, srta. Gomez. — Ela sorriu de canto.— Desculpa me intrometer, mas o que você faz em frente à minha casa no meio da noite? E como sabe meu nome?— Sou sua segurança. — Ela respondeu simplesmente.— Minha o que? — Perguntei meio sem querer acreditar.— Deixe-me esclarecer melhor. Sou Andy. Andy Diaz. Fui contratada pra vigiar sua casa, garantir sua segurança.Quando ela terminou de falar, não pude conter uma risada debochada. Eu já tinha entendido tudo. E não gostei nem um pouco.— Quem mandou você? — Perguntei.— Não posso dizer, srta.— Nem precisa, eu já sei. — Respirei fundo. — Olha, obrigada, mas quero que você saia daqui imediatamente.— Não posso, tenho ordens pra permanecer aqui.Abaixei a cabeça tentando organizar as idéias. Eu tinha certeza que aquela mulher estava lá porque Demetria a mandou. Mas nós não temos mais nada, ela mesma disse que não me queria mais, que diabos estava pretendendo com isso? Me magoar? Me fazer sofrer, me dar falsas esperanças? Isso é no mínimo cruel. Olhei a garota à minha frente que tinha uma expressão imparcial, em seguida dei meia volta entrando novamente em casa. Subi pisando duro pro meu quarto e peguei meu celular decidida a ligar pra Demi e acabar com aquela palhaçada. Antes que eu começasse a digitar os números, olhei a hora no visor. Eram 3:05 da manhã. Eu não conseguiria resolver nada agora.Demi:A pista de dança estava cheia, como sempre. Eu já tinha tomado algumas tequilas e não queria ir pra casa tão cedo. Fui até o bar onde estavam meus amigos. Na verdade, os conheci a pouco tempo. Não eram do Batalhão, alguns faziam parte do departamento de narcotráfico e os outros eram amigos destes. Estávamos trabalhando juntos em um caso importante e nos tempos livres, saíamos pela cidade.— Devagar aí, capitã. — Sorri de lado olhando a bela mulher que se dirigia a mim. Tínhamos nos conhecido hoje.— Vai ficar me regulando, Detetive Sunders? — Retruquei divertida pousando o copo já vazio de tequila no balcão.— Eu paro se você aceitar dançar comigo. — Ela disse levantando-se.— Ok, então.Acompanhei-a até o meio da multidão. Ela ia andando na frente e rebolava de forma provocante. Alcançamos um espaço na pista e dançamos por um bom tempo. Ela era realmente encantadora, sexy, me provocava o tempo inteiro. Pensei se não seria um tanto quanto incoveniente se eu ficasse com ela. A todo momento a garota parecia me instigar. — Vamos pra um lugar mais calmo. — Ela falou ao meu ouvido.Senti minha mão ser puxada rapidamente e nos embrenhamos na multidão novamente. Paramos na porta do banheiro e ela entrou comigo logo atrás. Àquela altura eu já não me importava muito com o que poderia acontecer, então resolvi entrar no clima. Segurei forte o braço magro da garota ruiva empurrando-a pra dentro de um dos box. Mal entramos e já tive minha boca tomada pela dela num beijo agressivo, urgente. Sua língua lutava com a minha pelo domínio da situação. Sem cerimônia, ergui o vestido que ela usava na altura de seu abdômem e passei a mão por todo o seu corpo. Ela parecia se excitar cada vez mais e me puxava sempre mais pra ela abrindo as pernas como que esperando o meu toque. Suas mãos ansiosas desabotoaram minha blusa e tive meu seio esquerdo tomado pela mão pequena. Se eu sentia tesão com tudo aquilo? Sim. Se havia algo a mais do que isso? Não. Existia uma grande diferença entre fazer sexo e fazer amor. E eu decididamente estava fazendo sexo.
A garota gemia baixo enquanto eu explorava seu corpo. Senti minha mão, que estava em seu seio ser guiada até o sexo molhado dela e a partir dalí a satisfiz por completo em meio a gemidos contidos, arranhões e apertos, ela chegou ao ápice agarrada a mim.— Nossa... — Ela ofegava.Levantei o rosto olhando-a por alguns segundos e logo senti o desejo me abandonar. Me afastei da garota e saí do box deixando-a lá sem entender nada. Ela se chamava Lizie, era Detetive e ficaria frequentando o departamento por algum tempo até que solucionássemos os casos pendentes. Eu não queria iludi-la, mas também estava cansada de sofrer que nem uma louca por um amor que eu não merecia. Perdi a vontade de continuar alí e resolvi ir embora sem falar com ninguém. Eu só queria um colo pra desabafar, sem precisar parecer forte o tempo todo. Peguei meu carro e enquanto dirigia, liguei pra Zac.— Demi? — Ele atendeu ancioso.— Oi. Sei que é tarde, mas... Posso passar aí? — Perguntei incerta.— Nem precisava ter perguntado. Tô te esperando.
Notas finais
E aí? ^^
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