Notas iniciais
Oi... ^^ Dando continuidade às coisas e tals. Boa leitura ;)

Selena:

Deixei minha mãe no aeroporto e voltei rapidamente pra casa. Durante o caminho ela me encheu de recomendações. Nem sei quanto tempo ficaria fora dessa vez, mas se eu pudesse pedir pra ela não ir, eu faria. Me sentia muito só, muito triste. Mas trabalho é trabalho.

Durante a noite, não dormi direito. Sonhava com Demi praticamente todos os dias desde que terminamos. Eu já estava ficando louca. Ou talvez fosse a saudade. Essa mesma saudade que me fazia chorar antes de dormir ao olhar pro lado e não encontrar aquele corpo perfeito dormindo tão tranquila na minha cama. Desde que terminamos tentei ligar várias vezes, mas não fui atendida em nenhuma delas, até que desisti. Claramente ela não queria falar comigo. Houveram vezes em que meu telefone tocou no meio da madrugada e quando eu atendi, nada saía do outro lado da linha a não ser soluços baixos e uma respiração pesada. Era ela, eu sabia. Mas se eu falasse algo, perderia a oportunidade de ouvi-la nem que fosse por alguns segundos.

Resolvi levantar e ir até a cozinha tomar um copo de leite. Desci as escadas trajando um pijama preto e chinelos. Abri a geladeira, coloquei leite no copo e fui até a porta pra conferir se estava mesmo trancada. Abri a mesma colocando a cabeça pra fora. A rua estava deserta. Caminhei até a varanda da frente sentando em uma das poltronas enquanto tomava o conteúdo no copo de vidro. Uma coisa me chamou atenção: Havia uma moça em pé do outro lado da rua, olhando pra minha casa. Apertei os olhos tentando enxergar melhor e levantei indo em direção à calçada.

— Ei, você. — Falei não muito alto julgando que fosse fácil pra ela escutar, já que não havia barulho algum.

A garota desconhecida percebeu que eu falava com ela e atravessou a rua, parando na calçada ao meu lado. Ela vestia uma blusa pólo preta, calça preta e um pequeno casaco também preto por cima do ombro. Era morena, com os cabelos cor de chocolate presos num rabo de cavalo discreto.

— Boa noite, srta. Gomez. — Ela sorriu de canto.

— Desculpa me intrometer, mas o que você faz em frente à minha casa no meio da noite? E como sabe meu nome?

— Sou sua segurança. — Ela respondeu simplesmente.

— Minha o que? — Perguntei meio sem querer acreditar.

— Deixe-me esclarecer melhor. Sou Andy. Andy Diaz. Fui contratada pra vigiar sua casa, garantir sua segurança.

Quando ela terminou de falar, não pude conter uma risada debochada. Eu já tinha entendido tudo. E não gostei nem um pouco.

— Quem mandou você? — Perguntei.

— Não posso dizer, srta.

— Nem precisa, eu já sei. — Respirei fundo. — Olha, obrigada, mas quero que você saia daqui imediatamente.

— Não posso, tenho ordens pra permanecer aqui.

Abaixei a cabeça tentando organizar as idéias. Eu tinha certeza que aquela mulher estava lá porque Demetria a mandou. Mas nós não temos mais nada, ela mesma disse que não me queria mais, que diabos estava pretendendo com isso? Me magoar? Me fazer sofrer, me dar falsas esperanças? Isso é no mínimo cruel. Olhei a garota à minha frente que tinha uma expressão imparcial, em seguida dei meia volta entrando novamente em casa. Subi pisando duro pro meu quarto e peguei meu celular decidida a ligar pra Demi e acabar com aquela palhaçada. Antes que eu começasse a digitar os números, olhei a hora no visor. Eram 3:05 da manhã. Eu não conseguiria resolver nada agora.

Demi:

A pista de dança estava cheia, como sempre. Eu já tinha tomado algumas tequilas e não queria ir pra casa tão cedo. Fui até o bar onde estavam meus amigos. Na verdade, os conheci a pouco tempo. Não eram do Batalhão, alguns faziam parte do departamento de narcotráfico e os outros eram amigos destes. Estávamos trabalhando juntos em um caso importante e nos tempos livres, saíamos pela cidade.

— Devagar aí, capitã. — Sorri de lado olhando a bela mulher que se dirigia a mim. Tínhamos nos conhecido hoje.

— Vai ficar me regulando, Detetive Sunders? — Retruquei divertida pousando o copo já vazio de tequila no balcão.

— Eu paro se você aceitar dançar comigo. — Ela disse levantando-se.

— Ok, então.

Acompanhei-a até o meio da multidão. Ela ia andando na frente e rebolava de forma provocante. Alcançamos um espaço na pista e dançamos por um bom tempo. Ela era realmente encantadora, sexy, me provocava o tempo inteiro. Pensei se não seria um tanto quanto incoveniente se eu ficasse com ela. A todo momento a garota parecia me instigar.

— Vamos pra um lugar mais calmo. — Ela falou ao meu ouvido.

Senti minha mão ser puxada rapidamente e nos embrenhamos na multidão novamente. Paramos na porta do banheiro e ela entrou comigo logo atrás. Àquela altura eu já não me importava muito com o que poderia acontecer, então resolvi entrar no clima. Segurei forte o braço magro da garota ruiva empurrando-a pra dentro de um dos box.

Mal entramos e já tive minha boca tomada pela dela num beijo agressivo, urgente. Sua língua lutava com a minha pelo domínio da situação. Sem cerimônia, ergui o vestido que ela usava na altura de seu abdômem e passei a mão por todo o seu corpo. Ela parecia se excitar cada vez mais e me puxava sempre mais pra ela abrindo as pernas como que esperando o meu toque. Suas mãos ansiosas desabotoaram minha blusa e tive meu seio esquerdo tomado pela mão pequena. Se eu sentia tesão com tudo aquilo? Sim. Se havia algo a mais do que isso? Não. Existia uma grande diferença entre fazer sexo e fazer amor. E eu decididamente estava fazendo sexo.

A garota gemia baixo enquanto eu explorava seu corpo. Senti minha mão, que estava em seu seio ser guiada até o sexo molhado dela e a partir dalí a satisfiz por completo em meio a gemidos contidos, arranhões e apertos, ela chegou ao ápice agarrada a mim.

— Nossa... — Ela ofegava.

Levantei o rosto olhando-a por alguns segundos e logo senti o desejo me abandonar. Me afastei da garota e saí do box deixando-a lá sem entender nada. Ela se chamava Lizie, era Detetive e ficaria frequentando o departamento por algum tempo até que solucionássemos os casos pendentes. Eu não queria iludi-la, mas também estava cansada de sofrer que nem uma louca por um amor que eu não merecia. Perdi a vontade de continuar alí e resolvi ir embora sem falar com ninguém. Eu só queria um colo pra desabafar, sem precisar parecer forte o tempo todo. Peguei meu carro e enquanto dirigia, liguei pra Zac.

— Demi? — Ele atendeu ancioso.

— Oi. Sei que é tarde, mas... Posso passar aí? — Perguntei incerta.

— Nem precisava ter perguntado. Tô te esperando.

Notas finais
E aí? ^^