Firing Line

42 And I do not suffer?


Notas iniciais
Oi, sua coisa gostosa ^^ Véi, eu tava vendo aq... A fic já passou dos 40 capítulos! Eu nem percebi! Obrigada a cada uma de vcs princesas lindas q smp passam por aq e me deixam palavras de incentivo e participam junto sempre. Acho q se n fosse isso, eu já teria dado fim. As leitoras anônimas também fazem parte disso, msm q indiretamente, então valeu msm. Tenho que começar a pensar num desfecho né? Mas ainda tem muita coisa p rolar, então... Boa leitura ;)

Demi:

Parei meu carro em frente ao prédio discreto e desci ainda meio tonta por conta das doses de tequila. Interfonei pro apartamento de Zac e logo minha entrada foi liberada. Fui pelo elevador que dava justo em frente à porta envernizada. Nem precisei tocar a campaínha e meu melhor amigo já aparecia do lado de fora.

— Você demorou. — Ele falou um pouco ansioso.

— Vim dirigindo devagar. — Falei simplesmente entrando no apartamento e ouvindo a porta ser fechada atrás de mim.

— Demi, você bebeu? — Ele perguntou se aproximando.

— Isso não importa, eu só... — Respirei fundo sentindo uma dor de cabeça começar a incomodar. — Só pensei em vir aqui ficar um pouco com você e...

— Claro. Esquece, sem perguntas.

— Zac, quem está aí? — Levantei a cabeça surpresa por ouvir uma terceira voz chegando na sala. — Demi!

— Miley? — Sorri meio sem entender, mas bastou alguns segundos pra me situar. — Droga, vim num péssimo momento, né?

— Não! Claro que não! Zac me disse que você tinha ligado e resolvi esperar pra ver se você aparecia, faz tempo que não te vejo. — Ela disse vindo até mim e me abraçando carinhosamente.

— Senta aí, vou fazer um chá pra você. — Zac disse já indo na direção da cozinha.

Me larguei no sofá sentindo-me enfadada. Miley sentou ao meu lado e tirou uma mecha insistente de meus olhos.

— Tá tudo bem? — Ela perguntou com a voz meiga.

— Não. — Respondi fechando os olhos.

— Demi... Não acha que isso tá te prejudicando demais? — Ela sentou-se de frente pra mim no sofá. — Digo, você claramente está sofrendo e ela...

— Como assim, Miley? — Tentei soar desentendida.

— Você sabe perfeitamente do que eu estou falando. Selena. — Fechei os olhos com força ao ouvir a pronúncia do nome.

— Ela te falou alguma coisa? — Olhei-a rapidamente voltando a atenção pros meus próprios joelhos.

— Ela está sofrendo muito mesmo, se quer saber. Caiu de rendimento na faculdade, não dorme direito, chora pelos cantos...

— Pára. — Interrompi. — Não continua, já chega.

— Mas você tem que saber de tudo e se dar conta da bobagem que está fazendo! — Miley falou impaciente. — Você está sofrendo também que eu sei. Ou não?

— Eu estou bem. — Menti.

— Ah claro, saindo todas as noites pra boates com pessoas que você não conhece direito, ficando com uma e outra pra tentar esquecer a garota que você realmente ama... Zac me contou.

— Foi melhor pra ela, Miley. Você não pode me julgar por tentar fazer o melhor por ela.

— E o melhor pra você, quem é que faz? Demi, faça-me o favor... — Ela disse bufando e levantou-se do sofá. — Vou buscar o seu chá e dizer pro Zac vir ficar com você.

— Miley. — Chamei quando ela dava as costas fazendo-a se virar pra me olhar. — Obrigada.

Ela sorriu de lado e saiu da sala voltando novamente pra me deixar uma caneca de chá e depois Zac tomou seu lugar ao meu lado no sofá.

— Ela foi dormir? — Perguntei.

— Foi. — Ele disse se acomodando no estofado macio e pegando minhas pernas pra colocar em seu colo. — Mas e aí, irmãzinha. Quê que tá pegando com você?

— Ah, Zac... — Baixei a vista ainda segurando a caneca quente. — É tudo tão difícil.

— Eu sei. Na verdade eu imagino e lamento ter colaborado de certa forma pra que isso tivesse acontecido.

— Não, você não teve culpa. Fez o que achou certo. Fui eu, eu que não a protegi o suficiente e agora tudo está como está.

— Você ainda coloca seguranças ao redor daquela casa? — Ele perguntou apoiando a mão em minha perna.

— Sim, sempre. Contratei uma segurança particular somente pra isso, mas pedi discrição. Selena ficaria com muita raiva se soubesse.

— Uma hora ou outra ela vai saber, do jeito que ela é... — Ele sorriu brevemente.

— Tem razão. — Sorri de volta. — Que inferno de garota curiosa, não pára quieta e sempre acha que sabe tudo.

— Ela sente sua falta. — Ele disse fazendo com que meu sorriso desaparecesse instantaneamente.

— E eu não? Eu não sofro né, só porque foi iniciativa minha terminar nosso namoro todos acham que eu não me importo.

— Eu não disse isso. — Zac se apressou em justificar-se.

— Eu a amo, Zac. Amo mais do que a mim mesma e faria qualquer coisa pra vê-la bem, mesmo que não seja comigo.

— Ainda acho que não é bem por aí, mas você deve saber o que faz.

O resto da noite passou rápido e pude me distrair um pouco com meu melhor amigo, coisa que não fazia a um tempo. Zac ouviu todas as minhas lamúrias pacientemente e me deu seu ombro pra que eu chorasse toda a minha dor, que não era pouca. Depois tomei banho, vesti uma de suas camisas como pijama e mesmo com Zac insistindo em dormir no sofá, não aceitei. Éramos melhores amigos desde sempre e entre nós não haviam restrições idiotas. Acabamos deitando em sua enorme cama de casal.

— Vê se não ronca. — Murmurei dando um tapa na sua cabeça.

— Vê se não me chuta durante a noite ou eu te jogo no chão. Você sempre teve essa mania. — Ele brincou.

— Não é verdade. Boa noite, irmãozinho. — Me debrucei sobre ele lhe dando um abraço rápido.

— Boa noite, dorme bem. — Ele correspondeu ao abraço virando-se em seguida pra apagar a pequena lâmpada que iluminava parcialmente o quarto. Virei pro lado oposto ao dele adormecendo rapidamente.

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Acordei no dia seguinte com Zac puxando meu pé. Chutei ele com força fazendo-o rir alto. Ele sabia que eu odiava ser acordada daquela forma e fazia de propósito. Automaticamente lembrei de Selena e do modo como ela me acordava. Sua voz grave e rouca de sono sussurrando ao meu ouvido o quanto eu era preguiçosa. Sorri respirando fundo em seguida por conta das lembranças. Era mais um dia de trabalho e por mais que eu não quisesse, tinha que levantar.

Tomei um banho rápido e um café forte. Disse a Zac que passaria em casa pra trocar de roupa e encontraria com ele no trabalho. Não demorei muito no trajeto da casa de Zac pra minha e de lá pro departamento.

Cheguei no horário certo e segui diretamente pra minha sala. Suspirei ao encontrar uma pilha de pastas em cima da minha mesa. O dia hoje ia ser cheio. Já estava lá a mais ou menos uma hora quando meu celular tocou.

— Pronto.

— Oi, linda. — Não reconheci a voz.

— Quem fala?

— Não reconheceu minha voz? Lizie, balada, banheiro... — Ela respondeu como se fosse óbvio.

— Ah, Lizie. — Falei sem emoção. — Como conseguiu meu numero?

— Sou detetive, esqueceu? Tenho meus meios. A propósito, você fugiu ontem.

— Eu... — Coçei a testa em sinal de impaciência. — Lizie, eu tô atolada de coisas pra fazer, posso te ligar mais tarde?

— Mulher difícil... Eu gosto disso. Pode sim, capitã. Vou esperar, hein?

— Tchau. — Falei sem cerimônia e desliguei. Era só o que me faltava.

Mal tinha voltado a atenção pra minhas pastas quando o telefone em cima de minha mesa tocou.

— Oi, Alice. — Atendi sabendo ser minha secretária.

— Capitã, tem uma moça aqui querendo falar com... Ei! Aonde está indo, não pode entrar aí! — Ouvi Alice falar com alguém mas não precisei me perguntar quem seria porque nesse momento a porta da minha sala foi aberta.

— Não tô afim de esperar. — Paralisei da cabeça aos pés ao vê-la.

Estava tão linda que não contive um sorriso ainda que discreto. Ela também pareceu vacilar um pouco ao me ver.

— Selena? — Minha voz saiu num fio.

— Precisamos conversar, Demetria.

Notas finais
Então? ^^