Fireflies
3 Town the Pins
Notas iniciais
–Fujam! –o senhor sussurrou.
–Certo... –Nathan disse firme.
~.~
–O que?! Como assim "fujam"?
–Olha, perguntas e respostas depois. O quanto antes sairmos daqui, melhor! Pegue tudo que precisar. Vou fazer o mesmo. –Sam subiu as escadas para o quarto em que estava e pegou sua mochila. Assim que desceu o velhinho a esperava na ponta da escada de madeira.
–Quero que me prometa que vai ser esperta. E que, não vai ceder a nada
–Porque diz isso? –Sam disse com um pouco de medo
–Prometa! –ele ordenou
–Eu prometo! –Sam disse
–Ótimo! Beba bastante água e coma algo antes de ir.- Sam bebeu água e comeu um pedaço de bolo.
–Pronto!-Nathan desceu com uma mochila pequena nas costas -Vamos!
–Vão pela passagem, quanto menos verem, melhor!
–Certo –Nathan andou ate a escada de caracol que tinha escondida num canto da sala. Lá ele parou em frente a um tapete e o retirou revelando um alçapão, que continuava a mesma estrutura da escada
–Primeiro as damas! –Nathan disse a Sam. Que olhou pela a ultima vez aquele homem velho e desceu as escadas seguidas por Nathan. Sam ouviu o alçapão sendo fechado, e tudo estava escuro. Ate alguma luz vir das mãos de Nathan. Uma lamparina. –Continue andando.
Os dois caminharam em silencio. Nathan na frente carregando a lamparina e Sam atrás. Nervosa.Quase vinte minutos e nem uma palavra dita. Sam não ia aguentar mais um minuto
Chega! O que ta rolando?
–Se já sabem que a herdeira de Jade voltou, com certeza o rei, em breve, vai saber. O primeiro lugar que vão procurar vai ser aqui!
–E porque ele vai querer me encontrar?
–Porque sua vó deixou o trono em turbulência! –ele respondeu ate um pouco frio, mas Sam não ligou, só continuou andando. Estava ate envergonhada com tudo aquilo, como se fosse culpa dela, Nathan ter o trabalho de protegê-la. E de uma forma era...
–Segure pra mim! –ele disse lhe dando a lamparina. Ele começou a bater na parede com o pé, com muita força, algo se quebrou. Era uma parede falsa. Uma luz invadiu os olhos de Sam, fazendo com que ela fechasse os olhos. –Me segue! –disse Nathan, saindo do túnel. Sam viu o lugar onde estava e parecia muito familiar. Tinha um quadro muito parecido no quarto da sua vó. Era como uma estação de trem antiga. Vários e vários trilhos se cruzando e seguindo rumo ao horizonte, e o mais extraordinário, os trilhos eram soltos pelo ar. Não se fixavam no chão, e nenhuma pilastras os pendia. Pois o trilhos viajavam pelo céu, como aquilo era possível? Na linha de embarque, tinha duas cabines para a bilheteria, alguns maquinistas andando por ali, e trens saiam e entravam. Eram imensos, e eram como aqueles que ficavam na loja de brinquedos no Natal.
–Olhe, seu nome vai ser ,Sam Valentine. Nunca diga o nome Puckett, e aja como se morasse aqui.- Ele caminhou ate a bilheteria. –Boa tarde, vou querer dois passaportes para Town the pins.
–Certo... –uma moça de cabelos claro presos num rabo de cavalo, parecia ser nova no que fazia, os atendeu. Tirou dois pedaços de papel e entregou a Nathan que lhe deu um saquinho com moedas.
–Vamos! -Nathan disse, passamos por uma roleta antiga e entramos na área de embarque. Sam olhou para o céu em que estava, havia uma nuvem próximo dela, só não se aproximou mais para encostar porque se não cairia sabe-se lá para onde do céu. –É ali! –Nathan anunciou.
–Boa tarde senhores! – um homem de roupa vermelho escuro e marrom estendeu a mão para Nathan que lhes entregou os tickets. -Boa viagem!
Passaram pela porta aberta e seguiram pelo corredor, várias e varias cabines.
–Aqui! Cabine 305! –Nathan exclamou ,dando passagem a Sam. Era uma cabine simples e confortável. Tinha dois sofás vermelhos com a madeira em dourado, uma mesinha encostando na grande janela, que dava para o céu azulado e porta-malas em cima dos sofás. Sam sentou de um lado colocando sua mochila em cima e Nathan do outro.
–Onde é Town the pins? –Sam disse para quebrar o silencio
–Oh! O vilarejo dos alfinetes! É um ótimo lugar. Fica bem distante de Fireflires e ficaremos seguros do rei.
–Certo...e o fato de eu ir embora, como fica?
–Não sei ainda! Temos bastante tempo pra pensar ate chegar ate o vilarejo dos alfinetes.
–Quanto tempo demora ate lá
–De trem...cinco dias!
–CINCO DIAS?! –Sam gritou. Sua mãe já a teria dado como morta, só para chegar lá. Imagine para ir embora.
–Sim... E não grite, nossa intenção, é não provocar olhares! –ele disse se jogando no sofá.
–E o que eu vou fazer durante uma semana aqui dentro?!
–Podemos conversar!
“ATENÇÃO PASSAGEIROS, IREMOS SAIR DENTRO DE ALGUNS MINUTOS”
–Conversar? Com você?! –Sam disse sarcástica, se jogando também no sofá e virando para o lado oposto.
–o que você vai fazer?
–Dormir! Me acorde em cinco dias! –ela se virou e realmente dormiu.
–Já chegamos? –Sam disse coçando o olho.
–Ora! Achei que ia hibernar durante cinco dias! –Nathan disse sarcástico guardando um caderno dentro da mochila.
–Pelo menos diminui o tempo... Quantos dias se passaram?
–Duas horas! –ele disse rindo da careta que Sam fez
–O que você tava escrevendo? –Sam disse se ajeitando
–Nada! –ele disse rápido e suspeito de mais.
–Deixe-me vê!
–Eu tava escrevendo uma carta pro meu pai pra ver se ele esta bem...
–Ata! –Sam disse olhando a janela -Uau! É como um avião, só que bem melhor. –Sam tentou olhar para baixo pelo vidro, mas só viu dois trilhos lá em baixo em direções diferentes do que ela estava
–É! Que bom que acordou! Estou faminto, que tal comermos algo?
–ótimo! –Sam disse pondo o casado e seguindo Nathan.
Eles saíram da cabine e andaram pelo largo corredor, onde tinha algumas pessoas conversando. Mais adiantes, tinha uma porta, e assim que passaram por ela, viu varias mesas coladas na paredes. Eles se sentaram em uma perto da janela.
–Bem vindos ao Trem Fire. O que gostariam de comer?
–Vamos querer um grande La patee. –Nathan anunciou
–Claro, já volto! –A mulher saiu indo para outra mesa.
–O que é La patee?! –Sam disse incrédula, ia pedir um hambúrguer com bastante bacon e ele pedi isso?!
–É uma delicia, vai gostar!
–Se não for...eu quebro você todinho...
–eu vou aceitar isso como uma chance! –ele riu. –Então... me fale de você!
–Não tenho nada de mais a se dizer... –Sam deu de ombros, olhando para a janela, que no momento estava escuro
–Qual é, vamos ficar sabe-se lá quanto tempo juntos...temos que nos conhecer!
–Certo...Hum, eu amo carne, sou carnívora e odeio vegetais!
–ótimo! Isso já é um começo! –Nathan disse irônico, mas achou tão divertido o senso de humor diferente da garota, não era comum ali.
–Licença! Aqui esta! –A mulher depositou um prato fundo com tampa chique em cima. E se retirou. Nathan olhou Sam ansioso e tirou a tampa.
–Isso?! Isso é La patee?!-disse Sam rindo –Isso pra mim é almôndega quadrada, só isso!
–O que é almôndega?
–Esquece... –Sam disse revirando os olhos e dando uma garfada na almôndega, que tinha catupiry dentro e ficou bem mais gostoso quanto o de costume. –Hmm, isso ta muito bom! –Sam disse de boca cheia. Nathan riu
–Você é tão diferente...
–Eu sei!
Nathan e Sam continuaram conversando. Mas, Sam deixou oculto tudo de importante em sua vida. Nathan também não lhe contou muita coisa. Só disse como era o lugar. Assim que acabaram de comer a “almôndega” eles rumaram para a cabine que estavam.
–Vamos dormir nesses sofás? –Sam perguntou ao olhar para aquele minúsculo sofá. –Dormi mal nele.
–Sabia que tem uma cama para ser puxada né?! –ele riu da careta que a loira fez. –E...pronto! –Nathan puxou no pé dos sofás uma grande gaveta, que dava a uma cama. A cabine ficou minúscula não passava nenhum grão ali. Era como se Sam e Nathan dormissem na mesma cama com uma barreira.
–Boa noite! –Nathan disse
–Boa... –Sam se virou para o lado e Nathan para o outro.
PSM:Sam
Dormir?! Como eu vou dormir, num trem que voa, numa cama apertada, do lado de um cara que eu não conheço que é a cara do meu ex e preocupada com a minha mãe e Freddie! Como?! Eu to aqui, sem saber o que fazer, sei que Nathan só ta tentando me proteger, junto com o pai avô, sei lá! Mas, eu só quero ir embora, por mais que seja fantástico isso daqui, as coisas que vou falar pra Carls quando voltar...se voltar! Eu tenho medo, não sou de ferro, ora! Dias, dois dias aqui, sem fazer NADA para ir embora, gostei do Nathan, e como o nome diz, ele não é o Freddie. Eu gosto daquele nerd ainda, e não sabe o quanto me senti bem com ele me apoiando, o quão feliz fiquei. Que apesar de tudo eu me sinto bem com ele ainda. Nem que decidimos seguir isso como amigos, mesmo que agora ele tenha percebido que ainda ama Carly, mas prefiro-o feliz. É normal chorar quando estar longe de casa, não é? Porque eu to chorando agora. Em silencio, mas sabia que se ficasse aqui, Nathan iria acordar. E eu não podia deixar isso acontecer. Me levantei e caminhei pelo corredor, deserto, e fui pelo lado oposto que usei para ir ao restaurante, e ainda bem que fiz isso. Lá tinha um salão, parecia de festas, fui ate uma janela e a abri. O vento forte e frio batendo no meu rosto, foi bom. Porque as lagrimas saiam voando para fora do trem e vai cair sei lá que parte do céu. Que vontade de ma tacar daqui de cima,mas provavelmente cairia num dos trilhos que estão abaixo, e não teria a coragem louca de tentar se matar duas vezes. Oque Carly estaria fazendo, o que Pam ou Trevor estariam fazendo Oque Freddie estaria fazendo, o que minha avó faria...?
–Algum problema Madame? –Virei assustada para trás. Era um rapaz devia ter uns três anos a mais que eu. Estava de roupão com uma xícara de café ou seja lá oque tinha ali dentro
–Foi mal...achei que estava sozinha! –sequei uma lagrima que teimava em escorrer do meu rosto.
–Tudo bem, estava sem sono também, sabe... Algum motivo para madame chorar? –ele se aproximou e se encostou na janela ,olhando para o infinito do céu estrelado
–todos... –disse, as lagrimas queriam descer de novo, mais prendia a respiração e olhava o teto, obrigando as lagrimas continuarem nos meus olhos.
–É um começo, mas se não quiser falar... Vou entender.Sou Jack!
–Sam. –Sorri para ele, ele fez o mesmo, ele tinha um belo sorriso.
–Bom Sam. É um grande prazer conhecê-la, mas esta tarde. –ele se virou e me encarou por completo.
–Tem razão! –disse desviando o olhar, eu estava sem graça.
–Vemos-nos então! –ele acenou e se retirou para o lado oposto do meu. Suspirei e voltei para a cabine, Nathan nem mudou de posição. Deitei com cuidado, e com o céu que acabara de ver na mente, adormeci.
Continua...
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