Fireflies
4 Provocar
Notas iniciais
Deitei com cuidado, e com o céu que acabara de ver na mente, adormeci.
~.~
–Sam? –senti Nathan me chacoalhar devagar.
–Hum? –disse me virando para o outro lado , senti ele suspirar aliviado. Abri os olhos e o encarei.
–Que susto! São 10:00 horas da manha e você nem se mexia!
–Idaí? –me virei de novo para o lado, vendo que não era nada importante.
–Idaí...?! Que tipo de pessoa dorme ate as dez?
–Qualquer um Nathan, qualquer um! –Um silencio tomou conta do lugar. Será que ele saiu? Abri o olho direito para espiar e ele ainda me encarava, sorriu ao ver que o espiava.
–O que é, garoto? –disse me irritando. Ele ainda me olhava e eu me levantei, e antes de qualquer coisa, fiz um coque no cabelo, devia estar uma bagunça.
–Nada, só é interessante te ver dormir...
–E poso saber porque? –disse me espreguiçando sob a cama.
–Ah, deixa...
–Ta né... Onde tem um banheiro para eu me trocar? –disse coçando o olho.
–Para nossa sorte, o banheiro é nesse corredor, na porta vermelha. –ele disse se levantando comigo. Peguei minha mochila e fui para o corredor. A porta era do outro lado do corredor . Caminhei ate lá, e vi um grande espelho com uma pia de granito. Duas portas: Uma com chuveiro outra com um vaso sanitário. Entrei no que tinha o chuveiro e tomei um ducha rápida. Vesti a ultima roupa limpa que tinha e penteei meu cabelo, demorei bastante, porque acabei pensando no cara que encontrei ontem. Será que sonhei com ele? Foi uma forma de parar e pensar em tudo? Não sei, só que me ajudou, me acalmou... Sai com a mochila e já via pessoas andando pelos corredores, percebi que a movimentação era por causa de um cartaz que acabara de ser posto.
“Baile da liberdade; a tripulação os convida a ir ao baile em comemoração a liberdade”. Amanha, às oito horas no grande salão!”
Fala serio, ate num trem há bailes? Liberdade?! Não acredito...eu que não vou!
–Já viu? –perguntei ao Nathan quando entrei jogando a mochila na guarda-malas em cima do sofá. Nathan amarrava a bota .
–O que?
–O cartaz lá fora...
–Do baile da liberdade? Já! –ele parecia empolgado
–Liberdade do que?
–É uma tradição! Nunca gostei de estudar isso no colégio, mas é alguma coisa a ver com Fireflires ficar livre de Nigthmare Tonw.A cidade do terror! Pessoas muito más moram lá, e acho que quando tinham seres poderosos dominou Flireflies. Mas amanha, é o dia da liberdade de Fireflires e as festas são as melhores!
–E como o trem vai comportar varias pessoas num salão aqui dentro!
–Vai ver amanha!
–Eu não vou ir!
–Prefere ficar sentada aqui? Do que curtir uma boa musica, boa comida e...
–Comida?Ta, eu vou! –disse olhando de novo pela janela. –Eu não me canso de olhar isso... – eu abri a janela e estendi a mão o máximo que pude. Senti algo gelado em minha mão, e quando olhei estava cheio de gotículas. –Sempre achei que se eu pegasse uma nuvem ela seria de algodão doce...mas a ciência estraga com tudo.-disse olhando para a mão ainda úmida. Mas não resisti, coloquei a mão do lado de fora de novo, e toquei na nuvem. O geladinho era muito bom, e sabia que não era todo dia que se tocavam numa nuvem, e nem que se podia voar em trilhos com a janela aberta. –O que vamos fazer agora?
–Bom... Eu vou tomar um banho primeiro depois a gente vê!- Nathan foi na mochila dele e tirou algumas peças de roupas e vi o caderno que ele escreveu ontem. Assim que ele saiu eu fui na mochila e peguei o caderno que ele não se deu ao luxo nem de fechar e quase cai para trás, não sabia se ria ou me emocionava. Era um desenho meu. Rabiscos feitos a lápis, enquanto eu dormia no sofá quando cheguei, ele me desenhou. Estava tão bonito...Meu bumbum é desse tamanho mesmo?! Então ta bom! Mas estava tão bem feito, eu reconheço um bom desenho, Spencer é um ótimo artista e tudo que sei devo a ele. Queria rasgar e pegar pra mim, meu cabelo cacheado caia sob minhas costas, minha cintura, ele desenhou com perfeição. Dei uma ultima olhada e guardei no mesmo lugar que achei.
Será que ele... Gosta de mim?
Nãoooo, isso não é possível...é?! Bom, Sam se controle por mais que ele tenha aquele rostinho lindo e o mesmo sorriso malicioso que tanto amo, ele não é o Freddie... Mesmo eu sentindo falta dele... Bom só há um jeito de descobrir.
PSM:Nathan.
Peguei minha roupa e entrei no banheiro de porta azul, que era a do lado da que Sam usou. Tinha um homem se barbeando lá, mas mesmo assim tomei banho em paz. Só que como choque me lembrei: O caderno. Deixei a mochila aberta com ele em cima e na pagina!! Burro, idiota!! E agora? Será que ela vai mexer? Ela parecia bem curiosa ...Ah esquece, eu falo pra ela que sou um desenhista e que ela me deixou sozinho, então foi o que restou fazer! Pronto, tudo resolvido. Vesti uma calça jeans velha uma blusa vermelha com outra por cima branca e um tênis. Sai e vi a Sam na janela com as mãos de fora tentando pegar nuvem.
–Nuvens são gotículas de águas agrupadas, sabe disso né? –disse secando o cabelo com a toalha. Ela me olhou estranho e voltou a janela
–Você é tão ...nerd! –ela disse pensativa.
–O que?
–Nada! Mas, então! Você ta tomado banho e o que vamos fazer? Nossa você tem olhos muito lindos! –ela sorria, se aproximou de mim e encarou meus olhos de tão perto que via meu reflexo sob um azul cristalino. Comecei a tremer. Droga, fico nervoso quando falo com meninas atiradas.
–Obri..ob..obrigado! –ela sorriu e se afastou.
–Então...O que vamos fazer? –ela parecia tão sexy agora. O que ta rolando?
–Eu não sei! Que tal você ir comprar uma roupa para usar amanha? –fui na mochila e dei um saco de moedas.
–Okay...E quando voltar? –ela se aproximou, mexendo no meu cabelo por trás. Sua mão na minha nuca me fez arrepiar.
–Eu...eu não s...sei!-me afastei um pouco. –Depois eu vejo!
–Certo! –ela sorriu e saiu.
PSM:Sam
Sai e quando tinha certeza de que estava longe, comecei a rir. Nunca fui do tipo sexy ou do tipo direta.Também nunca me sentia segura de fazer isso, porque todos sabiam que eu era durona e meio...homem. Aqui não, é como eu ter o Freddie e deixar as coisas acontecerem naturalmente. Nathan era muito parecido com ele em vários aspectos, era lindo, divertido, inteligente, protetor e não sabia lidar muito bem com mulheres. Traduzindo eram as melhores qualidades que eu admirava em Freddie, e ainda melhor, tinha estilo e eu sabia que essa podia ser minha chance de ter o Freddie pra mim sem Carly ou ninguém. Não é nada a ver com a minha amiga, e nem o fato de Freddie ta com esse ‘quedinha’ dele por ela de novo, mas por mais que ela tentava nos ajudar sempre atrapalhava, só nós dois sabe? Sem Marissa Benson, sem Spencer, sem Gibby, sem secundários da escola que soltava boatos sobre nós dois e o carregamento que os fãs seddie, que por mais fofos que eram, também eram irritantes, e não podíamos andar juntos na rua e alguém gritava “AH! SEDDIE, QUE LINDO!!”. E se acha que eu estaria usando Nathan esta enganado, eu gostei muito dele também, gosto de freddie por dentro e por fora, mas já conquistou os 50% de paixão pelo físico de Freddie, no Nathan. E o resto com os poucos vamos nos conhecendo.
–Com licença, onde tem alguma loja de roupa por aqui? –perguntei a uma menina ruiva que se olhava num espelho que tinha em um corredor.
–Ah, é para o baile de amanha? Eu estou indo numa boutique agora, se quiser me acompanhar...
–Claro! –a segui.
–Sou Ivy Evans.
–Sam Pu...Valentine! –corrigi
–Prazer Sam! Chegamos! –viramos um corredor e demos para uma grande boutique, com algumas mulheres vendo alguns vestidos.
–Boa tarde! –Uma mulher gordinha de cabelos bem escuros nos atendeu sorrindo com as bochechas super rosadas.
–Boa Tarde! Queremos ver seus melhores trajes para o baile! –Ivy disse com tom de superioridade.
–Claro, me acompanha senhoritas! –Ela nos mostrou uma área meio reservada com alguns vestidos e peças que pareciam ser tipo uma ‘grife’.
–Hum... –ela começou a andar pelos cabides e ver vestidos, fiz o mesmo, Carly que me ajudava com a roupa, o que eu visto?
–Ta com duvida? –a ruiva disse gentilmente ao perceber que eu encarava um cabideiro, eu sou uma tonta também.
–Er...não! É que eu não sei o que vestir... –disse sem graça, ela sorriu animada para mim.
–Você tem um corpo lindo. Cintura fina, coxas e bustos grandes, não exagerados. Um belo corpo, que tal esse? –ele mostrou um vestido amarelo com babados. Sorri
–É, pode ser! –estendi minhas mãos para pegá-lo, e ela o levantou no ar.
–Você não gostou. –isso não foi uma pergunta, ela me olhou tentando me entender.
–É que minha amiga costumava escolher uma roupa que combinasse comigo.
–Ora, só vai combinar com você, desde que goste! Aí combinará! –ela parecia chocada com a minha afirmação. –Hum...que tal esse? –ela mostrou um preto que ia ate o pé.
–...Acho que... –ela me olhou bem no fundo dos meus olhos – Não ficaria bom em mim! –ela sorriu satisfeita
–Isso que eu queria ouvir, é ridículo esse vestido! Ah! E esse? –ela pegou um vestido azul que ia até o cotovelo e acima dos joelhos que ate me vi nele.
–Lindo...Gostei! –disse feliz e animada, isso era raro.
–Ótimo! Agora me ajude... –ela disse pondo meu vestido em seus braços e voltando para os cabides.
–Esse! –estendo o vestido para ela, que abri um largo sorriso
–Amei! Gostei de você! –ela sorriu – Bom...Vamos ver o resto das coisas?
–Claro!
Compramos uns sapatos mais alguns acessórios. Ela era muito divertida e espontânea. Ela me parecia muito familiar também... Enfim, nos despedimos e nos veríamos no baile. Caminhei de volta para a cabine, e eu me choquei com tal cena; Nathan sem camisa, com o cabelo bagunçado e o rosto suado, fazendo flexões, pude ver os grossos braços, a veia pulsando na pele devido a força que ele exercia sob o corpo perfeito. Pigarreei e ele notou minha presença.
–Ah, oi! Como foi as compras? –ele disse enxugando o rosto numa toalhinha e pondo a camisa de volta. Finalmente minha cabeça voltou ao lugar.
–Foi bem...O que você estava fazendo?
–Flexões! Gosto de estar em forma. –ele sorriu, e fiquei ate tonta.–Posso ver o vestido? –ele disse ansioso. Sorri
–Não! Só na hora! –ele fez bico, igual ao de Freddie, doeu meu peito
–Certo...pensei em que podemos fazer! –ele passava a mão no cabelo e isso era tão...sensual!?
–E posso saber o que? –disse normal, jogando a sacola de roupas junto com a minha mochila. Ele sorriu ao mesmo tempo nervoso, ansioso e malicioso. Foi se aproximando, e me beijou. Foi algo tão rápido que não deu tempo de pensar no que ele tinha feito, entrelacei minhas mãos em sua nuca, e ele apertou com força meus quadris me puxando mais para ele, sentia o mesmo corpo rígido de freddie, o mesmo cheiro do freddie, mas o beijo...era diferente. Era mais sensual e despreocupado. Nossas línguas dançavam frenéticas em total sincronia. Ele foi subindo sua mão por baixo da blusa segurando minha cintura, agarrei seus cabelos com uma força desnecessária arrancando um gemido prazeroso dele. Quando o ar nos faltou, fomos nos separando devagar. O encarei, e o vi respirar irregularmente, sorrindo.
–Ninguém mandou me provocar... –ele disse ainda malicioso.
Continua...
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