FireProof

1 -PRÓLOGO-


Notas iniciais
Plágio é crime!

Publicado no Wattpad e no Nyah! Fanfiction.

Dias de postagem será em duas vezes na semana.

Agradeço pela a atenção!

Começo: 03/04/2015

Fim:

Monstro

Demônio

Eram essas palavras que me atormentavam a cada dia, minha família não sabia, se sabiam não tocavam no assunto. O caso era que eu era considerada um monstro para a sociedade de Break City. Essas pessoas repugnantes que se acham melhor que os outros, nessa cidade você tinha que ser a pessoa perfeita. As pessoas eram misericordiosas, não bebiam e nem fumavam, quem fazia essas coisas eram considerados pessoas renegadas. Em Break City, nada de estranho acontecia, era muito difícil uma pessoa ser assassinada, a maioria morre por suicídio ou por acidentes.

A minha família era considerada a um exemplo para a sociedade de Break City, os Miller. A minha mãe disse que era para ter orgulho por carrega esse nome, o problema era que não gostaria de ter esse nome. Eu tinha que ser a filha perfeita, não podia cometer erros, não poderia sair de casa depois das dez, tinha que ir há igreja todo domingo, participar de eventos chatos para o grupo de caridade. O problema era que eu não era a filha perfeita, tinha defeitos e um desses defeitos era o pior. Pode me considerar como uma louca ou pior maluca, totalmente maluca, poucas pessoas viram o que eu podia fazer, e me consideravam um monstro e muitas vezes me agrediam.

O que eu podia fazer, nunca pensei que era possível. Já tinha lido em livros, mais nunca veio na minha cabeça existir uma possibilidade de possuir aquilo. Eu tinha o total controle sobre a mente humana, não só a minha mais a dos outros também, e o pior era que aquilo me atingia em pesadelos. Em que todos jogavam pedras em mim e me chamavam de monstro, mais aquilo não era um pesadelo, era somente um aviso.

Minha cabeça doí com essa lembrança, flashbacks passam pela a minha cabeça todo santo dia. Faço mais um risco na parede branca, tinha completado dois meses que estava ali, o cheiro de mofo predomina no quarto, a minha cama encostada na parede. Ela estava arrumada, impecável, o som irritante do ventilador era o único no quarto. O quarto estava vazio, a única coisa que preenchia era um criado mudo, que tinha por cima o meu velho livro de Romeo e Julieta. Estava na cadeira velha de balanço de madeira, olhava pela a janela, as árvores e a relva era a única visão que tinha. O som da porta ser aberta é escutado, Judie, a minha enfermeira entra.

- Como se sente menina Sophia? –Ela pergunta, a sua pele enrugada pelo o tempo me dava calafrios. Ela tinha em seus pequenos e delicados braços, uma bandeja com dois copinhos e um copo de água. Ela coloca em cima do criado mudo e se vira para mim. Judie era amorosa e cuidadosa, ela tinha sessenta anos e não pretendi se aposentar tão cedo.

- Menina Sophia, tens que tomar o medicamento. –Ela fala e me viro para ela pela a primeira vez deste que ela entrou nesse quarto.

- Estou bem Judie, não preciso do medicamento hoje. –Falo e brinco com a bainha do vestido do hospital.

Hospital Psiquiátrico de Break City, era aonde estava agora. Minha família descobriu o que eu era, e eu não podia ficar com eles. Pois eles não aceitaram esse pequeno defeito, como desculpa para a sociedade, eles falarão que eu estava com uma doença grave e tinha que ficar no hospital.

- Você não mais a minha filha, és um demônio. Você vai embora para e nunca mais vai voltar, nunca mais quero ver o seu rosto. Sabe por que? Sabe? Eu tenho nojo de você Sophia, só não faço uma coisa pior pois não quero sujar nome da minha família –Meu pai fala quando pega pelo o meu braço e me empurra violentamente.

- Mãe! Mãe! Me deixa explicar por favor, ainda sou a sua filha. –Grito e suplico para a minha mãe que está a porta do carro do hospital psiquiátrico. Ela me olha com nojo e cospe no meu rosto. Estou tão desesperada, com um angustia que cresce cada vez mais no meu peito.

- Não és a minha filha! –Ela grita no meu rosto.

- São as ordens menina, você sabe muito bem disso. –Ela fala e me entrega um dos comprimidos, aquilo não fazia efeito em mim, só os tomava para ver se um dia eu tenha uma overdose e morra de uma vez.

Pego o copinho e lá dentro tem dois comprimidos brancos, pego e coloco eles na boca. Engulo em seco, pego o outro copinho e vejo dois comprimidos azuis, engulo em seco e ele me oferece água. Pego o copo e bebo o líquido, entrego a ela, e ela sai silenciosamente do quarto. Volto o meu olhar para a janela, começo a chorar. Trago os meus joelhos para o peito e começo a chorar cada vez mais alto, grito, me arrependo tanto pelo o que eu fiz. Pego a cadeira e atiro contra a janela, desfaço a minha cama e grito cada vez mais alto, alguns enfermeiros entram no quarto, mais a minha raiva é visível, pois eles me olham e se assustam. Volto o meu olhar fixamente sobre eles, que debruçam no chão com dor. A porta se fecha violentamente e escuto os batidos na porta, os enfermeiros gritam de dor, minha raiva aumenta quando flashbacks aparecem na minha cabeça, as luzes estão começando a acender e a apagar. Os enfermeiros estão inconscientes por causa da dor na cabeça, os batidos na porta continuam. Minha cabeça começa a doer e sinto um liquido escorrer pelo o meu nariz, sangue saia pelo o meu nariz e a minha cabeça doía. Um grito agudo sai dos meus lábios, caiu de joelho, e coloco as minhas mãos na cabeça afim de acabar com a dor. Mais um grito e tudo se parte, os vidros da janela voa em minha direção e sinto eles entrando na minha pele, sinto algo pesado bater na minha nuca. Me fazendo cair e perder a consciência.