Fire meet Gasoline

2 Capítulo 2 - It's been written in the scars on our hearts


Notas iniciais
Genten, que isso, tanta gente apareceu para ler essa história, fiquei emocionada. Obrigada a cada um de vocês, amei os 7 acompanhamentos, os 5 comentários e os 2 favoritos. Vocês são os melhores, obrigada por darem uma chance a minha fanfic e não me matem depois de ler esse capítulo, porque é de uma cena que nós odiamos. A música que eu usei como fundo para esse capítulo foi Just Give me a Reason da Pink com o Nate Ruess, que pra mim é muito Bade, ouçam esse amor de música aqui: http://www.vagalume.com.br/pink/just-give-me-a-reason-feat-nate-ruess-traducao.html

Jade suspirou, mal havia dormido naquela noite, só conseguia pensar em Beck, e quando a mensagem dele chegou às 6 da manhã ela não pode negar, então ela somente levantou e tentou parecer o mais feliz que podia naquela situação. Tomou um banho, e vestiu uma roupa bonita para encontra-lo. E dirigiu até o RV de seu namorado, tentava reprimir os pensamentos que enevoavam sua mente.

Não bateu na porta. Ela nunca batia. Ela apenas entrou, e com um sorriso falou aquilo que não precisava de palavras. Jade pediu desculpas com um sorriso, e com um abraço Beck pediu também. Mas ambos continuavam magoados, não havia como negar. Só que naquele momento parecia certo.

Eles se beijaram. E fizeram amor. Como sempre faziam, mas algo não parecia igual. Jade apenas se deixou levar por Beck, e ela sempre gostou de ter controle. Eles estavam quebrados, literalmente quebrados, partidos, trincados. Há muito tempo não havia romance nas coisas que eles faziam. Tudo havia se transformado em brigas. E o romance era mecânico, era uma repetição de tudo que eles sempre faziam.

— Diga que me ama. – Jade pediu, não, ela implorou, ela precisava dessa pequena demonstração. Mas como era mecânico deles Beck não daria de maneira tão fácil, ele nunca dava facilmente.

— Qual a palavra mágica? – Beck sussurrou, e ela simplesmente suspirou, estava cansada desse joguinho de palavras mágicas, ela não iria pedir por favor que ele dissesse três palavras simples. Amor não se deve implorar.

— Deixa pra lá. – ela suspirou se virando na cama, não queria admitir o quão magoada ela ainda estava, afinal eles teriam aula em pouco tempo e ela nunca demonstraria tal fraqueza. Ela não fazia esse tipo.

Jade também não fazia o tipo de vítima condescendente, mas era isso que ela acabou sendo quando Beck chegou em sua vida, ele roubou o coração dela mesmo que ela não quisesse admitir de começo. Ela assumia que estava abalada quando ele chegou, ela tinha acabado um relacionamento de um ano com um cara mais velho. Jade sempre gostou de caras mais velhos. Porém, ela sempre quebrava a cara com eles.

Pois caras mais velhos não querem garotas mais novas por muito tempo. O problema de tudo não foi exatamente a questão dela estar abalada, mas o fato de que para Beck, ela se mostrou completa, até os piores lados. Nunca façam isso. E talvez ele não fosse o homem certo para isso.

De começo foi, ele a ajudou a cicatrizar marcas profundas no começo do relacionamento, porém com o tempo ele começou a criar marcas piores, com suas palavras mais afiadas que facas. Todos sempre acham que a Jade é o lado podre do relacionamento dos dois.

A família de Beck achava, a própria família de Jade achava, os amigos deles achavam. Mas não era. O fato é: Beck tem sérios problemas com o relacionamento. Não pela forma como Jade age, mas ele simplesmente nunca soube conciliar que Jade era mais do que aparentava. E ele era o único que de algum modo, mesmo que estranho, teve contato com o lado escuro dela, o lado machucado, o lado que sentia profundamente.

Mas ele usava isso contra ela.

— Café? – ele ofereceu depois de um tempo, Jade não havia levantado a cabeça do travesseiro ainda. Ela costumava dormir mais que ele. Mas ela não estava dormindo, e ele sabia disso.

— Obrigada. – ela pegou a caneca e um sorriso mínimo surgiu em seu rosto, mas logo se desfez.

Enquanto tomava o café, Beck se arrumava para ir para a aula, e os pensamentos dela viajavam para alguns dias no passado. Beck não vinha agindo da mesma forma, estava falando enquanto dormia, o que era estranho, ele nunca falava enquanto dormia, principalmente o que ele vinha dizendo. Talvez, Jade pensava, ele já não estivesse satisfeito.

Afinal, é horrível ouvir seu namorado reclamar do relacionamento durante o sono.

— Você está muito calada, babe. – Beck disse abraçando a namorada pelas costas da cadeira, enquanto ela ainda tomava seu café.

— Estava só pensando. – ela mentiu, em partes, não era mentira que ela estava perdida em pensamento, mas ela omitiu conscientemente que pensava que o relacionamento deles estivesse quebrando.

— Eu te amo. – Beck suspirou cedendo um pouco daquele sentimento sem precisar forçar Jade a se diminuir por essa prova.

— Eu também te amo. – ela suspirou e tomou o último gole, vestindo sua saia e indo para o banheiro ajeitar a maquiagem.

Talvez eles não estivessem realmente quebrados, não é? Jade pode sentir novamente confiança de que o relacionamento deles estava se curvando, mas não se quebraria, e que eles ficariam juntos. O amor deve ser mais forte que tudo, não é?

Mas parecia que realmente não era. Eles brigaram o caminho todo até a escola, e por motivos idiotas, mas Beck parecia sempre ter algo para reclamar. Por mais que durante o inicio da manhã ele tenha sido um doce de namorado, no resto da manhã ele foi um idiota completo.

Primeiro ele se jogou para cima de uma atendente da cafeteria que Jade sempre ia antes da aula, ele descaradamente flertou com a menina ruiva falsa bem na frente dela, como se ela não estivesse ali, ou como se ele não se importasse com o fato dela estar.

Depois ele brigou com o fato de Jade não estar usando o colar com a aliança, mas ela de fato havia mandado para polir, afinal ninguém quer andar com uma aliança toda detonada sobre o peito onde todos podem ver. Mas ele simplesmente não acreditou quando ela deu essa desculpa.

E último mais não pior, ele ficou meia hora se ajeitando no carro antes de realmente sair para a aula, mas sem deixar de ficar reclamando que o decote dela estava fundo demais, e que ela mostrava mais do que devia.

— Você realmente deveria cobrir esses peitos. – Jade virou os olhos quando ele saiu do carro ainda falando nisso.

— Eu posso estar errada, mas não lembro de ter te ouvido reclamar dele quando eu estava sobre você. – ela disse ácida, não estava mais aguentando ouvir ele tão reclamão.

— Você está meio insuportável hoje, sabia? – ele perguntou a puxando pela cintura.

— Eu? Tem certeza que sou eu? – ela se policiou para não gritar, mas queria gritar, estava indignada. Mas pode se separar do aperto que ele deu na cintura dela, e simplesmente apressou o passo e foi na frente. Ele tinha feito muita merda e agia como se ela fosse a única culpada.

Ele sempre tentava fazer com que ela se sentisse culpada, e ela odiava isso. Ele sempre a colocava para baixo, e sempre deixava claro que ela nunca seria mais bonita que ele. Beck talvez amasse muito a si mesmo, e não se importasse realmente com a pessoa envolvida no relacionamento. Ou ele apenas fosse tão centrado em si mesmo que não percebia o quão idiota era.

Sentaram se um ao lado do outro na aula do Sikowitz, mas apenas por costume, ela gostava de o ter por perto, mas ele estava sendo muito babaca. Principalmente depois que o celular da magricela começou a fazer o barulho mais irritante do mundo. E quando Jade falou, Beck simplesmente fez questão em deixar claro o quão irritante ele achava que ela estava sendo.

E o navio afundando lentamente, e com navio, eu digo relacionamento. Eles não estavam felizes, e isso era claro. Afinal, todos deixam claro quando não querem mais ter os dois por perto.

E final daquele relacionamento foi exatamente quando Beck disse no gameshow do Sinjin que ele não estava feliz com o relacionamento deles. Jade não queria assumir que entendia de onde tudo aquilo vinha, mas era impossível aceitar. Ela só conseguia se perguntar se ela também estava se sentindo dessa forma, não, ela estava curvada, ela não estava completamente quebrada como ele.

“Eu não estou feliz com esse relacionamento” – as palavras ecoaram na cabeça dela, e a deixaram inebriada, e com o coração partido. Ela já imaginava isso, mas ouvir aquilo quebrou seu coração, mais uma vez.

Jade pediu uma carona de Cat até a casa de Beck, e pegou seu carro. Evitou falar ou olhar na cara de Beck, era isso. Ele não estava mais na mesma sintonia que ela, e isso a fez desmoronar. Novamente ela só o fez quando chegou ao seu quarto, ela correu até lá desesperada.

Ignorou sua madrasta, seu pai e seu irmão, ignorou todos, não aguentava mais segurar as lágrimas, e não ia deixar que os outros vissem que ela estava desabando. Ele ligou para ela várias vezes durante a noite, como se ele tivesse se arrependido de ter dito aquilo daquela forma, mas ela não se importou em atender, não estava em condições de aceitar aquilo.

Mas Beck não aceitava isso como resposta. Ele dirigiu até a casa dela, e escalou até a janela do quarto dela, e invadiu sem ser convidado. Ela limpou o rosto rapidamente.

— O que você quer? – ríspida com um ponto de tristeza na voz, foi assim que soou aquela frase dura.

— Conversar sobre o que aconteceu hoje.

— Acho que não temos realmente o que conversar, você falou o que queria, o que sentia, na hora que queria, como sempre faz. – ela disse ignorando a aproximação perigosa dele, não poderia deixar seu coração se partir novamente, ela tinha toda aquela armadura para evitar que isso acontecesse. Mas sempre acontecia.

— Não é isso. – Beck tentava se explicar, mas as palavras pareciam não se formar em sua mente. – Eu só não acho que a gente está realmente fazendo bem um para o outro. Há dias que a gente vem se desentendendo, e vem agindo como um idiota para com o outro, e isso não tá dando certo.

“Eu achei que estávamos bem” – Era a única coisa que Jade conseguia pensar, ela não falou, apenas voltou a se deitar na cama em silêncio. Beck deitou ao seu lado sem pedir permissão ou sem esperar ser chamado.

— Uma hora teremos que falar sobre isso. – ele disse apenas, ela não dormiu aquela noite, não conseguiu evitar que algumas lágrimas descessem pelo seu rosto freneticamente, ele havia dormido, perfeitamente como se nada estivesse acontecendo. Jade encarou os lençóis entre eles, era apenas isso que restava entre eles.

Parecia que o amor havia sido destruído naquele momento. Ela se levantou e passou o resto da noite em um banho de banheira, ela brincava com a espuma, para ela banheiras eram como um pedaço do paraíso, era relaxante e era como se o mundo se resumisse a ela. Era tudo o que ela precisava.

Durante todo o caminho para a escola Beck tentou conversar sobre aquilo novamente. E na escola ele até a arrastou até o armário do zelador, ela tinha certeza que a forma como ele havia agarrado seu pulso deixaria uma bela marca, e não uma boa.

— Fomos votados como pior casal, e os outros casais nem eram casais de verdade. E um tinha o Robbie. — ele gritou, ela odiava quando ele gritava com ela, mas parecia que essa era uma parte dele que havia se tornado recorrente.

— Por que você liga se fomos votados como pior casal? — ela perguntou ainda mais exaltada, era realmente algo tão importante se uma dúzia de pessoas achou que eles não eram um casal que funcionava?

Quando ele finalmente ia responder, Cat entrou no armário do zelador, Jade não queria admitir que agradeceu por ela ter entrado naquele momento, ela não estava realmente pronta para mais uma discussão dessa.

Mas Beck tinha que arrastar Cat para a discussão e ele perguntou exatamente a pergunta que Jade temia: — Você acha que eu e Jade brigamos muito?

— Claro. – a doce Cat respondeu, e o peito de Jade afundou mais um pouco.

— É, mas todos os namorados e namoradas brigam muito, não é?— ela perguntou alarmada, queria mostrar o seu ponto de vista também já que ele vinha mostrando o dele o tempo todo naquela discussão.

— Às vezes. – Cat disse acanhada.

— Sim ou não? — Jade gritou.

— Deixa ela falar. – Beck respondeu.

— Você nunca me ouve falar.— ela gritou, odiava gritar o que sentia, e odiava ter que admitir que se sentia assim.

— Posso ir embora?

— Não. Por que colocou ela aqui, afinal?— Jade perguntou enquanto segurava Cat.

— Eu gostaria de uma namorada com quem eu pudesse conversar sem virar uma competição de gritos. – uma facada certeira no coração de Jade.

— É, e eu queria um namorado que as garotas não fiquem olhando o tempo todo. – E que principalmente não flerte com essas garotas, ela acrescentou, em sua mente.

— Eu achei que era uma festa no armário.— Cat, sempre Cat.

Não é minha culpa se as garotas me olham.— ele gritou, Jade precisava se segurar novamente, segurar as lágrimas já vinha sendo um grande exercício físico para ela.

Você poderia parecer mais feio se quisesse.— Jade disse mais calma, mas ainda com uma dose certa de mágoa dominando o seu ser.

— Não acredito no quão ciumenta você ficou.

— Ah, então você acha que eu sou feia?— Jade gritou, por mais que pareça ridículo, esse era algo que sempre a incomodou.

— Quê? Cara, eu disse que ela é feia?— ele perguntou, um tanto desesperado para Cat que estava absorta tentando não fazer parte da discussão para a qual foi duramente arrastada. E disso resultou uma das muitas discussões irritantes que eles vinham tendo. Até Cat desmaiar. — Fizemos a Cat desmaiar.

— Estou atrasada para a aula.— Jade disse apenas saindo da sala.

— Vamos terminar isso mais cedo ou mais tarde.— ela não esperaria por isso.

— Mais tarde. – ela gritou, indo embora, não se importava com as aulas, ou com nada, ela só queria fugir daquilo. Fugir era sempre a melhor opção nesse caso.

Now you've been talking in your sleep, things you never say to me

Tell me that you've had enough of our love (our love)

Just give me a reason just a little bit's enough

Just a second we're not broken just bent and we can learn to love again

It's in the stars it's been written in the scars on our hearts

we're not broken just bent and we can learn to love again

Notas finais
Querem me matar agora ou na próxima quinta onde teremos o final desse episódio que odiamos? Eu acho que esse episódio é muito importante, por isso sim vou dar muita atenção a ele, o próximo capítulo teremos a cena da porta. Querem comentar? Me contem se odiaram esse capítulo, esse e o terceiro foram os que eu escrevi mais animada. Então quero que me contem.