Fire meet Gasoline

15 Capítulo 15 - I want to let you know that it's all okay


Notas iniciais
Boa noite, meus amores. Aqui estou em um feriado, após fazer um trabalho, vender rifas, e começar o TCC, postando mais um capítulo. Peço perdão por não ter postado semana passada, mas estava envolvida nas milhões de pequenas depressões que é estar na universidade. Mas como sempre, vocês são a luz da minha vida, minha alma, minha lama. Sorry, baixou o Humbert Humbert. Calma, Bee, guarda isso pro TCC. É isso mesmo produção, FMG já tem duas recomendações? Como isso? Então, obrigada Alice (Já disse que esse é o nome da minha sobrinha? Sobrinha esta que só dorme quando eu canto a música desse capítulo para ela haha), minha leitora antiga fantasminha haha. E também a linda Aninha Clarinha. Vocês são a luz da minha vida, e me motivam a sempre continuar, por isso, obrigada. Esse é o primeiro capítulo que eu imaginei da fic, eu acho, mas é meio que baseado na minha ideia de: E se Andre revelasse a sua paixão pela Jade? Muahaha querem saber como foi? Leiam. Amo vocês, espero que me amem no fim desse capítulo.

“Vai ser divertido”, Beck se lembrava de seus amigos comentando. Eles iriam passar uma noite com Tori e Trina para tentar fazer com que as duas esquecessem da separação iminente dos pais. Mas ele sabia perfeitamente que não seria divertido, pois Jade estaria lá. E ele estava evitando conversar com ela desde que a viu se rendendo as encantos de seu amigo.

Por mais que Beck tentasse, não conseguia evitar que seu pensamento corresse diretamente para a possibilidade de Moose enfiando as mãos por baixo da camisa a ponto de pegar nos seios que ele amava, ou nos lábios de Jade brincando contra o pescoço dele enquanto ela falava alguma coisa entre o beijo. Beck sempre adorou quando ela fez isso com ele, mas pensar nela fazendo com outro o irritava.

Ele estava lá, sentado no sofá da casa dos Vega, mas estava mais desligado do mundo que qualquer outro. Ele tentava não olhar para a sua ex-namorada, mas ela possuía algo como um magnetismo, seu olhar era constantemente atraído para ela. Beck se perdia olhando Jade roubar de Cat no jogo de cartas, enquanto Tori falava rapidamente com todos, contando sobre alguma aula que eles não faziam.

Ele não conseguia evitar em ver Jade conversando animadamente com Tori, ou destratando Trina, aquilo mostrava claramente que a morena se importava muito mais do que queria demonstrar. Mas Beck não devia estar encarando a Jade, não depois do que ela havia feito.

Porém quem era Beck para julgar? Ele vinha tentando seguir em frente, e quando surgiu a oportunidade de ficar com Tori, ele tentou. E ele sabia que o culpado de tudo que vinha acontecendo era apenas sua. Mas isso não melhorava em nada o que ele sentia.

Beck levantou e foi até a varanda da casa de Tori, ficou encarando a maçaneta da porta. Ali, naquele simples objeto, havia mais história do que ele poderia contar. Só ali naquele pequeno objeto, havia uma história de como Beck e Jade terminaram. Ele conseguia imaginar como foi para ela ficar ali esperando por ele, e ele hesitando.

Ele estava lá encarando aquela maçaneta como se fosse uma equação matemática impossível de ser respondida quando a porta abriu de maneira rápida. E ele viu o olhar de Jade que se direcionava a ele, e então com um sorriso, ela conseguiu lançar mais um belo feitiço nele.

— Oi, Ali Babá. – ela falou sedutora, com um sorriso maroto.

— Você não me chama de Ali Babá há um bom tempo, não é? – ele sorriu, o maldito feitiço que ela sempre conseguia lançar a ele era muito forte.

— Eu sei. – ela riu e se aproximou dele, o sorriso se desmanchando a cada passo que ela dava, e o coração dele batendo mais audivelmente com a aproximação dela. – Escuta, eu queria falar com você. – ela o encarou, aqueles olhos azuis. Beck se sentia em meio uma cena de filme de Faroeste, ele era o sujeito desarmado contra uma cidade de benfeitores, Jade era a mocinha perfeita que ele tentava impressionar e conquistar, mas sabia que ela não o daria bola.

— Você não precisa falar sobre aquele dia, se é essa a sua intensão. – Beck a cortou, não estava pronto para falar sobre aquilo, e talvez ele nunca estivesse. – Você estava certa em seguir em frente, e não tinha culpa dele ser um babaca.

— Mas tinha culpa por saber que ele era seu melhor amigo e mesmo assim continuar. – Beck a encarou, ela não costumava agir dessa forma e assumir culpa quando ela não era culpada, não inteiramente.

— Tudo bem. – o moreno sorriu triste e sentiu que Jade queria se aproximar, ela ensaiou alguns passos a frente, mas parou a três pequenos passos de distancia.

— Beck, eu... – ela foi interrompida pela porta que abriu bruscamente, e um André sorridente saiu da casa e parou exatamente naquele espaço que Beck não havia terminado de fechar.

— Ei, Beck, as meninas tão te chamando, é a tua vez. – André avisou sorrindo – E nós precisamos terminar aquela música que você vai apresentar daqui a uma semana. – falou diretamente para a morena que o lançou um olhar duvidoso.

— Claro. – Jade disse séria, e deu as costas para os dois amigos que ficaram na varanda. Beck entrou em seguida e se dirigiu para a mesa onde as meninas jogavam animadamente. Mas ficou sentado de uma forma que por cima da cabeça de Cat conseguia ver Jade em todos os detalhes.

— Bom, e se continuássemos com o refrão daquela música que te mostrei ano passado? – Jade perguntou para André, e pediu que ele tocasse no piano. Beck encarou-a, sentada ao lado do moreno na banqueta do piano, com os olhos fechados e a feição tão calma e confortável.

Beck nunca entendeu porque Jade não queria seguir carreira musical, ela tinha uma voz de causar inveja ao mais harmonioso dos arcanjos. A forma como as palavras saiam com uma facilidade e leveza o fez perder a linha de raciocínio, e não apostar mesmo com uma mão perfeita.

— I like your smile but even introductions need to last awhile. Sometimes I don't know if I'm right or wrong and in the end it seems like everything is worse when you're gone. – André continuou a cantar, e o moreno pode ver o olhar que Jade direcionava a Beck, o que o deixou nervoso e o fez errar a canção.

Jade cantou seu refrão, em alguns momentos ela abria os olhos, em outros, como se a música fluísse de seus sentimentos para as cordas vocais, ela apenas os aproveitava de olhos fechados. Enquanto André tocava, Jade continuou além do refrão, os olhos presos em algum lugar entre André e Beck.

— So there you are, mistakenly mistaken for a deeper scar. A hole in your heart and the same for me. Is everything you touch keeping you down or setting you free. There is no upper hand I'm giving you mine. It doesn't have to end up wasting your time there's things that I could say. But hear it my way I want to let you know that it's all okay. – Jade cantou, a forma doce como ela cantava conseguiu surpreender todos ali naquela sala, inclusive Trina. Era incrível como alguém de personalidade tão forte e rebelde pode ter essa voz tão serena ao cantar.

— Shelter my eyes from the sun and wait for the birds to fly by. Trying to reach every one. And know what you're feeling inside. Deep in my head now it's like a dream goodbye – André continuou, encarando Jade, perdido dentro dela, encarando aqueles olhos. Jade estava cantando o refrão novamente quando os olhos de André caíram até a boca dela, e a atitude impensada que ele tomou iria repercutir por algum tempo depois daquilo. André Harris beijou uma antiga crush sua, Jade West.

A morena surpresa pela atitude e surpreendida por receber um beijo justamente dele, permaneceu sem atitude. A sala ficou em um silêncio interminável de suspense. Tori e Cat, que encaravam Jade a beijar André, voltaram seu olhar rapidamente para Beck esperando alguma reação.

Beck estava tão surpreso com aquilo quanto todos ali na sala. Não sabia como poderia isso acontecer naquele momento, há pouco tempo ele havia pego sua ex-namorada em maus lençóis com seu melhor amigo de infância, agora tem que suportar ver sua ex-namorada a ser beijada pelo seu melhor amigo.

Ele sentiu um calor o consumir por dentro, uma raiva estava subindo da sua barriga, que ficou gelada de surpresa, para o peito onde a raiva se formava rapidamente, e então para a sua garganta onde o desespero o impedia de gritar. A única reação que ele conseguiu ter foi de levantar-se e sair daquele lugar. Não conseguia mais presenciar aquilo.

Ele foi para seu carro e se fechou lá dentro. Não conseguiu evitar a vontade de socar o volante, imaginando ali a cabeça enorme de André.

Jade despertando daquilo com o barulho da porta e voz de Tori e Cat gritando por Beck, ela encarou André com os olhos arregalados, ela estava completamente surpresa e assustada com aquilo. Ela se levantou de um salto e correu porta a fora. Ela não pensou duas vezes antes de bater na janela do carro de Beck, e quando ele não abriu a porta para ela, tudo que ela fez foi: lançar aquele olhar que significa sem palavras “ou você abre a porta, ou eu quebrarei a janela”. E Beck abriu, como um bom menino.

Os dois ficaram em silêncio, apenas olhando para a rua à frente, os carros e as casas naquele momento pareciam muito interessantes para os dois. Jade abriu a boca para expressar o que sentia, mas sabia que nada sairia, ela queria dizer para Beck que ela não correspondeu a aquele beijo, e que a reação dele foi exagerada. Mas tudo que saiu da sua boca foi:

— Então, está meio frio, né? — aquela voz estranha, Jade se odiou por ter feito essa observação idiota.

— É Hollywood, em Julho, não, não está frio. – Beck alertou a morena, e abriu a boca para acentuar outra observação que não tivesse relação com o beijo entre Jade e Andre, mas tudo que saiu foi: — Venceu o jogo?

— Bom, eu quase...

Jade foi interrompida por um Andre que começou a bater desesperadamente na janela. Beck o encarou com ódio no olhar e saiu do carro. Queria... Não, ele precisava falar com o amigo seriamente. Andre recuou alguns passos, parado sob a calçada, o olhar de desafio no semblante.

Aquela cena poderia ser comparada com a cena mais importante de um filme de faroeste, o xerife a encarar o bandido malvado que queria roubar o banco e a delicada donzela de olhos extremamente azuis. Os braços arqueados, as mãos prontas para sacar as armas dos coldres, o mais rápido venceria. Beck encarava Andre nos olhos e o moreno retribui. Em um piscar de olhos uma amizade poderia ser destruída, e alguém sair gravemente ferido.

Mas nesse caso quem seria o xerife e quem seria o bandido?

— Ei, vocês dois. Nós vamos conversar ou ficar igual três babacas de filme antigo? – a doçura de Jade era algo que sempre exalava em qualquer ambiente em que ela estivesse, percebem?

Beck se sentou no sofá em que tantas vezes ele estivera com Jade, mas ao seu lado não estava a bela morena de hipnotizantes olhos azuis, mas sim um carrancudo amigo. Jade se sentou distante dos dois, apenas os encarando. Ela, como era esperado, não ofereceu a eles nada para beber, e não iria.

— Então... – Andre falou calmo, ele parecia uma rocha por fora, de modo que ao ouvir a calmaria em sua voz um contraste evidente os arrebatou. – Eu acho que devo contar uma coisa para os dois nesse momento. Há um tempo eu estou apaixonado pela Jade.

Os olhos de Beck se estreitaram, tentando perceber o tom irônico, cômico, enganado, ou drogado de Andre, mas nada encontrou, apenas um olhar envergonhado do moreno. E então ele entendeu, assim como ele havia sido preso naquela cadeia de encantamentos da morena, seu amigo também havia sido.

Jade por outro lado, caiu na gargalhada assim que Andre contou aquilo. A sensibilidade em pessoa.

— Quando? – ela perguntou em meio da risada, a primeira que Beck ouvia em tempos.

— Desde que você me mostrou que podia parecer uma pessoa fofa, quando a gente tinha que compor uma música. E você cantou tão divinamente, e parecia um ser angelical com os olhos fechados sentindo a música. Quem não se apaixonaria? – o moreno contou em um misto de emoções, e então ele a encarou e depois encarou Beck. – Eu te segui durante toda aquela semana. E eu sei que vocês estavam namorando naquela época, mas foi impossível evitar. Meu pior erro foi me apaixonar pela namorada do meu melhor amigo.

— Tudo bem. – disse Beck calmo, e ao desviar o olhar do amigo para a morena, ele percebeu o sorriso interessante que ela o direcionou. Um sorriso interessante, pois mostrava-se sincero e agradecido.

— E eu escrevi uma música para você, não sei se vocês lembram, vocês assistiram ao show. E bom, eu não me arrependo disso, Jade. Você é incrível.

— Você também é legal, Harris. Mas nunca daria certo, você não tem o que é preciso para me controlar. – ela sorriu doce, e então com uma olhadela nada suspeita encarou Beck. – Mas você é uma pessoa que eu realmente suporto.

— Isso vale muito. – Aladim barato exclamou para o amigo, feliz por ouvir a morena falando aquelas coisas.

— Pois é. – Andre sorriu, e então se levantou. – Podemos nos abraçar? – pediu para Jade, e ela com uma careta concordou.

Beck e Jade agora estavam sozinhos na sala da casa de Jade. Julie e Devon haviam ido a uma festinha de famosos, como era comum em Hollywood, então os dois jovens estavam ali. Em uma situação incomoda.

— Aquela hora que eu entrei no carro – Jade começou, sentando de lado no sofá, e cruzando as pernas, desconfortável. – eu só queria dizer que está tudo bem, ao menos para mim. Sei que não posso te prender. Sei que somos amigos, de alguma forma, mas que eu não quero seguir em frente agora. Não quero namorar ou ficar com nenhum outro. Eu tentei com o Moose, mas nós dois sabemos no que deu. Bom, tudo isso para dizer que você pode seguir em frente se quiser, tenho que ser madura e aceitar isso.

— Você é incrível, Jade. Desculpa por ter agido daquela maneira histérica quando ele te beijou, e quando te peguei com o Moose. – Beck falou com um sorriso – Eu tenho que deixar de ser possessivo, mas é difícil não sentir ciúmes, você é incrivelmente gata.

— Conte algo que eu não sei, Ali Baba. – ela sorriu. – Mas vamos parar de falar sobre essas coisas baixo astral, quer assistir Celebridades Embaixo D’água?

E ali ficaram por mais uma hora, agindo como pessoas normais, amigos em uma situação normal. Não ex-namorados que tentavam reatar ao menos em uma amizade. Quando Beck foi embora, jurou ter ouvido ela pedir desculpas. Mas talvez tenha sido apenas um velho truque do vento.

Naquele momento, Beck sabia que tudo iria ficar bem. André percebeu o mesmo naquela noite, sua paixão por Jade havia morrido. E Jade apenas apagou deitada no sofá, assistindo A vaquinha.

I like your smile but even introductions need to last awhile

Sometimes I don't know if I'm right or wrong

And in the end it seems like everything is worse when you're gone

Notas finais
Ei, vidas, o que acharam? Eu amei escrever esse capítulo, pois: (1) eu amo essa música; (2) eu gosto de imaginar como seria se Andre contasse que Jade foi sua crush; (3) porque eu usei a Jade bem delicada como uma foice, como eu; (4) porque eu usei a comparação com o faroeste, lembra Jules? hahaha Bom, me contem tudo que acharam. Posso contar um segredinho pequenininho? Eu amei fazer essas conversas falsas. Não, não é isso. Os próximos dois capítulos irão retratar Tori fixes Beck and Jade, e com músicas muito legais, eu prometo. O que acham que irá acontecer nesse capítulo além do retorno deles? Me contem alguma teoria maluca que vocês tem. Amo vocês, beijos.