Fire meet Gasoline

11 Capítulo 11 - You've changed me inside


Notas iniciais
Hi folks, então, estou um pouco atrasada na postagem, né? Sério, tive um bloqueio sério de criatividade, e bom, foi uma semana muito corrida. Quero agradecer a todas que ainda estão me acompanhando nessa história, vocês me fazem tão feliz. Bom, esse é um capítulo bem bléééé, mas tudo bem. A música que usei nesse capítulo foi: http://www.vagalume.com.br/he-is-we/give-it-all-traducao.html mas nem me inspirei muito nela, foi mais coisas que surgiram na minha mente. Bom, se vocês quiserem me dar uma recomendação de presente, eu darei um bom presente para vocês, posso até chegar a postar dois capítulos na outra semana, sem chantagem. Enjoy it.

Jade evitou olhar na direção de Beck pelo resto da semana, e durante a semana seguinte. Era constrangedor e desnecessário. Todos sabem que beijar o ex não é um bom sinal, mas para Jade isso era mais alarmante ainda, pois ela não o havia esquecido. Para a morena, apesar de vê-lo tentar beijar sua amiga Tori, e ele argumentar contra sua ex, não tinha como esquecer aquele projeto canadense de um Aladim barato.

Não que ela não viesse tentando. Só ela sabe o quanto tentou e o quanto se frustrou. E aquela prova deque talvez para ele também não tivesse acabado completamente era um aperto a mais que se coração dava a cada batida descompassada. Um aperto por ser uma constante incerteza. E para deixar tudo ainda mais animado, parecia que Tori e Cat armavam cada vez mais desculpas para que Jade fosse a casa da morena, e por coincidência, Beck também fora convidado.

Ou ela era convidada informalmente para participar de um filme que ela não tinha a mínima vontade de fazer. Como era a ocasião daquela semana. Jade estava perto de seu armário com Tori e surpreendente Robbie, e enquanto ela mexia no armário a procura de uma tesoura (ela precisava cortar algo), eles tentavam a convencer de que seria “legal” e “divertido” eles fazerem aquele filme.

— Você quer que eu faça um filme dirigido pelo Beck? – Jade perguntou com a sua cara mortal, havia se aproximado sim de Tori, mas elas não eram grandes amigas. E Robbie estava ali porque... Bom, ninguém sabe exatamente porque Robbie estava ali, mas é uma das questões sem respostas que permeavam a vida dela.

— Sim, por favor. – Tori pediu com sua voz de lamento e suplica, ela prologou mais do que devia a ultima silaba de favor, o que sempre irritava Jade, mas ela deixou de lado esse desconforto. – É sobre um trio de garotas, eu, Cat e você, como as amigas que somos. – a morena contou com um sorriso enorme e logo acrescentou: — E sei que o Beck te quer como parte do filme.

— Ele me quer tanto quanto meu pai queria ser o produtor de um seriado com o pai desse legume. – ela falou irritada se referindo a Robbie, seu pai era, junto com o pai de Robbie, o produtor executivo de uma série de sucesso dos anos 90.¹ — Não acredito que ele me queira nesse filme.

— Ele quer. – Tori disse com alegoria – Ele disse que tem o papel perfeito para você.

Tecnicamente, Beck não havia sido especifico quanto a quem ele queria para o papel da terceira loira, ele não queria Jade no seu filme, pois questões pessoais podem se envolver rapidamente em um filme e fazer tudo desandar. E como sabemos, o papel não era perfeito para Jade, ela fazia a loira burra, enquanto claramente a mais burrinha do grupo deles era Cat. Mas não deixe que ela descubra isso.

Tanto por Beck não querer Jade fazendo o filme desandar, quanto pela surpresa que ela teve ao descobrir que o “papel perfeito” que Beck tinha para ela era o de uma garota estúpida, os dois ficaram se encarando por dois longos, desconfortáveis e silenciosos minutos.

Em seu interior, a morena torcia para que ele falasse algo agradável para ela naquele momento, ela esperava pequenos sinais que pudessem comprovar que ela estava certa e que talvez bem no fundo ele a quisesse de volta, já que ele a queria no filme idiota dele. Se ele tocasse na aliança, ou passasse a mão no cabelo três vezes seguidas, Jade ia entender que ele a queria de volta, e não descansaria enquanto isso não acontecesse.

Por isso a todo momento ela ficava o encarando durante os ensaios. Ela o viu erguer a mão para tocar na aliança que ele ainda mantinha sobre o peito, mas ele apenas seguiu para a gola da blusa que usava, e a ajeitou. Seu coração disparava cada vez que o cabelo dele tentava cair sobre os olhos, e ela se sentia uma criança desesperada por não encontrar seu presente sob a arvore de natal quando ele apenas mexia a cabeça para ajeitar aqueles fios displicentes.

O fato dele sempre dar informações e dicas controversas para Jade a deixava nervosa. Ele escolheu terminar, mas não tira a aliança. Ele quer que ela seja parte do filme, mas ela é a idiota que atira em si mesma. Ele a beija, e nos dias seguintes a ignora. Tenta beijar Tori, e depois tenta esclarecer as coisas. Esse jogo de amor e desilusão a deixava exausta.

Mas Beck também estava cansado daquele jogo, porém ele não pretendia desistir do que ele estava experimentando durante esse tempo, ele estava experimentando, além de todo o sofrimento e da saudade, uma rara sensação de liberdade. Não exatamente e diretamente por causa de Jade, mas porque sua mãe deixava claro o quão feliz estava com o fim do relacionamento, que o deixava livre para tudo.

Mas a felicidade da sua mãe o deixava triste na mesma medida, ele amava Jade, não iria deixar de amá-la, mas como lidar com uma mãe que nunca aceitou e não tem planos de aceitar a garota que você ama? E Beck se sentiu mal por nunca ter a defendido da sua família, de ter falado que Jade era muito melhor do que qualquer um deles.

O único que aceitava Jade, era seu pai, ele gostava do interesse da morena pela sua coleção de espadas, e ele sempre ficava interessado em saber que ela mantinha uma coleção enorme de tesouras e coisas mórbidas. Ela possuía inclusive a lápide que ela namorou por tanto tempo: “Aqui jaz Jade West, nada além de glitter misturado com cinzas nesse momento. Se acostume.”

Beck não havia admitido a si mesmo — pelo menos não até o momento em que viu a forma que Jade o encarava, em um misto de raiva e amor, sendo a sua loira burra, porém perfeita – sobre o quão diferente e incrível ela era. Não da maneira que o moreno percebia isso antes, agora era completamente diferente. Era o fato de lembrar pequenas coisas dela que o deixava louco.

Lembrar da lápide e de como ela pediu encarecidamente para que ela fosse realmente usada quando ela morresse, ou a forma como ela sempre mantinha um par de tesouras escondidas no RV para que Beck se protegesse caso um maluco invadisse a casa. Lembrar da maneira como ela sorria quando levantava enrolada em um lençol, ou sem nada mesmo, ou da forma como ela jogava a cabeça para trás quando atingia um orgasmo.

Como era possível que Beck não tivesse valorizado tudo isso?

— Uma festa. – Tori comentou animada – Festa! – ela exclamou ansiosa convidando seus amigos. – Meus pais não estão na cidade, e Trina foi passar o fim de semana na casa da nossa avó, vamos curtir um pouco nossa adolescência.

Jade nunca imaginou ver Tori dando uma festa que detonaria qualquer outra que já rolou naquelas montanhas. Ela havia comprado cerveja utilizando uma identidade falsa, e vinha agindo de uma maneira muito estranha, talvez fosse pelo fato de que Tori descobriu a pouco que sua mãe estava tendo relações com o parceiro de trabalho de seu pai, e eles estavam em um “retiro de reconexão”.

Nenhum dos amigos ali na festa podiam negar o quão estranha era a forma de agir da morena. Ela estava lá, dançando e se insinuando para vários garotos que ninguém sabia exatamente quem eram ou de que bueiro saíram, só sabiam, com propriedade, que eles fediam.

— Tem alguma coisa estranha com a Tori. – Robbie constatou em voz alta, quase aos gritos, algo que os outros já tinham notado desde o começo daquele dia estranho.

— Acho que ninguém percebeu isso, Shapiro. – Beck respondeu sério encarando o amigo.

— Jade, vocês duas estão bem próximas, por que você não vai lá pegar ela e ter uma conversa séria, de mulher para mulher? – Cat sugeriu encarando a sua amiga.

— Por que você não vai lá e conversa de mulher para mulher? – Jade respondeu a sua amiga com olhar de pânico, não era o tipo de pessoa que conversava de “mulher para mulher”.

— Porque eu estou comendo um cachorro quente. – a ruiva respondeu como se fosse obvio que esse motivo era um ótimo motivo.

— Seria bom, você ir, Jade, ela te ouviria. – Andre sorriu para a morena. Beck não assumiu, mas não gostou daquele sorriso, e não gostou do fato de Jade sorrir e concordar com Andre. Desde que Jade havia perguntado se ele não se irritaria se ela beijasse o garoto, ele ficou com aquilo na cabeça, ficou com a ideia de que um dia chegaria na escola e encontraria os dois se beijando, de mãos dadas e felizes, e isso fazia seu estômago borbulhar de raiva. Ele se importaria e muito se um dia visse a garota que tanto ama com o seu melhor amigo.

— Tá, eu vou. – Jade bufou e andando até onde Tori estava pegou o celular e mandou uma mensagem para Beck, o que fez o moreno estranhar. “Se eu não voltar em dez minutos, venham me salvar.”

Eles observaram a morena agarrar o braço de Tori e a arrastar escada acima, e Tori chutar e espernear, e eles imaginaram que ela estava gritando a plenos pulmões, mas isso não podiam assumir, já que o som estava alto demais para se ouvir até o seu próprio pensamento.

Dez minutos de passaram e nenhum sinal foi recebido de Jade ou de Tori. Pelo que os amigos sabiam, elas podiam estar se matando. Beck não queria demonstrar preocupação, mas ele estava preocupado, pois aquela nova amizade, ao menos por parte de Jade, poderia ser apenas uma aproximação do inimigo para usar os pequenos detalhes na guerra, mas Jade não era esse tipo de pessoa. Ou Beck estaria acabado.

Quando mais dez minutos se passaram, Beck convidou Andre para subir com ele encontrar aquelas duas meninas. Eles subiram as escadas, e além de alguns casais aproveitando em público, e nos quartos, encontraram-nas no terceiro quarto que entraram. Jade os lançou um olhar de súplica, Tori estava abraçada a morena, e ela parecia estar com a camisa molhada.

— Ela desabafou e desabou, depois de chorar por dez minutos. – Jade sussurrou para os dois que logo entenderam tudo. Beck e Andre ajudaram Jade a se livrar do aperto da adormecida Tori, e levemente bêbada, diga-se de passagem.

— Bom, vamos descer acabar com a festa? – Beck chamou o amigo e Jade, mas ela só sorriu para ele, um sorriso doce demais para ser de verdade.

— Vocês podem ir, eu vou ficar cuidando dela. E também, vai ser melhor poder ficar aqui vasculhando o quarto dela e da Trina durante a noite. – a morena disse com escarnio, mas quem a conhecia o suficiente poderia dizer que era por querer esconder a preocupação com a amiga, querendo ou não Jade gostava de Tori mais do que assumiria.

— Eu te ajudo se quiser, Jade, posso ficar com você caso você fique entediada. – Andre se ofereceu com um sorriso enorme, “iria ajudar enfiando a língua na garganta dela, de certo” Beck só pensava nisso.

—Não, Andre, pode ir. Eu fico com as duas. – Beck gritou, mas assim que percebeu seu tom diminuiu para não demonstrar seu desespero, não era uma boa ideia deixar Jade e Andre sozinhos, aquele que se dizia seu melhor amigo estava louco para beijar sua ex-namorada, ele sabia disso.

— Tudo bem. – o garoto negro disse, e saiu do quarto. Em alguns minutos o barulho de música cessou, e em menos de dez minutos todos os barulhos pararam.

— O que aconteceu com a magrela? – Beck questionou se sentando na cadeira do computador de Tori, ela não parecia nada bem, e o fato de Jadey estar segurando a mão dela até aquele momento o assustou.

— Problemas de quem tem um dos pais traidor. – Jade deu de ombros, e então sorriu para ele – Nada que você e sua família perfeita entenderiam.

— Minha família não é perfeita, é uma bagunça só. – ele respondeu a encarando. – A Mauren largou a faculdade, e se casou com um cigano.

— Sua irmã se casou com um cigano? E tipo, ele é daquele tipo que acha que mulher só serve para dona de casa?

— Exatamente, e ela vive de limpar a casa e ir na manicure. – ele respondeu com um sorriso ao ver o ar de risada que tomou a sua ex.

— Sua irmã. A garota mimada. Limpando a casa? Isso é tipo, a maior ironia do meu dia. E eu vi a Tori passar da garota certinha para a garota festeira.

Eles riram, porém assim que eles pararam um silêncio diferente encheu aquele quarto. Não era um silêncio ruim, era um silêncio bom, do tipo que é raro. Do tipo que une. E Beck se sentiu desconfortável ao perceber que naquele momento eles não poderiam ter esse tipo de silêncio, mas não queria quebra-lo. Mas então Tori resmungou, e Jade quebrou o contato visual, e suspirou pesado.

— Quer me ajudar a limpar essa casa? – Jade perguntou com um sorriso – Você sabe que eu não sou nenhuma dona de casa, mas é bom deixar limpinha.

— Claro. – ele disse apenas se levantando.

Não demorou muito para que a casa estivesse limpa, na verdade Beck só foi embora quando o dia amanheceu, Jade continuou na casa, ela disse que ela devia isso a amiga. E ele não pode negar o quão estranho foi ouvir essa palavra se referindo a Tori.

— Obrigada por me ajudar com tudo isso. – Jade disse quando o levou até a porta, e o abraçou, rapidamente, mas muito apertado, do jeito que ele sabia que ela gostava.

— Foi um prazer. – Beck sorriu, e o silêncio se formou ali novamente. Mas Beck não se sentiu desconfortável, se sentiu tão confortável que poderia viver com ele. – Bom, acho melhor eu ir.

— Se cuide. – ela sussurrou antes de fechar a porta, e ele sorriu ao perceber o que aquela simples frase significava, era muito mais do que apenas para que ele se cuidasse, era muito mais que isso.

— Espero que você não tenha passado a noite inteira com aquela sua ex horrível, Albert. – ele ouviu Margareth, sua mãe, resmungando assim que abriu a porta.

— Eu estava exatamente com ela, mãe. – Beck gritou no pé da escada.

— Você não é tão estupido a ponto de voltar a se envolver com aquela criatura... – ela começou, e o sangue de Beck subiu para a cabeça, ele não era do tipo que explodia, mas em algumas situações era impossível se controlar.

— Primeiramente, mamãe, ela é uma garota incrível, e não horrível, horrível é esse seu comportamento desde que conheceu ela, ela não te fez nada. – Beck gritou, ele havia entrado para pegar suas roupas que estavam no antigo quarto (ela insistia de coloca-las lá para ver se ele voltava para casa). – E ela não é uma criatura, ela é uma mulher, e se eu fosse voltar com ela, não seria da sua conta, mamãe, entendeu?

— Albert? – ela choramingou chocada. – Aquela menina horrível te transformou em um monstro. – ela deu as costas o ignorando. E finalmente Beck sentiu que falar tudo que precisava falar era o que ele realmente precisava.

I've had so many words but I had no courage

Now we're saying goodbye dont' want to miss you tonight, oh

Tell me it's not over now I can change your mind somehow

Notas finais
E ai amores? Muito ruim, né? O que acharam dessas mensagens deles no final? Gostaram disso ou odiaram? Bom, o próximo capítulo é um mais tristinho, e mais Bade, e é de um episódio da série, então haha Bom, gostaria de contar uma ideia que eu tive: sabe como os pais nas séries do Dan são muito ausentes? Eu queria fazer um fic dos pais, o que vocês acham? Vocês leriam? Cada capítulo seria para um dos pais de um dos personagens de iCarly e de Victorious, e seria uma "explicação" para a ausência deles, e ai, o que acham? Bom, me alegrem com seus comentários, e me desculpem pela demora em postar. Amo vocês, beijos.