Fire meet Gasoline

18 Capítulo 18 - Don't hold off, I need your lovin'


Notas iniciais
Ei, amores. Sim, eu sei, hoje não é quinta-feira, é sexta, mas tudo bem. Peço desculpas, acontece que, eu estava tendo dificuldades em escrever a segunda parte do capítulo, e vocês vão perceber que: por mais que eu tente escrever cenas quentes, eu não consigo. Me desculpem por isso. Agradeço a todas que me mandaram comentários, e a Mad por fazer perguntas tão legais sobre mim, se alguém quiser saber alguma coisa, estou aqui para isso. MAIS DOIS CAPÍTULOS. APENAS MAIS DOIS. VOCÊS SABEM O QUE É ISSO? Bateu a bad agora, meus amores. Bom, a música desse capítulo é uma música diva, da minha banda feminina mais amada, e mais sexy, The Runaways - You drive my wild (http://www.vagalume.com.br/runaways/you-drive-me-wild-traducao.html). E bem, nesse capítulo eu quis dar algo que vocês pediram. Então boa leitura, meus amores.

Beck descobriu durante o primeiro mês de retorno do casal que muitas vezes, apesar de Jade ter dito que esqueceu o que passou e que essas coisas não importavam, o que ele havia feito importava. E sempre voltava, nas horas mais importunas, e nos momentos mais impossíveis, sempre voltava, e seria assim por muito tempo. Mas ele aceitava, aceitava porque ele sabia que merecia.

Na primeira semana, eles tinham ido para a casa de Tori para fazer um trabalho em grupo, quando eles estavam indo embora Jade começou: “Você vai sair comigo ou vai me terminar comigo não abrindo?”. Ele não soube o que responder naquela hora, ele estava juntando os materiais, não era lá grande demora, era? Mas ele juntou e correu ao lado dela, e pegou naquela mão que ele há muito sentia saudade. Jade por sua vez, a puxou e seguiu calada para o carro.

Ali, naquele lugar onde de tudo já havia acontecido, Beck presenciou a primeira briga após o retorno. Mas essa foi mais calma do que vinha depois, no final de semana. Beck recebeu uma ligação de Meredith, exatamente o porquê dela estar ligando para ele era uma incógnita, mas ele aceitava ficar com essa dúvida, se ele atendesse aquele telefone, uma briga ocorreria. Mas aconteceu de qualquer forma, ele atendendo ou não.

Jade o deixava louco. Mas ele adorava aquilo, ele adorou quando Jade simplesmente surtou ao descobrir aquela mensagem. Era um tipo de ciúmes bom, um tipo que por mais que doa – e doeu -, era com carinho. E por carinho.

E foi nesse dia que Jade lhe deu um soco pela primeira vez na vida. Um olho roxo que ele não precisou mentir dizendo que bateu na maçaneta, nem nada. Jade lhe deu um soco, de verdade, com força, com raiva. E aquilo doía, doía para caramba. E a cara de alivio e preocupação que a morena esboçou ao perceber o que havia feito fez Beck se sentir em casa.

Ele sabia que Jade nunca mais ia lhe bater, e ele nunca ia ter coragem de encostar um dedo nela. E saber que possivelmente aquilo seria o fator chave para a melhora do relacionamento, ele sorriu para ela:

— Vamos fazer uma experiência. – ele disse a encarando, por mais que ela tentasse não demonstrar, ela estava assustada por ter batido nele – Mas só deixarei você fazer isso se prometer realmente apagar as minhas bobagens do passado, ok?

— Ok, mas o que você quer fazer? – a morena sorriu, os braços cruzados, a boca contraída em um sorriso e as sobrancelhas arqueadas.

— Eu quero que você me bata, de verdade, me bata por todas as vezes que te machuquei nesse ano. – Beck pediu a encarando, não sorria, não queria que ela achasse que ele estava brincando, ele não estava.

— Você tá maluco, né? Será que esse soco foi tão forte que mexeu com os seus parafusos? – ela perguntou chocada.

— Não, eu to falando sério, garota. Eu quero que você me soque, de preferência não na cara, mas eu quero que você desconte a raiva. – Beck se aproximou dela calmamente, aquele andar de garoto mau que encontra a garota má, e enlaçou seus braços ao redor da cintura dela. – Eu não vou conseguir viver o resto das nossas vidas com você remoendo essas coisas que aconteceram. Eu não quero que aos sessenta anos você venha brigar comigo porque eu tentei beijar a Tori.

— Quem disse que vou estar com você aos sessenta? – ela sorriu travessa. – Mas não adianta, não vou conseguir te bater agora, eu preciso estar com raiva.

— Ah, que pena. – Beck sorriu, um tom irônico em sua voz – Quem sabe nós possamos falar com a Tori sobre aquele quase beijo que eu dei nela. Podemos questionar se ela ia gostar de um beijo meu, eu provavelmente ia gostar de um...

— Não termine essa frase. – Jade rosnou entre dentes, e Beck sorriu ainda mais.

— Beijo da Tori. – ele terminou, ah, o estopim, a explosão e a raiva.

Ela socou o estômago dele. E depois as costelas. Deu um chute na canela dele, naquele ossinho lateral que doí muito, com suas botas de combate. E estômago, costelas, e novamente estomago. Beck achou que ia vomitar quando ela socou o estômago dele várias vezes seguidas.

Ele estava ainda curvado, em uma pose naquela sedutora quando ela se aproximou, e com um sorriso o abraçou. Beck amava aquilo nela, ela sempre era forte o suficiente para quebrar a cara dele, mas tinha aquela doçura final. E isso o encantava.

— Obrigada por deixar eu te quebrar, Aladim. – Jade sorriu e então após um beijo rápido no namorado, ela deu uma joelhada rápida na parte mais sensível e vulnerável dos homens. A virilha. Se Beck antes estava curvado de dor, agora ele estava caído sobre os joelhos, em uma pose de lamento e dor. Gemia alto, e Jade conta que viu uma lágrima solitária render daqueles olhos castanhos.

— Prometa nunca mais fazer isso, boo-boo. – ele pediu em um gemido longo.

— Prometo não fazer isso sem sua permissão, meu boo-boo. – ela brincou, e então o ajudou a se levantar. Eles estavam na casa de Julie, mas Julie estava viajando, com Devon, logo eles tinham a casa toda para eles.

Jade o colocou deitado no sofá, e sem ele precisar falar nada, nem pedir nada ela seguiu para a cozinha, pegou tudo que tinha no freezer e entregou para ele. Colocou um saco de ervilhas, que deveria estar a mais de dois anos na geladeira, sobre o olho que começava a inchar e avermelhar. Colocou um pote de sorvete sobre o estômago dele, o maior alvo de sua ira. E colocou um saco com carne na virilha dele, com o carinho que agora ela sabia que ele merecia.

Jade deitou-se ao lado de Beck, acariciando os cabelos negros dele, com tamanho carinho que assustou o moreno. Aquela era realmente a primeira vez que eles estavam tendo um momento assim com caricias. Nas semanas que seguiram o Improviso da Lua Cheia, o momento mais romântico que eles tiveram foi no carro, com ela delicadamente amassando os tesouros do Ali Babá.

Beck a cada momento descobria um pouco mais sobre si mesmo, ele descobriu que, por exemplo, ele não gostava de garotas fáceis que mudavam quem eram para atrair um garoto. Ele gostava daquilo, de ter alguém original ao seu lado que não mudou em nada desde que ele a conheceu.

Mas ele também descobriu que aquela forma de amor que Jade demonstrava, era a forma dela de mostrar carinho. Mas no fundo ele sabia, o amor que ela sentia era algo incrivelmente forte, tão forte e estranho para ela que ela se sentia vulnerável em mostrar. Da mesma forma que Beck tinha uma limitação em demonstrar seus sentimentos, o que algumas vezes poderia fazer com que ele parecesse um robô.

Tudo isso era apenas uma defesa que os dois usavam. E naquele momento ele percebeu que para que Jade derrubasse a sua barreira, ele teria que derrubar a dele. Isso começaria com pequenos atos, aqueles singelos que fazem a diferença.

Beck jogou o saco de ervilhas, o saco de carne e o pote de sorvete na mesa ao lado do sofá e se virou para encará-la. Ela encarava a televisão interessada, passava um filme de terror, ela amava filmes de terror. Beck apenas os achava engraçados, não conseguia sentir medo.

— Ei, morena? – ele chamou a olhando.

— Que foi, peste? – Jade perguntou sorrindo, ela ainda estava assistindo ao filme.

— Olha pra mim, Jay. – ele pediu a encarando, o sorriso brincando no rosto dele ao ver o olhar raivoso dela com o apelido. – Boo-boo? – ela cerrou os olhos – Bruxinha? Vampirinha?

— Tá querendo apanhar mais, Albert? – ela ralhou finalmente encarando o namorado.

— Não, mas pelo menos você olhou pra mim. – ele sorriu aproximando seu rosto do dela – Só queria dizer que te amo, e que você é a garota mais diferente, incrível e perfeita que eu já conheci. Eu sei que não te valorizei, nunca mostrei que te conhecia melhor que todos, mas eu conheço. Conheço cada centímetro do seu corpo, desde aquela pinta bem pequenininha que você tem na virilha até aquela cicatriz que você tem na cabeça onde o cabelo esconde, aquela que você fez quando caiu em um ensaio no seu primeiro ano.

— Beck, você não precisa falar nada. – Jade disse o encarando nos olhos.

— Eu sei que você tá mentindo. – Beck sorriu para ela – Seu olho se contrai bem no cantinho quando você mente, quase uma micro piscadela maravilhosa. Eu conheço cada detalhe da sua mente também, eu sei que você tenta passar essa imagem de durona, e apesar de ser uma mulher extremamente forte, você quer ser mimada, e quer carinho. Você é sensível e tem um coração enorme, mas nunca mostra, você sabe que é muito fácil quebrar ele, e eu também sei disso, infelizmente. E eu sei que você me deixa louco, me deixa louco com sua boca, com seu jeito irreverente de ser, com seu sorriso, com seu olhar, com seus beijos e com seu corpo. Você me deixa louco de uma maneira que eu sei que nunca ninguém vai conseguir igual. E eu não quero que mais ninguém tente, porque eu simplesmente quero que você seja minha pelo resto das nossas vidas. E vou fazer de tudo para que isso aconteça...

— Aladim, cala a sua boca e me beija de uma vez. – a morena pediu com um sorriso apaixonado, ela não sabia lidar com aquelas demonstrações de sentimento do moreno, já que era algo que quase nunca acontecia, mas ela simplesmente amou tudo aquilo.

Então ele a beijou, um beijo calmo que em pouco tempo se transformou drasticamente, se tornou quente e forte. Era como se naquele momento os dois pegassem fogo, o contato direto do fogo com a gasolina, quente como um forno, quente como um incêndio. Beck percorria as mãos pelo corpo curvilíneo dela, ela agora estava sentada sobre ele, na posição que ele tanto amava.

Jade cortou o beijo, e com um sorriso o encarou. A boca vermelha, o batom borrado, e a respiração entrecortada. Ele observou cada detalhe daquele corpo naquele momento, e percebeu que ali, sentado com ela sobre seu colo, a olhando tão carinhosamente, ele havia se apaixonado por ela novamente.

Se apaixonava por ela todos os dias e continuaria a se apaixonar, ele sabia disso.

— Eu acho que vou subir para meu quarto. – Jade disse se levantando calmamente e indo em direção às escadas. – Vai ficar apenas me olhando ou vai me acompanhar? – ela disse naquela voz sexy que sempre usava com ele. Beck levantou correndo, e subiu as escadas pulando os degraus de dois em dois.

Eles estavam deitados sobre o tapete do quarto, não sabiam exatamente como pararam lá, mas de algum modo aconteceu, tudo começou na cama, de qualquer forma. Beck a beijava com força, sua calça já estava apertada com a excitação que aquilo gerava. Seu corpo todo estava quente com aquele momento, ele sentia falta daquilo, ele sentia falta dela.

Beck tirou a blusa de Jade e teve uma visão que sempre era maravilhosa. Aquela pele alva em contrate com o sutiã preto, a costela aparente na região que dividia a cintura do tórax, e os seios, ah, aqueles eram os melhores amigos de Beck.

Ele a deitou sob o tapete com carinho e ficou sobre ela. E depositou beijos por toda a região da barriga, subindo até os peitos, os quais ele beijou sobre o sutiã, sentindo a pele macia e quente contra seus lábios. Beijou o pescoço dela, até atingir a boca, deixando um rastro de fogo por onde passava.

Não demorou pra que Jade tirasse as várias camadas de roupa que Beck vestia, primeiro tirou a camisa preta que ele vestia, depois tirou a camiseta branca. Quando Jade achou que tinha terminado, lá estava a regata.

— Por que você tem que usar tanta camisa? – ela perguntou frustrada enquanto puxava a regata pela cabeça dele.

— Para compensar usar pouca roupa na parte de baixo. – ele riu, e voltou a beijar ela.

Beck beijava Jade fervorosamente, mas havia se cansado de apenas beijar, assim ele quebrou o beijo e rapidamente tratou de tirar a saia que a morena usava, e a meia calça preta em seguida. Até que a bela morena ficou apenas de calcinha e sutiã, ela sorriu. O moreno sorriu também, um sorriso forte, um sorriso safado.

Não esperou convite ou aceitação dela. Apenas a pose dela, deitada no chão com um sorriso enorme, a mordida no lábio que ele conhecia tão bem. Ele se posicionou entre as pernas dela, e após puxar a calcinha dela, ele se aproximou e beijou a virilha dela, beijou a pequena pinta que ela tinha ali, e beijou delicadamente a região intima dela. Satisfeito em sentir o gosto de sua namorada.

Não demorou muito para que ele ouvisse os gemidos baixos de Jade, e aquilo só o excitava mais. Ouvir aquele som abafado enquanto ela mexia o quadril para aproveitar melhor o beijo especial que ele lhe dava fazia Beck se sentir ainda mais tentado a usar a língua. Ele mordiscava, e chupava na medida em que ouvia os sons abafados dos gemidos dela.

— Beck, por favor. – ela implorou em um misto de gemido e sussurro. Ele adorou ouvir aquilo, e bom um sorriso ergueu seu corpo, abrindo o seu cinto e sua calça com uma pressa descomunal. – Você não está mais usando cuecas mesmo?

— Foi só hoje. – ele respondeu rapidamente evitando olhar diretamente para sua morena.

— Bom, eu gostei. – Jade sorriu, e com uma simples levantada na sobrancelha ela olhou para o pênis dele ereto. – Eu senti falta disso.

— Deus sabe como eu senti falta disso. – Beck disse entre dentes encarando o corpo dela com desejo, ele estava louco para possuir aquele corpo.

— Então chega de conversa, Aladim, quero brincar com a sua lâmpada magica. – Jade gargalhou ao falar isso, mas logo o puxou para perto. Não demorou para que Beck a penetrasse, e sentisse aquele corpo tão desejado contra o dele.

Jade caiu ao lado de Beck, a cabeça sobre o peito dele e o olhar perdido em algum lugar além deles. Ela respirava pesadamente, ela havia feito quase todo o trabalho no final, fazendo o que ela mais gostava, dominando até na hora de fazer sexo. Beck suspirou cansado e encarou os cabelos negros dela.

— Eu tinha esquecido como você era boa nisso. – ele brincou fazendo carinho nas costas dela.

— Tinha mesmo? – ela perguntou apoiando o queixo no peito dele e o encarando – Caramba, teu olho tá roxo. – Jade gritou de surpresa, mas então deu um sorriso culpado – Eu realmente te deixei de olho roxo.

— Você é uma garota selvagem, meu amor. – Beck riu – Eu precisava do olho roxo, para realçar meus olhos azuis. – ele ironizou a última parte.

— Engraçadinho. Mas ei, eu tinha esquecido que você tinha uma baita lâmpada mágica.

— Melhor que as outras que você viu?

— Muito melhor. O seu amigo Moose tinha tamanho só no corpo, no amiguinho dele, parecia uma minhoquinha. – ela brincou demonstrando com o dedo mínimo.

Beck fechou o sorriso e a encarou sério. – Nunca mais vamos falar desse garoto.

— Ciúmes? – ela perguntou com um sorriso.

Beck não respondeu, apenas sorriu para ela a puxando para perto, ele beijou o topo da cabeça dela.

— Senti sua falta.

— Eu também senti tua falta. – Jade murmurou com um sorriso. – E eu te amo, Aladim.

— Te amo, Vampirinha.

You're under my whole, my one desire, Let's get together and build us a fire

Don't make me tremble, don't make me shake, kissin' each other, rock until day breaks

You drive me wild yeah, yeah! You know you do

You drive me wild oh yeah! You know I need you

Notas finais
E então, rainhas maravilhosas? Me contem o que acharam, me xinguem, mas me amem também, ok? Não desistam da fic por esse capítulo horrível, sorry. Quem quiser fazer perguntas, tem alguma dúvida? Tem alguma curiosidade em relação a mim ou a fic? Perguntem, eu quero conhecer vocês e quero que me conheçam. Então vamos lá, quero comentários com questões, e informações, e quero comentários com opiniões sobre esse capítulo, ok? Beijo, e eu amo vocês, minhas vidas.