Fire meet Gasoline

19 Capítulo 19 - That's why I love you


Notas iniciais
Ei, amores. Eu sei, podem me xingar, tipo: Bee, onde você se enfiou, ficou duas semanas sem dar as caras, e agora você aparece na maior cara de pau? Pois é, na verdade, eu queria pedir desculpas, eu estou no último mês do semestre, o que acarreta em ter todas as provas e trabalho acumulados e tals. Mas fazer o que, não é? Porém, não estou aqui para falar sobre mim, e sim sobre o capítulo. Esse capítulo é um que eu amo muito, e espero que vocês o amem também, e ele é inspirado na música "I love you" da Avril Lavigne, que eu realmente amo, aqui está o link para vocês ouvirem: http://www.vagalume.com.br/avril-lavigne/i-love-you.html. Bom, temos apenas mais um capítulo, então, se você acompanha a fic, e gosta dela, deixem-me saber. Boa leitura.

As férias de verão eram o período do ano que Jade mais gostava. Era simples, ela não tinha que fingir estar interessada em aulas, não encontraria Tori e Cat, que estavam acabando com o resto de paciência que restava naquele ano, e ela teria o tempo todo para aproveitar com Beck. E apenas isso já valia a pena.

E passar o tempo todo com Beck era com certeza o passatempo favorito da Jade. Não a importava se eles estavam assistindo a algum filme, ou tomando café juntos na cozinha do trailer, ou ainda se eles haviam saído para comer algo, ou simplesmente dançar em alguma boate da região. Mas esses momentos juntos eram com toda certeza a parte que ela queria guardar para sempre em sua mente.

Mas a maior verdade é que o que ela mais gostava de fazer com ele era quando eles ficavam deitados na cama sem fazer nada, sem falar nada, apenas sentido a respiração um do outro, ouvindo as batidas aceleradas do coração, sentindo aquelas pequenas coisas da vida. Esse era o momento em que ela se sentia completa.

— Ei, vampirinha, você quer um café? – ele quebrou o silêncio, sua voz estava rouca, parecia que ele havia cansado depois que eles... ah, vocês sabem.

— Você sabe que nunca deve me perguntar uma coisa dessas. – Jade riu para ele, erguendo a cabeça do ombro dele, e sorrindo para ele.

E ele simplesmente sorriu antes de beijar o topo da cabeça dela e se levantar. E como Jade amava o sorriso dele, era um sorriso diferente dos outros, era único e do Beck, essa era a única forma de defini-lo. E como Jade amava aquele sorriso. Mas amava mais ainda vê-lo, seu magrelo, fazendo o café da maneira que ela gostava, apenas de samba-canção. Era uma visão do paraíso aquele corpo.

— Você vai continuar me chamando de vampirinha, Aladim? – a morena disse ao rolar seu corpo de lado, o encarando enquanto ele colocava o café na caneca dela.

— Vai continuar me chamando de Aladim, vampirinha? – ele retribuiu com um sorriso, voltando para a cama com duas xicaras de café. E se deitando ao lado dela. – Ah, eu poderia mesmo ficar aqui o dia todo com você, você sabe disso, não é?

— Eu também poderia, mas eu prometi levar o Fred ao zoológico, lembra? – Jade revirou os olhos ao falar isso, ela não passava muito tempo com o irmão tarado dela, mas era meio que preciso para que ela ganhasse sua mesada. – E o Joffrey me obrigou a passar mais tempo com o baixinho para lidar com a minha raiva contra ele e contra crianças.

— Eu odeio o fato de você ficar chamando ele de Joffrey, ele é teu terapeuta, não o seu melhor amigo. – Beck disse tomando um gole de seu café logo em seguida. Ela tentou disfarçar o que ele já havia mostrado, ela odiava o terapeuta da morena. Não por ele ser todo galã de Hollywood, mas porque ele passava muito tempo com a morena.

— Você prefere que eu o chame de Sr. Bigpeacock? – ela riu terminando de tomar seu café. Beck odiava o fato de o nome daquele cara ser tão sugestivo, que tipo de pessoa se chama Peru Grande?

— Tudo bem, vampirinha. Mas se comporte hoje no zoológico, tudo bem? Não tente jogar nada nos animais, e não brigue com ninguém, por favor. – o moreno pediu a aninhando contra seu peito, ela tinha um histórico enorme nos zoológicos da região, inclusive já a alertaram que se ela causasse confusão novamente, entraria para a lista negra.

— Não prometo nada. – Jade disse séria, e sentiu o peito de Beck vibrar em uma risada. – Bom – ela olhou o celular – Acho que tenho que tomar um banho.

Ela se levantou e correu nua para o pequeno banheiro do trailer, era pequeno, mas dava para tomar banho tranquilamente. Beck riu da cena, ele adorava quando ela fazia uma coisa dessas, parecia uma criança correndo pela casa. Ele estava terminando de tomar seu café quando ouviu a morena gritando para ele, pedindo que ele vasculhasse na bolsa dela pela calcinha extra que ela trouxe.

— Beck, me alcance aquilo lá. – ela gritou do banheiro, ele sabia exatamente do que ela falava, mas não iria entregar até que ela falasse a palavra.

— Aquilo o que? – ele gritou em resposta.

— Você sabe bem o que, aquela coisa com um nome horrível. – Beck segurou o riso mexendo na bolsa dela, aquilo era uma confusão extrema, mas tudo bem.

— Aquilo o que?

— As calcinhas, caramba. Você sabe que eu odeio falar essa palavra. – ela berrou do banheiro, e Beck finalmente pegou as calcinhas dela e a entregou pela porta do banheiro. E voltou para guardar tudo que tirou da bolsa dela. No meio da bagunça dela, ele encontrou, ali, aberto, e largado, a caderneta que Jade nunca largava.

Um dilema moral acertou Beck com um gancho de direita, ele devia como um bom namorado guardar a caderneta e deixa-la em paz, ou deveria ser um mau garoto e ver o que de tanto Jade escrevia ali?

Se vocês, leitores, votaram em Beck guarda a caderneta como um bom menino, vocês erraram. Beck não gostava de ser um bom garoto.

Jade já havia ido, Beck a levou de carro até a casa do pai dela, mas não entrou, apenas se despediu dela. A verdade é que Beck odiava o pai dela, e o padrasto dela, quem não iria odiar o fato de o ex-namorado de sua namorada estar na mesma casa que ela todos os dias? E achava a madrasta dela muito ridícula, e o Fred era difícil de lidar, mais ainda do que a irmã.

Quando ele chegou no seu RV novamente, tirou a caderneta de dentro da fronha de seu travesseiro. Aquele pequeno caderno preto causava uma grande curiosidade em Beck, Jade havia começado a ir ao terapeuta quando eles voltaram a ficar juntos, alegando que ela precisava se encontrar, e desde que ela começou a ir nesse Dr. Bigpeacock, Beck odiava o cara – vale ressaltar – ela começou com esse caderno.

“Se você está lendo isso, e não se chama Jade West, ou Joffrey Bigpeacock, você vai morrer.” – As ameaças de Jade não causavam nada no moreno, ele sabia que ela nunca iria descobrir sobre essa invasão de privacidade que ele estava fazendo.

Beck folheou o caderno. Na maior parte das folhas só tinham anotações sobre as coisas que Jade odiava. “Trina, patos, Trina, o cabelo da Vega, crianças, suco de maça...” e a lista não tinha fim, Beck percebeu que só esta lista ocupava três folhas do caderno. Mas a parte que ele mais gostou foi: “Coisas que eu não odeio”. E Beck era o primeiro item desta. Junto com café e dormir. E isso encheu o coração dele de ternura. Ele sabia que ela o amava, mas vê-la admitindo que o amava mais do que café era o paraíso.

Mas o que ele encontrou na página seguinte era algo inesperável. Jade é uma garota doce, isso é verdade, mas em relação a demonstrações de afeto desta magnitude, ela era travada. Ela não era o tipo de garota que espalha aos sete ventos o seu amor, ou quando tem alguém que preenche o coração dela. E foi Beck quem conseguiu quebrar um pouco disso, já que o ciúmes que ela tinha por ele, a entregava com todas as palavras.

“Os motivos pelos quais eu não odeio amo Beck Oliver” Estava escrito no alto da página, o não odeio riscado após ter sido escrito, substituído pelo termo amo. Isso era com toda certeza inesperado, não acham?

“O sorriso, eu amo o sorriso dele, é tão enigmático e misterioso, ele parece um ator de Bollywood quando dá esse sorriso. Não posso negar que quando ele sorri espero que ele saia cantando e dançando ao melhor estilo de musicais Bollywoodianos.” – Mesmo sem perceber, Beck sorriu para isso. Ele odiava, é claro, quando ela o comparava a indianos, e aos personagens como Aladim e Ali Babá, mas era realmente incrível perceber que ela percebe os detalhes dele.

“Vai soar ridículo assumir isso, mas eu gosto do estilo e da vibe dele, é contagiante. Eu amo a maneira como ele se veste como um dos badboys dos filmes dos anos 80, imagino ele segurando um rádio acima da cabeça, ao melhor estilo John Cusack, tocando In your eyes, ou como o Judd Nelson socando o ar por ter me ganhado. Mas isso é claro: eu nunca vou contar para ele.”

— Eu sabia que ter me inspirado nesse tipo de filme seria uma boa. – Beck riu encarando o papel a sua frente. Ele era – como a maioria das pessoas com bom gosto fílmico – fã desses filmes e desses atores.

“Eu amo a maneira como ele é como uma estrela. Ele se destaca onde quer que apareça, e é por isso que ele sempre consegue os papeis nas peças. E eu amo como ele não deixou que isso o cegasse. Qualquer um com tanto talento seria um completo idiota.

Eu gosto quando ele canta para mim. Eu sei que ele odeia cantar, e que ele não quer ser taxado como cantor de musicais, mas eu acho a voz dele incrível.

Eu amo a maneira como ele se comporta mal quando a gente bebe um pouco mais. Ele perde a postura que ele passa quase sempre, e deixa de ser um robozinho, quando a gente bebe, eu vejo o Beck que eu amo.

Eu gosto quando ele dança comigo quando não tem música tocando. Ele sempre toma muito cuidado e canta baixinho em meu ouvido, guiando o ritmo da música.

Eu amo quando a gente faz amor. E quando depois de fazer isso, o silêncio que fica não é constrangedor ou sufocante. Eu sinto que com ele meu corpo se sente completo.

Eu amo a maneira como ele mantem a calma quando eu estou sendo complicada. Eu sei que sou difícil de lidar, mas ele consegue lidar comigo, e sem gritar. É como se ele tivesse um manual de instruções para lidar comigo, e eu aprecio muito isso.

Eu amo a maneira como ele parece bonito de qualquer maneira. Ele é bonito quando acorda, ele é bonito quando sai do banho, até quando corta o cabelo baixinho ele é lindo. Eu até hoje não consigo acreditar que exista alguém tão bonito assim.

Mas não é por isso que eu o amo.”

Beck virou a página para ver se tinha algo mais na página seguinte, mas se frustrou ao perceber que não tinha nada. Ela não tinha terminado de escrever naquela página. Ela não havia realmente explicado o porquê dela o amar.

— Você não vai encontrar mais nada no caderno, Albert. – ele ouviu a voz dela, não rude, não braba, mas apenas doce e risonha. – Você não entende ameaças?

— Bom, eu só achei esse caderno aqui e só folheei, mas era só para que eu pudesse te entregar depois. Eu juro que não li nada. Ele já abriu nessa página. – Beck falava rápido tentando se justificar, mas ela apenas jogou a cabeça para trás e riu, os braços cruzados sobre o peito, e a bolsa jogada no chão.

— Que conveniente, não? – ela sorriu se aproximando dele. – Justamente na página que fala justamente sobre você, não é?

— Pura coincidência, incrível, não? – Beck sorriu a puxando para a cama, ela não parecia irritada, nem nada, e por isso ele se manteve passivo. – Então, chegou cedo...

— É, eles fecharam o zoológico hoje, um louco queria soltar os leões. – Jade o encarou com um sorriso – E dessa vez não fui eu. – ela riu baixinho – Mas eu queria. Ai eu levei o Fred para tomar um café, e depois para casa.

— E por que não me avisou? Evitaria o constrangimento. – Beck pediu a puxando para mais perto, mas ela simplesmente levantou a cabeça e o encarou indignada.

— Eu liguei. – ela afirmou deixando aqueles olhos azuis ainda mais abertos – Mais de vinte vezes, mas o senhor estava muito interessado em ler os meus segredos, não é?

— Desculpa. – o moreno pediu corando levemente, mas o sorriso tomou seus lábios e ele a encarou – Então, por que você me ama?

Jade deu de ombros se levantando e indo para o banheiro. – Jade? – ele perguntou, mas só viu ela tirando a camisa, e então a saia sem falar nada. – Amor? – ela jogou a saia para ele, e entrou no banheiro sem dizer uma única palavras.

A porta do banheiro foi deixada aberta, o que para Beck significava muito. Ela queria que ele fosse com ela, e não era como se ele também não quisesse.

Na verdade não importava para ele o motivo disso, o simples fato dela o amar, e estar sempre ao lado dele já o fazia feliz. E ele aproveitou com Jade o resto da tarde, até ela ir para sua casa. E isso para ele era simplesmente a coisa mais importante. Era o fato da Jade ser tão Jade que ele a amava.

You're so beautiful but that's not why I love you

I'm not sure you know that the reason I love you

Is you, being you, just you, yeah, the reason I love you

Is all that we've been through and that's why I love you

Notas finais
E ai, amores? O que acharam? Amaram? Odiaram? Ficou meio blé? Acho que sim. Mas vocês tem de me dizer. Please. Bom, estou começando a escrever a próxima fic já, vai ser Seddie, e vai ser bem legal, a Jules já conhece a ideia dela. Mas, no próximo capítulo eu falo mais sobre isso, ok? Beijos e comentem, meus amores. Amo vocês.