Leave the past in the past gonna find the future. And misery loves company. Well, so long. You'll miss me when I'm gone. We won't come back the world is calling out.

Abracei meu próprio corpo, não por causa do vento gélido de fim de tarde, mas por causa da perturbação que as palavras de Miranda, a Mãe do Cameron, faziam o meu cérebro girar e a minha visão embaçar.

Não podia ser assim, não podia torcer meu nariz e fazer uma careta para sempre, parecia que isso estava me perseguindo desde o dia que passei com o Percy, desde o momento que ele disse que havia perdido algo. Mas o que? O que eu havia deixado para trás?

– Está com frio? — Cameron perguntou sem me olhar, estava bravo comigo pelo momento de frieza com a mãe dele. Não tenho culpa se ela me perguntou sobre o meu futuro com o filho dela e eu simplesmente disse não ele não existia, o que eu e o Cameron tínhamos não passava de um caso.

– Não — murmurei vendo o céu alaranjado. Meus pensamentos vagavam longe de mim, procurando algum resquício de felicidade no meu futuro.

Nao iria ter felicidade no meu futuro, seria solitária, talvez tivesse alguns gatos na minha velhice e, depois que o meu objetivo aqui em Chicago acabasse, eu iria voltar para a minha tão amada Londres, onde as pessoas tem respeito uma pelas outras.

Estava novamente envolta no manto de mentiras do Cameron, mais uma vez eu tinha deixado uma parte insana me comandar e havia acreditado nele, como a sete anos atrás, para falar a verdade, meu "acidente" com o carro aconteceu exatamente no mesmo mês que estamos hoje, março.

Até onde deixaria a minha parte emocional me levar? Era para essa parte estar desligada, era para toda a minha parte sentimental e emocional estar desligado e enterrado a cinquenta palmos.

– Vai ficar assim até quando? — ele virou seu rosto para mim. Respirei fundo e cruzei meus braços, vendo ele soltar o volante e passar a mão no rosto.

– Não tente me matar outra vez, coloque as mãos no volante e não solte mais, tudo bem? — revirei meus olhos, encarando a estrada com um bom trânsito de carros, se ele tentar me matar outra vez, teríamos muitas testemunhas para que ele morresse na prisão.

– Não pode deixar de ser ignorante por um minuto? — ele bufou, ficando mais irritado ainda. — A errada era você, não tinha que ser tão grossa com a minha mãe, foi uma pergunta inocente!

Fechei minhas pálpebras, contei até dez e soltei o ar que estava preso nos meus pulmões, queimando.

Não havia sido grossa, havia sido eu mesma, e se ele não gostava de quando eu agia desta maneira, ele estava tentando me mudar ou não gostava de mim da maneira que dizia gostar.

– Eu sou assim, Cameron, e já estou cansada de responder essa pergunta idiota sobre como será seu futuro. Não sei, você pode estar querendo me matar nesse momento só pelo fato de não estar com as mãos no volante e estar olhando para mim! — disse entre-dentes, nervosa, sentindo meu sangue ferver.

Apoiei meu cotovelo na janela a com a mão precionei uma das minhas têmporas, estava impossível ficar no mesmo ambiente que o Cameron depois de uma semana inteira fingindo.

Havia sido uma semana agitada e difícil, eu e o Nico assaltamos a casa dos Dare, trocando todos os papéis que estavam na mala por dinheiro, seria a primeira coisa que a polícia iria procurar, pois a conta dos Dare estava vazia a cerca de uma semana e meia, sendo que o banco afirmou que o próprio pai da Rachel havia retirado tudo.

De fato havia, mas havia gasto pagando o vestido e os outros caprichos da filha, mas agora era inútil, ela não iria mais se casar. Ela nunca iria se casar.

– Em que momento você se tornou assim? — Cameron apertou dos dedos no volante, me fazendo encará-lo pelo canto dos olhos.

– A parti do momento que descobri as suas mentiras — revirei meus olhos, vendo o sol cair e o céu começar a escurecer.

Mentiras, Cameron tinha várias delas. Se pudesse mudar o meu passado, iria mudar o momento em que dei uma segunda chance a ele, o momento em que confiei meus segredos mais obscuros a ele, ele não me merecia da mesma forma que eu não merecia ele.

– Podia pelo menos ter tentado esconder suas tatuagens e essa mancha roxa no seu pescoço? — ele bufou, não querendo tocar no assunto ou não entendendo o que estava falando.

– O corpo é meu, mostro dele o que eu quiser — revirei meus olhos, apenas querendo me trancar em casa. — Por que você é tão sonso e burro a ponto de achar que em momento nenhum iria descobrir?

– Descobrir o que, exatamente?

– Suas mentiras, Cameron! Você é advogado dos Dare e realmente achou que eu não iria descobrir isso? — na minha risada continha uma grande quantidade de sarcasmo e cinismo. — Você está tentando tirar da cadeia um homem, que se depender de mim, vai morrer lá.

– Não tinha a opção de escolher.

– Sempre tem uma opção para escolher. — revirei meus olhos, evitando encarar ele o máximo possível. — O que os Dare tem que é impossível você deixá-los de lado?

– Poder.

– Eles com certeza não tem poder, não mais. — revirei meus olhos. Ele bufou, soltou as mãos do volante, mas continuou acelerando o carro. — Você é burro demais, novamente você traiu a minha confiança. Em momento nenhum eu tive segredos com você, eu te contei meus piores segredos.

Ele riu com desdém, me fazendo revirar os olhos mais uma vez. Quem diria, o homem que jurava amor por mim estava trabalhando com meus maiores inimigos, como defensor deles, tentando tirar da cadeia um homem que só fez o inferno na terra.

Cameron tinha duas caras, como todos nós tínhamos, mas eu mostrei minhas duas caras a ele, a que mundo via e a minha verdadeira, fui justa, mas ele não, e eu, em momento algum, não desconfiei desta falta de caráter nele.

Por que mesmo nunca me questionei e procurei ir atrás do advogado dos Dare? Ah, porque eu achava que eles não iriam precisar de um depois de morressem, ninguém poderias ajudá-los no julgamento do inferno.

– Você nunca me contou que tinha um caso com o Percy, precisei descobrir isso sozinho.

– Qualquer um que nos olha, vê apenas amigos, você que é neurótico e viu algo a mais... — evitar contato com alguém, quando estou brava, é a coisa que melhor faço no mundo. — Aliás, não tente mudar o rumo do assunto, nada que você fale vai mudar a raiva que estou sentindo.

– Posso colocar seus segredos na mídia.

– Será a palavra de um homem abandonado contra a de uma mulher sensual. — me permiti dar um sorriso de lado, de maneira malvada. — Eles vão ver que você está sofrendo por um amor não correspondido e que está tentando me atingir... Além do mais, advogados tem tendencia a mentir, é da sua natureza.

– Não me provoque, Annabeth, não sabe do que sou capaz.

– Você não sabe do que eu sou capaz. — dei ênfase no você. — Se toca Cameron, sou melhor do que você.

– Não sou eu que saio por aí matando meus inimigos.

– Novamente está mudando o rumo do assunto, afinal, me responda vai, por que quer tanto mudar de assunto? — finalmente olhei para ele, dando um sorriso mais malvado ainda quero primeiro.

Ele colocou uma mão no volante e com a outra segurou meu rosto com força, apertando seus dedos nas minhas bochechas e, de fato, me machucando.

Meus olhos se arregalaram, não de medo, mas de surpresa, ele estava atrevido, tentando mê chantagear e agora partindo para a agressão. Mal sabia ele que eu era feita de vidro, se cair eu quebro, se pisar eu corto.

– Você vai calar essa sua boquinha, vai melhorar o seu humor e vai agir como sé nada disso tivesse acontecendo, caso contrário, — ele olhou para a estrada por um milésimo de segundo. — vou achar um método de te incriminar e quem vai morrer na prisão, será você.

– Não tenho medo — revirei meus olhos, afundando minhas unhas na pele do seu pulso e rasgando a mesma.

Ele soltou meu rosto, fazendo com que o sufoco acabasse, mas então ele foi mais baixo do que eu podia imaginar e com a mesma mão que precionava o meu rosto, ele começou a apertar minha intimidade sob a saia do meu vestido com força, me fazendo gemer de dor.

– Achei um ponto fraco em você.

– Desta maneira que você está fazendo, é um ponto fraco em qualquer mulher, babaca. — gemi novamente, sentindo ele apertar com mais força o meu clitóris.

– Cada palavra sua mais doer mais ainda em você — ele ameaçou apertando novamente com força, me fazendo sufocar o grito que queria escapar da minha garganta.

Tentei puxar seu braço dali, o que piorou a situação, ele era mais forte do que eu, quando puxei seu braço, ele tirou e colocou novamente, apertando com o triplo da força anterior e me fazendo gritar.

Arfei tentando recuperar o ar pelo grito, mas foi em vão, ele apertou novamente e novamente, pela primeira vez em meses, eu estava com medo. Cameron estava abusando de mim, estava me machucando e me fazendo de refém.

Detestava o fato de estar desta maneira, era quase que um estrupo e eu não podia deixar isso acontecer.

Então fechei meus olhos e deixei, ainda faltava muito para o meu bairro, uma hora ele teria que parar e quando parasse, eu iria embora e ele também. De fato dele parou, pouco antes de uma curva, então com as duas mãos no volante e os olhos raivosos presos na estrada, achei uma deixa.

Liguei o rádio e aumentei o volume, destravando a porta do meu lado com cuidado para que ele não ouvisse, então, dei um soco nas suas bolas e abri a porta, saltando para fora do carro enquanto ele gritava e perdia o controle do mesmo.

Caí no acostamento, batendo a minha cabeça na beira da calçada. Antes de cair na inconsciência eu vi seu carro explodir contra a montanha metros a frente.

Notas finais
HAPPY B-DAY PERSEU JACKSON ♥ GENTE É ANIVERSARIO DO PERCY, VAMOS COMEMORAR NÃO VAMOS? NÃO SÓ POR ISSO, MAS TAMBÉM POR QUE O CAMERON FOI CONHECER HADES, A ANNIE ESTÁ ACORDANDO E PERCABETH TERÁ UNS CAPITULOS DE FELICIDADE E SERÁ MUITO MELADO. PREPAREM OS LENÇOS. Bem, meu icon ainda é o Dylan e irá continuar assim, mas o gif é do Percy por obvios motivos. Para comemorar, o que acha de recomendação e muitos comentários para a felicidade Percabeth em FS? LET'S GO! Beijos meus amores ♥