Fire Starter

17 Safe and Sound


You could be my luck. Even if the sky is falling down. I know that we'll be safe and sound. In could be my luck. Even if we're six feet underground. I know that we'll be safe and sound. We're safe and sound.

Suspirei sentindo os lábios dele tocarem um ponto sensível do meu pescoço e então pude sentir um sorriso se formar em seus lábios e o ruído da risada abafada sair da sua garganta, é, eu estava entregue demais.

– Algumas coisas nunca mudam — seus olhos atenciosos mê fitaram, ainda com um sorriso estampado nos lábios. Revirei meus olhos, empurrando seu peito para trás e depois me deitando ali, ele tocou o ponto que havia beijado e arrancado o meu suspiro com a ponta do dedo, fazendo pequenos círculos ali. — Calcanhar de Aquiles.

– Apenas você sabe da existência dele... Então guarde esse segredo, pois será totalmente nosso — sorri para ele, puxando seu braço para que ele me abraçasse e para que o arrepio acabasse.

– Tudo bem — ele disse me puxando para o seu colo, ainda sorrindo — Agora você vai me contar o que prometeu.

Soltei um muxoxo e me encolhi no seu colo, escondendo meu rosto na curva do seu pescoço e sentindo seu cheiro tão viciante, tão afrodisíaco e perdidamente bom. Era capaz de fazer uma mulher ficar louca com apenas esse cheiro.

Encarei seus olhos novamente, vendo que ele falava sério apenas com aquele olhar. Detestava quando isso acontecia, não gostava nem um pouco de quando isso acontecia, era ridículo e me fazia cair naquele labirinto sem saída que era a minha vida.

– Tudo bem — disse tão baixo que até confundi com um pensamento, mas ele ouviu e deu um sorriso reconfortante para mim. — Depois que fui embora troquei o rabo de cavalo pelos cachos controlados e bem modelados, troquei os jeans e os moletons por saias e sobretudos da moda, comecei a fazer cursos de outras línguas, como o francês; o italiano e o espanhol... Fiz curso de etiqueta, comecei a ir a desfiles com a minha tia, aprendi lutas marciais...

– Lutas marciais?

– Eu precisava aprender a me depender — respondi seu olhar como se fosse a coisa mais óbvia do mundo. — Terminei o ensino médio e fui para Cambridge, fiz arquitetura lá e logo que terminei voltei para Londres, frequentei alguns eventos da alta elite lá durante o verão e a parte do outono, depois decidi voltar para Chicago.

Dobrei as minhas pernas, encarando minhas unhas bem pintadas de vermelho sangue, esperando uma reação dele, uma reação que não veio. Talvez ele tivesse esperando por mais, talvez ele quisesse mais, talvez eu não quisesse falar mais.

– Apenas isso? Tenho certeza que não — ele cutucou a minha barriga, fazendo com que eu me contorcesse e risse pelas cocegas.

– Eu sei atirar, por plena defesa, assim como o arco e flecha. São tão doce quanto o açúcar, mas não queira fazer de mim a sua inimiga... Já fui a festa do príncipe da Inglaterra, mas ele é um idiota que só pensa em sexo. — revirei meus olhos, encarando ele em seguida. — E eu admito que desde que voltei, tenho medo de não acordar mais... Sei lá, medo de dormir e alguém aparecer para me matar.

Ele piscou, me deitando no sofá e me fitando por cima, com o olhar preocupado, então ele se deitou do meu lado e me puxou para o seu peito, me apertando de maneira reconfortante, como se eu tivesse sido feita para encaixar ali.

Fechei meus olhos, havia acabado de assumir um medo meu para ele, havia acabado de ficar vulnerável. Eu estava colocando cavalos para me proteger, mas eu não queria que eles se machucasse, não queria que eles morressem por minha causa. As vezes queria desistir de tudo e tentar ser feliz, mas não podia, tinha que honrar meus pais.

– Você está sã e salva, tenha certeza disso — ele falou com os lábios próximos a minha têmpora.

– E se a Rachel estiver montando um plano para me matar? — deixei a primeira lágrima cair. Ela era um misto de falsidade e sinceridade, os dois sentimentos batalhando dentro de mim, gritando. — Cam, e se ela tentar me matar? Tentar matar nós dois? Ela odeia nós dois, ela já quis nós dois mortos ou pelo menos ela já me quis morta e quis culpar você!

– Ei, olha para mim. — ele pediu segurando meu rosto nas sua mãos, com delicadeza. — Não vamos nos deixar afetar por isso, tudo bem? Nos somos mais fortes juntos do que separados e ela nunca tentou acabar conosco durante esses seis anos, ela tentaria se realmente quisesse colocar um fim nisso.

Concordei com a cabeça, afundando meu rosto no seu pescoço mais uma vez, com ele banhado em lágrimas verdadeiras. Estava sensível, estava me apegando a ele, estava deixando a verdade vazar e sinceramente, não me importava mais, Cameron merecia saber a verdade sobre mim, mentiras não levam a nada.

– Vingança — murmurei sem tirar meu rosto do seu pescoço. — Eu voltei para cá por vingança... Precisava honrar meus pais, honrar a mim mesma. Eu sofri demais para me tornar o que eu sou hoje, pode ter parecido fácil trocar o rabo pelo cabelo solto e comportado, ter trocado a calça pela saia e o tênis pelo salto alto... Pode ter parecido fácil ter feito os vários cursos, ter feito aulas de etiqueta e ter ido para Cambridge, mas não foi! Eu podia estar bem fisicamente, mas o meu emocional estava atolado e atordoado... Decidir a vingança e voltar para cá foi a coisa mais difícil da minha vida!

Ele me apertou mais, eu não apenas chorava, eu soluçava. Abrir o jogo para ele era mais complicado do que eu imaginava, porém ele havia me apertado em vez de me soltar e me encarar com desgosto... Cameron havia mê surpreendido, talvez ele tenha entendido, ele é o único que sabe sobre isso, nem a Thalia ou os meus tios sabiam o tão quão difícil foi decidir sobre a vingança ou Chicago.

– Passei por altos e baixos, surtos e ataques de pânico, psiquiatras, psicólogos e terapeutas. Eu sofrir para chegar no que eu sou hoje, não apenas fisicamente, mas principalmente emocionalmente, até três anos atrás eu estava decidida a nunca mais voltar para Chicago ou muito menos pensar na Rachel, eu havia superado tudo, mas meu tio apareceu com a proposta de eu ter a chance de me vingar e eu fiquei pensando "Por que não?" e então eu aceitei, decidi voltar, treinada e decidida a não me apegar nada aqui, não posso deixar ninguém se ferir pelos meus atos... Então, Cameron, se você quer mê deixar, a hora é agora. Vai doer em mim, sei que provavelmente vai doer em você, mas não quero te ferir — falei me afastando dele e encarando seus olhos azuis. Ele não merecia a mentira, ele não merecia a verdade, ele não me merecia em aspecto nenhum, eu era a pior pessoa do mundo, totalmente sem caráter. — Você não me merece, ninguém me merece... Em vez de tirar o que sofri como uma experiência de vida eu fiz disso um motivo para me tornar alguém pior que a Rachel.

– Eu te entendo, não vounte julgar, vou ficar do seu lado... Como já disse: somos mais fortes juntos de que separados. — ele disse me puxando para perto novamente e dando um beijo na minha cabeça. — Se você tem um motivo para estar aqui novamente, cumpra ele, mas eu quero que você fique com os olhos abertos, tudo bem? Quando ver que isso foi longe demais, pare, por mim.

Concordei com a cabeça, sorrindo minimamente, sem encarar ele, sentindo seus braços fortes me puxarem ainda mais para perto. Cameron não me merecia ainda, mas ele me queria, e isso já era o suficiente para me dar força para ir para o próximo passo.

– Você não está bravo ou estranho comigo... Por que?

– Não tenho motivos para isso, quando pedi para que você deixasse eu te conhecer novamente estava aberto para tudo o que você me mostrasse, inclusive vingança. — ele deu um sorriso sincero para mim. — Eu estava esperando por tudo de você, disposto a aceitar tudo, preparado para tudo.

Tomei uma iniciativa inesperada e tomei seus lábios para os meus, sentindo uma sensação diferente de quando foi a seis anos atrás, era algo mais urgente, mais quente e sem aquela sensação de estar fazendo algo errado. Seus lábios ainda se encaixavam nos meus, nossas línguas batalhavam e o fevor percorria o meu corpo.

Suas mãos se prenderam na minha cintura, me puxando para mais perto dele e colocando nossos corpos. Abracei seu quadril com as minhas pernas, roçando nossas intimidades e fazendo um pequeno gemido escapar dos meus lábios. Cam riu e me encarou, com a sobrancelha arqueada.

Ele abriu a boca para dizer algo, mas um latido chamou a minha atenção e me fez encarar o corredor. Latindo freneticamente para mim na porta do corredor um cachorro mesclado de branco e preto com olhos azuis, com as patas dianteiras dobradas e o rabo balançando de um lado para o outro.

– Quem é essa coisinha fofa e brava? — encarei Cameron com um sorriso surpreso no rosto, depois me voltei para o cachorro que ainda latia, se aproximando de nós dois.

– Este é o Danger, meu Husky Siberiano — Cameron sorriu estralando os dedos para ele. — Danger não é bravo, apenas ciumento... Ele não gosta muito de outras pessoas em cima do seu dono.

Escondi meu rosto na curvatura do seu pescoço e controlei a gargalhada, enquanto ele se estava meio inclinado para acariciar a orelha do Danger. Ele inclinou a sua cabeça para mim e eu tive a certeza que ele arqueou a sobrancelha, então pegou o cachorro e colocou entre nós.

– Ei — me assustei quando o filhote começou a me cheirar. — Ele vai me morder?

– Que? Não!

– Disse que ele não gosta de pessoas em cima de você, caso não esteja sentindo, eu sei que está, eu estou em cima de você — falei sentindo o cachorro se aproximar de mim.

– Ele estranha qualquer um, Annie, é filhote ainda... Faz um mês que está comigo e sinceramente, até eu ele estranha as vezes — Cameron riu, afastando o focinho do Danger do meu rosto. Receosa, eu aproximei minha mão dele e acariciei de leve, quando ele não mostrou que ia me morder, acariciei ele com mais coragem, mais dócil. — Viu? Ele é apenas um bebê, estranha qualquer um.

– Tudo bem, mas prometa que vai deixar eu ficar com o seu dono, pois ele é um pouquinho meu também, Danger. — acariciei atrás da sua orelha, vendo que ele lambia meu braço. Sorri para o Cameron, me aproximando dele e tocando nossos lábios novamente, contente por ter me aberto com ele, aliviada por ter conseguido o que queria com a minha vingança e pronta para a explosão que aconteceria nos próximos dias. Cameron era o melhor de tudo.

Notas finais
Twitter: @expressdylan I COULD LIFT YOU UP. I COULD SHOW YOU WHAT YOU WANNA SEE. Ai gente, essa música tem uma batida tão legal, to com ela na cabeça. Não chegamos aos 30 comentários, mais eu não resisti, CHEGAMOS AOS 200! É, legal não é? Nada de Percy nesse capítulo, porém no próximo sabe o que acontece? Sabe? É A FESTA DE NOIVADO DA RACHEL COM O PERCY! Uhul eu parei de enrolar e finalmente a festa vai acontecer, mas como a Annie e a Calypso vai estar lá, elas não vão deixar passar em branco não é? TEM PERSONAGEM NOVA NO PRÓXIMO! ELA VAI SER UMA BITCH FDP! Eu sei, devia ter colocado esse gif no capítulo anterior, mas coloquei nesse, não resisti. KISSES ♥ (ME SIGAM NO TT)