Fire Starter
39 Let Me In

Gimme, gimme that love. I'll be waiting for you. Catch my hand. I'll be fighting for you. Let me in, yeah.
Passei o dedo pela borda da minha xícara de chá, olhando de maneira frustada o movimento das pessoas pelo Central Park, mesmo que o tempo fechado, carregado por várias nuvens negras e altos trovões indicasse que hoje era um péssimo dia para se sair de casa.
Eu estava bem frustada, cansada e com algumas dores nas costas — que segundo a minha médica, era super normal, afinal de contas, eu estou grávida. Também estava me sentindo sozinha, que, tirando o bebê dentro mim, era verdade, Percy estava em reunião e eu não tinha outra companhia a não ser um bebê preguiçoso que se recusa a me dar o prazer de senti-lo mexer ou chutar.
– Isso não é nada legal, bebê — resmunguei baixinho para a minha barriga, enquanto pegava a xícara e levava aos meus lábios.
Havia algumas crianças correndo pelo parque, e algumas mães correndo preocupadas atrás dessas crianças. Também tinham alguns casais, adolescentes e mais velhos, passeando e namorando.
Odiava o fato da gravidez mexer com todos os meus hormônios, esse realmente era o ponto mais chato. Em momentos como os de agora, olhar para um casal se beijando, uma mãe empurrando um carrinho de bebê ou abraçando uma criança que caiu e começou a chorar, me fazia querer chorar também.
Era como se à gravidez estivesse derrubando todas as barreiras que eu havia construído e, agora, eu estava começando a ficar sensível a qualquer coisa, qualquer momento. E era tudo o que eu não podia ficar: sensível.
– Sinceramente, Annabeth, eu achei que você fosse mais esperta que a Rachel, mas estou vendo que não... Está dando o mesmo golpe que ela deu no Percy: o famoso e infalível golpe da barriga — Luke riu se sentando na cadeira vaga de frente para mim, me deixando assustada.
Fazia meses que eu não via Luke Castellan, realmente havia esquecido dele por completo e, bem, agora ele estava de frente para mim, me encarando com um sorriso de lábios fechados, todavia, seu olhar estava escuro e com um claro aviso de cuidado. Que é claro que eu descartei
– Luke Castellan.... Não é um prazer revê-lo e, para a sua clara informação, não estou dando golpe nenhum, não preciso usar o mesmo plano sujo e baixo para ficar com o Percy, eu amo ele e ele me ama, é isso que mantém duas pessoas unidas, não é?
– Hm, não sei, a mulher que eu amo e que eu sei que me ama também está atrás das grades e, poxa vida, eu não posso visitá-la sem um maldito documento assinado pelo juiz que a incriminou. — ele deu um leve tapa na mesa, relaxando as costas na cadeira. — E a culpa é sua.
– Ah, a culpa é minha? Claro, até porque eu tentei matá-la diversas vezes e então ela teve que fugir para o outro lado do oceano para se manter viva, enquanto eu fiquei aqui, brincando com o coração de um homem incrível e tentando roubar todo o dinheiro dele... É, eu acho que a culpa é minha mesmo — soltei um suspiro dramático, olhando para ele de maneira firme. — O que você quer, Castellan?
– Eu vim te dar um aviso e espero que você não se esqueça dele, pois você vai poder um dia virar e dizer: "Nossa, não é que o Luke me avisou? " — ele disse com um sorriso debochado e com o olhar maléfico.
– Então diz.
– A Rachel vai voltar, ela não se dá por vencida tão facilmente, você sabe disso, não é? — ele esticou o terno, respirando fundo. — E, Annabeth, quando ela voltar, ela não vai parar até ver o seu corpo enterrado a dez palmos abaixo no chão... Se eu fosse você, começava a dormir com os olhos abertos.
...
Soltei um suspiro satisfeito sentindo os dedos do Percy apertarem meus nervos e músculos, o que iria me trazer certa calmaria das dores por dois ou três dias segundo Nice.
Minha cabeça também parecia que ia explodir quando voltei do meu passeio por New York, mas depois de um longo banho morno e agora com a massagem do moreno, eu simplesmente passei a deixar a minha estranha conversa com Luke Castellan de lado.
Ele podia estar blefando, Rachel não iria fugir de uma prisão de segurança máxima, e, se isso acontecesse, eles iriam atrás dela e a sua pena apenas iria duplicar ou então ela seria morta.
Eu estava sã e salva, eu e a minha família estávamos sãos e salvos das garras egoísta e gananciosas dos Dare.– disse a mim mesma, tocando a minha barriga nua com das pontas dos dedos. Não iria deixar ninguém destruir a minha família, não iria deixar isso acontecer de novo.
– Ai! — resmunguei encolhendo meus ombros e, ao mesmo tempo e por instinto, me afastando do Percy.
– Está tudo bem? — ele questionou sem entender, acariciando meu pescoço levemente.
– Sim, está... É só que, você apertou um pouco forte demais e ultimamente eu tenho estado bem sensível — mordi meu lábio inferior, me virando para ele e vendo o seu semblante preocupado relaxar. — Essas cargas extras de hormônios estão acabando comigo.
– Eu adoro essas cargas extras de hormônios — ele me deu um sorriso enquanto eu me arrastava na cama para deitar. Apoiei o travesseiro na cabeceira da cama do hotel e relaxei as minhas costas ali, olhando calmamente para ele.
– Quer eles para você? — disse por fim, com uma sobrancelha arqueada. De maneira lenta, levei meus dedos até os meus seios doloridos e bem maiores que o normal, comessando a massageá-los para ver se o dolor passava.
– Fala sério, Ann, tem mesmo que fazer isso na minha frente?
– Meu anjo, quando esse bebê nascer eu vou ficar com o meu seio de fora várias vezes e você terá que se acostumar — respondi de maneira serena, eu realmente não estava fazendo isso de propósito para provocá-lo. — Além do mais, eles estão doloridos.
Ele me encarou por meio minuto e soltou um suspiro, dando-se como vencido, e então se aproximou de mim. Seus lábios tocaram os meus com leveza, sugando-os calmamente para então ele se separar de mim e me encarar com um sorriso sincero.
Como ele podia ser tão paciente comigo e com as minhas reclamações?
– Ainda estou esperando o dia em que você vai me acordar de madrugada com algum desejo maluco... — ele disse ficando de joelhos e, aos poucos, puxando meu corpo para baixo, delicadamente para que eu não me machucasse. Muitas pessoas confundem a gravidez como um momento que você deixa de ser humano e vira alguém de vidro que, se precionar um pouquinho demais, vai quebrar.
– Você provavelmente não iria acordar — soltei um suspiro sentindo seus dedos subirem pelo meu corpo. O fato de eu estar usando apenas minha cueca feminina da universidade ajudava o moreno a arrancar suspiros meus. — É preguiçoso e tem um sono bem pesado.
– Nós fazemos alguns sacrifícios por amor — ele disse ignorando por completo os meus seios e levando as suas mãos até o meu rosto. Seus polegares tocaram meus lábios semi-abertos e eu logo tratei de deixar um leve beijo ali, feliz com as palavras que havia acabado de ouvir.
Seus lábios tocaram o meu queixo e deixaram ali um leve beijo, para então seguirem a trilha que o moreno criava, deixando um rastro quente por onde ele passava. Ele apenas beijava toda a extensão do meu pescoço, cada um dos pássaros no meu ombro e, quando finalmente ele chegou aos meus seios, a sucção começou.
Seus chupões eram fortes, algumas vezes ele mordia, mas isso apenas amenizava o dolor dos meus seios, que aos poucos era trocado pelo prazer que tomava conta de cada célula, de cada átomo e fazia a minha corrente sanguínea correr depressa, carregando consigo o choque prazeroso que eu sempre sentia quando meu corpo entrava em contado com o dele, gerando por fim um arrepio maravilhoso, aquele arrepio que chega até na alma e te faz implorar por mais.
– Hm... — gemi baixinho, sentindo seu chupão ao lado do meu mamilo e relaxei ainda mais as minhas costas no colchão, sentindo alguns espasmos.
Fechei meus olhos, apertando meus dedos nos lençóis enquanto sentia seus dentes se prenderem entre o meu mamilo e puxá-lo, para então soltá-lo e voltar ao seu trabalho de leves mordidas e alguns chupões pelo meu seio que, provavelmente estava vermelho e que, eu podia sentir ele ficar cada vez mais rígido.
Soltei meus dedos dos lençóis da cama quando senti seus selinhos molhados no vale entre meus seios, subindo e descendo algumas vezes para então ir na direção do meu outro seio, aquele que ainda estava intacto.
Levei as minhas mãos até os ombros do Percy, dando leves apertos e algumas unhadas ali, indo na direção da sua nuca com esses movimentos. Não sabia se ele estava fazendo isso para me provocar ou para me relaxar, mas eu sabia que precisava dele para mim.
Coloquei meus dedos entre aos seus fios de cabelo e os puxei, sem me importar se ele estava sentindo dor ou não. Aos poucos ele retirou os lábios vermelhos do meu seio e me encarou, com o olhar cheio de luxúria.
Puxei seu rosto na direção do meu, levantando a minha cabeça para que o processo fosse mais rápido e, quando meus lábios tocaram os meus, eu rapidamente me vi pedindo passagem. Ele cedeu, deitando o meu rosto conforme nosso beijo se tornava cada vez mais voraz, intenso e transmitia apenas uma coisa: o desejo.
Ele colocou cada uma das suas pernas em cada lado do meu corpo, deslizando seus dedos pelo meu pescoço, pelos meus seios e pela minha barriga de grávida, até chegar ao cós da minha cueca feminina, para então retirá-la com a ajuda das minhas pernas.
Seu polegar precionou meu clitóris e começou a massageá-lo prazerosamente, me fazendo soltar um gemido entre o beijo, que realmente agradou o moreno. Unhei toda a extensão das suas costas, puxando ela na direção do corpo e fazendo meus seios tocarem o seu peito de propósito.
Com a ajuda dele, eu rapidamente livrei Percy das duas únicas peças de roupa que ele estava usando: uma calça de moletom escura e a cueca boxer. Ele chutou a peça de roupa para longe da cama e, no momento em que seus dedos me penetraram, eu peguei seu membro e comecei a estimular ele.
Seus olhos encontraram os meus e a sua mão livre afastou os fios de cabelo da minha testa enquanto um sorriso dócil e sincero se formava em seus lábios, me fazendo sorrir também. Seus fios negros caiam sobre a sua testa, molhados de suor, todavia, isso apenas o deixava mais sensual.
– Eu te amo, Annabeth Chase — ele disse ofegante e em um murmuro, tirando seus dedos de dentro de mim. Afastei as minhas mãos do seu membro e abri as minhas pernas, sentindo meus olhos lacrimejarem ao ouvir aqueles meras três palavrinhas que, um dia, eu imaginei que nunca iria ouvir.
– Eu te amo, Percy Jackson — murmurei tocando seu rosto e sentindo seu membro me preencher, piscando algumas vezes para que as lágrimas parassem de atrapalhar a minha visão.
Mordi meu lábio inferior sentindo seus movimentos lentos, porém intensos, as estocadas não eram como as de antes. Eram melhores, os movimentos lentos e intensos agora tinham um significado: amor.
Rebolei meu quadril seguindo os seus movimentos, dançando conforme a música que ele tocava. Ele apoiou cada um dos antebraços em cada lado da minha cabeça, aproximando seus lábios dos meus enquanto seus movimentos tomavam mais força.
Gemi sentindo os espasmos ficarem mais fortes, as pontas dos meus dedos — que acariciava seu couro cabeludo enquanto seus fios negros e macios faziam leves cócegas na minha palma — começaram a formigar e a necessidade de querer mais, de ter mais, ficou maior.
Engoli alguns gemidos mais altos, ouvindo alguns gurnidos e gemidos escaparem dos lábios do moreno, que tentava abafa-los com beijos e chupões no meu pescoço, mas era em vão.
Nossos movimentos começaram a ficar mais bruscos, as estocadas mais rápidas e fortes e os nossos gemidos se misturavam em diferentes tons enquanto eu tentava alcançar o ritmo do corpo dele, o que apenas tornava tudo mais intenso e prazeroso.
Seus olhos verdes encontraram os meus conforme ele tentava se controlar e diminuir o ritmo. Ambos gemendo e ofegantes quando chegamos ao ápice juntos.
Ele se jogou ao meu lado, suado e cansado, tentando colocar a respiração no lugar. Eu não estava muito diferente dele e, depois de longos minutos, ele me puxou para o seu corpo e eu pude deitar minha cabeça em seu peito, sentindo seus dedilharem pelo meu corpo, até chegar a minha barriga e pousar a sua palma ali, para começar a acariciar ela.
Uma batida o meu coração falhou e eu senti meus olhos encherem de lágrimas, não me importando em impedi-las de cair. Percy sentiu também, porque ele me olhou com o sorriso mais intenso que eu já havia visto nos seus lábios e pressionou mais a sua mão em um lugar fixo na minha barriga, enquanto eu colocava a minha mão sobre a dele.
– Nosso bebê chutou — murmurei com a voz embriagada e rouca por causa do choro.
– Sim, nosso bebê chutou — ele falou contente e, logo depois, deu um beijo no topo da minha testa.
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