Notas iniciais
AVISO NAS NOTAS FINAIS!!!!!!

No silver or no gold. Could dress me up so good. You're the glitter in the darkness of my world.

Mordi o interior da minha bochecha, vendo Percy vestir a cueca vermelha da American Apparel e, instantaneamente, deixando um sorriso malicioso se formar nos meus lábios e apoiando a minha cabeça na mão, uma vez que meu cotovelo estava apoiado na cama do moreno, para ter uma melhor visão da sua bunda.

Assoprei uma mecha da minha franja que caiu no meu rosto e soltei um suspiro, vendo as costas malhadas do moreno — provavelmente por causa das corridas matinais — e também vendo também alguns traços da sua tatuagem de caveira.

– Onde você vai?

– Comprar alguma coisa para comer, você é um desastre na cozinha e, nos próximos nove meses...

– Tecnicamente são sete.

– Você estará comendo por dois — ele disse puxando uma calça e uma camiseta de dentro do seu guarda-roupa. Fiz um biquinho convincente o suficiente para fazer o moreno se aproximar de mim.

Fiquei em pé na cama, caminhando até ele e passando meus braços no seu pescoço. Ele apoiou as mãos na minha cintura e prendeu meu corpo ao dele, me tirando de cima da cama e me rodando no eixo dele, até que ele parou e eu pude agarrá-lo e abraçar o quadril dele com as minhas pernas e, finalmente, colar os lábios dele aos meus.

– Eu estou com fome, mas é de outra coisa — disse com os lábios quase colados aos dele, fazendo o moreno sorrir. Me abracei mais a ele e mordisquei o seu lábio inferior algumas vezes, para então beijá-lo mais uma vez, sentindo os lábios macios dele se encaixarem aos meus e o beijo, que havia começado calmo e sereno, estava se tornando voraz.

Agarrei os seus fios da nuca, puxando eles com força e sentindo meu corpo se inclinar para trás, até estar deitada na cama com o corpo do moreno sobre o meu, separando nossos lábios com pequenos beijos.

– Você precisa comer, anjo, e não é isso que você está imaginando — ele falou e deu um beijo na minha testa, pegando a sua roupa e vestindo ela rapidamente. Eu bufei irritada, me levantando da cama e indo até o banheiro.

– Quero comida francesa — disse antes de bater a porta do banheiro com força.

Puxei a minha blusa para cima e rapidamente levei meu sutiã junto, sentindo meus seios doloridos, retirei meu short junto com a minha calcinha e me enfiei sob a água gelada da ducha, fechando os meus olhos e deixando a temperatura da água acalmar meus hormônios.

Passei os dedos no meu rosto, levando os meus fios de cabelo que caíram juntos para trás e soltando um suspiro, para finalmente olhar para a minha barriga e perceber que ela não estava mais tão lisinha assim.

No meu ventre tinha uma leve elevação, pequena, mas era visível para mim, já que a tanto tempo estava acostumada a ter a minha barriga lisa e a manter meu peso em um só.

Levei meus dedos até o meu ventre e toquei ele, fechando meus olhos mais uma vez e tentando imaginar o que eu tinha ali dentro. Normalmente as mães tem pressentimentos sobre qual é o sexo do meu bebê, mas eu não tinha nada ainda, talvez por que fossem cedo demais, ou simplesmente porque eu não consigo me imaginar segurando um bebê meu.

De maneira alguma, eu conseguia me imaginar mãe. Não conseguia visualizar uma criança, um menino ou uma menina, correndo até mim e gritando "Mãe!".

Por algum motivo relacionado a isso eu comecei a chorar, querendo ter a minha mãe ao meu lado, para me ensinar a enfrentar isso e para estar ao meu lado, me alertando de tudo.

Eu havia desistido da vingança porque ela não iria querer que eu fizesse tal coisa, mas a Rachel não tirou dela apenas o direito de ser mãe outra vez, porque Atena estava grávida de poucos meses quando a Chase Memorial foi explodida, mas a Rachel e a sua família também tirou da minha mãe o direito de ser avó e de me ensinar a ser mãe.

Rachel havia tirado muito da minha mãe e de mim, não era justo ela passar apenas cinquenta anos na prisão. Ela merecia muito mais.

– Respira, Annabeth — disse a mim mesma, levantando a minha cabeça e deixando a água gelada levar as minhas lágrimas. Tomei meu banho tranquilamente e sai do box do moreno, puxando uma das toalhas pretas e envolvendo o meu corpo nela.

Caminhei de volta para o quarto do moreno e abri o guarda-roupa dele, tendo uma noção de que todas as minhas roupas estavam no andar de cima. Puxei uma cueca boxer preta da American Apparel — ele parece ser uma queda por essas cuecas — e uma regata branca dele, que acabou virando um vestido em mim, uma vez que a barra dela quase chegou ao meio das minhas coxas.

Desembaracei meu cabelo com uma escova que eu carregava dentro da minha bolsa e me joguei na cama mais uma vez, ligando a televisão e passando os canais tediosamente, deixando por fim na MTV.

❤

Prendi a minha respiração, mas rapidamente soltei ela de volta, sentindo as mãos de Rachel precionarem a minha cabeça submersa na água e a Calypso empurrar a minha coluna para baixo.

Eu me debatia, sentindo os meus pulmões queimarem pela falta de ar e rapidamente sentindo os meus olhos pesarem.

– Vai, Annie, será mais fácil ainda se você seder... Irá se encontrar com os seus pais! — Rachel disse afundando ainda mais a minha cabeça. Apertei meus olhos e tentei me virar, mais acabei batendo minha testa no fundo da banheira e fiquei tonta — Acho que nem precisarei de muitos esforços dessa vez, do jeito que você é lerda, irá acabar se matando por mim... Será um grande favor, tenho que admitir.

– Vamos acabar logo com isso — Calypso soltou as minhas costas, deixando mais fácil ainda o trabalho de me debater, até que finalmente consegui me respirar um pouco, mas a Rachel me segurou pela testa e me afundou de novo, fazendo com que água entrasse nos meus pulmões. Calypso apareceu na minha frente, mesmo com a minha visão embaçada por causa da água.

Elá tinha algo nas mãos, algo que ela ergueu sobre a cabeça e lançou com a maior força possível na minha direção, acertando um dos lados da minha cabeça e me fazendo desmaiar, sem antes ouvir a risada das duas e o sangue, meu sangue, ficando diluído pela água.

...

Olhei para o saquinho na minha mão e depois para o meu reflexo no espelho, vendo nada mais nada menos do que uma garota com anorexia, lábios secos e os ossos da face marcados na pele. Meus olhos estavam fundos, cheios de olheiras e talvez meio vermelhos também.

Respirei fundo e tranquei a porta ao meu lado, tremendo por causa do frio rígido de Londres, mas não me importava mais em morrer por hipotermia, ou então por overdose ou por qualquer outra coisa. Talvez a morte fosse menos dolorosa do que continuar vivendo.

– Você já fez isso várias vezes, Annabeth, uma a mais não fará diferença. — disse a mim mesma, limpando o mármore da minha pia e virando ali o pó branco, com cuidado para ele não se espalhar todo.

Abri a primeira gaveta e, por baixo de vários cremes que eu quase nunca usava, tirei um canudo pequeno, colocando uma das pontas dele perto da cocaína e aproximando meu nariz dali, respirando fundo o pó que, no início, me deixava com vontade de espirrar.

Me afastei um pouco do canudo e cocei meu nariz com a mão passando ela por todo o meio rosto logo em seguida, para então jogar meu cabelo paras e olhar o canudo com mais uma grande quantidade de cocaína.

❤

– Annabeth, meu anjo, acorde — Percy chaqualhou o meu ombro, me fazendo acordar aos poucos e abraçar o peito dele, chorando. — Sonho ruim?

– Lembrança ruim — murmurei com a voz abafada, sentindo ele me apertar ainda mais ao corpo dele e dar um beijo na minha cabeça. Nós ficamos abraçados ali por um longo tempo, eu acho que foi longo, mas chegou uma hora que ele se ajeitou na cama e me puxou para o colo dele.

Respirei fundo, deitando a minha cabeça no seu ombro e sentindo seus braços me apertarem ainda mais, como se tivesse tentando me fundir ao corpo dele. Eu não me importei, só fiquei ali, olhando para o nada, deixando as lágrimas silenciosas caírem, sentindo o calor do corpo dele e a sua respiração pesada.

– Quer falar sobre isso? — ele perguntou e eu neguei com a cabeça. Não a nada que eu tenha sonhado, ou tido um pesadelo, que ele já não soubesse, porque ele sabia de tudo. — Então chega de chorar, por favor, detesto ver você chorar.

– Não se importou em me ver chorar quando terminou comigo — respondi fechando meus olhos, por causa da dor da lembrança. — Ninguém nunca se importou comigo quando eu chorava.

– Não é verdade, naquele dia eu estava uma fera com você, mas não sabia se me doía mais ver você chorar ou saber da sua vingança — ele respondeu me afastando do seu ombro e, delicadamente, segurando meu rosto entre as suas mãos. Seus olhos verdes brilhavam na tonalidade mais bonita que eu já havia visto na minha vida, um verde claro, mas brilhante, como um farol na escuridão da madrugada para um navio perdido. — Quantas vezes terei que repetir que os últimos dois meses foram os piores para mim? Depois que eu te conheci, Annabeth Chase, eu não consegui mais imaginar a minha vida sem você. Eu não consigo mais me imaginar sem seus cachos espalhados pelo meu travesseiro quando acordo, sem o seu sorriso meigo e sem seus olhos cinzas tempestuosos, cheios de determinação e, ao mesmo tempo, cheios de dúvidas.

Concordei com a cabeça, dando um leve sorriso para ele e vendo um sorriso se abrir nos seus lábios. Ainda hipnotizada pela cor dos seus olhos, eu me inclinei para frente e toquei seus lábios, sentindo a maciez deles precionados aos meus e, deixando que ele me beijasse de verdade, com nossos lábios se encaixando, com as nossas línguas brigando por uma guerra que nunca teria fim. Me ajeitei melhor no colo dele, colocando meus dedos nos seus fios macios e sentindo uma das suas mãos na minha nuca, enquanto sua outra mão estava na minha cintura.

– Sabe, eu estava pensando no nome do nosso bebê — disse depois que nos separamos, com um sorriso um pouco maior. — Se for menina, pode se chamar...

– Eu diria Fire, combina com nós dois — ele arqueou a sobrancelha, levando as mãos até o meu ventre.

– É, eu ia dizer Winter, mas Fire combina muito mais — dei um leve beijo nele, me afastando logo em seguida. — Se for menina será Fire e, se for um menino, eu quero que seja Ashton.

– Ashton? Não gosto.

– Do que você gosta então?

– Ocean.

– Qual o seu problema com nomes normais?

– Fala como se Annabeth fosse super normal!

– Que seja, você escolheu o nome dela, eu escolho o nome dele. Será Ashton, a voz da mãe é a voz de deus.

– Nunca fiquei sabendo disso — ele mordiscou meu lábio inferior. — Tenho nove meses para te convencer o contrário.

– Tecnicamente são sete. — respondi acariciando seu rosto — Quase seis.

– Que seja, meu filho nunca irá se chamar Ashton — ele me jogou na cama, ficando por cima de mim.

– Tenho um forte poder de persuasão.

– Eu sei, adoro ver você usá-lo, anjo — ele declarou e então me beijou, de maneira voraz. Eu correspondi, tendo uma noção do que iria vir a seguir.

Notas finais
ENTÃO EU QUERO MUITO A ATENÇÃO DE VOCÊS!!! Já tenha? Ótimo! Então serei rápida e direta. Eu irei deletar FS! CALMA NÃO SURTEM OKAY? Eu voltei a ver Revenge - é eu tinha parado - e essa nova temporada me deu várias ideia para um fic inteira e, digamos que, FS não tomou o rumo que eu queria que tivesse tomado. Então eu irei reescrever a história e postar ela novamente em Janeiro, okay? Então, até ano que vem com a nov história! Fiquem sabendo que só irei deletar essa nas vésperas da outra! Bom natal e feliz ano novo!